Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada
9 Capítulo 09 - Apelo na TV
Notas iniciais

Os pais de Belinda Copland chegaram à delegacia e JJ os preparou para a coletiva dando todas as coordenadas para eles, todos estavam esperançosos que aquele plano desse certo inclusive Agatha que era a que mais almejava entre todos em salvar a garota das mãos do perverso que a havia sequestrado.
JJ subiu no palanque junto com os pais e todos da imprensa já começaram a fotografar e filmar, os repórteres já iniciaram suas perguntas sem fim ansiando por qualquer informação, JJ então se pronunciou:
‒ Boa tarde a todos! – disse JJ – Como foi informado a vocês anteriormente os pais de Belinda Copland estão aqui para fazer um apelo e não para responder perguntas, portanto, eu peço um pouco de compaixão da parte de vocês. – os jornalistas se aquietaram de momento.
‒ Tomara que dê certo. – disse Agatha em surdina ao pé do ouvido de Hotchner, ambos estavam presenciando a coletiva de perto.
‒ Eu também espero. – murmurou ele aos sussurros.
‒ Boa tarde... – disse o pai de Belinda ao se aproximar do microfone do palanque – Eu sou Jake Copland e essa é a mãe da minha filha... Jeannie Copland... Estamos aqui para fazer um apelo para as pessoas que viram nossa pequena Billie pela última vez... – o Senhor Copland começou a chorar – Por favor, vocês que viram nossa pequena Billie pela última vez venham até a polícia e informe qualquer coisa que tenham visto!
‒ A polícia precisa de ajuda... – começou a Senhora Copland – Billie foi vista pela última vez próximo ao campo do colégio durante o dia, havia várias pessoas... Será possível que ninguém viu nada? Qualquer detalhe é importante! Ajudem-nos! Havia pessoas com carros, jipes, bicicletas enfim... Havia gente quando Billie foi levada, porque vocês não ajudam? Talvez qualquer coisa que você viu e ache bobagem possa ser útil... – a Senhora Copland começa a chorar – Por favor, queremos nossa filha de volta!
‒ Por favor, vocês que tiveram contato com Billie nesse dia nos informe... Por favor! – o casal Copland encerrou seus apelos e os jornalistas voltaram a interrogar.
‒ Sem perguntas, por favor! – exigiu JJ ao descer do palanque junto ao casal.
‒ Você acha que o infeliz possa vir à delegacia na intenção de nos despistar? – perguntou Agatha a Hotchner assim que voltaram para dentro da delegacia.
‒ Temos que confiar nessa jogada e esperar por Garcia. – respondeu Hotchner – Ela precisa encontrar alguma pista.
‒ Eu só rezo que com esse apelo pela TV o desgraçado não se livre de Billie. – comentou Agatha em um tom de voz apelativo.
***
O casal Copland se negou a voltar para casa e decretaram que daquele momento em diante aguardariam notícias de Belinda na delegacia, a detetive não conseguiu os convencer ao contrário e se deu por vencida os deixando aguardarem por ali.
A equipe já estava sem pistas, Garcia não havia retornado para dar nenhum novidade, o dia passou e anoiteceu todos já estavam exaustos, Beth foi a primeira reclamar de estar cansada, chegou um momento em que Hotchner liberou todos para descansarem, mas ninguém queria ir para o hotel, eles preferiram ficar na delegacia aguardando.
Agatha estava esgotada, mas se negava a descansar enquanto não salvasse Belinda Copland, por um momento ela deitou a cabeça sobre a mesa da sala de reunião da delegacia, Hotchner ficou mirando a namorada por um bom tempo e sentiu vontade de abraça-la queria encostar a cabeça dela em seu peito para que ela pudesse desfadigar um pouco e ele se perdeu em seus pensamentos parou de pensar sobre o caso por alguns instantes e ficou se perguntando que tipo de aliança deveria comprar para Agatha: uma discreta? Uma que chamasse atenção? Ele não sabia ao certo estava muito confuso e nem havia planejado em como a pedir em casamento.
Será que eu devo pedi-la em um jantar a luz de velas? Ou devo leva-la a um ambiente calmo com uma paisagem bonita? Perguntava-se ele em seus pensamentos.
Agatha que havia fechado os olhos por alguns minutos logo o abriu ao se assustar-se com o toque do seu celular e ao olhar o visor riu para si mesma, pois era sua amiga Ashley que lhe telefonava:
‒ Ashley! – exclamou ela ao atender.
‒ Parabéns pelo seu estágio!— respondeu Ashley em um tom de voz comemorativo.
‒ Obrigada amiga! Eu iria te ligar para contar...
‒ Você é o assunto do momento na academia do FBI.
‒ Era de se imaginar... E aí como vão as coisas?
‒ Eu vou bem, também fui chamada para um estágio.
‒ Ashley que notícia boa! – Agatha esboçou um sorriso – Estágio em qual departamento?
‒ No departamento do Esquadrão de Sequestro do FBI! Não é demais?
‒ Ashley isso é maravilhoso! Parabéns minha amiga!
‒ Agente Hotchner. – chamou a detetive ao entrar na sala – O senhor e sua equipe precisam ouvir isso.
‒ Espero ser alguma notícia boa. – comentou Rossi ao ouvido de Blake.
‒ Ashley eu acho que surgiu pistas do caso em que estamos trabalhando... – explicou Agatha ao telefone – Poderíamos conversar depois?
‒ Claro que sim amiga!— respondeu Ashley – Volte ao seu trabalho.
‒ Tchau Ashley, um abraço. – Agatha encerrou a ligação – O que houve?
‒ Vamos descobrir. – respondeu Hotchner ao sair da sala e todos o seguiram.
Hotchner junto com os demais foi guiado pela detetive para outra sala onde se encontrava instalado uma equipe de voluntários para um disque denúncia para auxiliarem na busca por Belinda Copland.
‒ Recebemos essa chamada há alguns minutos... – a detetive pediu que o atendente mostrasse o áudio de uma chamada.
‒ Central de Ajuda da Delegacia de Wilmigton, em que posso ajuda-lo?— era a voz do atendente na gravação.
‒ Olá eu sou o Senhor Lomax, um antigo morador do bairro.— respondeu uma voz masculina na gravação.
‒ Em que posso ajuda-lo?
‒ Eu assisti na TV o apelo do casal Copland e eu acho que alguém pode ajuda-los... Eu tenho um vizinho chamado Don Curtis, ele costumava passear próximo ao campo em que a menina foi vista pela última vez com sua cachorrinha Candy... Eu acho que ele pode ter visto algo sobre a garota.
‒ Porque o senhor acha isso?
‒ Don adorava passear com sua cachorra por aquele lugar é possível que ele tenha visto algo, mas talvez ache que não viu nada, os pais estavam desesperados pedindo ajuda... Talvez isso ajude.
‒ O senhor viu seu vizinho recentemente?
‒ Já tem alguns dias que eu não vejo, ele é introvertido só era apegado a sua cachorra que morreu faz quinze dias o único vizinho com quem ele conversa de vez em quando sou eu... Enfim eu espero que tenha os ajudado.
‒ Obrigado pela informação Senhor Lomax, uma boa noite!
‒ O que acham? – perguntou a detetive – Esse tal Don Curtis é o nosso cara ou talvez seja esse tal de Lomax que queira tirar o corpo fora?
‒ Precisamos checar os dois. – respondeu Hotchner – Morgan ligue para a Garcia.
‒ Não é nem preciso... – Morgan pegou o celular que tocava – Meu docinho você está no viva voz.
‒ Boa noite companheiros...— respondeu Garcia – Demoramos porque não achávamos nada sobre uma cachorra chamada Candy em registros veterinários da cidade.
‒ Porém achamos algo em uma associação que ajuda os animais em uma cidade vizinha.— respondeu Maeve, Reid ao ouvir sua voz sentiu o rosto queimar.
‒ Que associação? – perguntou Prentiss.
‒ Existe uma associação na cidade vizinha que ajuda e cuida dos animais abandonados.— respondeu Garcia.
‒ A associação também auxilia aqueles que não tem condições financeiras de pagar uma consulta ou tratamento para seus animais de estimação.— continuou Maeve.
‒ E o que mais? – perguntou Hotchner.
‒ Uma cadela chamada Candy foi atendida por essa associação...— respondeu Garcia – Ela havia sido envenenada e o dono a levou lá, mas infelizmente não houve o que fazer a cachorrinha morreu.
‒ Isso faz quanto tempo? – indagou Agatha ansiosa.
‒ Quinze dias...— respondeu Maeve – E o dono do animal se chama... Don Curtis.
‒ Precisamos do endereço dele agora! – exigiu Hotchner.
‒ Já foi enviado para os celulares de todos...— disse Garcia – Penélope Garcia e Maeve Donovan encerram a chamada!
‒ Vamos pegar esse desgraçado! – exclamou Agatha.
‒ Se chegarmos com tudo no desespero ele pode matar Belinda. – disse Rossi.
‒ E como faremos? – retrucou Agatha impaciente.
‒ Vamos armar uma cilada... – disse Hotchner – Vamos todos nos preparar, mas não vamos invadir a casa de Don Curtis.
‒ Eu vou pedir um mandado para o juiz. – disse a detetive pegando o celular.
‒ Hotch qual é o seu plano? – perguntou Prentiss.
‒ Reid e Morgan vão à casa do senhor Lomax confirmar sua história e nos estaremos de tocaia para invadirmos a casa de Don Curtis. – explicou Hotchner e todos entenderam seu plano.
‒ Vamos torcer para que o Senhor Lomax não vá falar com Don Curtis sobre ter ligado a polícia. – disse Blake.
‒ Porque se não ele vai se livrar de Billie. – frisou Agatha completamente inquieta.
‒ Nós vamos conseguir. – Hotchner sem se preocupar pegou no braço de Agatha e isso fez Beth se enraivecer por dentro.
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