Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada
32 Capítulo 32 - 13° Andar
Notas iniciais

Durante o restante do trajeto o casal permaneceu calado, Hotchner ás vezes ainda procurava um contato visual com Agatha quando tinha que parar o carro em alguns sinaleiros, mas ela o evitava, pois quando Agatha ficava magoada com algo ou alguém era daquele modo que sempre reagia.
Uma mulher muito bem vestida estava para recebê-los, assim que Hotchner estacionou o carro de frente ao hotel a mulher que estava de frente ao local se aproximou da janela do veículo:
‒ Agente Hotchner? – perguntou ela.
‒ Depende de quem pergunta. – intrometeu-se Agatha.
‒ Eu sou Lilith Perry... – ela se apresentou entregando um cartão a Hotchner – Eu sou advogada das vítimas.
‒ E o que faz aqui? – perguntou Hotchner ao pegar o cartão.
‒ A pedido do juiz estou aqui para acompanha-los até o local do crime.
‒ Certo. – Hotchner quis evitar discussão, preferiu resolver a situação depois com o juiz.
Hotchner e Agatha saíram do carro e seguiram a senhorita Lilith Perry para o saguão do hotel e a pedido dela foram até o quarto onde se encontrava a vítima pelo elevador de serviço. A mesma entregou a chave do quarto a Hotchner e implorou que ele fosse cauteloso, aquilo incomodou Hotchner, mas ele precisava visitar a cena do crime e debater qualquer assunto naquele momento não era uma boa opção.
Quando Hotchner e Agatha entraram no elevador de serviço uma funcionária do hotel que usava o uniforme do mesmo já se encontrava no elevador, Agatha a mediu dos pés a cabeça e achou estranho aquela linda jovem e loira ser apenas uma faxineira do hotel, mesmo estando com os cabelos presos em um coque e sem maquiagem era notável a beleza que a jovem tinha.
‒ Qual o andar? – perguntou a moça gentilmente já que estava perto dos botões do controle.
‒ 13°. – respondeu Hotchner que mal a olhou nos olhos.
‒ Obrigada. – agradeceu Agatha a gentileza da faxineira.
‒ Imagina. – respondeu a jovem faxineira que apertou o número 13 e o elevador fechou as portas.
‒ Falar um “obrigado” não arranca pedaço Aaron Hotchner. – cochichou Agatha ao pé do ouvido de seu noivo.
‒ O que? – retrucou ele sussurrando.
‒ A funcionária do hotel fez uma gentileza, custava agradecer? – respondeu ela ainda aos cochichos.
‒ Vocês não são funcionários do hotel, não é mesmo? – indagou a faxineira os fitando dos pés a cabeça.
‒ Não. – respondeu Agatha educadamente.
‒ Você parece uma modelo... – elogiou a faxineira – Já ele todo de terno parece um advogado ou um agente do FBI ou CIA.
‒ Eu pareço uma modelo? – Agatha sorriu gentilmente – Você é muito simpática, você também é muito bonita.
‒ Obrigada! – agradeceu a faxineira assim que seu andar chegou – Tchau, até mais ver.
‒ Tchau, foi um prazer! – despediu-se Agatha da jovem e a porta se fechou.
‒ Deu para conversar com estranhos? – indagou Hotchner.
‒ Estava sendo simpática. – respondeu ela incomodada.
O elevador chegou 13° andar, Hotchner e Agatha foram direto para o quarto do número 130, Hotchner pegou a chave que a senhorita Perry lhe entregou e abriu a porta.
‒ O senhor Gordan escolheu o último quarto deste corredor, já para não chamar atenção. – comentou Agatha enquanto Hotchner destrancava a porta.
‒ Pode entrar. – disse ele ao abrir.
‒ Obrigada. – Agatha entrou ao quarto e Hotchner logo em seguida.
A cena encontrada era a seguinte: um quarto luxuoso de um hotel, com uma mobília e decoração de acordo com a categoria do lugar, mas o encanto e a beleza do quarto era destruída pelo cadáver encontrado caído ao chão, uma taça de vidro estava ao seu lado em pedaços e havia vomito pelo carpete vermelho. Uma garrafa de champanhe estava dentro de um balde de gelo que se encontrava sobre uma mesinha de vidro de centro ao lado do balde havia outra taça servida da bebida.
Agatha começou a especular:
‒ Com certeza aquela é a bebida da boneca.
‒ Percebe-se que ela não deu um gole se quer. – disse Hotchner observando o restante do ambiente.
‒ Para não deixar vestígios de DNA.
‒ Quando ele percebeu que algo estava errado, forçou um vomito... – ele agachou-se um pouco para analisar o cadáver.
‒ Provavelmente quando ele começou a sentir os sintomas causados pelo veneno ela deveria debochar disso, ele forçou uma golfada na intenção de se salvar.
‒ A quantidade que ela deve colocar de veneno na bebida deve ser alta.
‒ Pílula azul. – apontou Agatha para uma embalagem com comprimidos sobre a mobília – O famoso Viagra.
‒ Mas eles não tiveram relações sexuais... – Hotchner apontou para a cama – Os lençóis estão arrumados.
‒ Eu lembro que eu li no arquivo das vítimas anteriores que eles também não fizeram sexo.
‒ Ela vai ao encontro pronta para matar. – concluiu Hotchner – Você acha que poderia ser algum tipo de vingança?
‒ Você pergunta isso por que... – Agatha mirou Hotchner nos olhos.
‒ Porque você logo vai ser uma agente do FBI, você já deve ter algum tipo de teoria não é? – Hotchner cruzou os braços.
‒ Pode ser inúmeras coisas. – respondeu ela incomodada com a postura dele – Pode ser vingança, pode ser que ela tenha prazer em matar que esteja conhecendo seu lado sociopata.
‒ Você a considera uma sociopata?
‒ Pelo que vi do comportamento dela até agora ela não se encaixa como um psicopata... Olhe como ela deixou o lugar.
‒ Tudo em ordem, exceto o corpo do senhor Gordan que dá um toque de terror.
‒ Sim Hotch, mas o restante continua tudo intacto... Ela já usa o veneno para não fazer sujeira, se bem que a maioria das mulheres assassinas pelo que eu já estudei são assim.
‒ Existem as desorganizadas.
‒ Essa Boneca de Luxo não é nenhuma desorganizada... Vamos supor que ela mate por prazer que esteja gostando do que está fazendo, ela simplesmente não acordou um dia e disse: “Vou começar a matar homens com veneno de rato”.
‒ O veneno mostra algo planejado.
‒ Exato, agora precisamos descobrir o gatilho disso tudo.
‒ Precisamos nos reunir aos demais na residência do juiz. – eles analisaram o ambiente mais uma vez e depois saíram, Hotchner fez chamado para que um legista e uma equipe de pericia comparecesse ao local.
Fale com o autor