Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada
49 Capítulo 49 - O Pedido de Desculpas de Aaron Hotchner
Notas iniciais
Amor é amor é nada sem você
Amor é amor é tudo que você faz
Abra os seus olhos
E você verá
Amor é amor é tudo pra mim
(Love Is Love — Culture Club)
Agatha afastou Hotchner após o beijo:
− Eu acho que não é bom você ficar se ausentando do trabalho desta maneira.
− Nós precisamos conversar... Você leu minhas mensagens? – ele acariciava os cabelos dela.
− Eu vi quando chegava a academia... Hotch eu não quero ser motivo das suas ausências, eu já entendi o porquê me afastou não precisamos conversar.
− Agatha... – Hotchner descruzou os braços dela – Eu não vou embora daqui até nos resolvermos.
− Como assim “nos resolvermos”?
− Você está magoada comigo.
− Eu estou magoada? – perguntou em tom de deboche – Você fez algo que me magoou?
− Eu fiz sim... Não parei para pensar sobre sua situação, não parei para te compreender... Por favor, meu amor me perdoa. – Hotchner começou a mordiscar a ponta da orelha dela.
− Hotch... Aaron... – Agatha tentou resistir – Desta maneira não é justo... Você e seus pedidos de desculpas...
− Por favor, me perdoa. – insistia dele que da orelha passou a beijar o pescoço. Agatha não conseguiu dizer mais nada e se entregou a Hotchner.
Hotchner a pegou no colo com carinho e a levou até sua cama, quando ele a repousou sobre o colchão ela notou que ele usava um roupão de banho azul marinho e o perfume dele inalou suas narinas. Adoro esse perfume. Pensou ela. Hotchner voltou a beija-la no pescoço depois foi para os lábios e carinhosamente ia a ajudando a se despir. Agatha ao ver que estava nua respirou ofegante e se entregou aos beijos do amado, a música que tocava da banda The Beatles já havia finalizado e outra canção se iniciou, não era mais a banda que entoava o momento e sim a canção de Seal intitulada “Kiss From Rose”, o som vinha de um pendrive conectado a um notebook que ficava em uma mesinha a um canto do quarto, Hotchner selecionou as músicas para embalar aquele momento amoroso com sua amada e eram as canções preferidas do casal.
Agatha não resistia mais e passou a gemer quando Hotchner beijava e mordiscava seus mamilos enquanto ele brincava com a intimidade dela com os dedos, ele passeou sua boca dos seios para sua barriga e cintura depois foi para as coxas, ameaçava ir para a intimidade dele e sorria maliciosamente ao perceber a hesitação dela com aquilo e ele que ansiava muito lhe iniciou uma oral. Ela gemia cada vez mais alto desejando que ele a penetrasse. Hotchner estava mais que excitado então se desfez do roupão que usava posicionando-se e a penetrou com toda vontade.
Como Hotchner sabia satisfaze-la na cama, ninguém jamais tinha feito Agatha sentir tanto prazer como sentia com ele, adorava o sexo com ele porque sempre era satisfatório, ele sabia lhe tocar e beijar era como se ele tivesse o manual de instruções sobre ela, pois Agatha não era de ficar falando sobre essas coisas a ele, mesmo com o passado que teve o assunto sexo para ela era motivo de ficar acanhada se julgava muito ingênua para aquilo e sempre se sentia tímida no início de tudo, porém Hotchner aos poucos estava mudando aquilo nela, ele despertava o desejo nela facilmente e ela não resistia ao charme de Aaron Hotchner.
Mudaram de posições algumas vezes e enquanto Agatha não gozava ele segurava o seu ápice ao máximo que poderia. A canção que já embalava aquela entrega amorosa era “Love Is Love” do Culture Club.
− Esse é o seu pedido de desculpas? – sussurrou ela ao enlaçar suas mãos pelo pescoço dele.
− Preciso apelar mais? – perguntou ele maliciosamente ao beija-la.
− Pode apelar o quanto quiser... – respondeu ela não contendo o sorriso.
Hotchner aproveitou o momento e pediu com carinho por uma nova posição e ela concedeu ficando deitada de costas para cima e devagar ele lhe penetrou por trás. Agatha soltou um gemido que era um misto de prazer com dor e Hotchner perguntou se poderia continuar e ela consentiu. Ele foi fazendo movimentos leves e sussurrava ao ouvido dela pedindo que ela relaxasse e Agatha fechou os olhos deixando que o momento acontecesse e quando atenuou voltou a gemer desta vez sem dor nenhuma.
“Forces Of Nature” do grupo Backstreet Boys embalou aquele momento, Hotchner segurava firmemente as mãos de Agatha enquanto lhe amava. Não resistindo mais eles chegaram ao ápice.
Puxando os lençóis para se cobrirem Hotchner embalou Agatha em seus braços e lhe deu mais um beijo apaixonado.
− Gostou? – perguntou ele referindo-se a nova posição.
− Sim. – respondeu ela ficando envergonhada com a pergunta.
− Não precisa sentir vergonha... – ele a beijou mais uma vez.
− Eu não consigo evitar. – ela repousou a cabeça sobre o peitoral dele.
− Eu estou perdoado agora?
− Hotch... — ela levantou a cabeça para mira-lo – Eu não sei o que dizer.
− Eu fui um pouco rude com você, não parei para analisar sua situação com paciência.
− Que situação?
− Sobre tudo o que lhe ocorreu... Eu julgo você por se entregar emocionalmente nos casos, mas não parei para pensar que você é uma vitima digamos assim como no caso de John Curtis, portanto, você se coloca demais nos lugares das vitimas dos nossos casos.
− Eu não sei se é por isso mesmo, mas eu não consigo evitar o quanto eu fico chocada com os casos que pegamos e então me sinto na obrigação de ajudar e salvar todos. – ela voltou a repousar a cabeça no peitoral dele.
− Eu estou há mais de dez anos neste trabalho que eu me habituei ou me obriguei a habituar e encarar aquilo como algo normal.
− Eu queria ser como você... Manter a postura diante de tantas atrocidades.
− Eu acredito que no seu caso ainda seja pior por já ter sido a vitima, você passou por muita coisa em tão pouco tempo.
− E o que eu vivi nas mãos daqueles loucos eu não quero que ninguém viva.
− Você acharia bom ficar um pouco mais de tempo afastada dos casos? – propôs ele lhe afagando os cabelos.
− Não. – afirmou convicta – Acredite em mim eu me sinto melhor entre vocês ali, eu sei que devo controlar meu emocional, mas não quero me afastar.
− Tem certeza? – ele lhe beija a testa.
− Sim, eu só preciso de você ao meu lado e do restante eu consigo me manter. – Agatha enlaçou seus braços pelo corpo de Hotchner e o apertou o máximo que podia. Hotchner preferiu não dizer mais nada e aceitou a decisão da amada, se ela queria continuar a ajuda-los nos casos que continuasse e prometeu auxilia-la no controle de suas emoções e que não brigaria mais com ela.
Entregaram-se a mais um beijo apaixonado e trocaram caricias e juras de amor.
− Mas o meu pedido de desculpas não acabou! – exclamou ele afastando-se dela por um momento.
− O que Aaron Hotchner pretende fazer? – Agatha sorriu.
− O seu jantar.
− Quanto mimo! – ela o agarrou e o beijou – O que vai preparar de bom?
− Uma macarronada, receita que o David Rossi me ensinou.
− Que chique! – ela bateu palmas.
− Vou para a cozinha. – Hotchner levantou-se e vestiu seu roupão azul marinho.
− Hotch! – Agatha levou às mãos a cabeça – Eu deixei do lado de fora uma sacola com um vinho branco.
− Eu irei buscar. – Hotchner lhe deu mais um beijo e retirou-se do quarto foi até a sala e viu que a porta estava entreaberta com a chave para fora e recordou-se de que ela havia entrado com a arma apontada e riu da situação, logo avistou a sacola que havia ficado próximo a porta do lado externo e notou que havia algumas correspondências jogadas ao tapete e as recolheu.
Ao fechar a porta observou as correspondências entregues para verificar se alguma não era importante ou urgente e ficou surpreso ao ver um envelope que informava dizer que era da Penitenciaria Feminina de Virginia e perguntou-se porque Agatha receberia aquela correspondência e logo se lembrou de Francine na cadeia, poderia ser uma carta dela a Agatha. Para não estragar o momento de amor que vivenciava com a amada depositou as correspondências em uma mesinha de madeira próximo a porta e desejou que ela não fosse as abrir naquela noite.
Foi para a cozinha, guardou o vinho branco na geladeira e deu início ao preparo do jantar.
Opostos se atraem, químicas reagem
Quando olho para você
A chuva me ofusca, o fogo teme as chamas
Você não pode negar o que é verdade
Não posso negar o que sinto
(porque você me tem, yeah)
Todos esses elementos são reais
Eles vêm de dentro de mim
Moveria céus e terras por esse fogo
Por esse oceano eu lutaria por você
Deixe essa emoção nos elevar ao vento
Onde não há nada que possamos fazer
Eu te amo
Sim, eu te amo
Esse poder é maior
Que as forças da natureza
Nós não temos muros
A beleza disso tudo
É esperar em seus olhos
Respirando na minha pele
Apenas deixe-me levar isso para dentro
Abaixo de um céu aberto
Não posso negar o que sinto
(porque você me tem, yeah)
Todos esses elementos são reais
Eles vêm de dentro de mim
Moveria céus e terras por esse fogo
Por esse oceano eu lutaria por você
Deixe essa emoção nos elevar ao vento
Onde não há nada que possamos fazer
Eu te amo
Sim, eu te amo
Esse poder é maior
Que as forças da natureza
Nada é maior que a energia que eu tenho por te amar
Mais cedo ou mais tarde
Isso irá nos levar para o sempre
Moveria céus e terras por esse fogo
Por esse oceano eu lutaria por você
Deixe essa emoção nos elevar ao vento
Onde não há nada que possamos fazer
Moveria céus e terras por esse fogo
Por esse oceano eu lutaria por você
Deixe essa emoção nos elevar ao vento
Onde não há nada que possamos fazer
Eu te amo
Sim, eu te amo
Esse poder é maior
Que as forças da natureza
(Forces Of Nature — Backstreet Boys)
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