Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada

55 Capítulo 55 - A Entrega do Distintivo


Notas iniciais
Oi gente! Tudo bom? Até que eu não demorei para postar outro não é? (É pra glorificar de pé kkkkkkkkkkkkkkkkk). Pois bem capítulo 55 para vocês eu espero que apreciem. Beijos!

O lema do FBI é "Fidelity, Bravery, Integrity" que em português siginifica "Fidelidade, Bravura, Integridade".

(Informação retirada da Wikipédia)

Hotchner adentrou em seu veículo e deu partida, Jack se rendeu ao cansaço e adormeceu nos braços de sua tia, Agatha também estava exausta e já se imaginava chegando em casa e arrancando os saltos de seus pés cansados.

Ao chegarem em casa Jéssica apressou-se em ajeitar Jack para que ele dormisse tranquilamente, o garoto estava tão cansado que nem acordou quando sua tia trocou sua roupa pelo pijama listrado dele e o ajeitou na cama. Agatha já se encontrava descalça pela casa, ela e Hotchner deram um beijo de boa noite em Jack e foram para seus aposentos, não demorou muito para que todos se ajeitassem para descansar e logo todos se encontravam agarrados ao sono.

A noite foi pacífica para todos e as horas passaram-se voando, Agatha despertou com o alarme de seu celular e bocejando desativou o mesmo e notou que Hotchner não estava pela cama, levantou-se e ainda sonolenta o procurou pelo banheiro, mas ele não estava lá.

O cheiro das panquecas preparadas por Jéssica invadiu suas narinas e pode ouvir a doce risada de Jack, Agatha então vestiu seu roupão cor de rosa lavou seu rosto e dirigiu-se até a cozinha.

‒ Bom dia. – disse Jéssica.

‒ Bom dia Jéssica, bom dia meu amor! – Agatha beijou Jack na testa.

‒ Cadê o papai? – indagou Jack já saboreando uma das panquecas.

‒ Eu não sei... – Agatha sentou-se a mesa de frente ao garoto – Jéssica sabe onde ele está?

‒ Ele disse que tinha que resolver algumas coisas no departamento, mas que não demorava.

‒ Papai foi pegar homens maus de novo? – questionou o garoto.

‒ Não meu querido, o papai já vem. – respondeu Jéssica.

‒ Resolver o que no departamento? – Agatha ficou curiosa e confusa.

‒ Nada demais. – Jéssica parecia esconder algo – Porque não toma seu café da manhã?

‒ Está bem, mas eu não sei se consigo comer... Eu estou muito ansiosa.

‒ O que acontece?

‒ Hoje é o dia da minha formatura.

‒ É verdade, hoje você recebe o distintivo e a credencial não é?

‒ Sim.

‒ Não é preciso todo esse nervosismo o mais difícil você já fez que foi a academia. – Jéssica sorri.

‒ Tem razão. – Agatha procurou manter a serenidade e serviu-se de umas das panquecas feitas por Jéssica.

Agatha ajudou Jéssica com a louça do café da manhã enquanto Jack foi assistir seus desenhos preferidos na sala e ambas ouviram o garoto exclamar anunciando que seu pai voltará.

Agatha foi para a sala e começou sua onda de perguntas:

‒ Onde esteve?

‒ Eu precisei resolver algumas coisas no departamento. – respondeu Hotchner lhe dando um selinho.

‒ Que coisas? Houve alguma novidade no caso das crianças?

‒ Infelizmente não, de momento o caso vai ficar em aberto, mas não deixaremos de pegar outro quando surgir.

‒ Que pena... – Agatha abaixou a cabeça e recordou-se de Sarah Turner desesperada pelo seu filho Charlie.

‒ Meu amor não fique cabisbaixa – Hotchner pegou no queixo de Agatha e levantou o olhar dela a ele – não pense em coisas ruins agora, hoje é o seu grande dia.

‒ Tem razão... Eu vou para o quarto me preparar, o Morgan quer ter uma última reunião com os cadetes antes de tudo. – Agatha retirou-se da sala.

‒ Jack, porque não vai buscar o seu livro para que eu termine de ler aquela história? – pediu Jéssica ao adentrar a sala.

‒ Está bem. – Jack levantou-se do sofá e foi para o seu quarto.

‒ E então? – Jéssica aproximou-se de Hotchner para falar em voz baixa.

‒ Já estão comigo. – Hotchner primeiro observou se Agatha não voltaria a sala e ao ter certeza ele retirou do bolso da calça uma caixinha vermelha de veludo redonda e a abriu para Jéssica poder ver.

‒ Uau... – ela ficou impressionada com o belo par de alianças que continha na caixinha – São lindas!

‒ Até que eu não demorei muito a escolher, quando as vi tive certeza que essas eram perfeitas.

‒ A dela tem essa pedra brilhante é linda demais. – as alianças eram formosas, mas diferentes uma da outra a de Agatha era fina com uma pedra brilhante já a de Hotchner era grossa, mas sem pedra.

‒ Você já sabe não é? – Hotchner fechou a caixinha e guardou em seu bolso – Depois que sairmos para a formatura arrume Jack, se prepare e vá à casa de Rossi ele já me informou que contratou alguém para arrumar tudo, mas você já pode ir para lá se quiser.

‒ Combinado. – Jéssica sorriu e abraçou Hotchner.

Agatha já começou a se arrumar antes da formatura ela tinha que ir se encontrar com os cadetes e Morgan que foi o treinador deles. Ela tomou um banho, vestiu uma roupa social que foi exigida pelo departamento, penteou seus cabelos em um coque optou por uma maquiagem leve que quase não se notava, calçou seus sapatos sociais pretos e já estava pronta, Hotchner também não demorou a se arrumar e logo saiu junto a Agatha se despedindo de Jéssica e Jack.

Durante o trajeto Agatha ficou a observar as pessoas pela janela do carro, o seu comportamento corporal demonstrava a ansiedade, ela apertava às mãos uma a outra e sua perna direita tremia como se uma corrente elétrica estivesse causando aquilo. Hotchner dirigia manifestando serenidade, mas por dentro ele também se encontrava agitado, ele também almejou aquele momento de Agatha e finalmente havia chegado que era se tornar oficialmente uma agente do FBI recebendo assim sua credencial, distintivo e sua arma nova que substituiria a que ela usou quando foi cadete, porém ele estava inquieto também pela oficialização do noivado, Agatha já havia aceitado a se casar com ele, mas ele mal via o momento de colocar o anel de noivado em seu dedo.

Não demoraram muito a chegar ao departamento, a formatura seria em um dos grandes salões que o FBI tinha que era ocasional para momentos como aquele ou algum tipo de comemoração, Hotchner estacionou o carro no estacionamento e junto a Agatha foi para o local da formatura.

Agatha já se reuniu a Ashley Seaver e Derek Morgan e aos outros cadetes enquanto Hotchner se achegou aos demais da equipe que já estavam lá e como JJ havia prometido a Agatha ela também estava presente junto ao seu marido já que só viajariam pelo final da noite, porém Hotchner ficou surpreso com a presença de Luke Alvez.

‒ Agente Alvez? – indagou Hotchner.

‒ Bom dia agente Hotchner. – Alvez estendeu a mão para cumprimenta-lo.

‒ Bom dia... O que faz por aqui? – Hotchner o cumprimentou.

‒ O mesmo que o senhor e os demais da equipe: vim prestigiar os novos agentes.

‒ É claro. – Hotchner o encarou nos olhos brevemente.

‒ Duas da gente se tornam agentes hoje, porque eu não viria prestigiar?

‒ Tem razão. – Hotchner finalizou aquele dialogo e Alvez já se acomodou a uma das cadeiras que ali tinham.

‒ Você ainda não se simpatiza com o agente Alvez? – sussurrou Rossi ao ouvido do amigo.

‒ Eu não tenho nada contra ele.

‒ Enquanto ele não mexe com sua noiva você não tem nada mesmo não é?

‒ Eu não vou responder.

‒ Que tal nos acomodarmos? – sugeriu Prentiss se aproximando deles.

‒ Boa ideia. – aceitou Rossi e a equipe sentou-se junta, haviam alguns assentos reservados para os cadetes que se formariam.

Mateo Cruz chegou acompanhado de sua sobrinha e de mais alguns diretores, supervisores e chefes do departamento, a maioria dos agentes e funcionários do departamento de Virginia estavam presentes.

Morgan foi o único a sentar-se separado dos demais por ser treinador da turma formando ele tinha que ficar junto a eles.

A formatura deu-se início com todos ficando de pé e com a mão direita no peito e entoando o hino dos Estados Unidos. Agatha cantava o hino com satisfação e orgulho ela era um dos casos raros do FBI, uma das agentes mais novas da corporação toda e além de tudo ela tinha dupla cidadania, além de brasileira era considerada em documento que era americana e por este motivo poderia ser uma agente.

Após o hino o diretor geral do departamento subiu ao palanque e pronunciou algumas palavras depois passou a vez a Mateo Cruz:

‒ Bom dia a todos – iniciou ele – eu não vou me prolongar muito porque eu devo logo passar a vez ao treinador e agente Derek Morgan. Eu quero parabenizar a cada de vocês cadetes que daqui a alguns minutos serão declarados agentes oficiais e cada um de vocês passaram por uma entrevista antes de ingressar a academia, vocês se esforçaram muito, treinamentos, provas, estágios... Finalmente chegou o grande dia de vocês e por isso eu só tenho uma coisa a dizer: parabéns! – todos aplaudiram o discurso de Mateo Cruz que desceu do palanque.

‒ Bom dia a todos – começou Morgan – É com orgulho que eu subo esse palanque para poder parabenizar minha turma, há bastante tempo eu não pegava uma turma de cadetes desde que entrei para UAC, mas recebi um convite do departamento e como a equipe em que eu estou hoje tiraria licença eu aceitei a proposta e não me arrependo. É uma enorme satisfação testemunhar esse acontecimento, aos meus cadetes, ou seja, agentes eu digo: continuem firmes, permaneçam com essa garra de querer defender o nosso país, de salvar um cidadão quando necessário essa é a missão de vocês e eu vou terminar a minha vez com esta declaração do FBI que diz: A corrupção no setor público representa uma ameaça fundamental à nossa segurança nacional e ao nosso modo de vida. A corrupção tem impacto em tudo, desde o quanto nossas fronteiras e nossos bairros estão seguros e protegidos, o quanto as sentenças proferidas em tribunais são justas, o quanto são de qualidade as nossas estradas, nossas escolas e os demais serviços governamentais. E isso tem um preço significativo em nosso bolso, desperdiçando-se bilhões de dólares, em impostos, a cada ano. O FBI está particularmente bem aparelhado para combater a corrupção pública, com competência e capacidade para executar complexas operações encobertas e de vigilância.— Morgan terminou seu discurso e foi aplaudido por todos, a equipe estava orgulhosa do amigo e parceiro de trabalho.

Mateo Cruz que havia sido designado para entregar os distintivos junto da credencial, porém ele tinha uma surpresa para todos e subiu ao palanque de volta para anuncia-la:

‒ Eu fui designado para a tarefa de entregar os distintivos, porém eu tenho uma surpresa e claro com a autorização do diretor geral do departamento ele é o único a saber.

‒ Como assim uma surpresa? – cochichou Garcia para Blake e Prentiss.

‒ Vamos descobrir agora. – respondeu Prentiss.

‒ A entrega dos distintivos será feita por Erin Strauss! – todos ficaram surpresos e se levantaram para aplaudir.

Erin Strauss surgiu por trás das cortinas vermelhas do palanque e acenou para todos sorrindo e apertou a mão de Mateo Cruz e a salva de palmas foi mais longa que as outras.

‒ Muito obrigada – disse Strauss fazendo um gesto com a mão para que se cessassem os aplausos – Eu fico feliz em ser recepcionada desta maneira e é gratificante eu estar aqui e entregar os distintivos aos novos agentes e com alegria anunciar o meu retorno ao FBI. – mais uma salva de palmas.

Mateo Cruz voltou ao seu lugar e Erin Strauss que já tinha em mãos a lista de nomes dos formandos começou chama-los um a um enquanto outro agente do departamento estava presente ali com os distintivos para ser entregue sobre uma mesa de vidro que já estava instalada no palanque.

Erin Strauss deu início a chamada da lista que começava por ordem alfabética, três nomes foram chamados antes de Agatha ela foi a quarta pessoa a ser chamada:

‒ Agatha Cristina Silva. – anunciou Strauss e Agatha levantou-se e dirigiu-se ao palanque, Hotchner foi o primeiro a se levantar e bater palmas ele não escondia o orgulho de ver sua amada receber o distintivo e os demais fizeram o mesmo.

Agatha sentia as pernas tremerem ao subir ao palanque, Erin Strauss a cumprimentou com um aperto de mão, o agente que auxiliava entregou a Strauss uma caixa preta de veludo, ela abriu a caixa onde continha um distintivo, uma credencial e uma arma Glock 17, Agatha ficou surpresa, pois era o mesmo tipo de arma que Hotchner usava.

‒ Parabéns agente Silva. – disse Strauss.

‒ Obrigada. – agradeceu Agatha emocionada e antes de voltar ao seu lugar pousou para uma foto.

Ashley Seaver foi a próxima a ser chamada ela também estava nervosa que pensou que fosse cair do palanque, Seaver era outra guerreira enfrentou o preconceito de muitos ali dentro pelo fato de seu pai ter sido um assassino em série que foi capturado por Rossi, Gideon e Hotchner no início da carreira, mas Ashley não herdou a maldade do pai quanto é que não usava o sobrenome do mesmo, ela era diferente e almejava em capturar criminosos como o seu pai.

Os demais cadetes foram chamados e assim se encerrou a entrega dos distintivos, Erin Strauss leu um discurso que havia preparado e parabenizou mais uma vez os novos agentes que receberam aplausos.

Notas finais
E finalmente Agatha recebeu esse distintivo, o termo cadete não cabe mais a ela, agora ela é denominada como agente do FBI, ela e Ashley finalmente realizaram esse sonho. Agora só falta aguardar o momento de Hotchner surpreender Agatha com as alianças. Obs - Eu acho importante comentar isso com vocês leitores, bom todos sabem que quanto em fics e em séries, filmes, enfim tudo que é ficção algumas coisas as vezes tem coincidência com a realidade e outras não, pois bem antes de eu escrever este capítulo dei uma pesquisada sobre em como se tornar um agente do FBI, como seriam as regras e tal, algumas coisas eu inclui, mas não totalmente outras foram frutos da imaginação para ficar mais emocionante (acredito eu) eu espero que tenham apreciado da mesma maneira. Beijos! =)