Um Dia

1 Capítulo 1


“Preconceito – ideia ou conceito formado antecipadamente e sem fundamento sério ou imparcial”.

“Opinião desfavorável que não é baseada em dados objetivos, igual à intolerância”.

Estado de abusão, cegueira moral”.

“Superstição.”

Tempo de viver.

Bom, hoje tenho uma história a contar a todos pode ser ficção, ou não, mas qual motivo de falar o que é real ou irreal?

Apenas sei que muitos passaram ou passam pelo que passei e precisei antes de ir deixar a todos isso que espero inspirar e ensinar a muitos sobre nós e que somos perfeitos e normais e não diferentes, apenas amamos e queremos como todos ser feliz.

Vida.

Capitulo I.

Me chamo Carlos Eduardo para os amigos Dudu, me formei em medicina hoje sou neurologista em um hospital em Recife, tenho 26 anos é sei podem ate pensar como pode isso?

Entrei na faculdade mais cedo do que devia e me formei de mesma forma, tenho uma vida legal, moro sozinho, tenho pais maravilhosos e um irmão mais novo que sou louco por ele.

O menino é um maluquinho e sempre saímos juntos ou ele dorme em minha casa, tenho uma namorada que nos conhecemos na faculdade e estamos juntos há uns 4 anos acredito.

Nathalia o nome dela eu a chamo de Nath, Thiago é meu irmão o louquinho que lhes falei, meus pais e o resto de minha historia vocês irão conhecer aos poucos.

Hoje meu plantão termina as 16:00 horas e como sempre faço vou correr no calçadão vendo as ondas do mar sentindo aquele cheiro bom e sentindo a brisa marítima.

No final da corrida sempre paro para tomar uma água de coco no seu Luiz, e ao sentar no quiosque escuro um estrondo tirei meus fones do ouvido e vi que um skatista havia caído sério, como sempre corri para ajudar.

Acho que o garoto tinha seus 19 a 20 anos, ele estava segurando o tornozelo com uma face de quem sentia muita dor.

Me aproximei e falei que era médico segurei o tornozelo dele e vi que não havia sinal de fratura ao menos ao toque não.

Ele ainda sentia muita dos às pessoas em volta ficavam com aquelas caras de curiosidade eu pedi a um rapaz que pegasse as cosias dele e me acompanhasse, eu o apoiei e ajudei a pular em uma das pernas ate o quiosque do senhor Luiz.

Lá o acomodei em uma cadeira e pedi um saco de gelo para colocar no tornozelo machucado.

- Coloca ai para aliviar – falei entregando o saco com gelo.

- Obrigado me chamo Lucas e você? – pergunta ele.

- Carlos, mas me chama de Cadu, olha sou neurologista, mas pelo que vi isso ai foi apenas a pancada não há fratura, mas é bom ir a um ortopedista.

Entreguei o cartão de um amigo meu para que ele fosse especialista.

- Obrigado amanhã eu vou, pois não posso deixar meu esporte. – falou ele rindo.

- Claro, mas cuidado para não se destruir no esporte. – nos rimos da situação e perguntei se ele morava próximo que iria dar uma carona.

Eu pedi que esperasse agradeci e paguei senhor Luiz e o ajudei a ir ate o carro, segurando a mochila e o skate dele que se apoiava em meu ombro.

Dirigi por 20 minutos e chegamos ao apartamento onde ele morava com a mãe, sei disso, pois ele me falou que o pai morreu a uns anos, ele chamou o porteiro que veio ajudar eu desci do carro entreguei as coisas dele ao porteiro e fui para minha casa encontrar Nath que saia do seu longo plantão.

Ao chegar em casa vejo aquela cabeça recostada no sofá preto de couro com a TV ligada me aproximei e dei um beijo em sua testa ela não despertou, fiquei de joelhos a seus pés e tirei o tênis de um a um e a deitei no sofá.

Após uns minutos ela acorda e olha para mim surpresa.

- Amor? Ai que vergonha terminei dormindo, desculpa. – fala ela se aproximando e me dando um beijo.

- O que temos para o jantar?

- Acordou com o cheiro de minha comida? – falei sorrindo e mexendo o molho vermelho para a lasanha.

- Hummm lasanha vou ficar enorme de gorda assim.

Dei uma olhadela para o corpo dela e brinquei falando. – Não vejo nada de gordura nesse corpinho.

Começamos a nos beijar e deitamos no sofá como um sacal apaixonado tirando peça por peça de roupa nos beijando, acariciando ate o momento que não sei como explicar, mas acredito que vocês entendam.

Ela foi a minha primeira mulher ate hoje, sei que podem pensar que cara mais babaca, mas eu acho que tinha que ser assim.

Ela sabe que eu perdi a virgindade com ela e se sente lisonjeada, não sei o motivo ou sei.

Complicado isso de se explicar o certo ou o errado o bom ou o ruim, mas é isso.

Após uns minutos fomos ao banho e fui terminar o jantar, falamos nos nossos dias e em o que aconteceu, ela é cardiologista, daí o motivo de discutimos o nosso dia a dia, pois não nos vemos às vezes por uns dias quando o plantão nos separa.

O telefone tocou eu atendo.

- Oi maluquinho? – era meu irmão Thiago. – Claro que pode sábado vou te pegar para nosso campeonato de asssins creed, ta bom mano olha fala a mãe que irei almoçar com ela domingo quando for te levar tá? Beijo e treina.

Nathalia falava ao celular com sua mãe que era uma pessoa muito legal ao deixar a filha dormir na casa do namorado sem problemas.

- Certo mãe amanhã cedinho tomamos café juntas amo você, certo mando sim. – ela desliga o telefone e fala que a mãe mandou um beijo para mim.

- E finalmente vamos jantar mocinha? – falo retirando a travessa de vidro do forno e pondo a mesa.

- É para sobremesa temos uma torta de chocolate que comprei hummm. – dei lhe um beijo e começamos a comer.

Dormimos cedo, pois eu estava muito cansado e ela tinha que ir a sua casa e preparar-se para inicio de mais um plantão, eu estava de folga nesse dia.

Na manhã o sol me acorda eu procuro Nath e apenas acho um bilhete em baixo de meu celular:

“Meu bobo, fiquei com dó de acordar você e sai, amei a noite ate domingo beijos...

Nath “.

Eu ainda fiquei um pouco deitado na cama olhando para o teto ate aquela coragem matinal chegar me fazendo sair da cama cambaleante pelo corredor da sala e ao olhar a mesa da cozinha vejo tudo pronto com mais um bilhete me falando:

“Meu bobo,fiz seu café da manhã se alimente e vá fazer seus exercícios, pois quero meu bobo lindo, saudades

Nath”.

Comi o que deu para comer, pois ela fez um café da manhã para um exército, e guardei o que sobrou nos potes e coloquei na geladeira.

Eram umas 8:30 quando o meu celular toca era Diego meu amigo ortopedista que me ligava.

- Fala ai meu amigo bom dia.

- Bom dia Diego me fala as novas? Se as novas forem para ir ao hospital não fala. – Rimos no telefone após minha piada claro, pois se preciso iria sem problemas, afinal de contas nossa profissão é assim.

- Recebi hoje o rapaz que você passou o meu número a ele, estou avisando, pois sei que gostas de saber como ficam os acidentados que me mandas... haha... ele está bem apenas foi uma pancada forte no local.

- Bom saber, eu pensei que tinha fraturado o local.

- Não ele apenas vai ficar de molho por uns dias longe do skate, pois bem meu amigo vou indo aproveita ai a folga que o trabalho me chama.

- Obrigado meu amigo ate mais.

Desliguei o celular vesti minha camiseta e sai para dar minha corrida ate a academia.

Eu não parecia nada com a idade que tinha meu rosto jovem o corpo de mesma forma e minhas atitudes brincalhonas que me faziam por muitas vezes ser confundido com os amigos de meu irmão mais novo.

Eu conhecia muitas pessoas nas ruas sempre passava dava um tchau para os conhecidos malhava e sempre conversando e rindo, mas algo em mim não era apenas pura felicidade eu sentia por muitas vezes que ainda havia um buraco no peito.

Eu sentava em um lugar próximo a praia em umas pedras e lá observava o mar, as ondas quebrando e o sol se pondo ou subindo aos céus como naquele momento.

Eu passava horas ali olhando esquecia o tempo os problemas era uma terapia para mim, mas sempre chegava a hora de sair e continuar o dia, eu tinha que pegar o meu irmão para jogar vídeo game.

Ao caminhar para o calçadão vi uma pessoa utilizando uma bota ortopédica e percebi que era Lucas sentado olhando os skatistas e fui falar com ele.

- Oi e ai como você esta? – ele olhou para mim e sorriu tentando se levantar.

- Não não fica sentado rapaz, melhorou?

- Sim bem melhor, mas se estivesse no meu skate estaria melhor. – falou ele rindo.

- Tenho que ir, mas fica com meu número qualquer coisa nos falamos. – entreguei a ele meu cartão e me despedi.

Continuando...

Capitulo II

Cheguei à casa de meus pais e fui pegar meu irmão mais novo para nosso fim de semana juntos, subi o elevador mexendo em meu celular como sempre faço sou aficionado por tecnologia e vivo com meu celular. Eu como sempre estava bem distraído quando saio do elevador um pequeno “mico” pula em minhas cotas gritando

- OIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII MANO. – é isso ai era meu irmão que eu joguei ele para frente e dei aquele abraço nele como fazia e fui carregando ele para dentro da casa de meus pais.

Minha mãe como sempre me achava mais magro ou abatido, por morar sozinho, haha coisa de mãe e meu pai lendo o jornal me chama para dar um beijo na minha testa.

- Se você demorasse mais um minuto teu irmão nos enlouquecia. – fala ele rindo.

- Eu imaginei pai, vai lá pegar tua mochila para irmos. – falei a ele que saiu correndo para pegar as coisas.

Minha me como sempre pergunta se eu ia almoçar com eles hoje, mas hoje era meu dia de games com Thiago e não troco isso por nada.

- Mãe amanhã quando trouxer mano eu como com vocês.

- Tudo bem filho, mas você tem comida em casa?

- Mãe claro que tenho ai ai ai dona Silvia deixa de problemas e cuida do senhor Edgar ali que vou indo beijos falei fechando a porta.

Olhei para o rosto de meu irmão e senti que ele ia aprontar alguma já me preparei, pois ele sempre fazia algo inesperado e sempre me assustava, a descida do elevador era assustadora, pois eu via os números e a carinha do Thiago se preparando, era divertido sair com ele e ter esse molequinho na minha vida, era um irmão, um filho que ainda não tive.

Quando o elevador chegou no ultimo andar descemos e tudo bem, saímos e ao abrir a porta do carro o maluquinho dispara o alarme do meu carro antes de eu desliga-lo ou seja tomei aquele susto.

- Se prepare vai ter a vingança seu maluco, entra no carro. – Assim que ele entra no carro eu assanho o cabelo dele todo.

- Esse corte Justin Bieder, fica melhor assanhado. – falei rindo e saindo com o carro.

Lucas estava em sua casa em frente ao computador usando o facebook como sempre fazia nos sábados

Ele olhava a tela do computador como se quisesse procurar algo, mas queria evitar a busca, mas sabem a curiosidade matou o gato...

Ele pega o cartão que lhe foi entregue por Eduardo e coloca o nome dele na buscar, primeiro uns mil Eduardos aparecem na busca, ele coloca o estado e o município e as coisas melhoram apenas 20, vamos procurando melhor e finalmente ele acha o Dr Carlos Eduardo e não simplesmente Eduardo como ele colocou na busca.

Ele olha o face dele e pensa em adicionar, mas fica receoso, pois conhecia o rapaz na praia e do nada ia adicionar, por qual motivo?

“Há que saber vou adicionar” – pensa ele e o adiciona.

Ele desliga o computador e vai para a varanda do apartamento, colocando dois miúdos fones no ouvido iniciando uma série de músicas aleatórias.

Nathalia passava por um sábado de plantão complicado, 5 pacientes no mesmo dia com o mesmo problema.

Ela vai à lanchonete onde senta para comer algo no período de folga rápida e encontra o melhor amigo de Carlos.

- Oi lindona. – fala Stênio.

- Oi e como vai teu plantão? – pergunta Nathalia.

- Tranquilo viu, o meu amigão não está aqui ai acho que os cérebros melhoram.

Eles dois dão uma boa risada, Stênio de mesma forma que o amigo era neurologista e eles estudaram juntos na faculdade os dois eram muito amigos e sempre estavam juntos discutindo laudos médicos e suas saídas para rir sempre.

Eles conversam por uns minutos ate que uma voz chama a Dra.

“Doutora Nathalia compareça a emergência”

- Vamos lá! – fala ela caminhando em direção aonde foi chamada.

Finalmente chego com meu irmão a meu apartamento, e o Thiago como sempre faz tira o tênis e deita no sofá esperando um cafuné do irmão.

- Ei mocinho primeiro vamos decidir o que vamos almoçar depois vamos para nossa praia e finalmente nossa tarde de vídeo game, vamos comer fora ou pedir em casa?

- Hamm... mano fora? – fala ele com um sorriso enorme.

- Certo no caso vamos colocar a sunga para irmos à praia imediatamente, vai mudar de roupa quero aproveitar meu sábado de folga.

Tudo ficou ótimo como havíamos combinado, jogamos vôlei aproveitamos muito nosso dia.

Ao sair do ultimo mergulho na praia vejo de longe Lucas sentado em um banco no calçadão, fomos caminhando na direção dele e no chuveirão para tirar o sal do mar, ou melhor, diminuir o salgado do mar em nossos corpos.

- Oi Lucas. – falei chamando atenção dele.

- Oi tudo bom? Nem vi você ai estava aqui distraído.

- Percebi isso, e ai ainda pensando em voltar às rampas de skate?

- sempre é o que me distrai na vida.

- Vai demorar um pouco, mas logo você volta, tem previsão de retirada da imobilização?

- O ortopedista falou 15 dias, mai ou menos.

- Hum rápido, já você cai novamente. – rimos da minha piada quando meu irmão se aproxima, dei um abraço nele e apresentei.

- Esse rapaz aqui lindo é o Thiago meu irmão mais novo.

Eles apertaram as mãos e eu me despedi para ir em casa e irmos ao nosso restaurante preferido.

Thiago do nada fala:

- Que ir conosco almoçar? – fiquei meio surpreso, mas confirmei.

- Vamos depois vamos passar o dia em um campeonato de games, vamos?

Lucas aceitou e assim fomos, o ajudei a caminhar ate o carro e fomos a meu apartamento.

Ao chegar ajudei Lucas a se sentar no sofá e fui tomar um banho para ir ao restaurante, Thiago foi ao banheiro do quarto dele tomar o banho.

- Lucas se precisar ligar para casa para avisar que vai sair o telefone fica próximo a você no canto esquerdo.

- Certo vou ligar para minha mãe. – e assim ele o faz.

Ao sair do banho vejo Lucas segurando umas fotos que tinha próximo a uma mesa de vidro, ele observava uma a uma.

- Oi esses são meus familiares e essa moça linda minha namorada.

- Família bonita a sua. – fala Lucas sorrindo.

O sorriso dele era muito parecido com o meu às vezes, sem felicidade sem entusiasmo uma coisa como se faltasse algo na vida da pessoa.

Por muitas vezes eu me sentia assim, mas sem motivos eu mesmo não sabia explicar o motivo ou a falta de algo na minha vida, que parecia ter tudo.

Thiago chega e fala com sua cara brincalhona:

- Vamos que a fome me mata.

Levantei do braço do sofá e fui pegar minhas chaves e saímos para almoçar num restaurante que sempre íamos, foi um almoço muito bom rimos falamos muitas coisas legais e de nossas vidas, Lucas riu com mais entusiasmo.

Pedi a conta e falei a ele que eu pagaria já que o convidamos ele ficou meio sem graça, mas aceitou.

Antes de ir jogar com meu irmão deixei o Lucas em casa e dessa vez ele pediu que eu fosse com ele para conhecer a mãe dele e assim fomos os três.

- Mãe! – fala ele ao entrar no apartamento e uma senhora vem com um pano enxugando as mãos.

- Esse é o médico que falei que me ajudou.

- Meu filho obrigada pela ajuda muito mesmo. – fala ela.

- Sem problema, agora vamos entregamos o Lucas. – ela oferece um suco, mas tive que negar para ir passar o dia com meu irmão e assim fomos.

- Me liga Lucas qualquer coisa e se cuida.

Em casa passamos a tarde como combinado em frente à TV jogando e comendo salgadinhos variados.

À noite Mano dorme em meu colo e assim o levo nos braços para o quarto dele onde o acomodo na cama e dou como sempre um beijo em sua testa.

Fico olhando sua face calma enquanto ele dorme, eu sentia vontade de chorar não sei o motivo, mas sentia, sabe aquele medo que temos em partir e deixar quem amamos?

Pois é eu tinha maior medo que isso acontecesse com o Thiago ou meus pais, algo me falava isso e eu não queria deixa-los.

Parava por muitas vezes de pensar nisso e ia para a varanda ver o mar e o céu estrelado, nesse dia peguei o laptop e fui conferir meu facebook e vi o convite do Lucas aceitei e fui olhar suas fotos.

Meu celular toca eu atendo era minha mãe.

- Oi mãe, tudo bem sim ele já foi dormir.

- Sim estou bem mãe, apenas cansado, sim, sim amanhã vamos almoçar com a senhora e a tarde vou com ele para o cinema. Certo amo a senhora boa noite.

Continuava olhando as fotos de Lucas eram muito boas, fiquei por um bom tempo olhando aqueles álbuns ate que uma conversa on line no face me chama a atenção.

*Oi Dr tudo bem?

Era Lucas.

* Sim e você skatista? (Cadu)

* Bem apenas sem sono. (Lucas)

* Estava vendo suas fotos achei muito legais. (Cadu)

* Gosto de parar o tempo. (Lucas)

* Parar o tempo... (Cadu)

* É depois explico o que seria parar o tempo (Lucas)

*Quer se encontrar na praia amanhã? (Cadu)

* De que horas? (Lucas)

* 17:00 (Cadu)

* Marcado (Lucas)

* Vou indo amanhã meu dia começa cedo. (Cadu)

Desliguei o computador e pensei, que raios eu tinha marcado de sair com uma pessoa que mal conheci?

Tudo bem era mais um novo amigo.

Continua...

Na manha seguinte fui com Thiago para a o apartamento de meus pais, agora vou lhes explicar bem como é o meu relacionamento com minha mãe. Sai de casa pela super proteção da mesma meu pai deu todo apoio para que eu saísse de casa e tivesse minha vida, ela ate hoje não concorda com isso, pois bem ela controla demais as pessoas que ama, não a critico, mas acredito que um tempo para respirar é bom a todos nós e que possamos ter uma vida.

Cuido para que isso não atinja meu irmão, que por muitas vezes quis que ele viesse morar comigo, mas não o faço para não gerar problemas com ela e ele ficar sozinho em meu apartamento já que passo três dias na semana em um hospital, continuando ate em meu namoro ela se mete quer saber se a menina é rica ou não, se ela cuida de mim, se a família dela é de boa índole e se transamos, pois é ela se preocupa ate se transamos e se falo que sim acho que vai me criticar.

Mas é minha mãe tenho que de alguma forma respeitar o lado dela, mas vamos a mais um domingo de interrogatórios e perguntas.

Antes de continuar pensei em uma coisa neste exato momento, seria por essa prisão digamos, o motivo para que hoje me sinta tão vazio?

Sei que ao chegar ela abraça o Thiago, mas ao mesmo tempo observa o garoto parecendo que está checando se alguma parte do menino ficou no meu apartamento ou presa no asfalto.

Eu entro no apartamento e falo:

- Oi mãe bom dia ele esta inteiro não o droguei não. – ela me olha sem jeito e me abraça.

Meu pai se levanta me dando um abraço e fala para que não ligue para a maluquice da velha, e me chama para conversar na varanda.

- Filho como você está?

- Pai estou bem viu a ideia de morar sozinho me fez um pouco mais liberto.

- Acho que vou fazer o mesmo e ir morar com você. – caímos na risada.

- Filho e aquela viagem que você falou que ia fazer?

Eu havia prometido ao Thiago que iria com ele passar uma semana em Porto de Galinhas, e depois íamos à Nova York, mas meu tempo não dava para fazer isso ainda.

— Pai preciso tirar minhas férias para que isso seja possível, mas como tenho uns pacientes em tratamento fica complicado fazer, mesmo colocando isso para Stênio, eu não poderia abandonar os mesmos.

- É filho você gosta mesmo de ser médico, mas quando estiver pronto apenas fala que retiro o passaporte do gurizinho que escuta nossa conversa.

Thiago entra e senta no colo do pai, ele tinha 17 anos e iria fazer 18 logo, mas era tão mimado e amado por nós que não parecia que ia ser uma pessoa de maior em alguns meses, a faculdade de engenharia que o mesmo queria era certeza, pois suas notas eram muito boas, mas a mãe queria que ele seguisse a carreira de médico como a minha, mas eu não deixei que ele fizesse os gostos dela.

Sempre batíamos de frente em relação a nossas escolhas, ela precisava deixar que escolhêssemos o rumo de nossas vidas.

Chega a hora do almoço sentamos a mesa onde conversamos rimos e pela primeira vez não discutimos por alguma crítica de minha mãe.

- Mãe, vamos ao cinema após o almoço, a senhora que ir? – fala Thiago.

- Ai filho não, vão vocês e aproveitem muito o fim de semana de vocês, e você meu filho quando que vai trazer sua namorada aqui novamente?

- Mãe quando nossas folgas baterem ai marcamos algo ok?

- Certo e ela dorme ainda no seu aparta... – ela é interrompida pelo pigarro do meu pai que olha para ela com um olhar de reprovação, ela sorri e muda de assunto.

Após o almoço sai com o Thiago como marcado vimos o filme e comprei para ele mais um jogo de vídeo game e deixei-o em casa, desci do carro e dei um forte abraço no meu irmão na portaria.

- Mano te amo nunca esquece isso tá?

- Cadu parece que não vamos mais nos ver homem que isso? – fala ele com um sorriso meio tenso.

- Tá certo bobeira de seu irmão mais velho, me da um abraço. – dei um beijo na testa dele e fiquei olhando ele passar pela portaria.

Meu celular toca me lembrando do encontro com meu novo amigo e assim sai em direção ao quiosque na praia onde o conheci no caminho liguei pra Nathalia para saber como ela estava e falar de mais um dia com minha mãe.

Ela sempre não queria falar muito da “sogra” digamos assim, evitando, pois ela conhecia o temperamento de minha mãe.

Eu a chamei para ir a praia em Porto de Galinhas com meu irmão e ela falou que sim toparia e ficamos de marcar isso na terça quando dormíamos no apartamento.

- Amor vou desligar, pois vou encontrar com meu amigo na praia ok?

Ela se despediu e falou que estava com saudades.

Cheguei ao quiosque e encontrei o Lucas sentado com aquela cara meio triste que sempre tinha eu brinquei falando com ele sobre a depressão por conta da perna ele riu tímido e sem graça.

Falamos por horas de tudo um pouco ele me conheceu eu o conheci, rimos falamos de nossas vidas falamos de cinema uma de minhas mais amadas diversões.

Ele falou de fotografia de skate, foi um final de tarde interessante, mas o dia chegava ao fim e eu precisava ir descansar para mais uma semana de trabalho no hospital.

E nos despedirmos e acredito que tinha ganhado mais um amigo na vida.

Ao chegar em casa tranco a porta e coloco minhas chaves no porta chaves na mesinha e olho tudo vazio e fico meio triste.

Olho o mar de minha varanda apoiado no parapeito, queria poder voar, e seguir para um lugar sem rumo sem preocupações sem dever nada a ninguém de minha vida.

Estranho isso, mas nem eu sei explicar a quem está lendo isso de como me sentia, tomei meu banho e fui à sala assistir um pouco de TV meus programas prediletos, desenhos animados, Bob Esponja era meu predileto.

Ao fim de meu programa noturno fui preparar minha mochila meu celular para mais um dia de trabalho e cai no sono dos justos.

Na manhã seguinte acordo meio cansado ainda, sabe aqueles dias em que você dorme e mesmo assim não descansou? Pois bem esse é meu dia de segunda feira.

Eu desligo o despertador do celular olho o horário nele e me sento na cama olhando para a fresta na janela.

- É hora vamos levantar. – falo sozinho em casa acho que isso é normal ou não.

Após meu banho tomo um copo de suco pego uma maçã meu celular as chaves e vou para meu carro dirigindo para o hospital.

Após 40 minutos no trânsito estaciono meu carro na vaga e vejo ao longe Nathalia, caminho em sua direção bem devagar e dou um beijo em sua nuca.

Ela me olha e pergunta como foi meu fim de semana, eu a chamo para tomar um café antes de minha hora começar e conversarmos, e assim o fazemos.

Eu falo do feriadão em minha casa na praia ela fala que iria eu fico feliz em poder ir a minha casa com as pessoas que me fazem feliz, ela e meu irmão, claro que meu pai e mãe são especiais, mas minha mãe como sabem temos os nossos problemas e sem ela na casa teria um fim de semana mais tranquilo.

- Amor chegou minha hora tenho que ir, nos encontramos no almoço? – falo.

- Claro você paga desta vez. – fala ela rindo e me dando um beijo.

Em meu consultório começo a atender os pacientes.

Às vezes era difícil, pois alguns tinham problemas médicos que não tinham solução e dar a notícia nem sempre era bom, eu como sempre ajudava e por muitas vezes lutava contra os laudos e assim muitos eram salvos e hoje estavam vivos e felizes.

Eu tinha um quadro cheio de fotos destes casos impossíveis que hoje estavam neste mundo ainda.

Hoje eu conheci um menino de 10 anos com mesmo nome que o meu, e ao ver aqueles olhos tristes me prometi que ele iria viver por mais tempo e que iria ajuda-lo.

Expliquei aos pais sem ele estar em minha sala, à mãe pediu para que sua irmã saísse com ele para podermos conversar.

Expliquei todo o procedimento e falei das falhas e que o caso era de difícil tratamento, eles conheciam meus métodos de um paciente que estava em meu quadro, os olhos dos pais sempre molhados e suas faces esperançosas me cortavam o coração, mas eu tinha que ao menos tentar.

E assim decidimos começar o tratamento e o internamento do menino em 3 dias.

O tempo passava rápido pela manhã e chegou a hora de ir almoçar com minha namorada.

Longe de onde eu estava Lucas estava em aula ele fazia faculdade de odontologia, e assistia às aulas atento e ao mesmo tempo com a mente longe, sua cabeça corria em sonhos e do nada voltava ao mundo real.

Carol sua melhor amiga em sala chama sua atenção.

- Ei astronauta acorda!

Ele olha para ela e sorri.

- Hoje estou sem cabeça para aulas. – fala ele para a amiga que decide sair de sala com ele.

Carol era uma menina bem decidida e atenciosa com os amigos.

Ela se levanta fala com o professor e sai com o amigo.

- O que você falou ao professor? – pergunta ele assustado.

- Nada demais vamos conversar, quero saber o que você tem hoje? – fala ela sentando com o amigo em um banco de madeira do campus.

- Lú ainda é aquele cara que te fez mal?

- Eu estou tentando esquecer sabe Carol, mas é difícil.

- Lú esquece isso ele te traiu te fez mal, não vale a pena você pensar nele ou sequer meu amor sonhar em ter ele de volta você não merece isso.

Lucas era homossexual como vocês podem perceber, mas era um rapaz que não se desconfiava de sua sexualidade digamos assim, ou seja, poucos amigos sabiam desse fato, Carol acompanhou o momento em que ele foi enganado pelo ex-namorado que o traia sem ele saber ate que um dia ele viu o rapaz com outra pessoa.

Isso arrasou a vida de Lucas, sua mãe sabia que ele era homossexual e como uma mãe que ama seu filho não ligava nem achava estranho esse fato, o pai do Lucas não era mais vivo e como a mãe dele falou a ele se o fosse ele aceitaria de mesma forma.

Difícil uma família aceitar essa situação assim, sempre gritam, colocam a culpa em alguém pedem que não sejam assim, mas a humanidade como conhecemos é difícil.

Voltando ao hospital já era inicio da tarde meus pacientes já tinham terminado me sente em minha sala e usei o celular para dar uma xeretar meu facebook e mandei uma mensagem a meu irmão e ao meu novo amigo Lucas chamando, o Lucas para ir junto a praia e confirmando com meu irmão a nossa ida.

Continua...

Lucas olha no computador dele ao fim do dia o convite do novo amigo e assim ele fica pensativo e termina que respondendo antes de mudar de ideia.

Ele fecha o monitor do laptop e deita na cama com um livro de capa preta que sempre lia e nunca conseguia terminar.

No hospital eu caminhava por entre os corredores e visitava meus pacientes alguns com prognóstico bom outros não que eram os mais difíceis de encarar.

Eu ficava meio triste, pois para mim era como perder um familiar uma pessoa que passei toda a vida, mas a batalha corria ate o momento que não podíamos mais lutar juntos.

Pensei neste exato minuto seria isso que me deixava triste ou distante das coisas? Eu achava que tinha descoberto o motivo de minha tristeza.

Stênio se aproxima no momento em que leio uma mensagem de meu irmão e me chama para ir almoçar com ele, eu olho o horário e vou com ele ao restaurante do hospital.

Eu o convidei para o fim de semana e falei para ele levar a noiva ele sempre rir quando chamo a namorada dele de noiva.

— Se você pedir Nath em noivado eu fico noivo junto. – fala ele rindo.

Eu ainda não acreditava que o maior pegador da faculdade hoje estava a 5 anos com uma única menina sem trair a mesma. Ele era uma figura.

O dia passa e a noite cai pesada no horizonte eu estava completamente cansado neste dia que iria passar mais uma noite no hospital.

Em momentos eu dormia no meu consultório no sofá ao despertar eu molhava o rosto na pia no banheiro e tentava ficar acordado, mas o sono desta noite estava mais forte do que os outros dias.

Resolvi ir a recepção conversar com as atendentes que nunca dormiam, ficavam lá fofocando e lendo suas revistas de fofoca da TV, e sempre me divertiam com seus papos.

O sol demorava nesta terça-feira a vir, mas veio e a minha noite de nada a fazer terminava, foi uma noite tranquila ainda bem, fiz minhas ultimas visitas a meus pacientes e me preparei para ir para meu apartamento ter uma tarde de sono.

Ao passar na praia vi o sol nascendo e fui ter meu momento de paz na pedra que sempre sentava, encostei meu carro e assim fiz.

Acompanhei cada minuto do sol surgir naquele dia com meu coração ainda meio triste minha cabeça ainda longe de tudo.

Meu celular recebe uma mensagem isso me tirou do espetáculo que eu avistava.

MENS:” AMOR HOJE TENHO MAIS HORAS NO CONSULTÓRIO PARTICULAR A NOITE VOU A SUA CASA, ACHO QUE NÃO SERIA POSSÍVEL ESTE FIM DE SEMANA IR A PRAIA COM VOCÊ, MAS NÃO DESMARQUE COM O THI.

BJ

NATH”

Eu coloquei o celular na bermuda e fui para minha casa onde comi algo e apaguei no sofá da sala.

Acordei com a companhia tocando e era Nathalia olhei meu relógio ainda confuso e vi que já eram 17:30.

- Caraca amor, dormi o dia todo. – falei surpreso.

Ela sorriu e colocou umas sacolas com comida na mesa.

- Como eu sentia que você iria fazer isso já trouxe uma comida para nós, vá tomar um banho para comer.

Eu fui tomar meu banho e voltei dando beijos nela que colocava a mesa, ao sentarmos ela fala comigo umas coisas estranhas que nem eu entendia.

- Amor eu acho você bem triste às vezes esta acontecendo algo com você?

- Nath nem eu sei te explicar o motivo de minha tristeza, hoje pensei que poderia ser o estresse de perder alguns pacientes.

- Espero, apenas queria que soubesses que sempre seremos os melhores amigos acima de tudo viu. – falou ela segurando uma de minhas mãos com aquele sorriso lindo que ela tinha.

Eu sempre acordava na madrugada me sentindo um nada, achando que meu mundo faltava algo que nem eu mesmo sabia o que me faltava.

Dei uma bela olhada para o rosto de Nath deitada dormindo profundo, dei um beijo de leve na testa dela e fui sentar na varanda olhando o mar, eu acreditava que as ondas eram a melhor coisa que podiam explicar a vida, pois elas nunca se repetiam, nunca paravam e podiam ter dias de força e dias de fraqueza.

E eu passei a minha noite que devia descansar naquela varanda vendo o mar e sol nascer.

As 6:00 da manhã Nath se aproxima e me da um beijo na cabeça.

- Amor dormiu aqui?

Dei um sorriso meio triste e falei a ela que nem havia conseguido dormir, fiquei vendo o mar, ela sentou em meu colo me olhou no fundo dos olhos e me falou umas coisas que eu fiquei bem melhor.

- Amor, estamos a um bom tempo juntos e eu conheço você bem e sei que algo lhe faz triste, eu ainda não sei o que seria isso, mas no dia que você descobrir quero ser a primeira a tirar essa coisa de sua vida e saiba que somos namorados hoje e futuramente podemos ser apenas bons amigos não sei, mas de mesma forma vamos continuar saindo e nos falando.

- A senhora esta me dando um fora doutora? – falei a ela.

- Não ainda não... ha ha há.

Fomos tomar um banho juntos como sempre fazíamos e eu amava ter minhas costas e meus cabelos lavados por ela, tomamos nosso café da manhã e mais um dia no hospital.

Thiago como sempre saia da aula para jogar o vôlei dele na praia e namorar as meninas na orla, o meu irmão não era fraco não.

Ele chama uma namoradinha ele de tempos... Ops... Deixa explicar, essa menina ele fica com ela depois ele não fica mais e retoma a ficar, nem eu sei o como ela tem paciência, mas eles ainda são jovens então eu não o critico, apenas peço a ele sempre para que eu não seja tio tão cedo, mas ele me falou um segredo que não posso contar afinal de contas é coisa dele.

Mas aqui para nós, para bom entendedor meia palavra basta.

A semana passava rápido e o dia de irmos a praia chegava cada vez mais rápido, eu e Lucas hoje somos muito amigos sempre falo com ele no meu facebook, MSN e ligamos um para o outro a vida finalmente parecia seguir.

Há lembram-se daquele caso que eu falei ser de difícil cura para o menino?

Pois bem vamos agora ao quarto dele após um tratamento longo vocês vão comigo ter a ideia de como é dar uma notícia.

Caminhando nesses corredores você acha que a porta do lugar aonde iremos nunca chega ate que batemos a porta.

- Boa tarde e ai como que está o campeão?

- Doutor ele está melhor, após a cirurgia ele não reclama mais de dores de cabeça e nem tem tonturas.

Eu olhei para o menino que ficava tímido deitado me olhando.

- Sabe o motivo disso? E ai campeão que saber o motivo? Espera um segundo que volto. – meu celular vibrava era a mensagem da enfermeira que comprou umas coisas que pedi para entregar a ele hoje e ela gentilmente comprou no horário de almoço.

Voltei ao quarto com uma caixa em mãos, sentei na ponta da cama e pedi a ele que abrisse a caixa.

O menino sentou na cama e abriu à caixa, retirando de dentro uma chuteira uma bola e uniforme do time dele, eu via os olhos da criança brilhando e os pais começaram a chorar.

- Pois bem jogador vais voltar a treinar em breve, pois o tumor não voltou, deu tudo certo pai e mãe.

A mãe deu um abraço bem forte no garoto junto com o pai eu me levantei e em seguida recebi abraço de ambos e agradecimentos.

Eu saia do quarto segurando a emoção chorando somente em minha sala.

Meu dia hoje eu podia falar que foi o melhor de todos nesses meses, as 16:00 horas eu saia de meu plantão e meu celular tocava, ao olhar o monitor do celular via o nome “Lucas chamando”.

- Oi Lucas tudo bom?

- Oi Cadu e ai vamos ao cinema hoje?

- Sim vamos sim estou já saindo do hospital vai para o Shopping chego em 40 minutos lá.

Desliguei meu celular passe na sala de Nathalia, mas ela estava em cirurgia deixei um bilhete colado no computador dela e sai.

Ao chega ao cinema Lucas esperava na sorveteria que havia ao lado.

- Demorei?

-Não foi ate rápido Cadu, olha comprei os ingressos já.

- Quanto te devo?

- Cadu para com isso, não precisa.

- Como assim não? – falei a ele como sempre nos brigávamos para saber quem pagava a quem.

- Tudo bem você para o lanche na saída.

- Certo fechado. – apertamos as mãos e fomos assistir a nosso filme.

Continua...

Era um filme de terror que me deu medo, ou melhor, deu medo em todos que naquela sala estavam naquela noite, eu às vezes queria fechar os olhos, mas como sempre brinco, “paguei então vou assistir”.

Terminamos o filme e fomos comer uma pizza, na pizzaria conversamos bastante e soube mais de meu novo amigos que gostava como eu de fotografar as coisas e que queria o mais rápido possível terminar o curso de odontologia.

O pai do Luca havia falecido há um tempo e ele sentia muito a falta do pai eles eram muito amigos ele me falou.

Perguntei a ele meio encabulado de que ele havia morrido e ele me falou que era justamente a coisa por quem eu luto todos os dias com meus pacientes.

Vi que os olhos dele se encharcaram de lágrimas eu os enxuguei com as mãos e continuei a conversar com ele.

Lucas sempre tinha um sorriso tímido e meio que temeroso da vida como eu às vezes, mas a noite apesar deste momento de tristeza voltou a ser alegre.

Terminamos indo a praia conversar sentados no mesmo local onde eu o conheci e tomamos uma água de coco e um suco de maracujá que ate isso éramos idênticos.

Falávamos e riamos por um bom tempo, ate que meu celular toca e eu vejo a foto de minha namorada, pedi ao Lucas um minuto e atendi.

- Oi amor.

- Amor olha preciso que venhas ao hospital, estou com um paciente com um caso estranho ele vai para a cirurgia em emergência, mas a radiografia dele tem uma mancha perto do peito queria que olhastes, pois acho que é um tumor. Stênio esta vindo e acho que os dois observando isso seria melhor.

- Claro amor, estou deixando o Lucas na casa dele e vou, 40 minutos estou ai.

- Lucas aconteceu um problema no hospital ai queria pedir desculpas tenho que ir. – falei a ele que aceitou de boa.

- Te deixo em casa, é caminho.

- Cadu não precisa, eu vou caminhando. – fala ele, mas claro que eu o levei para casa e relembrei a ele o convite para ir à praia e sai de frente do prédio onde ele morava.

Indo ao caminho do hospital começo a pensar no que poderia ser o problema daquele paciente e como eu poderia salvar aquela pessoa da morte e se conseguiria, minha profissão era meio complicada tínhamos sentimentos inversos em nossas cabeças o medo e o heroísmo em ajudar as família e o paciente que estava em primeiro lugar ali.

Eu geralmente me tornava parte do paciente e cada um que eu perdia uma parte de mim ia junto à pessoa.

No hospital chego já colocando a minha roupa verde e entrando no bloco cirúrgico, Nathalia me pedia desculpas eu falava que não tinha problema, era minha profissão como falei anteriormente a vocês.

Stênio chega e junto colocamos as radiografias na luz e víamos aquela mancha estranha.

Falei a Nathalia que queria uma amostra do tecido para avaliar se era maligno ou não, ela concorda, mas tinha que fazer a cirurgia cardíaca de urgência, ou seja, o que seria um procedimento naquele minuto tornar-se-ia dois.

Ela começa a abrir o peito do paciente e me passa a vez na mesa que coleto o material Stenio coloca num frasco e vai para a sala de biopsia, eu observo cada detalhe, após 1 hora de cirurgia Stenio volta e fala, “podemos fazer a retirada é benigno”, e assim que Nathalia termina começa a nossa parte.

Após 2 horas 1 da colocação das pontes de safena e 1 da retirada do tumor, saímos e falamos a família que tudo estava bem que ele iria para a observação e aguardaria e que estava estável.

Falei que ele precisaria de um tratamento rápido e cuidadoso em relação ao tumor, mas aquele pai de 40 anos iria passar ainda muitos natais com a família.

“E hoje meu dia de folga terminou comigo trabalhando vejam só onde fui parar”.

Dei um beijo em Nath e fui para meu apartamento descansar para mais um dia de trabalho na manhã seguinte.

Ao chegar a meu apartamento liguei para Nathalia e falamos por certo tempo ela me falava umas coisas que eu compreendia e também falei a mesma, o que precisava falar, afinal de contas nosso namoro hoje era apenas uma amizade enorme que um não quer de forma alguma magoar o outro.

Combinamos de jantar no dia seguinte e conversar... e finalmente o sono me veio, desliguei o celular e dormi.

Ao sentir o sol bater a minha janela eu acordei e fui direto para o chuveiro tomei meu banho para despertar e fui comer algo ainda de roupão, usei meu celular para dar uma olhada no meu facebook e vi a mensagem de meu irmão e do Lucas confirmando a ida a praia no feriado.

Vesti-me conferi minha mochila e sai.

No caminho para o hospital eu pensava em Nathalia e em não magoar a pessoa que me fez feliz por anos.

Acredito que deveria tomar a decisão correta, mas como?

E se era realmente o que eu queria?

Ao chegar ela entra em minha sala e deixa como todas as manhãs uma trufa que eu imediatamente desembrulho e como.

Nath me manda um SMS falando que sairá as 18:00 e que iria direto para minha casa.

Eu sorri um pouco e pensei em não pensar nos problemas e iniciei meu atendimento aos meus pacientes.

E como sempre quando não queremos que o dia passe rápido ele termina e minha hora chega em segundos, faltando 20 minutos para eu sair vou finalmente ao quarto do meu paciente jogador de futebol e dou a sua tão esperada alta.

Recebi uma serie de abraços e fui para meu carro.

Ao mexer no rádio escuto uma música de Ana Carolina que gostava muito e penso em não mais fazer o que ia fazer... essa dúvida cruel que me matava.

Ao chegar em casa Nath me recebe com um beijo e fala “vamos aproveitar que no fim de tudo precisamos conversar”.

Nos tivemos uma das nossas melhores noites juntos, admito foi a melhor transa de minha vida, no final ela me olha com aqueles olhos escuros e fala:

- Cadu eu assim passamos um bom tempo juntos e sei que você gosta de mim e eu gosto muito de você, mas eu sinto que nosso relacionamento hoje é uma linda amizade.

“Cara essa frase tirou de meus ombros o peso que carreguei durante o dia todo”.

Eu apenas sorri ela me fez um carinho me deu um beijo partimos para a despedida, ou seja, a segunda rodada e depois jantamos rimos muito e nossa amizade acho que permaneceria.

Eu a levei ao carro quando a mesma decidiu ir embora e ainda vi aquele sorriso como se nada tivesse acontecido, melhor explicando como se nada mudasse entre nos, mas sei que ela é uma grande amiga e companheira para toda minha vida.

Continua

Capítulo 2

As semanas passam muito rápido e o tempo segue, eu e Nath hoje somos grandes amigos, como dificilmente acontece num relacionamento ainda nos falamos diariamente nos telefonamos, jantamos e ate vamos ao cinema e ela vem dormir em meu apartamento, mas hoje no quarto de hospedes.

Finalmente o feriadão vinha para meu descanso hoje é véspera dele e tudo pronto para irmos à praia, apenas a turma diminuiu, pois Nath iria fazer uma viagem com a mãe dela, então ficamos eu meu irmão e o Lucas.

Liguei para Lucas lembrando a ele que as 17:00 eu iria buscá-lo na portaria de seu prédio, e ao ligar para Thiago minha mãe me fala que ele não acordou bem pegou uma gripe leve e como médico achei melhor ele descansar para que não ficasse pior.

Fiquei sem graça de desmarcar e eu precisava ir para uma praia dar uma recarregada nas baterias.

”E a decisão que mudaria tudo veio.”

As 16:00 atendi meus últimos pacientes e sai trinta minutos depois.

No carro onde eu já havia levado as minhas malas liguei para o caseiro e tudo estava pronto na casa, liguei para Lucas que me falou, que estava pronto apenas esperava minha chegada.

Como já falado trabalho perto de onde moro uns 40 minutos de carro, que para mim é perto, eu acho vocês não?

Chegando a frente ao condomínio de Lucas toco a buzina e ele sai com a mãe pela portaria eu desci do carro para falar com a mãe dele e o ajudei a colocar a mala no carro.

- É Lucas esse fim de semana é só nosso. – falei após me despedir da mãe dele e entrar no carro.

- Seu irmão não vai?

- Não ele ficou gripado e Nathalia não pode vir conosco. – cometei com ele sobre o termino do namoro há um tempo.

Liguei o carro e fomos seguindo com uma hora de viagem ate chegar a minha casa, na estrada rimos, ouvimos música, falamos muita besteira ate a chegada à praia.

Pedi a Lucas que abrisse o portão da garagem entregando a chave a ele e coloquei o carro para dentro.

Ao descer o caseiro chegou me falou que estava tudo limpo eu agradeci e o liberei.

Entramos na casa que Lucas olhava cada espaço, eu levei ao quarto que ele ficaria, mostrei a suíte e deixei-o tomar um banho e se arrumar para que eu mostrasse a casa para ele.

Fui a meu quarto desfazer as malas tomei meu banho e telefonei para Thiago, pois queria saber se ele havia melhorado e falei que na próxima viagem ele não ficaria de fora, mas ele entendia que era melhor a decisão de ficar em casa descansando.

Desliguei o celular e fui para a sala no térreo quando vi Lucas descendo a escada.

- Oi e ai cansado da estrada?

- Estou ate bem, após uma hora sentado. – rimos e fui mostrar a ele a casa depois a área externa e ficamos no terraço onde eu liguei para uma pizzaria, afinal de contas após dirigir por uma hora não queria cozinhar.

Após 30 minutos a pizza chegou comemos rindo e tomando uma coca-cola gelada e depois fomos à palhoça olhar o mar e conversar mais ainda.

Lucas era um menino um pouco triste como falei anteriormente e em raros casos ele era uma pessoa divertida e de muito bom papo.

As horas passavam rápido ao lado de quem tem uma boa conversa e resolvemos dormir para no outro dia irmos à praia e aproveitar a cidade.

A luz da lua naquela noite iluminava meu quarto e fui à varanda olhar o mar e os raios que a lua refletia nele.

O sono veio e dormi na rede que estava na varanda.

Acordo com o sol tocando meu rosto e fui tomar meu banho, ao descer já pronto com a roupa para sair vejo que Lucas acordou mais cedo e fez o café da manhã.

- Olha isso não preciso mais cozinhar. – falei rindo.

- Sou seu hospede, mas tinha que ajudar em algo, vamos comer que o sol hoje chama para irmos à praia.

Comemos e saímos, ao chegar perto da vila, que era um local onde se encontrava diversas lojinhas e restaurantes na praia, e se chama vila, pois antes era local onde os pescadores moravam antes de se tornar ponto turístico.

Sentamos em um local muito legal na praia e tirei meu calção e a camisa para dar um mergulho, notei que Lucas era um pouco envergonhado para ficar de sunga, ele olhava para mim tirando a roupa meio sem jeito como uma pessoa que pensava que não iria entrar no mar.

Eu o chamei para dar um mergulho e após 1 minuto pensativo ele tirou a camisa e o calção ficando de mesma forma que eu.

Falei ao rapaz dono das cadeiras onde sentamos para olhar nossas coisas e entramos no mar, lá brincamos que nem crianças jogando água um no outro e rimos bastante.

Lucas ficou menos envergonhado e fomos ao restaurante após um tempo no mar, falo após um tempo, mas já eram 12:00 em ponto.

Comemos um camarão na moranga de ficar completamente cheio, e as 14:00 voltamos para a casa onde ainda demos uns mergulhos na piscina.

O primeiro dia naquela casa foi bem legal, rimos conheci melhor meu amigo e esqueci minha tristeza um pouco.

Lucas de mesma forma sorria como nunca tinha visto ele rir, desde que o conheci.

Ficamos sentados nas cadeiras da piscina falando bobeiras e rindo, Lucas parecia que tinha que tomar coragem para me falar algo e assim ele sentou na cadeira e falou.

- Eu acho que preciso te falar uma coisa.

- Que sério você ficou... – brinquei com ele e disse que ele poderia falar.

- Não sei se isso iria mudar algo na nossa amizade, mas entendo se você mudar.

Fiquei pensativo com o que de tão grave seria essa conversa, e ele continuou.

- Eu sou diferente das outras pessoas comuns, minha mãe hoje aceita a forma que sou e meu pai apenas me perdoou quando faleceu.

Eu queria falar, mas não falei nada apenas deixei que ele falasse.

- Eu sou gay, e como falei entendo se não quiseres mais minha amizade, sabe, eu já sofri muito com isso, pois iniciei um relacionamento com uma rapaz que me enganou e falou a todos que eu estava com ele. E não queria mentir para você que é uma pessoa bem legal.

Eu fiquei normal, pois a opção sexual dele não era problema nenhum minha resposta foi um sorriso e um longo aperto de mãos.

Ele viu que eu não ligaria por ele ser gay, hetero, ou seja, lá o que fosse e continuamos a falar coisas diferentes do que ele havia iniciado a conversa, naquele momento não queria falar coisas sérias.

A noite chegava e ainda estávamos na piscina, eu notei a escuridão e apenas as luzes do terraço nos iluminando e falei:

- Lucas vamos tomar um banho para tirar o cloro do corpo e jantar. – ri alto e completei.

- Hoje vamos preparar nosso jantar.

Subimos e nos aprontamos para jantar, Lucas desceu e me ajudou a preparar um jantar bem legal para dois famintos que ficaram o dia todo na praia.

Após comer e rir um pouco fomos para o sofá no terraço contar mais piadas e falar mais bobeiras e coisas sobre a faculdade dele e meu trabalho.

Ficamos nessa de conversar ate meia noite quando mostrei a ele minha mordida que hoje estava corrigida após 4 anos usando aparelho dental.

Ele pegou no meu rosto pediu que eu mordesse e começamos a rir.

- Espero que eu não precise examinar você que meu caso as respostas n seriam boas, pois sou oncologista.

Ele riu e falou que não queria mesmo ser examinado por um médico de minha especialidade.

Ele ia voltar para o sofá que ficava em frente ao meu, mas falei para que ele ficasse ali mesmo que ir para longe eu tinha que falar alto e assim ele o fez.

Eu percebia que ele estava com medo de se aproximar por conta da revelação que ele me fez hoje e ficamos sentados, do nada uma mariposa veio voando e prendeu em meu cabelo, Lucas me ajudou a tirar e quando ela saiu ficamos um pouco próximos demais e “cara aconteceu de ele me beijar”.

Nós paramos o beijo eu fiquei um pouco sério e fui para meu quarto.

Ele ficou sentado colocando as mãos no rosto e encostando o antebraço nos joelhos arrependido sem saber o porquê de ter feito aquilo, eu me sentei na cama e fiquei meio culpado e meio sem culpa, mas eu tinha gostado do que aconteceu.

Parei uns minutos pensando e desci a procurar ele, que estava no parapeito da área da piscina chorando.

Me aproximei e falei com ele.

- Chorando por quê?

- Eu não devia ter feito isso, com você desculpa.

Eu apenas coloquei a mão no rosto dele e com o mar ao fundo dei outro beijo nele.

Continua...

Após o beijo caminhamos sem dar uma palavra um ao outro e fomos dormir, ou melhor, eu tentei dormir.

Passei uma boa parte da minha noite pensando no que eu tinha feito, nos certos e nos errados, e por que isso agora?

“Acredito que alguns dos que leem isso sabem do que falo”.

Mas existe certo ou errado para o que nos acontece?

Finalmente o sono chegou, Lucas ficou sentado na varanda, e dava uns suspiros e fechava os olhos.

Acredito que os dois estavam com medo do que viria e do que sentíamos.

O sol veio rápido como todos os dias e neste dia em especial precisávamos conversar e saber o que aconteceu conosco.

De uma forma meio envergonhada nos damos bom dia e tentamos não transparecer o acontecido da noite, comemos sem nos falar, por uns minutos ate que Lucas quebra o silêncio falando.

- Cadu minhas malas estão feitas vou para casa.

- Não vai não, eu acho que o que aconteceu não é questão de um correr do outro.

Eu me aproximei e o beijei novamente, eu pensei muito e não podia mentir para mim, nem correr de algo novo.

Ele parou de me beijar e fez uma pergunta:

- Você tem certeza? – afirmei com a cabeça e continuamos a nos beijar.

Aquele dia foi um dia estranho tenho que admitir, mas foi um dos dias que aquela tristeza, aquele aperto no meu peito sumiram.

Nos ficamos na piscina após o nosso segundo beijo e lá falamos sobre muitas coisas e ele olhou para mim falando que não queria ficar mais longe de mim.

Eu olhei para ele ri e falei que de mesma forma não queria isso e que não iria me afastar dele.

Eu fiquei próximo a ele sentei a seu lado e dei um abraço forte e ficamos na mesma cadeira de piscina abraçados, fazendo carinho um no outro.

O dia ia passar e na manhã seguinte iríamos voltar para nossas casas e o que iria acontece? Eu prefiro nem pensar no momento quero é ser feliz.

Passamos um dia fora do comum, comemos fora, fomos à praia jantamos e a noite quando chegou a hora de dormir ele caminhava para seu quarto e eu o segurei pela mão e o trouxe para o meu quarto.

Mas calma lá não fizemos nada ele me respeitou ficamos deitados juntos na cama ele colocou a cabeça no meu peito e dormimos abraçados.

Pela manhã ao acordar ele olhou para mim e falou que estava apaixonado eu também estava apenas não sabia ou não entendia que estava e os dois falamos ao mesmo tempo a palavra chave.

“que namorar?”

Rimos ao mesmo tempo e naquele momento eu estava em um novo mundo que eu teria que enfrentar muitas coisas.

As 15:00 arrumamos a casa trancamos as portas e preparamos o carro para sair olhamos o portão ai ele me fala:

- E agora?

- Lucas agora estamos juntos para de pensar que você me faz mal, vamos para casa de deixa acontecer. – dei um forte abraço nele e seguimos para casa.

Deixei Lucas no apartamento dele e dei um beijo rápido ate ele sair do carro sorrindo e me falar que me ligaria à noite, eu sorri junto e sai.

Ao chegar em casa deixei as chaves como sempre fazia na mezinha, me joguei no sofá e fiquei a olhar a parede e não consegui me sentir mal ou culpado por estar com um homem por amar e querer viver com ele.

Finalmente fui tomar meu banho ainda me sentindo mais leve.

Lucas entrava sorridente em casa e sua mãe olha para ele e fala:

- viu passarinho verde?

- Mãe, vou tomar um banho depois nos falamos ok?

Ele entra no quarto coloca a mochila no chão e olha as fotos no celular e sorri, colocando o celular em sua escrivaninha tirando a roupa indo para o chuveiro.

À noite ainda nos falamos pelo telefone, após liguei para saber de meu irmão se melhorava e fui dormir para um novo dia.

Continua...

Naquela noite minha vida passava quando eu fechava meus olhos, eu pensava em como poderia hoje eu me enamorar de um homem?

E vinham as famosas perguntas do certo do errado, isso apenas me acontecia quando eu parava para pensar.

As 4:00 da manhã eu escuto meu celular vibrando na mesa próxima a minha cama eu olho a luz do aparelho a iluminar a parede eu o pego e vejo a mensagem nele.

“OI DESCULPA MANDAR ISSO A ESTA HORA, MAS NÃO CONSIGO DORMIR, NÃO SEI O QUE SE PASSA EM MINHA CABEÇA, MAS ESTOU GOSTANDO MUITO DE VOCÊ, DESCULPA POR GOSTAR DE VOCÊ”.

Lucas

Eu sorria com a bobagem dele e ainda ficava preocupado, pois eu estava sentindo algo novo por uma pessoa diferente.

“Serio alguém pode me ajudar a entender esse carinha vermelho que temos no peito”?

“E se é certo ou errado”?

“Mas o errado é viver numa mentira”?

Sei que eu não mais viverei uma mentira, agora eu vou ser feliz.

Lucas acordava vendo uma mensagem em seu celular não liga, ele ainda esfregava os olhos sonolento e lê a mensagem.

“OI QUERIA TE VER HOJE, ESPERO VOCÊ NO MEU APARTAMENTO, BEIJOS DE QUEM ACHA VOCÊ MUITO ESPECIAL”.

Ele apenas sorri, mas de uma forma nova um sorriso de vida de alma, meio difícil de explicar aquele ato, apenas os que amam sabem o como é ficar assim.

E o dia começa eu no hospital atendendo a meus paciente e ele na faculdade estudando os ossos das mandíbulas.

A amiga de Lucas olha para ele e como quem ama não esconde ela percebeu, e falou.

- Ei como assim?

Ele olha para ela e tenta continuar a estudar, mas ela insiste e confirma a suspeita da mesma.

- Lú? Estas amando? – fala ela sorrindo segurando a mão dele.

Eles saem ao ouvir o toque para o intervalo e ele conta a amiga tudo menos o nome e quem seria a pessoa, acho que ele queria proteger a minha identidade não sei.

Eu apenas trabalhei com toda minha carda leve e calmo, ham tudo bem olhava de 5 em 5 minutos o relógio.

Ate que as 18:00 horas chegou, fui para meu carro e segui para meu encontro, parei em um restaurante italiano comprei uma lasanha para nos dois e fui para casa.

O transito não estava mal, mas para quem fica ansioso parecia que o mundo estava parado, quando viro a esquina de meu apartamento eu vejo uma pessoa sentada no batente da portaria com um sorriso enorme ao ver o carro.

- Oi falei.

- Ele apenas riu eu abri a porta do carro e segui para o estacionamento.

Ao parar o carro olhei para aqueles olhos e sorri como um apaixonado, que na realidade estava, peguei as sacolas e fomos para o apartamento.

Coloquei as sacolas na mesa da cozinha e sentamos na varanda ele olhou para mim e falou.

- Cadu eu estou apaixonado por você e sei que não é normal... – Eu atrapalhei e falei.

- Se felicidade é ser anormal não quero ser normal. – Dei um enorme beijo nele e ficamos nos beijando por minutos e neste momento para quem sabe, o mundo para por completo.

Ele me olhou colocou a mão no meu rosto me olhou com aquela expressão de emoção e pediu desculpas mais uma vez, eu parei e ele falou:

- Vamos deixar isso sério?

- Lucas para mim é sério desde que eu decidi ser feliz. – falei e o beijei.

Passamos um bom tempo nos beijando e fazendo carinho um no outro, ate que nos lembramos de nosso jantar, que rindo colocamos a mesa os pratos esquentamos o prato comemos e vimos um filme juntos abraçados no sofá da sala.

Ele ligou para a mãe dele para falar que estava bem e que no dia seguinte iria me levar em sua casa para que a conhecesse como namorado e não como amigo.

Fiquei meio nervoso e com medo, claro aquilo tudo para mim era novo.

Fomos ao meu quarto onde eu fiz questão que ele dormisse comigo, mas gente se esperam saber se transamos?

Não, não transamos não apenas o vi mudar de roupa no banheiro, meio que espionei curioso para vê-lo curiosidade horas.

E deitamos abraçado conversando por um longo tempo ate o sono nos tocar.

Ao acordar sinto o cheiro de waffles e ao abrir os olhos vejo uma bandeja com suco, frutas e meu favorito waffle com calda de caramelo, dei um selinho no meu amado e comemos.

- Cadu você pode me levar em casa para eu pegar meus livros da aula de hoje?

- Claro que sim levo sim, mas vou ter que subir? – falei meio sem graça de olhar para a mãe dele, que como toda mãe já sabia que o filho estava apaixonado.

- Falei com ela ontem aquilo no telefone, mas fica a seu momento certo?

Sorri e continuamos a comer, eu o levei em casa e ao parar para ele descer ele me da a mão para apertar eu olhei para ele e lhe dei um beijo.

- Bom dia de faculdade ate mais tarde, eu venho pegar você e falar com sua mãe.

O mundo para mim começou a mudar muito, e os problemas eu tentava não pensar muito, pois sabia que iam ser enormes.

Continua

Meu dia estava normal, pacientes, rever alguns casos apenas me sentia mal por não falar o que sentia, ou melhor, o porquê sentia e por quem.

Stênio entra em minha sala e como sempre fazia brincava comigo.

- Fala doutor como vai você? E essa cara pensativa?

- Cara estou muito feliz, mas essa felicidade é complicada. – Falei a ele.

— Quer conversar? – Perguntou ele.

Eu me levantei e dei aquela respirada, tranquei minha sala e sentei na poltrona olhando para meu amigo e realmente não conseguia falar.

- Cadu, conheço você fala logo cara.

- Velhão eu não sei como te falar, mas vamos lá... – dei mais uma pausa e soltei... – Estou namorando.

- E qual o problema nisso? — falou ele sorrindo.

- Olha você pode deixar de falar comigo eu vou entender, mas é um homem. – Ele parou em silêncio olhando para mim e perguntou.

- Ele te faz bem? Te faz feliz?

- Sim muito. – respondi.

Stênio se levantou e me deu um abraço enorme e disse:

- Cadu conheço você a um bom tempo, és um cara extraordinário se e eu como seu amigo, ou melhor, como seu irmão tenho apenas que falar que quero muito conhecer essa pessoa que lhe faz feliz.

Aquele momento eu não sabia o que falar ao meu amigo, apenas sorri e agradeci.

Antes de sai ele olha para mim e fala:

- Vamos marcar mesmo um jantar ai a quatro e eu levo minha... pessoa que fico a um tempo.

Ele nunca me decepcionou e essa pessoa ao qual ele fala é a namorada que ele ainda não assumiu o namoro.

“Stênio era engaçado, pois namorava uma menina fixo a um bom tempo, mas nunca a chamava de namorada”.

Aquele dia passou lento e eu sempre pensava em Lucas, e no que ele poderia estar fazendo, e sei que ele o mesmo, pois a cada 30 minutos ele me mandava SMS.

Eu atendia ao telefone lia e sorria, era a pessoa mais amada que eu tinha em tão pouco tempo.

Na faculdade Lucas mais uma vez escrevia um SMS e enviava o sinal da faculdade liberava os alunos e ele ia para o ponto de ônibus com a amiga, conversando sobre o novo namorado.

A amiga vê que seu ônibus se aproxima e da um abraço no amigo, eu tinha saído cedo do hospital e fiquei parado com o carro observando ele e fiquei em pé ao lado de meu carro, que ele viu assim que o ônibus se afastou.

Ele sorriu e veio em minha direção eu sei um forte abraço nele e o chamei para jantar ele aceitou e me deu um beijo no rosto.

Fiquei sem problemas com o beijo tímido no rosto, pois ele poderia ter medo de se expor onde estudava.

Fomos no caminha conversando, eu sempre olhava para o sorriso de Lucas que era enorme, eu também sorria, mas meu sorriso era mais tímido.

Ele às vezes pegava no meu cabelo e tirava as mãos como se eu fosse trata-lo mal, eu olhava p ele e sorria com os olhos de quem pedia mais carinho.

Ele finalmente ficou com a mão no meu cabelo fazendo o cafuné que tanto gostava ate chegar ao apartamento que eu moro.

Ao subir o elevador ele olhava ainda tímido para mim que comecei a falar com ele como se fosse algo normal, que mesmo sendo um relacionamento diferente e eu como iniciante, tornava as coisas mais normais possíveis.

- Lucas namoramos não é? – perguntei a ele.

- sim – ele me respondeu com uma cara de quem pensava “por que raios ele perguntou isso?”.

- Então para de ter vergonha de me dar abraços e fazer carinho rapaz. – falei a ele dando-lhe um abraço, a porta do elevador abre e saímos caminhando abraçados.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.