Um Crime e Seus Segredos
4 Ameaças e Alianças perigosas.
Notas iniciais
Capitulo 4: Ameaças e Alianças perigosas.
POV Delfina
Eu tinha medo do que a tal pessoa podia fazer comigo, então decidi que não iria vê-la, nem que isso fizesse eu me dar mal. Além do mais, eu podia vencer todo e quaisquer pessoa que se metesse no meu caminho pois eu era uma espiã secreta do FBI de Buenos Aires. Respirei fundo e dei os golpes que eu havia aprendido na organização, deixando o mascarado no chão. Sai do quartinho na esperança de encontrar uma saída desse lugar horrível. Mas antes que eu pudesse sequer pensar em fugir outro mascarado apareceu na minha frente e tirou a máscara.
Eu fiquei pálida quando vi quem era. Essa pessoa fizera-se de santinha quando na verdade era uma grande mentirosa, e uma cobra.
— Você e o assassino? Porque fez isso? — Perguntei, ainda em choque pela revelação bombástica.
— Sim, sou eu querida. — Sorriu sarcasticamente. — E sobre o porquê eu fiz o que fiz, simples, quero me vingar de um dos seus amiguinhos e resolvi atingir justamente seu ponto fraco. Mas eu não te chamei aqui para dar explicações sobre meu plano de vingança, e sim te chamar para participar dele! Você se infiltrara no grupinho e fará tudo que eu mandar, e não ouse me desafiar ou todos saberão seu segredo. — Falou em tom ameaçador.
— Tá bom, eu aceito. — Falei. Eu odiava aquela turminha idiota, e se fosse pra guardar o meu segredo eu faria tudo que ela quisesse.
— Vamos nos dar muito bem Mar. Agora pra me certificar de que você não ira me trair te darei um "presentinho" — Disse, e pegou uma daquelas armas de choque e começou a me torturar.
POV Nina
Depois de saber que a Jim estava bem tratei de inventar uma desculpa qualquer pro meu namorado e me dirigi ate a mansão Souza pra realizar a primeira parte do plano. Eu não queria ter que fazer isso com a Luna, mas era meu segredo ou ela presa, então ficava fácil escolher. Estacionei o carro longe do portão principal, para que ninguém me visse e desconfiasse. Introduzi a senha para entrar, eu a sabia de cor já que eu e o Nico éramos muito amigos, e entrei vestindo um casaco vermelho que cobria meu rosto. Estava tudo escuro no local, então Tino devia de já ter ido dormir. Entrei no quarto do Nico, e como pensei o corpo não estava mais no chão, provavelmente havia sido levado para examinarem. Procurei por todo o local ate que achei num cofre escondido uma faca que estava cheia de sangue. Era essa a arma do crime. Peguei ela com as luvas pra não deixar minhas digitais nela e a coloquei dentro do carro da Luna, depois de quebrar o vidro. Sorri. Quando os detetives fossem revistar o local achariam isso e ela seria a principal suspeita!
No hospital com Jim Vidal
A garota de cabelos ruivos lisos acordou atordoada. Olhou em volta e percebeu que estava num quarto de hospital, deitada numa cama, e ligada a umas maquinas esquisitas. No começo ficou extremamente confusa. O que ela estava fazendo ali? Não era suposto estar na festa de 18 anos de Nico? Foi ai que se lembrou das mortes dele e de sua irmãzinha Yam. Naquele momento bufou de raiva. Quem quer que houvesse o assassinado merecia pagar pelo crime que cometeu. E talvez as mortes deles fosse tudo culpa dela, do seu maldito segredo que não podia contar pra ninguém. Suspirou, extremamente frustrada.
Ate que entrou um enfermeiro no quarto, e quando tirou a mascara revelou ser um velho conhecido de Jim, alguém que ela não via fazia muito tempo.
— Sebastián, e você? — Indagou, ainda confusa, mas ao mesmo tempo feliz por ver um grande amigo seu ali.
— Sou eu mesmo Jim, mas depois a gente conversa, agora vim te tirar daqui. -Revelou ele sorrindo, o que fez ela sorrir de volta.
Com Ámbar
A loira estava vagando pelas ruas da cidade, ainda pensando na morte de Nico e no segredo que os dois guardavam consigo, mas agora também um certo topetudo chamado Simón ocupava seus pensamentos. Ela normalmente não se atraia facilmente por garotos, ainda mais numa primeira vez, mas, definitivamente algo no tal Simón a havia cativado. Estava sorrindo e pensando nos beijos que deram na piscina quando sentiu alguém a agarrar por trás.
— Oi Amb, quanto tempo, saudades de mim? — Perguntou um ser loiro de olhos verdes, com o sorriso mais debochado que alguém poderia ter. — Vim ver como estava, e falar que eu tenho o direito de ver ela. — Cuspiu, desta vez apertando seu pescoço fortemente.
A loira estava em apuros, mas ela sabia muito bem se defender, por isso mordeu o braço do agressor e ainda deu um chute certeiro "naquele lugar".
O ser loiro urrou e dor e ela virou-se de frente pra ele rindo da cara de dor que a face dele moldava.
— Oi Javier. Pois e, faz mesmo muito tempo que a gente não se vê, mas isso não quer dizer que eu esteja feliz em te rever. Pelo contrario, estou profundamente irritada por isso. E quanto a "ela", você não tem nenhum direito de a ver, já que ela nem mesmo e sua. — Debochou, virando para ir embora, mas Javier levantou rapidamente e a virou, fazendo seus rostos ficarem muito próximos.
— Para de se fazer de durona Ámbar, eu nunca esqueci teu beijo, e sei que você nunca esqueceu o meu. — Afirmou ele, convencido, capturando logo em seguida a boca da loira num beijo feroz, que, mesmo não querendo ela acabou por retribuir.
— Interrompi? — Falou uma voz conhecida por Ámbar, que se virou e constatou que era Simón. Ele parecia bravo e estava com as mãos na cintura. A loira sorriu ao pensar que ele poderia estar com ciúmes.
Deixou Javier e se aproximou do topetudo, com um plano formulado na cabeça.
— Não interrompeu nada amor, alias, podíamos mostrar pra esse idiota do meu ex que a gente tem MUITO mais química que eu e ele algum dia tivemos. -Riu ela, piscando pra ver se ele entendia que era pra seguir com a farsa.
Simón piscou de volta. Se fingir que era namorado dela o faria lhe dar mais uns beijos obviamente toparia.
— Claro amor, e pra já. — Exclamou, puxando a loira e esmagando sua boca contra a dela.
POV Luna
Depois de saber que a Jim estava bem, decidi ir ate minha casa a pé, apesar de Gastón e Ramiro terem insistido em me dar carona ate o local. Estava andando pelas ruas tranquila ate que chegou um mascarado na frente e apontou uma arma pra mim. Pelo amor, ate onde iria isso de matar? Estávamos em algum filme do tipo em que todos os personagens morrem e eu não sabia? Esperei ele apertar o gatilho, mas surpreendentemente um garoto de cabelos pretos e olhos escuros, que reconheci como um dos detetives que estavam investigando o assassinato de Nico me empurrou pro lado fortemente e acabou sendo atingido. O bandido fugiu, como sempre, e outro detetive, que se chamava Pedro, eu sabia pelo nome no crachá, veio e se deitou do lado do outro, tentando reanimá-lo. Seria que essa noite podia ficar pior?
No Aeroporto de Madrid.
Uma jovem de 20 anos que atendia pelo nome de Vanessa Lopez estava esperando seu voo para Buenos Aires. Ela iria pra la pra tentar uma nova vida, e também numa missão especial que os serviços secretos do governo espanhol haviam designado para ela. A partir do momento que embarcasse naquele avião seu nome não seria mais Vanessa Lopez, mas sim Manuela Ferreira!
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