Notas iniciais
Olá leitores, tudo bem? Lá vai eu iniciar esta nota inicial para me desculpar-me pelo atraso de atualização. Eu havia explicado anteriormente de que viajaria para SP e que faria o possível para postar capítulos novos, mas eu tive problemas com a Internet, eu fiquei na casa da minha mãe que faz uso da Internet da minha irmã que reside em cima de sua casa, a velocidade da dela não é como a minha, a velocidade e o sinal são baixos e ela compartilha essa Internet com outros aparelhos da casa da minha mãe, só consegui ter acesso ao Whats e ás vezes conseguia acessar o meu Facebook pelo celular, mas era só pra ver uma postagem ou outra, nem conseguia comentar em publicações que curtia, fora que o meu celular vivia travando (finalmente troquei de aparelho), enfim eu tinha o Notebook comigo, escrevia, rascunhava, mas não dava ‘pra postar nada. Eu peço perdão pelo atraso e pretendo compensar o mesmo, não tenho previsões de viagem até o momento, mas estou sempre alerta porque como mencionei antes minha mãe enfrenta um problema de saúde e segue em tratamento e eu tenho fé que ela vai se recuperar, porém se ela precisar de mim eu estou disposta a ir acudi-la. No capítulo anterior Aaron Hotchner bolou e colocou em prática um plano para que Beth Cruz revelasse onde John Curtis está escondido enquanto nossa querida Agatha Silva faz uma encenação a Mateo Cruz para desvendar coisas a mais, eis que o capítulo 80 da continuidade a isto e traz uma surpresa ao final do mesmo. Boa leitura e até mais!

― Brasil. – respondeu Beth Cruz a Aaron Hotchner.

― O que? – ele descruzou os braços caminhando em direção até a porta ficando de costas para ela, depois virou-se a mesma arregalando os olhos – Como assim Brasil?

― Ele está lá. – ela tremia da cabeça aos pés e estralava os dedos demonstrando nervosismo.

― Tem certeza disso? – Hotchner a encarou.

― A Agatha não é natural de lá? Pois então, ele está lá próximo à família dela é tudo o que eu posso revelar.

― Você me garante?

― Eu juro! – Beth ajoelhou-se diante dele com as mãos unidas como se fosse orar.

― Levante-se! – ordenou ele.

― Eu falo a verdade. – ela levantou-se.

― Está bem, eu acredito em você... Em que lugar do Brasil?

― Ele... – ela pigarreou um pouco – ele disse que ficaria junto da família dela para amedronta-la e que era capaz de ferir qualquer um se Agatha não aceitasse voltar a ele e ser sua boneca.

― Está bem, agora vou precisar colocar você em proteção.

― Como assim? – Beth arregalou os olhos.

― Acabou de dar uma informação importante, acha que John Curtis não deixou pelos Estados Unidos alguns aliados? Se desconfiarem de que me revelou onde ele está sua vida fica por um fio, portanto, a partir de agora você fica protegida neste departamento.

― Não!

― Como assim não?

― Quero dizer... – ela caminhou de um lado para o outro – eu não quero ficar trancafiada aqui como uma prisioneira.

― Eu só estou garantindo proteção a você – Hotchner aproximou-se para fita-la – eu vou ao Brasil junto de toda a equipe, exceto de Agatha, iremos confrontar John Curtis, porém ele pode ter algum aliado aqui por isso é melhor que fique em segurança.

― Ela não irá com vocês?

― Não há possibilidades.

― Tudo bem... – Beth sorriu – vou ficar aguardando aqui, mas Hotch, por favor, eu imploro: termine esse noivado, ela não te ama!

― Depois que eu confrontar e finalmente prender John Curtis resolverei minha relação com ela.

― Está bem. – Beth sorriu mais uma vez, mas desta vez abraçando Hotchner forçadamente e para não contraria-la ele obrigou-se a permitir aquilo.

Saindo de seu escritório, ele clamou por alguns seguranças do departamento e exigiu que eles colocassem Beth em uma sala para assegura-la de qualquer coisa, a mesma então exigiu seus pertences pessoais de volta, pois acreditava que não era mais uma criminosa ou cúmplice de nada e assim Hotchner exigiu que Garcia devolvesse seus pertences, inclusive o aparelho telefônico.

Hotchner apressou-se em se reunir com alguns membros da equipe na sala de reuniões, Garcia trancou a porta enquanto JJ fechou todas as persianas da janela.

― Parece que deu certo. – cochichou Rossi.

― Meu amor, todos os aparelhos de vigilância desta sala foram desativados? – indagou Morgan a Garcia manifestando desconfiança.

― Fique tranquilo – garantiu a analista – é muito perigoso fazer isso, mas sim as vigilâncias desta sala e deste andar foram desativadas não têm como estarmos sendo vigiados por ninguém. – Garcia sorriu para Morgan e ele sorriu de volta colocando confiança na palavra dela, aliás, quando foi que Penélope Garcia o decepcionou? Nunca.

― O que houve com a Agatha? – questionou Hotchner.

― Pelo visto, ela convenceu Mateo Cruz e os dois saíram juntos. – respondeu Prentiss.

― O agente Luke Alvez junto a agente Ashley Seaver o seguiram. – explicou Todd.

― Eles não podem dar bandeira. – Hotchner demonstrou tensão.

― Alvez fez uma experiência na CIA e Seaver já se manifestou ser qualificada, vai dar certo. – disse JJ.

― O que Beth Cruz revelou? – indagou Todd.

― Disse que John Curtis está no Brasil. – replicou Hotchner.

― Brasil? – Prentiss e JJ indagaram ao mesmo tempo.

― Sim e prestem atenção ao que eu vou dizer... – começou Hotchner e os demais se agruparam em circulo diante dele e ouviram atentamente a cada palavra pronunciada pelo chefe.

***

Luke Alvez dirigia enquanto Ashley Seaver não desviava o olhar para o veículo da frente que seguiam.

― Ele dirige tranquilamente. – comentou Seaver.

― Isso não significa que ele não é cúmplice de nada. – retrucou Alvez.

― Eu não sei explicar – continuou ela – só que eu sinto que Mateo Cruz tem culpa de algo, mas não algo exatamente relacionado a John Curtis.

― Como assim? – brevemente Alvez fitou Seaver, mas logo voltou atenção ao volante.

― Mateo Cruz demonstra total confiança na sobrinha, faz questão de defendê-la sempre, porém é como se ele tivesse culpa de algo e para compensar este erro ele é capaz de tudo.

― E qual a conclusão disto?

― É apenas o meu sexto sentido dizendo.

― Está bem. – Alvez desistiu de questionar mesmo estando intrigado com a desconfiança de Ashley Seaver sobre Mateo Cruz.

Ambos seguiam discretamente Mateo Cruz e Agatha Silva em um carro, Agatha havia convencido Mateo Cruz de que estava desconfiada de seu noivo Aaron Hotchner e manifestou crer nas afirmações de Beth Cruz de que ela teve um caso com seu noivo e Mateo Cruz então ficou disposto a mostrar as provas de tudo aquilo a Agatha. Mateo Cruz então decidiu levar Agatha até a sua residência, dizia ele que lá tinha provas de tudo àquilo que sua sobrinha dizia.

Mateo Cruz apesar de dirigir sem pressa demonstrava aflição, várias vezes checou seu celular enviando algumas mensagens a algum contato, o olhar dele manifestava decepção toda vez que observava o celular nas paradas de sinais.

― Algum problema? – perguntou Agatha curiosa.

― Nenhum – ele guardou o celular no bolso assim que o sinal abriu – apenas preocupado com minha sobrinha, não quero que ela seja um alvo de John Curtis.

― Vamos resolver isso, eu espero. – Agatha respirou fundo manifestando preocupação.

Finalmente Mateo Cruz chegou a sua residência, colocou o carro no estacionamento da enorme casa que era sua propriedade e guiou Agatha para dentro dela. Agatha ficou encantada com o luxo do lar de Mateo Cruz e ele alegou que a maioria da decoração era escolha de sua sobrinha e pedindo que Agatha o aguardasse na sala de estar ele retirou-se garantindo que em breve traria aquilo que ela exigia ver.

Agatha sentou-se ao sofá com as pernas trêmulas, obrigou-se a ficar confiante de que tudo daria certo, respirou profundamente várias vezes e pronunciou palavras de esperança a si mesma. Observou os móveis daquele ambiente e logo pousou o olhar aos quadros de fotos que tinha pela parede da sala e levantou-se para olha-los para mais perto.

Alguns quadros eram fotos de Beth Cruz quando mais jovem com seus pais, com um sorriso espontâneo Beth demonstrava felicidade naquelas fotografias, havia algumas do tempo da faculdade e do colegial e não demorou muito para Agatha notar uma fotografia dela junto a Haley e Hotchner no tempo do colégio. Na fotografia Hotchner estava agarrado a Haley, era óbvio que já eram namorados e Beth se segurava no braço de Haley estampando um enorme sorriso forçado, estava nítido que sua pose naquela foto era para ofuscar a imagem de Haley ao lado de Hotchner. Depois Agatha passou a analisar algumas fotografias de Beth com seu tio, reparou que tinha alguns quadros de Beth quando criança abraçada ao tio Mateo Cruz, porém não esboçava nenhum sorriso e Agatha logo deduziu que Beth saiu naquelas fotografias forçada, ao ir observando cada fotografia Agatha pairou seu olhar sobre uma que quase a fez exclamar qualquer coisa pelo susto, havia uma foto em que Beth era adolescente e tinha Mateo Cruz abraçado a ela por trás, Agatha notou que as mãos dele chegavam próximo à virilha da sobrinha e boquiaberta voltou a analisar todas as fotos que Beth se encontrava com o tio e reparou que o mesmo sempre estava com a mão em alguma parte intíma do corpo da sobrinha.

Ouvindo passos atrás de si Agatha virou-se achando que era Mateo Cruz retornando a sala, todavia espantou-se e levantou as mãos para o alto completamente amedrontada.

― Sabe quem eu sou não é? – indagou o homem que adentrou a sala apontando uma arma a ela.

― Apesar de nunca termos nos vistos pessoalmente sei quem é. – ela pensou em sacar sua arma que estava no coldre preso a sua calça, porém era arriscado porque qualquer movimento a arriscaria ser baleada.

― Na verdade, já nos vimos sim, nós nunca falamos um com o outro, mas já nos esbarramos, eu já fui um cliente de Francine.

― Não é a toa que você estava na lista dela... Senhor Andrew Kane.

― Eu já quis fazer programa com você, mas sabe como John Curtis é não é mesmo? Você era a preferida dele, melhor dizendo a única bonequinha dele então ele me ofereceu Francine Carter e devo admitir que eu gostei muito dela.

― Infelizmente ela foi assassinada.

― Eu teria trocado Lila por ela, porém Francine era muito devota a John Curtis mesmo ele tendo você como a preferida.

― O senhor pode abaixar essa arma? – Agatha forçava-se ao máximo para não manifestar medo.

― Está com medo?

― Imagine se estivessem apontando uma arma para você.

― Talvez eu ficaria com medo, mas isso é impossível de ocorrer ninguém é capaz de me enfrentar, se ousarem tentar estão assinando a própria morte.

― Andrew Kane, eu não te fiz nada. – Agatha não conteve as lágrimas.

― Tem certeza? Olha eu vou te dizer uma coisa... Minha filha Megan Kane cometeu um enorme erro ao tornar-se Boneca de Luxo como você e Francine já foram foi apenas por birra de não aceitar de que me separei de sua mãe para ficar com Lila Kane e assim minha princesinha passou a assassinar todos aqueles que foram clientes de Lila, fiquei em choque e com vontade de castiga-la e iria puni-la, mas o que acontece? Aquele juiz idiota inventa de chamar o FBI para investigar o caso, porém ele exigiu total sigilo ele só queria saber quem matava aqueles homens importantes e quando o FBI descobre o que eles fazem? Decidem confrontar minha filha! Você falou com minha filha ao telefone querendo que ela se entregasse vocês descobriram que era minha filha Megan Kane a assassina, mas não souberam ficar quietos! Lila soube de tudo e chegou antes de vocês e assassinou minha filha! – Andrew Kane começou a berrar – depois vocês descobrem que minha esposa matou minha filha, vão lá e a matam! Sabia que era eu que deveria ter vingado a morte da minha filha? Você e sua equipe são culpada de todo esse caos! Por isso quando John Curtis pediu minha ajuda na sua fuga, eu não hesitei... Eu fiz de tudo, o escondi muito bem, Mateo Cruz e sua sobrinha se aliaram a nós e eis que eu estou aqui diante daquela que foi uma prostituta e agora é agente do FBI... Eu deveria apertar este gatilho e te matar aqui mesmo, porém sou um homem de palavra jurei a John Curtis que te levaria com vida!

― Você não vai me levar até ele! – Agatha no impulso tentou sacar sua arma para proteger-se e um som de tiro ecoou seus ouvidos.

Agatha jogou-se ao chão por alguns instantes imaginou que foi baleada em qualquer parte do corpo, mas ao observar a mancha vermelha pelo carpete cinza da sala reparou Andrew Kane caído ao chão, ele foi baleado pelas costas.

― Agatha! – berrou Ashley Seaver que sem perceber deixou sua arma cair ao chão e correu em direção à amiga.

― Ashley! – Agatha foi amparada pela amiga e levantada do chão, ambas se abraçaram.

― Você está bem?

― Você me salvou... Ashley você me salvou! – Agatha pressionou Ashley no abraço com toda a força que tinha.

― Está tudo bem aí? – Luke Alvez adentrou a sala com a arma apontada para os lados e logo se deparou com o corpo de Andrew Kane caído.

― Eu precisei atirar – explicou Seaver – eu precisei atirar.

― Fez o certo. – Alvez guardou sua arma – Mateo Cruz já está preso, algemado dentro do carro.

― O plano deu certo. – comentou Seaver aliviada.

― Falta saber se a parte do Hotch no plano deu certo também. – disse Agatha aflita.

― Eu creio que sim, ele te ama e não vai permitir-se falhar para te proteger. – replicou Alvez a mirando.

Agatha abraçou sua amiga mais uma vez respirando aliviada porque saiu viva daquela situação.

"A amizade é uma predisposição recíproca que torna dois seres igualmente ciosos da felicidade um do outro".

(Platão)

Notas finais
Andrew Kane finalmente apareceu! E que aparição, não é mesmo? Caso não se recordem quem é Andrew Kane, ele é o pai de Megan Kane aquela assassina que a equipe tentou capturar em Dallas, mas foi assassinada antes e no fim concluíram que foi sua madrasta Lila Kane que a matou. Andrew Kane só foi mencionado nunca apareceu, seu nome estava na lista da pasta rosa que pertenceu a Francine Carter. E essa conversa da Beth Cruz em dizer que John Curtis está no Brasil? E pelo visto Hotchner planeja muito mais! Observações: • Imagem da atriz Aline Dias representando a nossa personagem Agatha Silva, a mesma não me pertence e tem seu direito autoral, faço uso dela sem fins lucrativos. • Citação do final do capítulo incluída pelo ato da personagem Ashley Seaver que salvou sua amiga de uma situação ruim, achei bonita e que caia bem com o momento final.