Um Caso Não Registrado - 1ª Temporada

55 Capítulo 54 - A Noite na Cabana


Notas iniciais
Como havia dito, pretendo não demorar de postar devido a grande demora que foi de eu voltar a ativa... Estou contente que pelos comentários que recebi do capítulo 53 de manifestações de alegria de eu ter voltado a escrever só tenho a agradecer então espero que apreciem esse capítulo e agradeço por acompanharem. =)

A equipe combinou que era melhor não saírem todos juntos de uma vez para irem à cabana de Gideon que levou Elle em seu carro, Blake que não sabia como chegar foi levada por JJ e Reid, Rossi foi sozinho, Morgan, Prentiss e Garcia foram juntos e claro Hotch levou Agatha em seu carro, por mais que tentassem disfarçar a maioria já estava suspeitando de que eles tinham uma relação muito mais que profissional, mas como estavam com um problema maior a tratar deixaram os comentários e as teorias sobre o casal de lado.

Já eram altas horas da noite quando todos se encontravam reunidos na cabana, Agatha foi à última a chegar com Hotch e ficou encantada pela lugar que tinha uma simplicidade, mas ao mesmo tempo algo chamativo, ficou maravilhada com os moveis e objetos do local.

Gideon permitiu que Garcia preparasse um chá para todos enquanto ele e Rossi decidiram acender a fogueira, pois era uma noite fria. Quando todos foram servidos de chá sentaram-se e voltaram a discutir o caso:

‒ Então devemos procurar pelos casos que já trabalhamos. – começou Prentiss – Isso parece ser algo de alguém que quer vingança.

‒ Só que isso não parece ser algo de algum criminoso que prendemos e que possa ter fugido ou de algum parente... – continuou Morgan – Ter replicados alguns casos mostra que é alguém de dentro do sistema.

‒ É intrigante o modo em que Elle foi atacada... – alegou Hotch – O suspeito fez questão de imitar o ataque que ela sofreu da primeira vez.

‒ Só pode ter lido o relatório policial daquela época... – falou Elle tentando manter a calma ao se lembrar do ataque – Eu nunca comentei detalhes a mais ninguém, eu me neguei a fazer terapia porque não queria falar disso para um terapeuta e minha família não soube de nada, meus pais já estavam mortos não tinha com quem contar.

‒ Mas se é alguém de dentro porque nos atacar desse jeito e por quê? – especulava Rossi após dar um gole em seu chá – Será que alguém de dentro se arriscaria a copiar casos, fazendo vítimas inocentes só para nos prejudicar?

‒ Ele citou a gente como uma “família” no bilhete. – disse Reid.

‒ Para ter citado isso é alguém que conhece bem a equipe.

‒ A Strauss já chegou a reclamar algumas vezes que nós nos achamos uma família ao invés de uma equipe do FBI. – afirmou Hotch.

‒ A senhora Strauss infelizmente reclama de tudo. – respondeu JJ.

‒ Faz de tudo para nos prejudicar. – concordou Blake.

‒ Vocês acham que a Strauss está envolvida? – indagou Agatha curiosa.

‒ Eu não quis dizer isso... – explicou Hotch – Provavelmente ela fala isso para muitos agentes e funcionários dali do departamento, portanto, se o suspeito for alguém de dentro com certeza já ouviu mencionar nós como uma “família”.

‒ É até aceitável essa teoria do Morgan que seja alguém do sistema, mas a dúvida de Rossi faz sentido: Será que alguém de dentro se arriscaria a tanto assim? – questionou-se Agatha assoprando o vapor de seu chá.

‒ E qual seria o motivo para isso tudo? – perguntou Gideon – O suspeito quer ferir até quem está de fora como no caso de Elle e provavelmente eu também.

‒ E se for alguém de fora que conseguiu detalhes dos casos? – perguntou Blake.

‒ E como ele teria feito isso? – indagou Morgan.

‒ Elle faz quanto tempo da primeira vez em que você foi atacada? – perguntou Reid.

‒ Eu tinha lá os meus quinze anos... Faz um pouco mais de vinte anos.

‒ Como alguém de fora ficaria sabendo dos detalhes disso? – questionou JJ.

‒ É mais provável que seja alguém de dentro. – afirmou Morgan.

‒ Então eu devo pesquisar no sistema todos os casos que a equipe já trabalhou? – indagou Garcia.

‒ Se for alguém de dentro isso não irá ajudar muito. – respondeu Rossi – Porque é provável que só tenha copiados casos só para nos provocar.

‒ E nos matar, porque eu quase morri hoje. – disse Blake terminando seu chá.

‒ Então está bem vamos a essa teoria que seja alguém de dentro... – começou Prentiss – Então em quem devemos suspeitar?

‒ Confesso que por um lado é bem estranho à senhora Strauss afastar a equipe do caso. – disse Agatha e todos a encararam.

‒ Agatha o que está dizendo? – interrogou Hotch ao encara-la nos olhos.

‒ Oras Hotch pense junto comigo: tudo bem que a Strauss tem digamos uma “bronca” da equipe seja lá o motivo, mas ela afastou a equipe do caso e nem sequer perguntou como estavam todos? Ela sabe que Blake quase morreu com uma bomba que Elle foi agredida e abusada, mas não procurou saber? Nem por profissionalismo ela ofereceu ajuda e proteção?

‒ Sou obrigada a concordar com você. – disse Blake.

‒ Eu também concordo. – respondeu Elle – Eu não faço mais parte, Gideon também não, mas ela não procurou saber quem está querendo prejudicar uma equipe do FBI?

‒ Strauss sempre foi fria. – respondeu Hotch – Ela sempre teve a intenção de prejudicar a equipe, mas ela tenta usar o sistema contra nós como já tentou algumas vezes.

‒ Vamos pensar outra teoria... – começou Rossi – Além de Elle e Jason quem mais já trabalhou nessa equipe?

‒ Ninguém. – respondeu Hotch – No começo eram Gideon e eu, depois veio Morgan, Garcia como analista do departamento, depois Reid, JJ e Elle.

‒ Quem me substituiu? – especulou Elle.

‒ Eu. – respondeu Prentiss.

‒ Quando Emily foi admitida um ano depois eu pedi demissão. – afirmou Gideon.

‒ E eu entrei para a equipe. – respondeu Rossi.

‒ Alguns meses depois de Rossi substituir Gideon, Blake foi admitida a nossa equipe. — disse Reid.

‒ E Agatha foi à última há entrar esse ano. – finalizou Hotch.

‒ Alguém já tentou entrar para essa equipe? – perguntou Gideon.

‒ Houve alguns agentes, mas nada assim especial que se possa lembrar eu acho. – respondeu JJ.

‒ Gideon se lembra daquele agente que queria seu lugar de chefe ou o de Hotch? – perguntou Reid.

‒ De quem você está falando garoto? – interpelou Morgan.

‒ Eu já sei de quem ele fala... – respondeu Rossi – de John Curtis, quando eu estava afastado eu me recordo dos boatos que ouvi dele querendo a todo custo entrar para a UAC, mas queria ser chefe no lugar de Gideon ou Hotch. – Agatha que estava terminando seu chá ficou em choque e deixou cair sua xícara no chão e o barulho dela se quebrando chamou a atenção de todos.

‒ Agatha está tudo bem? – perguntou JJ preocupada ao notar o olhar assustado que Agatha tinha.

‒ Meu Deus! – exclamou Agatha se levantando do sofá – Eu deixei cair à xícara... Desculpa senhor eu não tive a intenção!

‒ Não se preocupe garota, é apenas uma xícara. – respondeu Gideon aceitando as desculpas.

‒ O que foi Agatha? – insistiu Hotch – O que aconteceu?

‒ Não me aconteceu nada... – respondeu ela toda atrapalhada ao agachar-se para pegar os pedaços da xícara que se espatifou – Com licença... – Agatha se retirou da sala da cabana e foi até a cozinha.

‒ Agatha! – exclamou Hotch que no impulso se levantou e a seguiu.

‒ O que aconteceu aqui? – perguntou Morgan.

‒ Ela pareceu se assustar com alguma coisa. – respondeu Garcia um pouco confusa.

‒ Talvez ela não esteja conseguindo encarar a situação. – disse Blake.

‒ Como assim? – indagou Elle.

‒ Agatha foi vítima de dois psicopatas que a equipe perseguia talvez o fato de encarar que tem alguém querendo nos prejudicar esteja a incomodando. – explicou JJ.

‒ Coitada! – exclamou Elle – Não é bom ver como ela está?

‒ Deixa que o Hotch já se encarregou disso. – respondeu Rossi.

Hotch entrou na cozinha e encontrou Agatha encostada a pia com a cabeça baixa, ele notou que suas pernas tremiam e que ela se encontrava muito aflita e a questionou:

‒ O que aconteceu Agatha?

‒ Como? – perguntou ela assustada.

‒ O que aconteceu para você ficar nervosa?

‒ Fiquei sem graça ao ver que deixei a xícara cair, fiquei com vergonha. – respondeu ela desviando o olhar.

‒ Parece que você ficou nervosa ao ouvir o nome “John Curtis” não acha?

‒ Do... Do... Do que... Que... Do que está falando? – gaguejou ela ao perguntar.

‒ O nome “John Curtis” lhe incomoda? – insistiu Hotch no questionamento.

‒ Hotch faça-me o favor! – esbravejou ela virando o rosto para o lado.

‒ Com certeza você está incomodada com isso não é mesmo?

‒ Claro que não! – exclamou ela se afastando da pia – Eu apenas fiquei sem graça de ter quebrado a xícara.

‒ Você está mentindo! – disse Hotch convicto.

‒ Está me chamando de mentirosa?

‒ Não... Disse que você está mentindo quero dizer que está me escondendo algo... O que tem o nome “John Curtis”?

‒ Eu vou te pedir para não me perguntar isso, por favor! – implorou Agatha.

‒ Eu não posso aceitar que me esconde algo. – Hotch a encarava seriamente nos olhos.

‒ Hotch eu... – antes que terminasse de falar um estrondo vindo da janela a interrompeu, Hotch rapidamente sacou sua arma apontando para o vidro quebrado da janela enquanto Agatha no impulso se jogou no chão.

Os demais vieram correndo, Morgan, Prentiss e JJ já vieram com as armas apontadas, Hotch ficou sem entender por alguns segundos o que aconteceu, mas logo percebeu a situação ao notar o vidro da janela que havia se quebrado, um relógio de parede que havia na cozinha se encontrava espatifado no chão.

‒ Isso foi um tiro! – exclamou Morgan.

‒ Agatha! – berrou Hotch se aproximando dela jogada ao chão – Você se feriu?

‒ Não... – respondeu ela com lágrimas nos olhos – E você?

‒ Não meu amor... Eu estou bem. – ele a ajudou a se levantar e se esquecendo dos outros ali por alguns instantes a abraçou com toda força e com todo carinho.

Notas finais
Espero que possam gostar, até a próxima! =)