Um Crime e Seus Segredos
10 O Final
POV Nina
A vida na prisão não esta sendo nada fácil, só estou presa faz dois dias pelo assassinato do Xavi, mas, entretanto todas as reclusos no local se juntaram e começaram a fazer da minha vida um inferno. Eu nunca tinha sofrido bullying na vida e achava que nunca ia sofrer mas estava errada. Eu não compreendia porque elas me odiavam tanto se mal me conheciam. Elas me julgavam porque eu matei acidentalmente meu ex-namorado sendo que as ditas cujas haviam praticado crimes muito piores que o meu! Mas, pensando bem, agora que eu estou aqui se alguém descobrir meu segredo posso me complicar ainda mais!
Ah, esqueci de mencionar que eu divido a cela com uma garota morena chamada Daniela, e a Luna! Ela chegou a poucas horas e ver ela ali me fazia sentir horrível, pois fui eu que coloquei a faca que a trouxe pra ca, mas eu faria de tudo para proteger o meu segredo. Estávamos as três conversando animadamente, já que a Dani era a única que não nos tratava mal, quando de repente uma fumaça começou a entrar na cela pelo tubo de ar condicionado, tentamos aguentar mas acabamos apagando por efeito do gás.
POV Vanessa/Manuela
Minha missão estava sendo um sucesso total! Com a minha falsa gravidez consegui me aproximar do Pablo e descobrir coisas sobre o Nico que me ajudaram a descobrir a identidade do assassino. Essa pessoa não estava de brincadeiras e se ela pegasse os outros seria uma catástrofe.
Recebi uma ligação do meu chefe e me afastei para um canto discreto onde podia atender sem correr o risco de alguém escutar o que eu falava:
— Alô? Sério? Tá, to indo pro local agora. Mande reforços. — Desliguei e arrumei minhas coisas rapidamente. O assassino havia sequestrado todos os amigos próximos de Nico e ia revelar sua identidade, para depois matar todos eles! Eu tinha que impedir isso de acontecer, mas infelizmente o Pablo se meteu na minha frente.
— Onde vai Manuela, ou devo dizer Vanessa? Eu sei quem você é de verdade e o que veio fazer aqui. Acabei de ouvir sua conversa telefônica, e vou com você, não adianta dizer que não. — Ele falou, firme e eu não tive alternativa senão acatar sua decisão.
Na Prisão
Pouco a pouco, todos os que tinham sido sequestrados foram acordando meio atordoados, mas perceberam que estavam amarrados a uma mesa que havia no local, que logicamente era uma das muitas celas do estabelecimento prisional. Ninguém estava entendendo o que faziam ali, mas estavam assustados.
— Ámbar, você tá bem? — Perguntou Simón, preocupado ao ver os cortes profundos no rosto da amada.
A loira fez um aceno afirmativo com a cabeça e tentou sorrir, mesmo que só um pouco.
— Gente, porque estamos aqui? Quem nos trouxe aqui? eu tenho claustrofobia e estou com medo! — Reclamou Jim, com a voz chorosa e algumas lágrimas escorrendo pelo rosto.
— Calma Jim, aliás calma todo mundo! A gente vai conseguir resolver isso. — Disse Matteo, tentando se convencer mais a ele mesmo do que aos outros.
— Mas não há como soltar as amarras, elas são muito fortes. — Reclamou Pedro, cruzando os braços e fazendo cara de bebe.
Delfina e Nina se olharam, como que conversando por meio do olhar e concordaram que tinham que revelar a identidade do assassino de Nico pois essa pessoa era perigosa e podia muito bem ter os sequestrado a todos.
— Gente, eu e a Delfi sabemos quem e o assassino e achamos que foi ele que nos trouxe ate aqui. — Disse Nina, de forma nervosa.
Todos olharam para as meninas de forma acusadora, afinal elas sabiam quem a pessoa era e não abriram a boca.
— Vocês sabem quem é o desgraçado que me colocou na cadeia e não falaram nada? Traidoras. — Esbravejou Luna, com raiva.
Todos olharam para as garotas de forma raivosa, mas antes que elas pudessem se defender uma pessoa de capuz preto e mascara de caveira que segurava uma faca em cada mão entrou no local.
Apreensivos, os reféns se entreolharam, esperando o próximo passo do encapuzado.
A pessoa andou ate o centro da cela, ficando bem perto da mesa onde todos estavam amarrados e tirou a mascara, revelando sua identidade!
— Olá queridos, como vão? Todos vocês estavam certos, eu sou a assassina do Nico. Eu obviamente tive meus motivos pra fazer o que fiz, e vou explicar todos eles a vocês antes de revelar os segredos preciosos de cada um de vocês e os torturar ate a morte! A proposito, eu não morri, o cadáver que vocês viram naquela festa era de uma sósia minha. Eu estou bem viva, e pronta para a matança! — Exclamou Yam, sorrindo macabramente!
Todos olharam atentamente para Yam. Eles ainda estavam em choque e não conseguiam acreditar que ela era a grande assassina. Todos juravam que haviam visto seu corpo naquela festa de aniversário trágica, mas como dizem, as aparências enganam.
— Yam, minha irmã, porque fez isso? Nos deixe ir embora por favor. — Suplicou Jim, com a voz trêmula e gaguejante. — Você não é malvada nem assassina, eu sei que não! Nos liberte, por favor! — Continuou ela, tentando convencer a irmã a desistir dessa loucura.
Furiosa, Yamila se aproximou e enfiou uma das facas que carregava na bochecha da irmã, fazendo sair muito sangue. Depois ela estapeou Jimena fortemente, fazendo a cair, já que estava sentada.
— CALA ESSA BOCA VADIA! EU TE ODEIO! VOCÊ NÃO E MINHA IRMÃ COISA NENHUMA. VOCÊ E UMA FARSA. — Gritou a louca, cuspindo na cara da ruiva. — Depois virou-se pros outros. — QUEREM SABER O SEGREDO DESSA IMPRESTÁVEL? EU CONTO, JIMENA VIDAL NÃO EXISTE, ELA, OU DEVO DIZER ELE, SE CHAMA JUAN VIDAL! A AMIGA DE VOCÊS E UM HOMEM! — Revelou a garota, com ódio iminente na voz.
Todos olharam chocados para aquela cena. Yam só poderia estar delirando, isso não fazia sentido nenhum, Jim não podia ser um homem, não tinha como.
— Para de falar bobagem garota, não estamos aqui de brincadeira não, o assunto é sério, você devia era estar num hospício. — Respondeu Âmbar, já ficando com raiva da irmã caçula de Vidal.
— Ela não esta brincando gente, é sério, a Jim é uma transexual, ela nasceu menino, mas se transformou em menina. — Sussurrou Nina, já envergonhada por ter que falar no assunto. — Eu a conheço desde a época em que ela era o Juan, a gente ficou algumas vezes, mas ele sempre dizia que não se sentia um homem, que queria ser mulher. Foi então que eu me envolvi mais e mais com ele, ate me apaixonar perdidamente por Juan. E, eu dei meu nome pra ele e ele se transformou no que é hoje e nos trocamos de nome. Eu sou a verdadeira Jimena Simonetti, e também a verdadeira irmã de Yam. Podem nos xingar mas nem eu nem a Jim nos arrependemos do que fizemos, e ela sempre será uma mulher! — A morena suspirou, de certa forma tirando um peso de sua consciência ao revelar a sua historia.
Ninguém conseguia emitir um som sequer, quanto mais formular alguma frase que fosse credível pronunciar naquele momento. Pareciam que estavam num trance sem fim, hipnotizados e parados feito estátuas.
Mas a situação parou quando a psicopata loira de 15 anos que atendia pelo nome de Yamila Vidal começou a bater Palmas e rir de forma histérica, que ate dava medo.
— Viram? As aparências enganam muito não é? Perguntem isso pra Luna, ou devo dizer Karol? — Perguntou Yam, apontando para a Valente que subitamente ficou pálida. — Afinal, uma pessoa que consegue esconder a irmã gêmea de toda a sociedade e assumir sua identidade covardemente deve ser muito pior que uma transexual não é não, o que acham?
— Do que essa louca tá falando Luna? Isso é verdade? — Perguntou Matteo, não conseguindo acreditar que estava começando a gostar de uma falsa mentirosa.
— Como consegue acreditar nela Balsano? Ela matou o Nico, obviamente é completamente louca e não esta falando coisa com coisa. — Proferiu Luna, visivelmente nervosa e abatida.
— Será que Yam é mesmo louca irmãzinha? — Proferiu uma figura feminina mascarada, que entrou no local e revelou seu rosto sendo idêntica a Valente, com exceção dos cabelos loiros invés de pretos. — Eu sou a verdadeira Luna, todo mundo já sabe, sua farsa acabou maninha. — A gêmea proferiu, com um sorriso vitorioso no rosto.
— Esse ser que vocês conhecem pelo meu nome se chama Karol Valente Díaz, é minha irmã gêmea. Ela sempre foi maluca, inclusive ela foi internada num hospício quando pequena por isso ninguém soube da existência dela, já que meus pais não queriam chamar a atenção da mídia para o fato que tinham uma filha louca. Eu amava a Ka com todo o meu coração, ate a visitava no hospício escondida da minha mãe quando adolescente. Mas ela sempre me tratava mal. Dois anos atrás, eu a fui visitar outra vez e ela simplesmente me jogou de cima de um terraço que ficava no centésimo andar da clinica. Felizmente havia um colchão de espuma no chão e consegui aterrar sem sofrer sequelas. Mas eu decidi fingir que havia morrido, para dar uma lição na minha querida irmã. Foi quando ela roubou minha identidade e os enganou durante esse tempo, mas a farsa acabou. — Revelou a verdadeira Luna, com lágrimas nos olhos.
Karol a olhava com raiva enquanto todos olhavam espantados pras duas. Ate onde iriam as surpresas da noite? Será que não acabariam nunca?
— Sim, a farsa dessa idiota acabou Luna. E sabe, eu cansei de a encobrir, eu posso ter matado o Nico, mas a mandante do crime foi a própria Karol! Ela tinha uma obsessão pelo coitado do Souza, e como percebeu que ele não queria nada com ela, mas sim com a Âmbar e sua irmã gêmea Luna me ofereceu mil dólares pra que eu fizesse o trabalho sujo. Quando ela descobriu que eu e o Nico também tínhamos nos envolvido, ela tentou me matar e foi por isso que eu "fingi" que morri. Eu posso ser a assassina, mas a grande perigosa é a Karol. E se não acreditam olhem esse vídeo. — Disse Yam, fazendo descer uma tela branca e apertando um controle para a ligar. No vídeo estavam cenas de Karol e Yamila conversando:
Vídeo On
— Fez o trabalho certinho? — Perguntou Karol, carregando uma mala preta que continha o dinheiro que ia dar pra irmã de Jimena.
— Sim, fiz tudo o que pediu Karol, agora quero meu dinheiro. — Exigiu Yam de forma autoritária e com as mãos na cintura. — Fiz o que pediu, o combinado era esse, eu matava o Nico e você me dava mil dólares. Quero meu dinheiro. — Exigiu, tentando pegar a mala preta das mãos da outra, mas sem sucesso.
Foi quando Karol encostou Yam contra um carro que havia no local e começou a apertar seu pescoço.
— Burra! Acha mesmo que eu ia dar alguma coisa pra você sabendo que você também gosta do Nico? O Nico era pra ser meu, e ate você que se dizia minha amiga me traiu, então seu final será o mesmo que o dele, a Morte! — A morena apertou o pescoço da outra mais fortemente, e a tela ficou preta.
Vídeo Off.
Quando a tela voltou a ficar branca todos já estavam com muita raiva de Karol, principalmente Âmbar, que pensava que conhecia sua melhor amiga. Antes que alguém pudesse reclamar, a farsante se libertou das cordas rapidamente, pegou um isqueiro, jogou no chão e disse:
— Todos vocês destruíram minha vida, TODOS VOCÊS! E agora todos irão morrer queimados! — Esbravejou ela, dando um tapa na irmã gêmea e outro em Yamila e trancando a cela que pouco a pouco ia sendo tomada pelo fogo.
(...)
A situação dentro daquela cela estava desesperadora, o fogo cada vez aumentava mais e como continuavam amarrados ao pé da mesa ninguém podia se mexer. Ate que Yamila se recompôs e cortou as cordas dos detetives Matteo, Pedro e Simón. Mesmo não gostando do pessoal aquela era uma questão de vida ou morte.
Os três tentaram abrir a porta, mas nada funcionava. Em poucos segundos o fogo já havia consumido o local inteiro, e alguns não conseguiam sequer respirar.
— Simón, cuida da minha filha Luiza pra mim por favor, ela precisa de você. — Pediu a loira, de forma fraca. Simón se surpreendeu ao saber que Âmbar tinha uma filha, mas quando ela fechou os olhos ele se desesperou e tentou de todo jeito a acordar sem sucesso.
— NÃO, NÃO POSSO TE PERDER OUTRA VEZ, AMBAR, NÃO!!!! — Ele gritou, e tossiu, percebendo que suas mãos estavam meio queimadas e estava quase desfalecendo também.
Do outro lado do local, Jim, que havia se libertado das cordas, estava tentando salvar sua irmã Yam que também estava quase desfalecendo. Apesar de tudo ela amava sua irmã e não a ia deixar morrer.
— Desculpa irmã, você era meu irmão, mas pra mim sempre será minha irmã Jimena Vidal. Te amo, nunca esqueça disso e desculpa mesmo! -Yamila apertou a mão de Jim uma ultima vez antes de desistir e fechar os olhos.
Jim chorava compulsivamente e com muita dificuldade, Nina a abraçou para tentar confortar.
Outro que também estava quase desistindo era Pedro, mas Delfina se aproximou dele e o beijou desesperadamente.
— Você não pode morrer Pedro, eu ainda te amo muito, e quero que saiba que te perdoo pelo que aconteceu com meus pais, a gente não teve culpa, foi um acidente, fui eu que estava brigando com eles e você pra me proteger os empurrou da escada e eles morreram! Não foi nossa culpa, por favor meu amor, volta pra mim e não me deixa. — A morena era outra pessoa que chorava compulsivamente. O que havia naquela cela eram fogo e agua, proveniente das muitas lágrimas que ali iam sendo derramadas.
Pedro tentou sorrir e retribuiu o beijo de Delfi.
— Também te amo morena, foi muito difícil ficar longe de você esse tempo todo. — Eles voltaram a se beijar e foram interrompidos pelo barulho das grades da cela caindo. Rapidamente entraram Vanessa Lopes, Pablo Souza e mais dois homens vestidos de fardas do FBI espanhol. Vendo a situação catastrófica que se encontrava ali, Pablo pegou um extintor de incêndio, apagando todo o fogo. Os colegas de Vanessa pegaram os feridos e colocaram numa maca.
— Levem eles pro hospital, eu vou atrás da fugitiva Karol. — Ordenou ela a seus homens, que acenaram afirmativamente com a cabeça.
— Vamos com vocês! — Se pronunciaram Matteo e Luna, que depois se olharam constrangidos.
— Desculpa, mas seria mais seguro irem no hospital fazer o checkup pra ver se não há queimaduras fortes. — Aconselhou a espiã, com o semblante preocupado mas ao mesmo tempo simpático.
— Eu estou bem! Você esta procurando minha irmã gêmea e eu também quero ir e ponto final! — Ditou a verdadeira Luna, de maneira firme e decidida.
Sem muita alternativa, Vanessa concordou que os dois a acompanhassem.
Não foi difícil encontrar o carro de Karol, pois era um modelo único e a espiã secreta sabia a placa de cor e salteado. A assassina farsante percebeu que estava sendo seguida, e tentou fazer de tudo pra despistar os perseguidores, mas não deu certo. A perseguição aconteceu ate que Karol parou o carro na beira de um barranco e desceu.
— Eu vou falar com ela. — Exclamou Luna, e saiu do carro sem esperar resposta dos seus dois acompanhantes.
Nervosa, a garota se aproximou da irmã e pensou no que poderia fazer. Ela não queria parecer uma assassina como a Karol, mas ela era psicopata, havia destruído a sua vida e a de tanta gente mais que merecia ter sua vida acabada também. Antes que se arrependesse, Luna empurrou Karol, que caiu do barranco em direção a sua morte. Valente deixou algumas lágrimas caírem pois amava a irmã. Sentiu uns braços fortes a envolverem num abraço. Olhou pra cima e viu o rosto de Matteo, que estava sorrindo pra ela.
Surpreendentemente pegando ela de surpresa Balsano a beijou! E involuntariamente ela retribuiu, pois percebeu que seus lábios se encaixavam perfeitamente.
— Eu me apaixonei perdidamente pela Karol pensando que ela era você, mas percebi que a verdadeira Luna merece muito mais amor que a falsa! — Ele explicou, e voltou a beija-la.
Uma semana depois...
Havia se passado uma semana depois daquele dia que muitos nem queriam lembrar. Âmbar havia sobrevivido afinal, mas quem realmente morreu horas depois foram Simón e Yam, não resistindo a fumaça inalada. Pedro e Delfi haviam voltado a engatar seu relacionamento, e também foram na delegacia dar seu depoimento quanto a morte dos pais da jovem. Tudo indicava que iam ser absolvidos. Jim e Nina fugiram pra Suíça, não conseguindo encarar os amigos depois de terem revelado seu segredo. Matteo estava namorando Luna, e dessa vez era a verdadeira!
Âmbar estava no parque com a filha Luiza, pensando no Simón. Ela havia o conhecido por alguns dias e havia se sentido atraída por ele, mas não o amava. Amava mesmo era Nico, mas ele também estava morto.
Sentiu seus olhos serem tampados por umas mãos fortes e macias.
— Sentiu minha falta? — Perguntou uma voz masculina muito conhecida pela loira. Não, não seria possível.
Ela se virou e se surpreendeu ao ver Nico na sua frente sorrindo!
— O que? Como esta vivo? Onde esteve esse tempo todo? — Perguntou ela, completamente confusa.
— Isso não importa, tenho a vida toda pra te contar como escapei da Yam e da Karol. O que importa é que eu estou aqui com você, e sempre vou estar! — Ele sorriu, e eles se beijaram.
Âmbar acordou assustada. Era um sonho. Infelizmente Nico não estava vivo.
Numa casa abandonada, muito longe de Buenos Aires, uma pessoa encapuzada olhava para as fotos de todo o pessoal e sorria maquiavelicamente. A figura misteriosa pegou um isqueiro, o acendeu sobre as fotos e admirou a cena enquanto as chamas consumiam todo o papel.
Sorriu
— A Karol e a Yam fizeram um ótimo trabalho. Pena que ninguém nunca vai saber quem foi o verdadeiro assassino do Nico, adoraria me mostrar e jogar com eles também. — Afirmou, jogando os restos queimados das fotos no lixo.
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