Um Desconhecido....

42 Capítulo 42 - Uma nova vida.


- Então foi você Kikyou....a mulher que ousou me interromper...

— Naraku!!Como ousa machucar Kagome?? Como ousa se aproximar dela seu maldito!!!!

Kagome estava no chão. Seus ferimentos continuavam a sangrar e as contrações que indicavam que o momento do parto estava proximo, diminuiam seus intervalos a cada segundo.

A garota tinha uma certa dificuldade para respirar, e tudo que ela mais desejava naquele momento, era estar com Inu-Yasha, e ter seu filho em paz.

Mas tudo o que ela escutava naquele instante, era a risada fria de Naraku e a voz irritada de Kikyou.

— Hhahahahaha. Kikyou, saiba que vou matar sua irmã, junto com o filho dela. Vou mandar seus corpos para Inu-Yasha, embalados pra presente...

— Isto jamais vai acontecer Naraku.....

Kikyou pegou seu arco e flecha e apostou diretamente para o corpo de Naraku.

— Você irá permitir que eu e Kagome saimos daqui inteiras, ou então, eu acabo com você!!!!

Naraku não se mecheu. Nem sorriu, ou disse nada. Ele apenas observava Kikyou. Tudo o que se ouvia, era a respiração palpitante de Kikyou. O silêncio só foi quebrado, por um grito de dor de Kagome. Era o sinal, a qualquer momento, a criança poderia nascer.

Kikyou abaixou sua arma, e correu para o lado de Kagome.

— Temos que sair daqui! Esta criança vai nascer a qualquer momento. Venha!!

Ela apoiou o corpo da irmã no ombro, e começou a andar na direção oposta a de Naraku, que por algum motivo, não tentou impedi-las de forma alguma, ele apenas as observou.

Kikyou tinha uma certa dificuldade em ajudar a irmã a caminhar. E a cada 5 minutos, mais ou menos elas tinham que parar para que Kagome pudesse respirar. A situação era complicada.

Enquanto isso, Inu-Yasha continuava a andar pela mata, desesperado gritando pelo nome da esposa, sem parar. Seus pensamentos o levavam para caminhos que ela não queria ir. O desespero era tão grande, que ele não consegui parar de pensar que talvez Kagome já estivesse morta. Uma idéia que ela custava a aceitar, que ele se recusava a aceitar.

Kikyou e Kagome chegaram numa cabana. Aquele parque era tão grande, que certas partes dele eram completamente inesploradas, e tanto caminhar elas encontraram uma das antigas cabanas que políciais custumavam ficar. O corpo de Kagome recusava-se a continuar a carrega-la. As dores que sentia, tinham intervalos de menos de um minuto. Era provavel que dentro de alguns minutos, a criança viesse ao mundo.

Kikyou, tratou de carregar a irmã para dentro da cabana. Encontrou o lugar mais limpo dela, mas ainda sim, aquele estava muito longe de ser o lugar apropriado para se ter um filho. Mas agora, era tarde demais. A criança teria que nascer alí mesmo.

Inu-Yasha continuou a gritar por Kagome. Mas no meio do caminho, encontrou Naraku, que continuava parado no mesmo lugar de quando ele havia deixado Kagome e Kikyou partirem. Inu-Yasha partiu pra cima dele.

— ONDE É QUE ESTÁ MINHA ESPOSA, SEU MALDITO??!!!!

Naraku tinha uma aparencia estranha....ele parecia disnorteado...

— Ela e a irmã, foram para lá. — respondeu com sinceridade.

Inu-Yasha estava desconfiado. Aquele não parecia ser Naraku....mas ele não tinha tempo a perder. Continuou a correr na direção que lhe fora apontada.

Enquanto isso, na cabana, Kikyou tentava fazer o parto da irmã.

— Força, vamos força!! — dizia nervosa.

Kagome estava muito cansada. Os seus ferimentos porfundos, haviam lhe tirado as forças, graças a perda de sangue. Ela não parecia ser capaz de sozinha, ter aquele bebê.

— Vamos Kagome, só mais um pouco! Faça um esforço!! Lembre-se do seu filho!!! —

Kikyou tentava encoraja-la, mas a garota estava realmente muito cansada....

Inu-Yasha finalmente encontrou a cabana. Ele imaginou que as duas só poderiam ter ido para lá. Correu e invadiu o lugar. Olhou ao redor, e viu, Kagome em pleno trabalho de parto.

— KAGOME!!!

Ele correu para perto dela. Percebeu o quão machucada a esposa estava...

— Sua idiota!! Eu disse que era pra você ficar em casa!! Agora olhe para você!!!

A garota sorriu...

— Me.....desculpe..... — ela estava ofegante.

— Inu-Yasha, cale a boca!! Agora não é hora para discussões...você não estava vendo que esta criança esta para nascer?!! — disse Kikyou revoltada...

— Escuta....Inu-Yasha.....eu preciso.....preciso......te dizer uma coisa....

— Depois Kagome.Primeiro vamos tratar de fazer seu filho nascer esta bem?! dizia nervoso.

— Ai......ai....é que esta Inu-Yasha.......

— Kagome, cale a boca você também!! Faça força, anda....!!

A garota utilizava de todas as suas forças.

— Ah....estou vendo a cabecinha....mais um pouco, vamos....!!

Kagome gritava de dor. Sua mão segurando firmemente a mão de Inu-Yasha....

— Estou vendo os ombros....Kagome, vamos um ultimo esforço!! Forçaaa!!! — gritou Kikyou.

E com um ultimo esforço, o bebê finalmente nasceu.

O choro da criança, invadiu o silencio da cabana. Era um menino. Um menino saudavel e cheio de vida....

Kagome demonstrava em seu olhar, um tremendo orgulho! Uma grande felicidade....ela parecia, naquele momento, disposta a se levantar e pular de alegria.

Kikyou pegou uma de suas flechas. Com a ponta fez mensão de cortar o cordão umbilical. Mas então, parou. Entregou a ponta para Inu-Yasha, e com um sorriso, disse:

— Faça você.

Inu-Yasha parecia estupefado. Ele cortou o cordão umbilical e seus olhos se encheram de lágrimas. Ele sentia tanto orgulho. Era como se ele fosse o pai daquela criança.

Então, Kikyou a limpou e enrolou em um pequeno capa, que carregava sempre consigo, e entregou a criança para Kagome.

Quando a garota segurou seu filho, pela primeira vez lágrimas de felicidade rolaram por seu rosto. Nunca imaginou, que poderia ama-lo tanto.

Olhou então para Inu-Yasha. Viu a face do marido, que demonstrava também uma grande felicidade e orgulho. Pediu um instante a sós com ele para Kikyou, que acabou saindo da cabana, para buscar ajuda.

— Inu-Yasha, escute....

— Kagome! Estou tão feliz! Até parece que sou eu o pai. Veja que lindo o seu bebê...

— Inu-Yasha....esta criança, é fruto do nosso amor....e não de uma noite com Sessoumarou....

Ele ouviu as palavras de esposa, mas não pareceu entende-las...

— O que?

— Naquela noite...quando eu e ele, ficamos sós, eu estava disposta a cumprir minha missão...mas, na hora H, Sessoumarou percebeu minha infelicidade...

Inu-Yasha, seu irmão não incostou um dedo sequer em mim...este filho que nasceu..não é dele...nem meu...é nosso.

Continua......

Notas finais
Eeeee xD. Bom no final deste capítulo eu tenho que agradecer aos programs que monstram partos né, porque apenas graças a eles que pude ter uma pequena idéia de como é que funciona esse processo XD.
Espero que tenham gostado do capítulo, agradeço de coração a todos que comentam na minha humilde fic. Bjs e até o próximo capítulo. ^^