Um Caso Não Registrado - 1ª Temporada
43 Capítulo 42 - Um Caso em Las Vegas
Notas iniciais
Todos estavam exaustos e voltaram para o hotel para descansarem, assim que amanheceu a equipe se encontrava novamente na delegacia, Garcia ligou avisando que não havia encontrado mais nada e o delegado e toda sua equipe policial não tinha mais informações de nada, ou seja, todos estavam na estaca zero.
Agatha não parava de pensar no garoto David, Blake perguntou a Hotch se era interessante eles falarem da nova teoria que tinham sobre o garoto, mas Hotch achou que de momento não porque isso seria motivo para reabrir o caso e abalar Agatha mais do que já estava.
Todos estavam na sala de reuniões da delegacia repetindo suas teorias tentando ver se achava algo não percebido antes, Reid leu e releu todos os relatórios do legista sobre as vítimas, mas não encontrou mais nada relevante só o que todos sabiam o caso do “Imitador de Sean Smith” estava completamente parado sem pistas nenhuma a única pessoa capaz de ter respostas era David Smith, mas sabiam que não conseguiriam nada do garoto ele se negava a dizer qualquer coisa.
— Eu já me cansei! – reclamou Morgan – Outros casos logo irão aparecer e não conseguimos finalizar esse!
— É a Strauss... – disse Hotch pegando o celular que tocava no bolso.
— Alguém quer apostar que ela vai dizer que temos outro caso? – sussurrou Rossi enquanto Hotch em um canto afastado falava ao celular.
— O David podia nos ajudar... – lamentou Agatha tristonha – Ele esteve com o assassino.
— Ele está muito abalado... – respondeu Prentiss – Vamos precisar dar tempo ao tempo.
— O que ela queria Aaron? – perguntou Rossi quando percebeu que Hotch finalizou a ligação.
— Disse que temos pilhas de casos nos esperando e que sabe que esse caso está sem andamento. – respondeu Hotch.
— O que faremos então? – perguntou Agatha.
— Agatha registre o caso como “em aberto” eu vou conversar com o delegado, voltaremos para Virginia hoje mesmo. – Hotch se retirou da sala.
— Corre o risco de quando formos embora o desgraçado voltar a matar! – esbravejou Morgan – Aquele recado que ele deixou escrito para David nos entregar foi diretamente a nós!
— Infelizmente esse risco precisará ser corrido. – respondeu Rossi.
Hotch conversou com o delegado que concordou em deixar o caso como “em aberto” e prometeu que se tivesse novidades os chamaria de imediato, após isso todos voltaram ao hotel ajeitaram suas coisas e embarcaram no avião de volta a Virginia, assim que chegaram Hotch ordenou que todos voltassem para casa para descansarem que no dia seguinte voltariam para analisar novos casos que tinham e todos foram para suas casas.
***
O dia seguinte chegou e a equipe logo pela manhã já estava reunida para verem qual caso pegariam JJ assim que chegou foi a sua sala ver qual era a lista de casos que tinham.
Hotch e Agatha foram os últimos a chegarem ambos com o semblante de cansaço era notável que nenhum dos dois haviam dormido bem à noite, Agatha que costumava passar uma maquiagem leve estava de cara limpa, Hotch ficou preocupado ao notar que ela não havia dormido bem e ela se preocupou com ele pelo mesmo motivo.
Todos se reuniram na sala de reuniões e JJ apresentou o novo caso que tinham:
— Muito bem... Nós vamos para Las Vegas.
— Las Vegas? – indagou Reid – Acho que irei visitar minha mãe. – Hotch encarou Reid – Digo depois que finalizarmos o caso.
— E qual é o caso? – perguntou Prentiss.
— Bom... – começou JJ apresentando o caso no telão – Catherine Stocks uma socialite foi brutalmente assassinada no seu próprio apartamento.
— Eu a conheço... – disse Agatha e todos a encararam – Digo a Francine que conhece melhor, mas eu já a vi algumas vezes.
— Pelas fotos vemos que sua garganta foi cortada. – começou Rossi.
— No próprio apartamento? – continuou Blake – Ou ela conhece o assassino ou ele achou uma forma de entrar.
— Na verdade ela o levou até lá. – respondeu JJ.
— Como assim JJ? – perguntou Morgan.
— A polícia local nos mandou esse vídeo que foi o último lugar que ela foi vista viva. – JJ colocou um vídeo para rolar.
— Ela estava em uma balada. – disse Prentiss.
— Las Vegas tem milhares de casas noturnas, cassinos... – respondeu Reid.
— Neste vídeo o nosso suspeito aparece bem aqui conversando com ela. – continuou JJ.
— Vejam o chapéu que ele usa. – disse Morgan.
— É para ajudar a esconder o rosto das câmeras. – concluiu Hotch.
— Eu imagino que rolou várias cantadas ali... – começou Prentiss – A linguagem corporal dele indica isso.
— E ela estava curtindo. – disse Blake.
— E aqui eles saem juntos do local. – finalizou JJ.
— E ele sai evitando as câmeras de segurança. – disse Rossi.
— Agatha o quanto você conheceu Catherine Stocks? – perguntou Hotch interessado.
— Eu a vi em algumas festas... Francine que conversava muito com ela. – respondeu Agatha.
— O que Francine já disse sobre ela? – perguntou Blake.
— Que era conhecida por ser esnobe, mas que na verdade era uma pessoa humilde e simpática.
— Fomos chamados para um caso assim isolado? – perguntou Prentiss a JJ.
— Não exatamente... – JJ mostrou algumas fotos no telão – Três garotas de programa foram encontradas da mesma maneira que Catherine Stocks há um ano... Vimos nas imagens que Catherine estava de joelhos com as mãos atadas antes que sua garganta fosse cortada ela levou cortes nos seios e no quadril e pelas informações iniciais do legista esses cortes foram feitos três horas do corte na garganta e isso aconteceu exatamente com essas garotas de programa.
— Aquilo são produtos de limpeza? – perguntou Agatha olhando para as fotos.
— Sim... – JJ voltou para as fotos de Catherine Stocks – O mesmo com Catherine.
— Olha a sequência que foram deixados os produtos... – começou Morgan – Nas fotos das vítimas que são as garotas de programa tem a mesma ordem.
— Isso deve significar algo para o suspeito. – disse Prentiss.
— E fomos chamados para resolver esse caso só porque Catherine Stocks foi assassinada? – questionou Agatha – Um ano atrás três garotas de programa foram assassinadas da mesma maneira, mas pelo visto a policia não deu importância!
— Agatha, por favor... – pediu Hotch – Vamos decolar daqui trinta minutos. – todos se levantaram da mesa ajeitando suas coisas.
***
Hotch e Agatha foram os primeiros a chegarem ao avião e Hotch aproveitou o momento para ter uma breve conversa:
— Agatha... – começou ele sentando-se ao lado dela – Está tudo bem?
— Está... – respondeu ela com a voz abafada e cabeça baixa.
— Você parece que não dormiu bem essa noite, estou certo?
— Eu tive pesadelos... – Agatha se rendeu a conversa – Com David Smith.
— Você não pode deixar esse garoto tomar conta da sua vida.
— Hotch ele está sozinho... Primeiro sofreu nas mãos de um pai assassino e depois é sequestrado por outro? Ele só tem dez anos. – lamentou-se Agatha segurando o choro.
— Eu entendo o porquê se apegou a ele... – Hotch observou para ver se não vinha ninguém e pegou na mão de Agatha – Mas você não pode ficar sofrendo desse jeito.
— Eu sei... Mas a imagem dele chorando desesperado gritando meu nome na delegacia não me sai da mente... Ele se apegou a mim querendo ou não.
— Perder noites de sono não vai ajuda-lo em nada.
— E o que eu faço Hotch? – Agatha o encarou nos olhos – Por favor, não diga que eu tenho que ir a mais consultas psicológicas já tenho algumas marcadas.
— Se abra mais. – respondeu Hotch.
— Como assim?
— Agatha quando quiser conversar falar o que está sentindo não tenha medo... Você não compartilhou seu medo e seu trauma com ninguém.
— Eu tive uma avaliação psicológica esses dias atrás... Disse tudo à doutora Kate!
— E para mais alguém? Sua família soube do ocorrido?
— Está louco Hotch? Não posso ligar para minha família e contar sobre os pesadelos que vivi... Mataria todos de preocupação, minha mãe iria exigir que eu largasse esse trabalho.
— Além da sua família existe alguém?
— Antes tinha Francine, mas agora pelo visto não posso confiar nela.
— Você só tem a ela nos Estados Unidos?
— Não... – Agatha abaixou a cabeça – Eu tenho você agora.
— Como? – Hotch arregalou os olhos.
— Bom, depois de algumas coisas que rolaram entre nós eu acredito que posso confiar em você... Posso?
— Claro que pode. – Hotch sorriu.
— Mas não quero falar disso mais, pelo menos não agora... Quando eu estiver preparada, está bem?
— Como queira então.
— E você Hotch?
— Eu o que? – Hotch ficou desentendido.
— Eu notei que você também não dormiu bem.
— Eu estou bem. – disfarçou Hotch.
— Hotch!
— O que?
— Você está mentindo.
— Eu estou bem.
— Pode parar de bancar o homem sério e fechado no momento? O que aconteceu?
— Você venceu... – Hotch percebeu que um podia ler a mente do outro – É o Jack.
— O que tem o Jack? – Agatha ficou preocupada.
— Está tendo pesadelos, fica perguntando pela mãe dele.
— Ele está começando a sentir falta.
— Eu já o levei a uma psicóloga infantil e vou ter que levar mais vezes, mas eu não sei... Ele sonha com tudo o que aconteceu e fala de um monstro levando a Haley embora.
— É o Foyet... Mesmo ele não entendendo. – Agatha abaixou a cabeça.
— Eu não queria falar porque você logo se lembraria do Foyet.
— Eu estou bem... – Agatha percebeu que os outros chegavam – Eu vou sentar ali. – Agatha soltou da mão de Hotch e sentou-se em uma poltrona afastada dele, os demais logo se acomodaram e o avião partiu rumo a Las Vegas.
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