Um Destino A Dois

13 Desejos secretos


Notas iniciais
Acho que este é o capítulo que todos estão esperando o/
Eu me inspirei na música "Undisclosed Desires", do Muse, para escrever esta parte da história (pois acho que a letra desta música tem muito a ver com o relacionamento do Gambit com a Vampira)
Para quem quiser conferir a letra e a música, acesse o seguinte link:
letras.mus.br/muse/1547343/traducao.html

Espero que gostem! ; -)

Tudo parecia normal naquele dia. Assim que acordou, Vampira realizou o seu ritual de todas as manhãs: brigou com o despertador, tomou um banho, se arrumou, tomou um rápido café da manhã e foi para a sala de aula. No entanto, ela tentava esconder a sua tristeza por ter discutido com o Gambit na noite passada. Vampira sabia que todos estavam preocupados com o seu relacionado. Logo, ela preferiu não dar mais motivos a eles, permanecendo, então, em silêncio, guardando toda mágoa para si só.

A sua aula também aconteceu normalmente. Vampira sabia conciliar o trabalho com os seus assuntos pessoais, por mais que o seu coração estivesse apertado, como estava naquele dia. Na noite passada, Gambit a tratou friamente. Ambos tinham os seus motivos para estarem chateados com um ao outro. Após Gambit ir embora de seu quarto, Vampira tentou dormi, mas sempre acordava durante a noite para verificar se havia alguma mensagem em seu celular. Infelizmente, não havia nada. E até àquela manhã, ele ainda não havia dado sinal de vida.

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Enfim, o horário do almoço chegou, e quando Vampira estava indo em direção ao refeitório, ela se encontrou com Logan.

- Hey, Vampira! Posso falar com você em um instante?

Vampira o respondeu abaixando levemente a cabeça, e em seguida, eles saíram do corredor.

- Vampira, eu não quero me intrometer em seu relacionamento, mas aquele Cajun estava em seu quarto ontem à noite, não estava?

- Sim... – Vampira desviava o seu olhar.

- E você mentiu para mim?

- Desculpe-me, Logan. Eu não queria mentir, só pensei que você ficaria furioso!

- Olha, Vampira – Logan a segurou em seu ombro – Eu entendo que é especial para você ter encontrado alguém que possa te tocar, mas você precisa ser responsável.

- Eu entendo...

- Eu não quero bancar o “pai ciumento”, mas você também precisa ser mais cuidadosa em certas coisas... – Logan começou a se sentir um pouco constrangido por estar entrando em um assunto delicado.

- Não se preocupe Logan, não aconteceu nada entre a gente ontem, e nem sei se vai acontecer... – Vampira abaixou a cabeça e desabafou sem querer, fazendo com que Logan percebesse o seu desapontamento.

- Aconteceu alguma coisa? Quero dizer... Algo que te deixou chateada?

- Nós só discutimos... Mas não se preocupe, não é nada demais – Vampira sorria levemente, tentando disfarçar um pouco.

Logan pôde sentir que tal discussão estava afligindo a mente e o coração de Vampira. Mas ele imaginou que o motivo poderia ser muito íntimo. Então preferiu não aprofundar muito na conversa.

- Tem certeza que está bem?

- Estou sim... Mas agora, se me der licença, eu preciso fazer um lance. Tenho que voltar para sala de aula daqui a pouco – Vampira se despediu e conseguiu escapar da conversa de Logan.

Vampira se sentia mal por ter mentido para Logan na noite passada. Por mais que ela odiasse mentiras, ela não teve escolha. Ele parecia muito zangado, e Vampira não conseguiu prever qual seria a reação quando ele descobrisse que Gambit tinha entrado escondido no instituto.

Assim que chegou ao refeitório, parecia que nenhuma comida agradava o paladar de Vampira. A fome era o resultado de sua tristeza, então ela preferiu apenas comer uma maçã.

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Após o seu lanche rápido no almoço, Vampira tentou descansar um pouco antes de voltar para a sala de aula. Gambit ainda não havia se comunicado com ela. Porém, ela não sabia se ela deveria correr atrás, já que, de certa forma, quem começou a discussão foi ela, apesar de que tinha um pouco da razão. Vampira começou a imaginar que ele poderia estar muito chateado com ela, mas também considerou que ele poderia estar confuso. Assim que terminou o horário de almoço, Vampira dispersou os seus pensamentos em Gambit, e, por mais que parecesse difícil naquele momento, ela voltou a se concentrar em seu trabalho.

Assim que terminou o horário de aula, Vampira fez a sua rota de sempre, indo em direção ao seu quarto. O que ela mais queria era mergulhar em sua cama e esquecer-se de suas aflições. No entanto, ela se lembrou que era dia de levar as suas roupas sujas à lavanderia. Chegando lá, após colocar as roupas na máquina de lavar, Vampira viu uma muda de roupa no canto de uma estante, parecendo que havia sido esquecida ali por alguém. Vampira foi verificar, e ao pegar as roupas, teve uma surpresa: elas eram de Gambit. As roupas foram parar ali no dia em que Gambit consertou a motocicleta de Vampira. Ela havia colocado aquelas roupas, que estavam sujas de graxa e suor, para lavar, mas acabou esquecendo-se de devolver a ele.

“Faz tanto tempo!”, Disse Vampira consigo mesma, que até sorriu quando se lembrou daquele dia. Ela começou a cheirar as roupas. Apesar dos produtos da lavagem, ela conseguia sentir o perfume de seu namorado. Ao senti-lo, ela se lembrou do quanto o amava, e o quanto sofria pela sua ausência. Gambit se tornou a sua vida. Ela sempre estava pensando nele, ela sempre queria estar com ele. O homem que ela conheceu há quase dois meses foi imposto em seu destino.

Ambos tinham seus segredos, mas eles se amavam. Na verdade, o amor entre eles era um segredo, já que ainda não haviam se declarado um ao outro. Vampira começou a entender que o passado de Gambit poderia ter sido mais doloroso que o dela. Ela não gostava de se lembrar de seu passado, mas sentia que estava forçando Gambit a se lembrar do dele. Ao pensar desta forma, Vampira se sentiu mal consigo mesma. Além disso, ela não tinha mais motivos para não confiar nele. Gambit mudou o seu jeito e a sua vida por causa dela. Ele sempre a prometia que estaria com ela, e quando ele estava ao seu lado, ela até se esquecia que era uma mutante. O seu amor, o seu carinho, o seu toque a transformaram em uma pessoa melhor. No entanto, até o momento, ela só havia lhe retribuído com desconfiança.

De repente, Vampira se despertou de suas reflexões quando ouviu alguém chegando à lavanderia. Então, ela pegou as roupas de Gambit, e foi embora para o seu quarto.

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Vampira fez a sua escolha. Naquela noite, ela iria até ao apartamento de Gambit para revelar os seus sentimentos. Na verdade, ela usaria as roupas como desculpa para ir até lá, já que ela não sabia como o abordaria inicialmente.

Não demorou muito, e ela já estava descendo as escadas, rumo à garagem. Mas, no caminho, ela se deparou com a Ororo.

- Oi Vampira! Você está de saída?

- Sim. Eu vou até a casa do Gambit para devolver estas roupas que ele esqueceu aqui há um tempo – Disse Vampira, mostrando as roupas à Ororo.

- Ah sim! Não quero parecer chata, mas lembre-se: você trabalha amanhã!

- Não se preocupe, Ororo! Eu estou ciente disto – Após se despedir, Vampira foi até a garagem, subiu em sua moto e deu a partida.

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Vampira chegou rapidamente ao apartamento de Gambit. Mas chegando lá, ela parou em frente à porta e soltou um suspiro. Ela estava um pouco nervosa, pois não sabia qual seria a reação dele. Pela sua ansiedade, parecia que esta seria a primeira vez que ela estava ali. No entanto, ela suspirou mais uma vez, e, finalmente, tocou a campainha.

Ela esperou um breve momento, mas ninguém abriu a porta. Ela tocou mais uma vez, e a porta se abriu.

- Chérie? – Disse Gambit, um pouco surpreso com a visita de Vampira.

- Oi! Desculpe-me por não ter avisado antes, mas...

- Não se preocupe, entre! – Gambit abriu mais a porta, permitindo a entrada de Vampira. Ele parecia calmo, e também alegre com a visita.

- Eu vim para te devolver isto – Disse Vampira enquanto o mostrava as roupas – Elas estavam lá desde aquele dia em que você consertou a moto, só que eu acabei as esquecendo.

- Tudo bem, chérie... Obrigado! – Gambit pegou as suas roupas de volta, e depois disto, os dois ficaram de cabeça baixa, e um breve silêncio surgiu entre eles.

- Olha Remy, eu também vim aqui para falar sobre ontem à noite...

- Não, chérie! – Gambit a interrompeu – Sou eu quem precisa falar sobre isso. Desculpe-me por ter saído daquele jeito. Eu perdi a cabeça...

- Eu te entendo, Remy...

- Eu passei o dia inteiro pensando em alguma forma para te explicar, mas...

- Não! Você não precisa me explicar nada! – Desta vez foi Vampira que o interrompeu, o segurando em seus ombros – Eu sei que nós precisamos ser sinceros, mas também temos os nossos limites. Você tem respeitado os meus, mas acho que eu não tenho lhe retribuído de forma justa.

- Você não precisa se desculpar. Mas eu preciso te explicar algo sim! – Gambit ficou sério, e segurou o rosto de Vampira, fazendo com que ela olhasse profundamente em seus olhos — Je t'aime ! Eu te amo, Vampira ! Eu te amo como eu nunca amei ninguém, e não sei porque diabos eu não lhe disse isso antes !

Vampira ficou sem fala. O seu corpo tremeu, sentia frio e calor ao mesmo tempo, seus olhos encheram de lágrimas, o coração acelerou e sua respiração encurtou. Isso era o que ela mais queria ouvir. Ele a amava, e agora estava relevando isso a ela.

- Eu sei que você sofreu, mas eu não quero que você se esconda de mim – A voz de Gambit começava a ficar trêmula – Eu só queria saber o seu nome para poder dizê-lo quando eu falasse “eu te amo”.

- Remy... – Vampira também queria dizer o mesmo, mas ela estava muito impressionada.

- Confie em mim, chérie – Gambit se aproximou mais e sussurrou em seu ouvido – Por favor, eu vou estar com você, quero fazer você se sentir pura, e satisfazer os desejos de seu coração.

Estas foram as palavras mais puras e doces que Vampira já ouvira em sua vida. Ela conseguia sentir o amor de Gambit penetrando a sua alma. Ela tinha certeza que o amava, ela tinha certeza que confiava nele. Mas quando ela estava prestes a falar, as lágrimas começaram a escorrer pelo seu rosto.

- Remy, ninguém jamais me disse algo assim... eu... me desculpe! — Vampira saiu correndo em direção ao banheiro.

- Chérie! – Gambit foi atrás dela, mas ela já tinha se trancado no banheiro – Chérie, por favor, abra! Desculpe-me! Eu não queria te assustar!

Gambit ficou a chamando e batendo na porta, enquanto Vampira estava sentada e chorando do outro lado. Ele ficou implorando para que ela abrisse a porta, até que ele desistiu e voltou para a sala. Ele se sentou no sofá, não acreditando no que tinha causado. Na verdade, Gambit não entendeu a reação de Vampira.

Enquanto isso, Vampira ainda estava chorando no banheiro, apesar de que nem ela mesma não sabia explicar o porquê daquelas lágrimas. No fundo, eram lágrimas de felicidade. Ela jamais tinha se sentido tão amada, e o que ela mais queria agora era poder retribuir o mesmo sentimento. Após se recompor, Vampira se levantou e foi lavar o seu rosto. Ela se sentia um pouco envergonhada pela sua atitude, mas os seus sentimentos falaram mais alto. Após lavar o rosto, Vampira se olhou no espelho. Ao se encarar, ela decidiu tomar uma atitude: agora era sua vez de expressar os seus verdadeiros sentimentos, mas não somente com palavras.

Sendo assim, Vampira abriu a porta do banheiro, e foi em direção à sala. Gambit continuava sentado no sofá, de cabeça baixa, com uma das mãos tampando os seus olhos. Ele estava tão longe em seus pensamentos que nem notou a presença de Vampira. Ao se aproximar, Vampira sentou em seu colo e lhe deu um leve beijo, quebrando o transe em que ele se encontrava.

- Chérie? – Gambit ficou um pouco surpreso com o retorno repentino de Vampira.

- Remy, me desculpe! Ninguém jamais tinha me dito algo assim.

- Pardon, chérie! Eu não queria assustá-la...

- Não! Remy, eu também te amo muito! Eu também jamais senti isso por alguém antes, e eu quero provar isto a você.

- Você não precisa me provar nada, chérie!

- Sim, eu preciso porque eu quero! – Vampira colocou a sua mão no peito dele, próximo ao coração – Eu também quero tirar toda a dor de seu coração. Eu quero exorcizar os demônios dos nossos passados juntos.

Gambit também ficou impressionado com as palavras de Vampira. Aquilo também era tudo o que ele queria ouvir. De repente, ele a segurou pela cintura e a puxou. Eles começaram a se beijar, até que Vampira se recuou.

- Remy, espere!

- Chérie?

Vampira o encarou profundamente em seus olhos, soltou um leve suspiro e disse:

- Meu nome é Marie. Meu nome é Marie D’Ancanto.

Gambit sorria. Ao ouvir o verdadeiro nome de sua amada, os seus sentimentos por ela pareciam que tinham aumentado.

- Marie? É um lindo nome! É perfeito para você, chérie.

- Agora, por favor, mostre-me... – Vampira sussurrou se aproximando cada vez mais dos lábios dele.

- Como quiser... Marie! – Gambit a puxou e a beijou novamente. E assim eles permaneceram se beijando, com Gambit sentado entre as pernas de Vampira.

Os beijos estavam se tornando cada vez mais irresistíveis, até que Gambit a carregou, levando-a para o seu quarto. Chegando lá, ele a deitou delicadamente em sua cama. Sem perceber, ele já estava em cima dela, beijando-a fortemente, enquanto suas mãos caminhavam pelo seu corpo.

Vampira se sentia feliz. Na verdade, era uma felicidade que ela não conseguia explicar exatamente. Finalmente, ela estava sendo verdadeiramente tocada. Ela se sentia pura.

De repente, Gambit fez uma pausa e se levantou para tirar a sua camisa, e em seguida voltou a beijá-la em seu pescoço. Agora Vampira era capaz de sentir cada músculo do corpo que ela tanto admirava. Suas mãos viajavam pelas costas de Gambit, até que elas se encontraram com as dele. Vampira segurou as suas mãos, e as colocaram em sua cintura, fazendo com que ele puxasse e tirasse a sua camiseta.

Assim que Gambit tirou a camiseta dela, ele viu uma imagem que prendeu o seu olhar. Lá estava a sua namorada, a sua Vampira, a sua Marie, finalmente sem camiseta, apenas com o sutiã, deitada em sua cama, entre os seus braços. Ela parecia tão pura quanto um anjo.

- Você é linda, chérie! – Sussurrou ele em seu ouvido. Após isso, ele voltou a beijar o seu pescoço. Os seus beijos foram descendo, até que passaram pelos seios, e depois na barriga.

Gambit fez uma pausa novamente. Desta vez, ele começou a tirar delicadamente a calça dela. Após tirar, ele voltou para ela, mas agora, era Vampira quem assumia a ação. Ela começou a beijar o seu pescoço, conforme ele fazia com ela. A respiração de Gambit ficava cada vez mais ofegante, e Vampira podia senti-la, assim como o calor de seu corpo. Em seguida, as mãos dela foram parar na cintura de Gambit, que também a segurou, e juntos eles foram puxando a calça dele.

Agora eles ficaram se beijando e explorando os seus corpos seminus. Gambit a levantou suavemente, deslizou uma alça de seu sutiã, e começou a beijar o seu ombro. Vampira sentia o seu coração vibrar, e de repente, ela se afastou um pouco, e retirou o seu sutiã. Eles se deitaram novamente, e Gambit tinha mais certeza que a sua namorada era a mulher mais linda que ele já tinha conhecido.

A relação entre eles estava ficando cada vez mais forte e irresistível. Vampira até podia ver e sentir o suor escorrendo entre os músculos definidos de Gambit. Mas novamente, ele fez outra pausa. Desta vez, Gambit estendeu o seu braço até a cômoda ao lado da cama, abriu uma gaveta, e retirou uma embalagem de preservativo de lá de dentro. Vampira sentiu um frio na barriga ao ver isso, mas ela não podia recuar de seus desejos agora. Gambit, ao perceber que ela tinha ficado um pouco assustada, foi reconfortá-la, sussurrando em seu ouvido algo que já tinha lhe dito antes:

- Eu te amo, Marie!

- Eu também te amo, Remy! – Vampira realmente se sentiu mais tranqüila ao ouvir e dizer tais palavras.

Vampira se sentia segura e amada, mas também um pouco apreendida. Agora, ela poderia sentir o homem que amava por completo. Ela sentia dor, mas também prazer. Ela tentou o afastar um pouco por causa da dor, mas ele se aproximava mais de seu corpo, encarando profundamente os seus olhos. Vampira não resistia, e tentava o beijar enquanto ambos se retorciam. Por fim, fora as considerações carnais, Gambit finalmente sentiu que Vampira era sua, assim como ele era inteiramente dela.

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Eram quatro e meia da manhã e Vampira e Gambit já tinham adormecido. Vampira acordou, e viu que estava de costas, mas abraçada por Gambit. Então ela decidiu se virar, ficando frontalmente abraçada com ele. Ao perceber isso, Gambit se despertou levemente, sorrindo para ela, e dando um beijo em sua testa. Em seguida, eles voltaram a dormir.

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O sol da manhã penetrava o quarto, iluminando os dois corpos nus abraçados entre os lençóis da cama. Vampira novamente acordou e se deu conta que estava entre os braços de Gambit. Ao despertar, ela murmurou baixo, voltou a fechar os olhos e se aproximou mais de Gambit.

- Bonjour, chérie! – Disse ele, assim que acabou de acordar com a sua amada entre os braços.

- Bom dia! – Vampira finalmente conseguiu abrir totalmente os olhos, e em seguida, lhe deu um leve beijo.

- Está tudo bem? – Disse Gambit, enquanto retirava uma mecha branca do rosto dela.

- Uhum! — Vampira sorria, e nunca havia se sentido tão realizada.

Mas de repente, ao ver o sol pela janela, Vampira se assustou, e se levantou imediatamente.

- Ai meu deus! – Disse ela, enquanto enrolava o seu corpo em um lençol.

- O que foi, chérie?

- Eu perdi a hora! Eu tenho trabalho agora! – Disse ela enquanto recolhia as suas roupas espalhadas pelo chão, indo, em seguida, para o banheiro.

Gambit apenas sorriu e voltou a fechar os olhos.

Vampira vestiu as suas roupas e lavou o seu rosto rapidamente. Depois, ela voltou ao quarto, à procura de seus sapatos.

- Você precisa ir mesmo agora? – Disse Gambit, enquanto se sentava na cama, enrolando a sua cintura com um lençol.

- Eu sinto muito, Remy! Mas prometo tomarmos um café da manhã em outro dia – Vampira calçou os seus sapatos, e foi até Gambit para lhe dar um beijo de despedida – Obrigada, Remy!

Gambit sorriu e ficou a encarando por um momento.

- Eu te amo!

- Também te amo, Remy! – Vampira lhe deu outro beijo, mas desta vez, mais forte.

Após se despedirem, Vampira saiu do apartamento apressadamente, e partiu rumo ao instituto o mais rápido possível. Por mais que ela estivesse encrencada em seu trabalho, ela estava feliz e realizada. Agora ela se sentia uma mulher verdadeiramente amada.

Enquanto isso, Gambit voltou a se deitar exausto, mas também feliz. Finalmente, ele não só pôde sentir a mulher que ama, mas como também sentir o amor e confiança vindos dela. Ele se sentia em paz.