Notas iniciais
Depois de muita insistência da parte de Hotch, o supervisor Mateo Cruz se dá por vencido e autoriza que Agatha permaneça na equipe com Hotch se responsabilizando por ela e agora a equipe precisa pegar seu primeiro caso depois do afastamento que tiveram. Olá queridos leitores e leitoras! Quero agradecer aos comentários e os acompanhamentos que essa fic começou a receber, muito obrigada! ;) Eu consegui finalizar o 3° capítulo hoje, ele ficaria um pouco mais comprido, mas para que não aja muita demora nas postagens resolvi encurtar um pouco e deixar os demais acontecimentos para o outro... Não se preocupem, capítulo 4 já está sendo trabalhado e quero posta-lo em breve. Espero que possam gostar do capítulo 3 e boa leitura! =)

Hotchner foi até a sala do supervisor Mateo Cruz para saber em qual caso trabalhariam primeiro enquanto os demais ficaram papeando, exceto a jovem Maeve que se encolheu em um canto sentada a mesa e passou a ler um dos livros que carregava.

Reid ficou curioso e ao mesmo tempo encantado ao ver pela capa qual livro Maeve estava fazendo leitura não se contendo puxou a cadeira para o lado dela e começou o assunto:

A Narrativa de John Smith— disse ele com seu jeito tímido – do grande autor Arthur Conan Doyle... Ótima leitura.

‒ Você já leu? – perguntou Maeve quase sussurrando e mais uma vez suas bochechas coraram.

‒ Sim, eu já li.

‒ Como você se chama mesmo? – indagou ela arqueando a sobrancelha para fita-lo – É Reid não é?

‒ Spencer Reid. – respondeu ele que também sentia seu rosto queimar – E o seu é Maeve Donovan não é?

‒ Exato. – desta vez Maeve sorriu ao respondê-lo.

‒ Garcia comentou que você é uma gênia.

‒ Penélope é um pouco exagerada... – ela sorri mais uma vez e fecha o livro para poder olhar melhor para Reid – Eu apenas finalizei o colegial com doze anos.

‒ Eu também finalizei com doze anos. – disse ele e Maeve ficou surpreendida e começaram a se conhecerem através daquela conversa, todos perceberam o clima amistoso entre eles, mas resolveram fingir que não captaram nada.

Hotchner voltou à sala, mas com um semblante e um ar de preocupação ele carregava consigo alguns arquivos na mão, todos se sentaram a mesa e Agatha havia estranhado o jeito de seu namorado e resolveu questiona-lo:

‒ Hotch o que houve?

‒ Isso. – Hotchner distribuiu a todos os arquivos que carregava.

‒ Belinda Copland, onze anos, conhecida e chamada por “Billie”... – começou Reid a ler em voz alta – Desapareceu na cidade de Wilmigton – Delaware, a polícia local suspeita que ela foi raptada por um estranho.

‒ Ela desapareceu há quinze dias! – exclamou Agatha ao ler o arquivo – E o FBI só foi chamado agora?

‒ Os agentes que estavam em nossos lugares não conseguiram localiza-la. – respondeu Hotchner inconformado.

‒ A possibilidade de a garota estar morta é muito alta. – disse Prentiss – Ela desapareceu quinze dias atrás.

‒ Imaginem como devem estar os pais? – começou JJ abismada – Devem pensar o pior, mas ainda devem ter esperanças.

‒ Eu não acredito que os outros agentes não conseguiram nada. – esbravejou Rossi – Nem uma pista sequer?

‒ O maior suspeito deles era o pai da garota que é divorciado da mãe, mas não houve provas, apenas teorias. – respondeu Hotchner – Eu espero que todos já tenham feito suas malas, porque vamos viajar a Wilmigton hoje mesmo.

‒ Hotch eu não queria pensar assim, mas... – disse Morgan – Eu acho que as chances de encontra-la viva são mínimas.

‒ Setenta e cinco por cento das crianças raptadas são mortas nas três primeiros horas. – respondeu Reid – As chances de encontra-la viva infelizmente são poucas.

‒ Eu prefiro acreditar que Billie ainda esteja no vinte e cinco por cento. – disse Agatha perplexa com o caso que haviam pegado.

‒ Eu também... – diz Hotchner ao se levantar – Eu preciso ligar para a Jéssica para avisar que estamos indo, com licença. – quando Hotchner estava para sair da sala ele como os demais se surpreendem com o barulho do trovão que vinha de fora e uma forte chuva começou a cair.

‒ A previsão do tempo estava certa. – disse Blake – Disseram que ia chover forte.

‒ Vocês irão sair com essa chuva forte? – perguntou Garcia.

‒ Teremos que dar um tempo. – respondeu Hotchner.

‒ Com licença... – disse uma mulher com uma pequena mala na mão ao adentrar a sala.

‒ Eu não acredito... – murmurou Agatha para si renitente ao ver que a mulher era a agente Beth Cruz.

‒ Agente Cruz? – perguntou Hotchner a mulher.

‒ Olá Hotch, como vai? – Beth já foi colocando suas coisas em um canto da sala – Não me diga que ainda não se lembra de mim...

‒ O supervisor Mateo Cruz que no caso é seu tio, nos comunicou que você entraria para a equipe.

‒ Isso mesmo... – Beth pegou um papel de sua mala – Aqui está o papel da minha transferência.

‒ Está bem... – Hotchner pegou o papel da mão dela, enquanto ela queria o mirar nos olhos ele desviava seu olhar intimidador, Agatha ficou indócil a aquela cena e os demais encaravam Beth com curiosidade.

‒ Hotch você ainda não se lembrou de mim? – insistiu Beth.

‒ Podemos falar sobre isso depois? – perguntou Hotch recalcitrante a insistência dela – Eu não sei se já foi informada agente Cruz, a equipe já tem um caso seria bom já se familiar com ele e com os demais da equipe.

‒ Como queira Hotch. – respondeu Beth.

‒ É Hotchner. – disse ele com rispidez se retirando da sala para fazer a ligação para Jéssica.

‒ Não gostaria de se sentar? – perguntou Rossi a encarando.

‒ Esses são arquivos do caso? – perguntou Beth se sentando a mesa ao lado JJ.

‒ Gostaria de ler? – perguntou JJ sendo educada – Prazer eu sou a agente Jeniffer Jareau.

‒ Beth Cruz. – respondeu Beth lhe estendendo a mão. Todos se apresentaram exceto Agatha que não parava de mirar Beth seriamente estudando seu comportamento.

‒ Vocês já se conhecem? – perguntou Prentiss que percebeu que Agatha não se apresentou.

‒ Nos conhecemos mais cedo na palestra... – respondeu Agatha com seriedade – Não é mesmo agente Cruz?

‒ Você é a cadete falante! – exclamou Beth com descaso e todos a miraram incomodados.

‒ Cadete falante? – indagou Agatha abismada.

‒ Foi só uma brincadeira querida. – respondeu Beth com ironia.

‒ Agente Cruz seria interessante que lesse o arquivo do caso... – pediu Rossi quebrando o clima de inimizade entre as duas – Você já trabalhou com Análises de Perfis?

‒ Eu trabalhei somente em escritório do FBI... – respondeu Beth sem jeito com a pergunta de Rossi – Mas eu sou uma agente qualificada, aliás, eu sou uma agente e não uma cadete.

‒ Eu sou uma cadete, mas já trabalhei com a equipe antes! – esbravejou Agatha como se devesse explicação a alguém.

‒ Agatha, fica calma. – pediu Prentiss desentendida com a situação.

‒ Assim que a chuva passar iremos embarcar. – disse Hotchner ao entrar na sala – Agente Cruz você já tem uma mala?

‒ Hotch eu já nasci pronta para tudo! – respondeu Beth esboçando um sorriso a ele.

‒ É Hotchner. – respondeu ele seriamente e Beth começou ao ler o arquivo do caso ficando por alguns instantes envergonhada pela resposta de Hotchner.

Notas finais
Reid e Maeve em uma conversa amistosa... Hum... Será que Reid se encantou pela jovem analista e assistente de Garcia? Primeiro caso que pegam e é sobre uma criança desaparecida, que tenso! Beth Cruz entrou para a equipe e o clima entre ela e Agatha não é nada simpático... Obs: Gif de uma imagem da Beth para vocês, como foi citado antes, Beth é uma personagem que na série tem aparição na sétima temporada, aqui na fanfic ela é uma agente e tem o sobrenome "Cruz", adicionei o gif para caso quem não se recordar dela ou não chegou nos episódios em que ela apareceu saber como ela é... Espero que tenham gostado e até o 4° capítulo! =)