Notas iniciais
Eu gosto tanto de vocês :) Parece que eu to com um problema de vício no Nyah. Socorro, chamem o médico, não consigo mais desgrudar do pc , ☆ ☆ ☆ ☆ ☆ Recomendo muuuuuuito escutar a música 130 Anos - Agridoce, é a música mais linda do mundo e um dos temas da fic *-*

Júnior já havia andado muito. Conseguira uma carona com um caminhoneiro (por favor, nem todo caminhoneiro é tarado, e essa história já está clichê demais para isso) e saíra do Nordeste, onde morava, em direção à Minas Gerais. Estava convicto em riscar o segundo tópico de sua lista de sonhos.

Saltar de asa delta não é uma tarefa fácil, começando por procurar um lugar para se realizar esta ação. Ora, quando você está focado em algo que se deseja muito, nada é impossível.

“Estou tão longe de casa! Sinto muitas saudades, carrego aqui apenas uma foto comigo. Uma foto da minha família. Acho que este é o meu maior tesouro. Papai deve estar feliz, pois acho que estou fazendo a coisa certa, seja lá onde ele estiver. “, refletia ele.

XII – SEI QUE É ALTO, MAS VOU PULAR

O jovem aventureiro sonhador pesquisou em algumas listas telefônicas, foi em algumas Lan Houses pesquisar na internet, fez de tudo para encontrar algum instrutor que pudesse lhe proporcionar a realização do sonho de saltar de asa delta. Júnior comia tão pouco quanto um chinês para economizar a grana que eu, Lucas, havia lhe dado, juntamente com alguns trocados que ele já tinha.

— Não deve ser muito caro — pensou alto, subindo uma pequena serra, onde, a cada passo, dava para se ver jovens aventureiros que se jogavam ao infinito, sentiam o vento no rosto e se viciavam no disparo de adrenalina que tudo aquilo lhes proporcionava.

EU TAMBÉM QUERO ISSO! pensava ele, correndo em busca de um instrutor.

— Custa R$200,00. Pagamento à vista.

Tamanha era a empolgação de Júnior que ele nem sequer lembrou que tinha apenas cento e cinquenta reais. Poderia até pedir ao instrutor que desse um desconto, mas ficaria sem dinheiro algum.

— E aí, vai ou não?

— Eu... eu não tenho essa grana toda. — disse ele, cabisbaixo.

— Então... acho que eu não posso te ajudar.

O homem saiu, mas Júnior correu e ficou na sua frente.

— Me ajuda moço. Eu vim de longe, esse é o sonho da minha vida. Me ajuda, por favor!

Júnior chorou, esperneou como um bebê chorão. Sair de perto da saia da mãe não garantia que ele abandonasse tais artimanhas para conseguir algo. Tanto que o homem acabou deixando.

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Eu não consegui que as aulas voltassem, tampouco me livrar das perguntas dos meus pais, que continuam a querer saber onde eu havia passado a noite naquele final de semana. Gostaria de dizê-los que foi uma das noites mais felizes da minha vida, pois havia passado com a Débora Zimmermann, cuja eu estava começando a acreditar que era a garota da minha vida (ah, vá), mas preferi evitar uma mão na cara educacional, que só mamãe, Dona Karen, sabia dar.

— Sem internet até contar onde você esteve. — disse meu pai.

— Isso mesmo, Ricardo. Ai de você, ai de você, Lucas, se chegar perto deste computador. Eu não criei filho pra passar a noite fora sem dar satisfações.

Eu poderia mentir, dizer que estava na vigília de uma igreja, ou sei lá, desmaiei num canto qualquer no meio da rua e não quis dar trabalho, falta de inspiração não era. Mas tipo, meu foco ainda era encarar a Dona Ruth, que estava curtindo o “luto” decretado pra sair com os tarados “internáuticos” dela. Era esse o ponto onde eu iria cutucar.

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— Preparado, Júnior? — perguntou o instrutor. Júnior fez um sinal positivo com a mão. O instrutor correu pela pequena pista. Júnior estava agarrado em sua cintura. Uma câmera os filmava numa espécie de capacete que ele tinha.

Júnior só se tocou que estava a milhares de metros de altura quando já estava a milhares de metros de altura (faz sentido isso?). Ou seja: estava chorando, mas não de emoção, e sim de medo.

XIII – COGUMELOS ALUCINÓGENOS

Júnior Dantas passou a maior parte do tempo que estava no ar rezando e de olhos fechados. O instrutor ria, parecia estar até curtindo o sofrimento do garoto. Até que ele abriu os olhos.

— Se acalmou? — perguntou o rapaz instrutor — É normal sentir isso. Agora curte aí.

Júnior então pôde se encantar com a linda paisagem; estava achando o máximo tamanha sensação de liberdade. Quando finalmente pousou, estava extremamente arrependido por não ter aproveitado mais a viagem de asa delta.

─ Mas já?

─ Já, ué. ─ o instrutor entregou então a câmera para Júnior ─ quando tiver grana de novo, aparece por aqui.

E saiu.

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Agora, para dar uma lição da diretora Dona Ruth (momento Paola Bracho) eu precisaria de algo melhor do que o rato Brutus do Ígor. Talvez eu mexesse em um ponto mais fraco dela. Algo que ela nunca pudesse esquecer.

Fui olhar as atualizações no Facebook, depois de tanto tempo estudando e arquitetando planos mirabolantes, os quais nenhum me apetecia. Um post de um colega nosso da escola, chamou minha atenção. Aristofo Rodrigues, que gostava de ser chamado de Arizinho (claro, com esse nome, benza Deus) postou o seguinte status: “Acabei de ver a diretora da nossa escola, Dona Ruth, nos maiores amassos com um deus grego no shopping. Filha, se não tá fácil pra você, tu só pode estar com sérios problemas. Até a diretora?! ~risada malefika~”

Arizinho era gay assumido. Pelo menos depois que o seu pai o deixava na porta do colégio. Dentro do carro, eu percebia que o guri não dava um pio, imagino que talvez em casa também. Depois que ele ia embora, Arizinho tirava a roupa, dançava, fazia o quadradinho de oito e não estava nem aí para que os outros pensavam.

Ele, assim como eu e vários outros alunos da nossa escola, odiava a diretora. E era a ele que eu pediria ajuda. Talvez ele tivesse alguma maldade de novela mexicana em mente.

Notas finais
Gentcheeee, desculpa sair um pouco do foco principal, que é o Lucas, mas garanto que cês vão gostar das próximas armações. Beijocas! Ah, eu to chique, esqueci de dizer que a fic tem uma página do Facebook (que burro, dá zero pra ele) https://www.facebook.com/UmContoSobreEstrume