Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada
59 Capítulo 59 - Um Recado Para Agatha
Notas iniciais
Ashley Seaver tentava de tudo para confortar a amiga, mas era impossível Agatha estava apavorada, triste e com raiva um misto de sensações que a faziam ficar andando de um lado para o outro da sala, Luke Alvez também havia ficado na sala de reunião junto as duas amigas.
‒ Agatha, você precisa manter a calma.
‒ Fácil falar não é mesmo? – esbravejou Agatha – Não é você que está sendo perseguida por um doente mental!
‒ É exatamente isso que Curtis quer de você. – Ashley não perdeu a serenidade ela compreendia o comportamento da amiga.
‒ O que ele quer exatamente? – Agatha colocou a mão na cintura.
‒ Pânico, angustia, raiva... – respondeu Alvez entendendo o pensamento de Seaver – Ele quer você descontrolada.
‒ Agatha, infelizmente ele a conhece muito bem, ele vai usar isso a seu favor, com certeza ele já imagina que neste exato momento você está desesperada por causa da fuga. – Ashley ao terminar de falar fez com que Agatha sentasse a mesa e lhe desse apoio ao seu raciocínio.
Agatha precisava além de ser forte e corajosa precisava de paciência, pois Ashley Seaver tinha razão: John Curtis a discernia perfeitamente e ela não poderia dar o prazer a ele de domina-la mesmo que distante.
‒ Eu vou até a copa, gostaria que eu trouxesse algo? – ofereceu-se Alvez gentilmente.
‒ Não sei. – respondeu Agatha.
‒ Traga um chá para nós duas. – pediu Ashley sentando-se ao lado da amiga.
‒ Camomila?
‒ Perfeito. – aceitou Ashley.
‒ Eu não demoro. – Alvez se retira.
‒ Mudando um pouco o assunto para a sua distração um pouco... – começou Ashley – Ele parece gostar bastante de você.
‒ Quem? Luke Alvez? – Agatha virou o olhar a amiga.
‒ O próprio.
‒ Ele é apenas gentil só isso.
‒ Não faz a sonsa porque não combina.
‒ Está bem... Eu já notei o modo em que ele me olha, mas eu disfarço, pois eu não gosto.
‒ E ele te mira na frente do Hotch.
‒ Pois é e eu já observei que o Hotch fica incomodado.
‒ É só não se dar a atenção que eu acho que ele te esquece.
‒ Isso é a menor das preocupações agora.
‒ Agatha... – Ashley tocou gentilmente a mão dela sobre a mesa – John Curtis não irá te fazer nada.
‒ Ele já chegou bem próximo da outra vez. – uma lágrima escorreu do olho de Agatha.
‒ E pelo que você me contou um dia Hotch chegou a tempo.
‒ Mas muitas vidas foram sacrificadas... Ele matou mulheres inocentes para replicar um caso, estuprou e depois matou a Elle quase matou a Blake com uma bomba... Espera! – Agatha levantou-se.
‒ O que foi? – Ashley levantou-se em seguida.
‒ Da vez passada que ele perseguiu a todos da equipe John fez uma bomba e a colocou para explodir na casa da Alex!
‒ Você me disse e... – Ashley captou a observação – John Curtis criou a bomba!
‒ Dentro da prisão seria difícil, mas o desgraçado tem o conhecimento com certeza ele ensinou a alguém para arma-la.
‒ Eu lembro que você me contou que a bomba implantada na casa da agente Blake era outra replicação de um caso.
‒ Um caso antigo... Eu era menina nem deveria ter ideia de que entraria no FBI, mas é isso mesmo... Um caso do tempo de Gideon.
‒ Precisamos reunir a equipe. – Ashley pegou seu celular e enviou mensagens a todos.
‒ O que houve? – Alvez voltou a sala entregando uma xícara de chá para cada uma.
‒ Agatha acabou de lembrar algo muito importante. – respondeu Ashley mirando a amiga.
‒ Uma pista?
‒ Sim. – respondeu Agatha bebendo o seu chá.
***
Hotchner explicou a situação a Jéssica que ficou horrorizada com tudo:
‒ E você crê que este homem possa fazer mal a mim e a Jack?
‒ O alvo dele é a Agatha, porém ele não tem escrúpulos, é obcecado por ela e é capaz de qualquer coisa. – respondeu Hotchner.
‒ E você ainda disse que tem outros criminosos que fugiram?
‒ Infelizmente sim.
‒ O que eu direi a Jack? Eu não posso assusta-lo.
‒ E não deve e eu acho melhor eu conversar com ele.
‒ Ele está no quarto desenhando, mas o que vai dizer?
‒ Vou dizer que vocês vão viajar e que eu vou ficar no trabalho.
‒ Aaron isto é tão assustador só que além de assustada eu sinto muito por você e pela Agatha. – Jéssica o abraçou.
‒ Obrigado pela compreensão.
‒ O que eu posso fazer para ajudar? Digo além de me esconder e ficar sobre vigia policial.
‒ Pode fazer uma mala para Agatha, com itens pessoais e roupas?
‒ Está bem. – Jéssica foi arrumar a mala de Agatha e Hotchner foi conversar com seu filho.
Jack como sempre era compreensivo e amoroso e não foi diferente daquela vez, Hotchner explicou a ele e disse que precisava prender um homem mal enquanto ele viajaria com a tia e ele aceitou a situação abraçando o pai e o chamou de herói. Hotchner teve que conter as lágrimas, pois temia que não fosse herói suficiente para proteger Agatha e todos das mãos de Curtis.
Jéssica também já deu início ao preparo de suas malas com as de Jack já que iria ter que se isolar em um local preparado por Hotchner que seria totalmente sigiloso além deles Hotchner providenciou com o departamento a segurança dos familiares e pessoas próximas da equipe, pois John Curtis era capaz de qualquer coisa.
Hotchner enfim leu a mensagem de Seaver que pedia para que ele fosse ao departamento e então se despediu de Jéssica e de seu filho Jack e deixou dois agentes fazendo a guarda enquanto Jéssica arrumava as malas.
Não demorou muito para retornar ao departamento com uma mala para ele e outra para Agatha, pois ele também passaria os dias no departamento porque além de trabalhar no caso vigiaria sua noiva.
Quando a equipe já se encontrava reunida Agatha explicou o que havia conversado com Ashley anteriormente recordando a maioria do acontecimento passado.
‒ Adrian Bale. – disse Rossi ao final da explicação de Agatha.
‒ O bombardeador de Boston. – recordou Hotchner.
‒ Curtis o visitou na prisão naquele tempo. – afirmou Prentiss.
‒ Para saber detalhes do caso em que Gideon ficou traumatizado. – disse Reid com tristeza nos olhos ao lembrar-se de Jason Gideon.
‒ E com certeza para aprender a fazer a bomba. – disse Morgan – Eu estava recordando disso no laboratório quando um dos peritos me entregou esta analise.
‒ Vejamos. – Reid tomou das mãos de Morgan um arquivo – A composição da bomba é a mesma das bombas de Adrian Bale.
‒ Aquela que quase me matou. – recordou Blake com pesar.
‒ Então é obvio que foi John Curtis que planejou a fuga. – disse JJ.
‒ E não planejou só ele tinha intenção de levar os outros detentos que fugiram pelo menos os que a equipe capturou. – disse Rossi – Além de estudarmos sobre os foragidos pedimos a Garcia e a Donovan a planta da penitenciaria.
‒ E um mapa onde mostrava as celas onde cada detento ficava. – continuou Prentiss.
‒ E vejam só – Blake tinha um arquivo em suas mãos – Timothy Vogel, Vincent Rowlings, Mark Gregory, Karl Arnold e Vincent Stiles e obvio John Curtis eram vizinhos de cela.
‒ Porém, nós entramos em contato com os carcereiros sobreviventes da explosão e os mesmos afirmaram que eles passaram a ser vizinhos de cela há menos de um mês. – finalizou Reid.
‒ Isto significa que Curtis arquitetou tudo. – comentou Alvez.
‒ Ele escolheu estes criminosos de proposito? – perguntou Ashley – Como ele faria para que se tornassem vizinhos de cela?
‒ Bom comportamento. – respondeu Morgan.
‒ Mas ainda assim ele precisaria conquistar a simpatia dos carcereiros e enfim da diretoria do presidio para conseguir isso. – disse Rossi.
‒ Aquele dali consegue ser charmoso quando quer – admitiu Agatha enojada – É obvio que ele se comportou bem na prisão fez amizade com quem lhe interessava, típico dele!
‒ Porque justo estes criminosos? – insistiu Ashley.
‒ Para nos provocar – alegou Prentiss – São criminosos que a equipe já capturou não necessariamente todos nós juntos, mas alguém da equipe.
‒ Timothy Vogel foi Gideon que o capturou. – recordou Reid.
‒ Mark Gregory foi Elle e eu na época. – respondeu Morgan.
‒ Vincent Stiles e Karl Arnold fui eu. – lembrou Hotchner.
‒ Vincent Rowlings fui eu e Morgan. – disse Prentiss.
‒ Ele não apenas os escolheu por isso – refletia Alvez – Estes criminosos tem algo que John Curtis deseja.
‒ Como o que? – perguntou Agatha.
‒ O talento. – Hotchner compreendeu a lógica de Alvez – Cada um é talentoso em algo.
‒ Vamos pensar igual a ele – começou Rossi – Por que Timothy Vogel?
‒ Tortura. – respondeu Reid – Timothy Vogel era extremamente agressivo com suas vítimas por ser impotente.
‒ Vincent Rowlings?
‒ Ele matava mulheres loiras que recordavam sua mãe pelo fato dele ter presenciado a mesma assassinando o seu pai, mas ficou conhecido como o “Assassino Amigo” porque a última mulher que ele matou ele depois fez amizade com o filho dela. – explicou Morgan recordando o caso.
‒ A criança era cega – lembrou Prentiss – O menino presenciou a morte, mas como não enxergava não soube testemunhar.
‒ Vincent Rowlings sabia ser amigável ele enganou a criança e também era delicado com as vitimas antes de mata-las. – finalizou Morgan.
‒ Mark Gregory? – continuou Rossi a questionar.
‒ Além de ser um gênio do disfarce, era charmoso e seduzia as vítimas antes de mata-las. – respondeu Hotchner.
‒ Karl Arnold?
‒ Conhecido como “A Raposa”, era paciente e mesmo que não aparentasse era brutal e assassinava famílias. – respondeu Prentiss.
‒ Vincent Stiles?
‒ Matava famílias com fogo. – lembrou Hotchner.
‒ Um agressor extremo, um assassino amigável, um gênio do disfarce com persuasão da sedução, um paciente e um incendiário. – concluiu Hotchner.
‒ Isso pode significar que eles estão juntos? Como um time? – perguntou Todd – Isso seria bom informar para a coletiva de imprensa.
‒ É melhor não – discordou Blake – Eles com certeza estão atenciosos com as notícias se informamos essa conclusão que tivemos eles já vão saber que estamos progredindo.
‒ Blake tem razão – concordou Morgan.
‒ Agatha – Hotchner aproximou-se dela – Você conhece John Curtis como ninguém, por favor, eu sei que é difícil, mas você precisa pensar como ele, o que ele faria depois de fugir da prisão?
‒ Vejamos... – Agatha sentou-se a mesa – Eu acredito que passar todo este tempo na prisão foi traumatizante a ele, John sempre gostou de luxo... Ele iria atrás de alguém ou de algum lugar, mas algo que ele acredite ser do nível dele.
‒ Ele pediria ajuda? Isso significa que ele tem contatos? – indagou Alvez.
‒ Na época em que ele se aposentou do FBI e sabe se tornou um... Cafetão... Enfim ele tinha muitos contatos, por ter sido do FBI ele tinha até contato com gente do governo.
‒ Alguém do governo seria capaz de ajuda-lo? – perguntou JJ.
‒ Não desta maneira, era possível que tivessem interferido na prisão dele, mas isso não ocorreu.
‒ Ele está tendo ajuda de alguém isso é obvio porque ele como detento não poderia armar uma bomba. – concluiu Morgan.
‒ Eu preciso pensar, recordar... Eu preciso rever algumas coisas, Francine e eu não éramos as únicas garotas dele houveram outras.
‒ Temos que entrar em contato com elas. – propôs Rossi.
‒ Quando eu morava com Francine ela tinha uma lista de contatos... Das garotas e até mesmo de clientes, os clientes preferidos dela algo assim.
‒ Onde Francine guardaria esta lista? – perguntou Hotchner interessado.
‒ Se ninguém comprou a casa em que eu morava com ela, com certeza esta lá! – recordou Agatha levantando-se.
Parecia que uma luz iluminou Agatha e a fez ter esperança e ficou confiante de que capturariam John Curtis, mas esse momento foi interrompido por Garcia e Donovan que adentravam a sala com os semblantes aterrorizados:
‒ O que houve? – Reid notou o comportamento de ambas, mas questionou a Donovan.
‒ A Penélope e eu estávamos trabalhando e... – Donovan tremia dos pés a cabeça.
‒ Meu docinho, o que aconteceu? – perguntou Morgan a Garcia que carregava consigo um notebook.
‒ Isto... Nós acabamos de receber... – Garcia colocou o dispositivo eletrônico sobre a mesa e deu iniciar em um vídeo.
Era um vídeo de John Curtis, onde o mesmo já se encontrava com a barba feita e seus cabelos loiros alinhados, ele vestia um macacão azul pelo que dava para enxergar, pois o vídeo foi gravado em um ambiente mal iluminado.
O vídeo começava com ele falando:
‒ Agatha meu amor... Você pode poupar todos de sofrerem, inclusive o agente Hotchner. Pare de fugir de mim e vamos ficar juntos para sempre, eu não vou te machucar. Eu te amo e jamais seria capaz de ferir minha boneca, porém eu sou capaz de fazer qualquer coisa por você, portanto, eu vou eliminar todos que estão no nosso caminho. Inclusive o agente Aaron Hotchner.— o vídeo termina com ele mastigando uma bala de goma vermelha e rindo sarcasticamente.
‒ Droga! – Agatha chutou uma cadeira completamente descontrolada.

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