Um Dia Eu Tive
4 Capítulo 4
Notas iniciais
John:
Nunca fiz faculdade de psicologia, mas muitos falam que eu sou o melhor psicólogo da cidade. Na verdade, deixo as pessoas contarem seus atos passados – Tanto os mais antigos, quanto os mais recentes- e eles se sentem como pessoas importantes, a personagem principal do filme.
Não é necessária nenhuma faculdade para resolver certos problemas, basta doar atenção e carinho e isso para mim é fácil, pois acho magnífica a forma de vida das pessoas deste mundo.
John d’ La Perguarda, este é o meu nome, mas aqui prefiro que me chamem de John Santos, pois este nome é mais comum. A vida do senhor Perguarda é feita de um reinado, mas a do senhor Santos é a de um psicólogo.
O país de Guardvan é cercado por criaturas esquisitas, pelo menos na visão de uma pessoa da Terra, mas para mim, tudo é fascinante.
Estou vivendo a um bom tempo na Terra e tudo graças a Kill. Quando ela morrer, eu morrerei junto, pois fiz esta ligação assim que ela nasceu.
Convenhamos que ter magia é uma grande merda, e se não acredita, imagine como é viver sabendo que você é a arma, e que se ela quebrar, você esta morto, sem possibilidade de sobreviver.
Quando se tem magia, a vida é apenas uma batalha. E quando você é o rei de um país mágico você é a arma principal, onde tem que usar as outras armas para ficar por último...
É, eu disse que era uma merda.
Kill foi a arma mais incrível que eu já vi, e não poderia dar o “gosto” dela ao meu país.
Na verdade tudo trabalhava em conjunto. Se Kill ficasse em meu planeta, ela destruiria a humanidade, e eu sabia disso porque aos cinco anos, ela matou o próprio irmão...
Que ainda era um feto.
E se ela fazia isso sem arrependimentos, imagina com as pessoas que podiam defender-se?
Eu amava aquela garota, amava como uma filha que eu jamais teria. Assim como eu, ela era a arma perfeita para o meu país.
Assim ela foi trancafiada por anos, eram feitos todos os tipos de testes, tudo para ter um controle perfeito sobre ela. Assim que a levaram até mim, eu soube que ela não suportaria e logo tentaria vingar-se.
A arma perfeita foi solta e usada, acho que até abusada. Mas aos poucos ela mostrava sua face verdadeira, uma perfeita atriz. Em certa noite, o ataque perfeito foi planejado e feito por ela. Atacara o castelo e destruíra as melhores “armas”, isto é, depois dela.
Com dificuldade consegui, amarrá-la com cordas banhadas em seu sangue real – o que fortalece a corda. Ela estava irritada, e eu feliz, a salvaria naquele instante.
Já havia tido diversas guerras contra ela, mas aquela tinha me limitado a pouca energia, mas energia suficiente para mandá-la a sua nova casa.
Julguei ser necessário apagar a memória dela, mas com pouca magia, só pude prender sua memória e esconder a fechadura da chave. Por ironia do senhor destino, ela pôde escolher a fechadura, sendo assim, mais cedo ou mais tarde a “merda” teria que ser limpa.
Escondi-me em qualquer canto até dar o tempo de limpar a merda toda.
O ponto chave, é que meu plano deu certo.
Uma parte dela hibernou quando ela tinha cinco anos e isto eu digo ser a única coisa boa na magia, raramente seus planos dão errado.
O corpo mágico de Kill, ou melhor, sua armadura, se desfez no dia em que ela percebeu que a vida era algo bom e ao largar aquele desprezo, o corpo que hibernava “acordou”, e ela esperou por quem lhe ensinou a amar a vida.
Não sei se Mark pode viver sem a Kill, mas sei que Kill não é nada sem o Mark.
Eu transformei a arma, em mulher.
E minha recompensa foi algo que eu nunca imaginei. Parece que segundas chances sempre vêm para quem esta disposto a amar.
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