Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada
42 Capítulo 42 - A Promessa de Aaron Hotchner
Notas iniciais

‒ Aaron e Derek abaixem suas armas! – clamava Rossi que tentava apaziguar a situação.
‒ Agente Hotchner e agente Morgan é melhor fazerem o que o agente Rossi está pedindo. – implorou Alvez que ainda permanecia com as mãos levantadas.
‒ Você pode ser um espião. – disse Hotchner ainda com a arma apontada – John Curtis te pediu que a vigiasse?
‒ Você está louco! – Alvez perdeu a paciência – Eu sou da CIA e vim apenas solucionar um caso.
‒ Hotch... – Agatha levantou-se da mesa e aproximou-se dele – O agente Alvez tem razão.
‒ O que? – Hotchner virou o olhar para ela.
‒ Hotch, fui eu mesma que pedi ao Alvez que ele me levasse para o hotel, não teria como John Curtis saber disso.
‒ Está ouvindo? – Alvez abaixou as mãos – Eu não tenho nada a ver com isso.
‒ Independente você estando do meu lado ou não ele iria ligar. – Hotchner encarou Alvez e depois voltou seu olhar a Agatha e consentiu com o que ela disse e abaixou a arma e Morgan fez o mesmo.
‒ Eu bem que devia fazer uma reclamação ao supervisor do departamento de vocês! – protestou Alvez.
‒ Mas não irá fazer. – disse Rossi – Agora precisamos nos concentrar.
‒ No caso em que estamos ou no problema da Agatha? – perguntou Seaver.
‒ No problema dela. – respondeu Rossi.
‒ Eu poderia saber o que acontece? – Alvez ficou curioso.
‒ Melhor discutirmos em outro momento. – Hotchner encarou Alvez mais uma vez.
‒ Hotch... – começou Prentiss – Não seria melhor deixarmos esse caso em aberto e voltarmos para Virginia?
‒ Não podemos fazer isso. – repreendeu Hotchner.
‒ A investigação não está progredindo. – afirmou Blake dando apoio a sugestão de Prentiss.
‒ Aaron. – Rossi tocou o ombro do amigo – John Curtis com certeza tem um plano.
‒ Um plano? – Agatha arregalou os olhos.
‒ Ele não te ligou só para incomodar... – respondeu Morgan – Ele tem um plano.
‒ Que tipo de plano?
‒ Ele tem vários... – Hotchner concordou com todos – O primeiro é fugir da prisão.
‒ Fugir? – Agatha ficou desesperada.
‒ É provável que ele já tivesse esse plano desde quando foi preso. – teorizou Reid.
‒ O caso aqui não está progredindo, seria melhor deixa-lo em aberto e voltarmos para Virginia, precisamos estar à frente de Curtis e descobrir seus planos. – expos Rossi.
‒ Eu vim aqui resolver um caso e não vou deixa-lo em aberto! – protestou Alvez.
‒ Você pode continuar a investigação. – sugeriu Seaver.
‒ Infelizmente não podemos fazer isso. – opôs Hotchner – Teremos que resolver este caso agora, melhor evitarmos confusão para o departamento.
‒ Está certo. – Rossi deu-se por vencido.
‒ Precisamos voltar ao foco. – disse Blake – Já que não tem outro jeito.
‒ Mas eu acho que deveríamos descansar. – aconselhou Alvez – Eu vejo que vocês estão preocupados e cansados, inclusive o agente Hotchner e a cadete Silva, não irá adiantar nada ficarmos aqui discutindo coisas já faladas.
‒ A arma de Lila Kane foi apreendida? – perguntou Reid.
‒ Sim. – afirmou Hotchner.
‒ Vamos pedir para a pericia confirmar se as balas da arma são da mesma que matou Megan Kane daí teremos certeza deste assassinato.
‒ Depois precisamos descobrir por onde anda Andrew Kane. – disse Morgan.
Todos concordaram, Reid entrou em contato com o laboratório criminal de Dallas e exigiu que um exame de balística fosse feito o mais rápido possível depois disso foi para o hotel igual os demais para descansar, pois como Alvez havia dito não adiantaria passar a noite em claro discutindo o caso ainda mais que todos estavam apreensivos por causa do telefonema que Agatha recebeu e ela mais do que ninguém não estava com psicológico para solucionar um caso naquele momento.
Quando chegou ao hotel, Agatha tomou uma ducha para relaxar tudo o que ela queria era esquecer aquilo por uma noite, mas não conseguia, ao deitar-se não conseguia ficar em paz e não teve um sono tranquilo, revirou-se várias vezes pela cama.
Pela madrugada ela ouviu batidas a porta, estranhou e perguntou-se quem poderia ser, mas a curiosidade de atender foi maior, porém era Hotchner que estava a bater:
‒ O que foi? – indagou ela ao abrir a porta.
‒ Posso entrar? – perguntou ele.
‒ Claro. – ela deu espaço para ele passar e assim que ele entrou ela fechou a porta – O que houve?
‒ Eu vim te ver. – respondeu ele sério.
‒ Aconteceu alguma coisa?
‒ Não. – ele a tomou pela mão e a abraçou – Não aconteceu e não irá acontecer porque eu não vou deixar.
‒ Hotch, o que houve? – ela levantou o olhar a ele de preocupação.
‒ Nada... – ele sentou-se a cama – Eu estou apenas garantindo que nada irá te acontecer.
‒ Você fala de John Curtis?
‒ Sim.
‒ Hotch... – ela senta-se ao lado dele e lhe toca o ombro.
‒ Eu devia ter suspeitado de que ele não fosse desistir.
‒ Não tinha como ninguém imaginar nada... Hotch, não se culpe.
‒ Eu vou descobrir os planos dele antes que ele faça qualquer coisa.
‒ Hotch, escuta. – Agatha pegou firmemente na mão dele fazendo que ele virasse para mira-la nos olhos – Nós vamos descobrir todos nós... Temos a equipe para ajudar.
‒ Eu tenho que confessar que é difícil saber que você corre perigo. – Hotchner tocou-lhe o rosto.
‒ Se formos pensarmos desta maneira, você também corre perigo... Ele te ameaçou na ligação... – ao lembrar-se da chamada de Curtis, Agatha não contém as lágrimas.
‒ Você está com medo. – Hotchner a envolve em seus braços.
‒ Não...
‒ Você não precisa mentir para mim, por favor. – insistiu ele ao beija-la na testa.
‒ Está bem... – ela ergue a cabeça para fita-lo – Eu estou com medo.
‒ Eu não te julgo. – Hotchner a afagou em seu abraço – É por isso que eu não vou o deixar fazer nada... Eu prometo.
‒ Eu tenho muito medo. – finalmente Agatha confessou o que realmente sentia – Eu não quero viver esse pesadelo de novo.
‒ Eu não vou permitir... Eu prometo. – Hotchner repousou a cabeça dela ao peito dele.
‒ Eu posso te fazer um pedido?
‒ O que você quiser.
‒ Eu sei que estamos aqui a trabalho e quando estamos a trabalho você prefere que nós não fiquemos muitos próximos...
‒ Você quer eu fique com você está noite? – interrompeu ele ao enxugar as lágrimas dela.
‒ Por favor! – implorou ela.
Hotchner atendeu ao pedido dela, mas precisou dar uma breve saída para retornar ao seu quarto e buscar seus itens pessoais, assim que retornou ele tomou um banho e vestiu algo mais confortável para descansar.
Eles deitaram-se lado a lado, Hotchner a embalou em seus braços, Agatha sorriu ao sentir os braços em volta de seu corpo, sentia-se protegida e por fim ela iria conseguir descansar aquela noite.
Agatha foi a primeira a render-se ao sono, Hotchner ainda permaneceu acordado por um tempo, ele a apertou em seus braços carinhosamente lhe beijando os lábios.
“Eu prometo que irei protege-la”. Pensou ele que enfim cedeu-se ao cansaço e dormiu.
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