Um Conto de Bravura: o Exército da Chama
2 Capítulo 1 - Investigação Orc
Notas iniciais
[O Exército da Chama – Capítulo 1 – Investigação Orc]
O Lorde saiu de Moscóvia, retornando ao continente. Por mais confiante que estivesse, também estava preocupado. Ele não podia ficar sentado, mas tampouco sabia o que fazer. Ainda era um Lorde relativamente fraco, e sabia que não tinha força para encarar todos os desafios sozinho...
- O que fazer, amigão?
- Peco.
- Sim, eu estava pensando nisso também. Primeiro vou ver se isso é verdade... Ela disse que os Orcs estavam abandonando a vila, correto? Vamos lá checar...
Os próximos meses da vida de Lucas foram dedicados à investigação. Ele foi notando que, de fato, a Vila estava ficando cada dia mais vazia, e já chegou a pegar alguns Orcs tentando sair do Feudo de Geffen. Contudo, conversa amistosa não era uma especialidade Orc, e Lucas nunca conseguia captura-los, pois outro Aventureiro os matava quando conseguia – na Vila dos Orcs, as pessoas entravam num frenesi de matança, nunca poupavam nenhum Orc, e muitas vezes até atacavam Orcs que estavam lutando com outras pessoas. Uma prática deplorável de fato...
Finalmente, chegou o dia 12 de Setembro... um grupo de aventureiros diversos estavam no centro de Geffen. Haviam sido convocados por Lucas.
- Olá pessoal, boa tarde... Vamos sair daqui, aqui é muito lotado. Vamos pro feudo.
O grupo se reuniu no Feudo de Britoniah. Lá, o Lorde organizou uma roda. O grupo contava com vários conhecidos de Lucas: Lothar, o Templário, com capa e chapéu de mosqueteiro vermelhos Sylphie Eatos, Algoz e namorada de Lothar, com cabelos longos e morenos, Makefast,ex-cultista de Morroc e Mercenário, Jurougumo, Mercenária da Fundação Esmero, com uma vasta cabeleira vermelha, Anne e Mitsuki, Sacerdotizas da Ordem das Valquírias, Souran, Arruaceiro do mesmo clã, Vinicius, um Cavaleiro que era ex-companheiro de Guerra do Emperium de Lucas e atual membro da Fundação Esmero, e Kwaii, Sacerdote da Ordem das Valquírias.
- Então, porque nos chamou? – Perguntou Sylphie.
- Eu... tenho recebido relatos de recentes imigrações da Vila dos Orcs. Ouvi dizer que os Orcs estão saindo da vila, e indo para algum lugar. Eu quero saber exatamente o porque disso.
- E você não poderia fazer sozinho? – Perguntou, levemente mal-humorado, Makefast.
- O que você acha que ando fazendo os últimos três meses? Mas sempre matam os Orcs antes que eu possa captura-los. A missão é simples, vamos nos espalhar pela Vila. Peguem isso... – Lucas passou um Comunicador para cada um, bastante grande, quase do tamanho de um tijolo – foi o melhor que eu pude comprar... Vamos lá.
O grupo avançou pelo Feudo e, finalmente, chegou à Vila.
- Ok, espalhem-se! – Ordenou o Lorde e, rapidamente, foi atendido. Os aventureiros partiram por caminhos separados. Não demorou muito para Lucas ouvir Jurougumo, Makefast e Mitsuki anunciando pelo comunicador:
- Achei uma coisa... a água daqui... é tipo um riacho, mas ele corre desigual. Primeiro passa um punhado de água, depois a terra fica seca, daí passa outro... – Disse Mitsuki.
- E eu achei um cadáver de Orc. Mas ele não está ferido. Ele parece simplesmente ter... morrido. – Anunciou Makefast.
- Eu também, achei um arbusto... metade dele ta completamente seco, a outra ta vivinha. – Disse Jurougumo.
- Hum... Ok, Vanos nos encontrar...
Minutos depois, o grupo estava novamente reunido próximo à saída Leste da Vila dos Orcs, a que ligava a vila do Leste e do Oeste.
- Hum... Acho que a situação é meio óbvia. Orcs morrendo do nada, água escassa, plantas morrendo... os Orcs estão migrando por escassez de recursos – disse Lothar.
- Tenho minhas dúvidas. Os Orcs nunca tiveram recursos em abundância e são guerreiros natos. Eles não sairiam SÓ por isso... – comentou Lucas
Então Sylphie, ao lado de Lothar, sugeriu:
- Que tal falarmos com alguém na vila do Leste?
- Pode ser uma boa idéia. Venham, conheço um Orc que é mais civilizado que o resto.
Com esse pronunciamento, o Lorde loiro os guiou pela Vila do Leste, até uma cabana onde morava um Guerreiro Orc. Com cuidado, eles entraram. O Guerreiro reage agressivamente, sacando seu machado. Em segundos, metade do grupo de Lucas estava pronto para o combate.
- Espera espera espera! – Disse Lucas, exasperado. Lothar fez o primeiro movimento: avançou devagar para o Orc, com as mãos erguidas, num claro sinal de paz.
- Calma, calma... Vamos conversar, sim? Ninguém precisa lutar. Devagar...
O Orc, desconfiado, abaixou lentamente o machado. Os agressivos do grupo de Lucas o imitaram.
- Isso, isso mesmo... Nós só queremos informações. – Sorrindo, ele estendeu a mão para o Guerreiro Orc. Este não reagiu, contudo.
- Falem logo o que querem... – disse a criatura, com um tom bestial na voz.
- Queremos saber porque os Orcs estão migrando da Vila.
- Os tempos estão difíceis, humano... o solo ficou infértil, a água ficou escassa, a chacina ficou exacerbada... Mas Orcs lidam com isso desde sempre. Humanos sempre adoraram se fortalecer matando nossos semelhantes, ao mesmo tempo que nós adoramos combate também. Sempre conseguimos manter um contingente alto de Orcs, evitando a extinção. contudo.... tem algo a mais agora. Nossos irmãos do Oeste, pela primeira vez, parecem assustados com algo...
- Mas com o que? – perguntou o Templário.
- Eu não sei. Mas sei quem sabe. O Orc Herói. Eu tentaria falar com ele se fosse vocês. Ele está almoçando...
- Eu sei onde encontra-lo – Pronunciou-se Lucas, surpreendendo os presentes – a quantidade de vezes que já vi o bastardo almoçar... seu bem onde ele está. Obrigado, Senhor Orc, temos que ir...
- Adeus, humanos...
O grupo saiu da cabana. Enquanto iam para a Vila do Oeste, Lucas os instruía...
- Ele nunca vai falar conosco de boa vontade. A primeira providência vai ser partir para cima de nós. Teremos que primeiro vence-lo para, então, conseguirmos alguma coisa. Então, tomem cuidado. Eu vou distrair a guarda dele, e vocês acabam com a festa do versão. Mas não o matem!
Logo chegaram ao local correto, uma pequena clareira na parte mais ao sul da Vila dos Orcs. O Orc Herói e sua guarda estavam sentados em torno de uma fogueira. Um Grand Orc tentava tirar água de um poço próximo...
- Nada, senhor... – anunciou a criatura, tristemente.
- Tudo bem, sente-se, vamos comer...
O grupo constatou, enojado, que o almoço era o corpo de três aventureiros...
- Vamos acabar com ele... – sugeriu Makefast.
- Não, sou contra atacarmos pelas costas. Vamos fazer do jeito certo.
Tendo dito isso, Lucas se levantou.
- HEY VERDÃO!
O Orc Herói se virou, a espada já em punho, e reconheceu o Lorde.
- Ora, você de novo, Matador de Orcs?
- Pois é, mundo pequeno não? Precisamos bater um papinho contigo e...
O resto foi abafado por um rugido raivoso do Orc Herói, que avançou. Lucas passou por ele, partindo para cima dos 6 Grand Orcs que o acompanhavam. Lothar recuou – não iria tomar parte de uma luta desnecessária – mas o resto avançou.
Sylphie avançou, disparando uma Névoa Tóxica no local, mas não foi efetiva – o Orc Herói era imune. Vinicius rapidamente ativou sua Rapidez com Duas Mãos. O Orc Herói imitou-o e, com gritos de fúria, os dois começaram a trocar dezenas de golpes. Os dois apresentavam uma perícia invejável, as espadas se chocavam no ar a uma velocidade incrível, os golpes eram precisos e o ruído de Metal batendo em metal enchia o ar. Souran arremessou uma pedra, mas o MVP mal a notou e, quando Jurougumou avançou, recebeu um golpe potente, sendo arremessada longe. Makefast contornou o conflito pela lateral e apenas observou. Enquanto isso, o trio sacerdotal da Ordem das Valquírias distribuía suas bênçãos e Curas para o grupo.
Então, o Orc abriu um corte no peito de Vinicius, ao mesmo tempo que este acertava o braço do adversário. Os dois recuaram e, então, Sylphie avançou pelo lado.
- Lâminas Retalhadoras! – Anunciou a Algoz, com fúria nos olhos.
- Perfurar em Espiral!!! – Trovejou o Orc Herói. A espada avançou, fazendo círculos no ar, e encontrou uma Sylphie indefesa no ar. O golpe a acertou em cheio e a jogou no chão. Nesse mesmo momento, Makefast avançou, seguido de Jurougumo. A mercenária anunciou:
- Lâminas Retalhadoras! – enquanto ela acertava o golpe por um lado do Orc Herói, Makefast caiu bem em cima de Sylphie, terminando de desacordar a Algoz. Ele usou o corpo da moça para pular mais alto, usando-o como “plataforma” e, no alto, acertou um golpe certeiro no elmo do Orc Herói.
O MVP cambaleou e, então, caiu sentado. Ao ver que o conflito acabara, Lucas finalizou facilmente os Grand Orcs que estivera entretendo e avançou até o Orc Herói.
- Vai com calma verdão, ou vai acabar se machucando... só queremos fazer umas perguntinhas.
- Grrr...
- Porque os Orcs tão fugindo da Vila?
- Ah, isso... – comentou o Orc Herói, ficando mais sério – Sabe, humano, vocês se afastaram demais da natureza, presos em sua magia e seus avanços tecnológicos. Já nós, os Orcs, somos uma raça que está em contato direto com o mundo em que vivemos e, portanto, captamos as vibrações naturais mais facilmente que vocês humanos... sentimos algo... errado no ar. Sabe, aquela sensação que algo terrivelmente ruim está para acontecer. Muitos Orcs, pela primeira vez, sentiram medo, e começaram a migrar. O futuro é incerto, rapaz, muito incerto... e o mundo como vocês conhecem está prestes a mudar...
- Então é isso? Um futuro tenebroso é o que os Orcs estão sentido, e o porque eles estão se mudando? Então... é verdade...
- O que é verdade? – Perguntou Jurougumo
- Ah... nada. Bom, agora que terminamos, vamos dar um pulinho no Trapesac. Nesse exato momento, ele é propriedade do Fire Emblem, poderemos descansar lá.
E lá se foi o grupo. Por fim, estavam acomodados num cômodo do castelo quando Lucas disse.
- Pessoal, eu queria praticar um Exercício com vocês...
- Outro? Já estamos cansados o bastante... – exclamou Souran, mas Lucas riu.
- Não físico, relaxa. Apenas... fechem os olhos... pensem na coisa mais importante para vocês...
Todos, inclusive Lucas, fez como pedido.
- Agora pensem isso desaparecendo...
- Não, leite, não vá embora!! – Exclamou Lothar, sentado em sua cama, tentando agarrar algo no ar.
- Ok, abram os olhos... Vejam, não é real. O mundo de vocês está bem. Está tudo no Lucas, tudo perfeito... CONTUDO, isso pode não durar para sempre. Eu preciso perguntar... vocês estariam dispostos a fazer tudo pelo que lhes é amado? A lutar pelo que lhes é precioso?
Todos confirmaram.
- Ótimo, então podem partir. Vocês terão notícias minhas ainda...
Naquele dia, mais tarde... Lucas estava deitado na cama de seu quarto no castelo Trapesac. Estava extremamente preocupado.
- Então, minhas visões eram reais...
- Peco, Peco Pe.
- Eu não consigo relaxar, Joe...
- Peco, Pecopecopeco. Peco Pe...
- É, por esse lado, você tem razão... temos que esperar, e ver o que o futuro nos guarda... Mas precisamos fazer alguma coisa cara, Precisamos...
Então, Lucas se levantou, extasiado. Sabia o que fazer.
Ia voltar à Baba-Yaga.
Notas finais
Lucas reune de novo um grupo de aventureiros. É hora de ir à casa da Baba-Yaga!!
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