Um Conto Sombrio

2 Capítulo 1: Caminho sem volta


Notas iniciais
Logan, preparou-se para o desafio que irá mudar toda sua vida, o fato de ter deixado sua amada esposa, o entristeceu de forma inimaginável, contudo ele persegue firme tetnado almejar seu objetivo.

2 de setembro, 1917. Pássaros acordam boa parte da vizinhança com seus doces cantos, ventos gélidos correndo pelas redondezas com o início de um logo inverno se aproximando, acordo e me levanto rapidamente da cama, e sigo com os preparos para minha indecisa jornada, ao mesmo tempo em que pegou a chave, paro e deparo a pessoa mais importante nesse mundo, provavelmente sonhando com rosas e orquídeas coberta até a cabeça por um forte lençol. — Perdão Mary... Quando levantar não irá me notar ao seu lado, talvez se assuste, mas tenha calma, não tomarmos café juntos ou acompanha-la a pequena floricultura e buscá-la todos os dias com seu lindo sorriso escaldante, seus olhos esmeraldas e o resplandecer dos cabelos loiros se atirando ao decorrer do vento, não significa que irei lhe abandonar, muito pelo contrário, trilharei um caminho sombrio por um tempo, possivelmente encontrarei meu fim nele... Mas farei o impossível caso algo aconteça e voltarei aos seus braços, são e salvo.

— Eu prometo!

Descendo das escadas, caminhei até um balcão, entre a cozinha e a sala de estar, e escrevi um pequeno bilhete, dizendo somente o necessário, por ora, quero ocultar o máximo meu objetivo e ainda saindo tão repentinamente, melhor seguir com cautela e evitar fazê-la se preocupar além do esperado. Olhei para trás, respirei fundo e segui caminho adiante, a estação ferroviária lotada, bilhetes quase esgotados, contudo o destino em que ia tomar era o antigo vilarejo, onde tudo começou.

— Olá, Bom dia! Gostaria de um bilhete para a cidade Sonniger Frühling.

— Senhor... Essa estação está inoperante a muitos anos, a central ferroviária de Berlim, não faz essa rota por motivos de segurança, relacionados a saques entre outros imprevistos.

— Existe alguma estação próxima a ela?

— Como ela é uma cidade quase no meio do campo, infelizmente não tem rotas alternativas, entretanto posso conseguir um meio de transporte ao senhor se me ajudar num pequeno incidente. Aceitaria a proposta?

— O que seria?

— Uma carruagem, portando algumas arrecadações do mês anterior representando a central, está para ser transferida a cidade vizinha, ela irá passar pela frente da cidade desejada pelo senhor, então precisamos de um acompanhante para evitar transtornos ou furtos durante o percurso.

— Muito bem! Aceito, quanto fica até eles me deixarem lá perto?

— Bom, não vamos cobra-lo, já que aceitou minha proposta, fornecerei como recompensa a passagem livre a caminha da cidade.

— Hm... Bom, que seja, se já estamos de acordo fechado, podemos partir?

— Como desejar senhor, irei chamar a carruagem, um momento. Acredito que eles já estejam prontos para partir.

— Certo!

Sonniger Frühling... A cidade onde tudo se iniciou, era vilarejo até pouco anos atrás, foi acatada a tal título pelo novo prefeito, com uma população um tanto duvidosa morando ali, contudo, após dias se passarem, começaram a surgir marcas estranhas pelas árvores perto dos reservatórios de água, desaparecimento dos animes e as vezes até mesmo de pessoas pela calada da noite, boatos correram solto por todo local, o esvaziando a um ponto de se tornar uma cidade fantasma. Abandonado e deserto, minha primeira busca se inicia numa área totalmente inóspita e medonha com um histórico bem assustador, porém é minha única pista, vou seguir adiante sem voltar atrás, alcançando meu objetivo sem fraquejar no caminho.