Um Conto de Hope: Imprevisões
1 Prólogo
Meliandra esperava e esperava. Apenas um minuto se passará. Ela pensava em coisas aleatórias. Tentava se distrair, mas sua hiperatividade estava arruinando sua paciência. Dois minutos. Ela tentava formular histórias na sua mente. Tentava narrar até o jeito como as gotas brilhantes de água cristalina caiam gradativamente da torneira dourada de uma pia de mármore. Três minutos. Ela andava em círculos pelo cubículo que era a cabine do banheiro do acampamento Júpiter. Quatro minutos. Estava agora com os olhos focados no relógio prateado em seu pulso, que só piorava sua crise de ansiedade. Quatro minutos e trinta segundos. O ponteiro parecia estar lhe desafiando. Ela nunca tivera tanta vontade de poder controlar o tempo. Quatro minutos e quarenta e cinco segundos. Só mais quinze segundos, ela pensava. Mas agora, ela sentiu um espécie de temor. Não queria mais que o tempo corresse. Queria simplesmente pará-lo. Mas os cinco minutos já haviam se passado, e ela tremia ao pegar o teste de gravidez.
Não sabia o que queria que ele desse. Estava temendo essa resposta. Talvez fosse melhor se desse negativo. Mas e se o resultado for positivo?
Reuniu coragem e olhou a cor. O azul claro fez o ar escapar de sua boca. Aquele mesmo azul claro dos olhos de Netuno. Mas agora tinha um significado ainda maior: ela estava grávida.
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