Um Caso Não Registrado - 1ª Temporada
32 Capítulo 31 - Segredos
Notas iniciais
Hotch decidiu levar os arquivos do caso para o hotel para analisa-los antes de descansar um pouco, ele chegou ao hotel pegou a chave de seu quarto que era no mesmo andar que os demais. Ao chegar tomou um banho quente para relaxar e vestiu algo um pouco mais confortável que um terno.
Sentou-se na cama e passou a ler os arquivos dos casos das garotas de programa, mas nada podia ajuda-lo ali, pois não havia muita informação útil que pudesse ajuda-los a pegar o suspeito.
***
Apesar das preocupações com o caso e sobre Hotch Agatha havia conseguido dormir, pois não conseguiu mais driblar o cansaço físico e se entregou a algumas horas de sono, mas foi interrompida com o toque do seu celular:
— Quem será a essa hora? Tomara que não seja Francine! – esbravejou ela se levantando da cama para pegar seu celular que estava em cima de uma pequena mesa de madeira que havia no quarto – Alô!
— Que tom de voz é esse?— era uma voz rouca e masculina do outro lado.
— Quem é? – Agatha reconheceu a voz, mas rezou para que estivesse enganada.
— Não reconhece mais minha voz?
— Como descobriu meu número? Não precisa responder... Eu aposto que foi a vadia da Francine!
— Uau querida!— a voz soltou uma breve gargalhada – Eu nunca ouvi antes na minha vida você ofender Francine.
— Quando eu estou brava com ela eu a ofendo! O que você quer?
— Fiquei com saudades e resolvi ligar.
— O senhor por acaso não se lembra do nosso acordo?
— Infelizmente minha princesa eu me lembro, mas esse acordo está me matando.
— E porque não morreu logo? – Agatha passou a mão em seus cabelos bagunçados.
— Querida estou te desconhecendo... Você nunca foi agressiva assim.
— Por favor, não me ligue mais e finja que eu morri!
— Eu não consigo... Agatha quando disse que você era especial eu não estava mentindo.
— E quando eu quis parar eu também não estava mentindo!
— Você está namorando? Francine me disse que você podia estar de caso com seu chefe do FBI.
— Como? – Agatha sentiu vontade de gritar – Ela contou que estou no FBI?
— Não querida... Sobre você trabalhar no FBI eu já sabia desde o seu primeiro dia agora sobre o seu chefe Francine me contou!
— Como soube que comecei a trabalhar no FBI?
— Sabe aquela frase clássica da Francine em que ela diz “Gente importante conhece gente importante”? É bem isso.
— Eu posso pedir que não me ligue mais? Por favor, não me ligue mais!
— Você tem certeza que é isso o que você quer? Trabalhar no FBI para correr atrás de monstros?
— Eu acho que você já sabe.
— E o agente Hotchner?
— Como? – Agatha sentiu as pernas tremerem.
— Antes que você acuse Francine eu faço questão de dizer que eu sei quem é o agente Hotchner há tempos, só não sabia que vocês pudessem ter um caso.
— Eu vou desligar!
— Agatha espere... Eu não vou atrapalhar sua vida, sua carreira e nem seus relacionamentos... Eu apenas liguei para dizer que estou com saudade!
— Já que você já disse... Adeus! – Agatha encerra a ligação e tem vontade de jogar o celular longe, mas se controla. Ela respira fundo mantendo a calma e volta a se deitar, mas após aquela ligação o sono vai embora.
***
A luz do dia entrou pelas brechas das cortinas, Hotch foi despertado pelo toque do seu celular, ele abriu os olhos com dificuldades e pode perceber que os arquivos estavam jogados pela cama, esfregou os olhos na intenção de enxergar melhor e pegou o celular que estava ao seu lado tocando e o atendeu:
— Aqui é o agente Hotchner.
— Agente Hotchner? Eu sou o delegado Reece da polícia de Milwaukee o senhor se lembra de mim?
— Sim... – Hotch sentia-se sonolento – Do caso de Sean Smith?
— Isso mesmo.
— Em que posso ajuda-lo?
— Senhor... É uma situação estranha, mas acho que estamos lhe dando com um imitador.
— Você tem certeza disso?
— Já houve duas vítimas mulheres que foram mortas, tiveram seus corações arrancados e foram despejadas em becos abandonados.
— Isso faz quanto tempo? – Hotch endireitou-se na cama.
— Não faz muito tempo... A primeira vítima foi encontrada na terça-feira e pelo relatório do legista ela foi morta em um domingo, à segunda foi encontrada agora de manhã, mas eu aposto que ela foi morta na terça-feira.
— Se é um imitador ele está imitando os detalhes, Sean Smith ficava com as vítimas por dois dias.
— E o corpo foi encontrado agora pouco, são oito e pouco da manhã, Sean Smith se desfazia dos corpos por esse horário.
— Senhor Reece peço que envie os arquivos do caso para a agente de comunicação da equipe a agente Jareau.
— Vocês viram nos ajudar?
— Estamos em Nashville trabalhando em um caso, mas envie os arquivos e quando pudermos nós iremos nos reunir.
— Vou pedir para minha assistente da delegacia fazer isso hoje mesmo... Obrigado senhor Hotchner.
— Obrigado por comunicar. – Hotch encerra a ligação e logo pensa em Agatha, ficou preocupado de quando ela soubesse que há um imitador de Sean Smith saberia que ela ficaria abalada.
Hotch se levantou tomou um banho para despertar vestiu seu terno pegou suas coisas e saiu do quarto, quando passava a chave para tranca-lo os demais estavam no corredor também trancando as portas de seus quartos, exceto Agatha.
— Bom dia! – disse Blake esticando os braços – Dormiram bem?
— Descansei um pouco... – respondeu Morgan.
— Pessoal vocês irão tomar café aqui no hotel? – perguntou JJ.
— Alguma novidade do caso? – perguntou Prentiss.
— Não... – respondeu Hotch – Mas tenho novidades sobre outro assunto. – todos se entreolharam.
— O que foi Aaron? – perguntou Rossi.
— Alguém sabe dizer se a Agatha já acordou? – perguntou ele sério.
— Eu acho que não... – respondeu JJ.
— Vamos tomar café aqui no hotel e eu converso com vocês. – dizendo isso todos concordaram com Hotch entraram no elevador e foram juntos tomar café da manhã.
Todos fizeram seus pedidos e Hotch iniciou o assunto:
— A polícia de Milwaukee entrou em contato comigo agora pouco.
— Para que? – perguntou Blake colocando açúcar em seu café.
— O delegado me ligou dizendo que estão lhe dando com um imitador.
— Não me diga que é um imitador de Sean Smith? – indagou Reid.
— Ele mesmo... Duas vítimas foram encontradas com os corações arrancados, foram despejadas em becos abandonados.
— Isso só pode ser brincadeira! – exclamou Morgan.
— Vamos pegar o caso? – perguntou Prentiss.
— Eu pedi que os arquivos fossem enviados a JJ e que quando pudéssemos iriamos nos reunir.
— Se for um imitador vai sair fazendo vítimas até cansar. – disse Morgan.
— Eu peço uma coisa a vocês... – todos encararam Hotch – Não contem nada a Agatha.
— Porque Aaron? – questionou Rossi.
— Vocês todos sabem o que Agatha sofreu nas mãos de Sean Smith... Ela quase se tornou uma vítima dele eu acredito que ela não tenha se recuperado do trauma.
— Mas eu acho que o trauma com Foyet está mais fresco na mente dela. – Reid ao comentar isso recebeu olhares intimadores de JJ e Prentiss.
— Enfim... – continuou Hotch – Pode causar algum tipo de pânico, ela pode ficar em choque ao saber que tem um imitador de Sean Smith.
— Lembranças do que aconteceu serão despertadas. – complementou Blake.
— Mas Hotch... – começou JJ – Mas se nós trabalhamos no caso ela vai precisar saber.
— Eu vou pensar em alguma forma dela não trabalhar conosco neste caso.
— Hotch que desculpa será dada a ela? – indagou Morgan.
— Eu não sei... Talvez eu marque as avaliações psicológicas dela nos dias que formos para Milwaukee. – respondeu Hotch.
— E depois? – continuou Prentiss – Ela faz os registros dos casos, ela precisará saber.
— Até lá eu penso no que fazer, mas por enquanto ela não pode saber... Entendido? – todos concordaram com Hotch.
Agatha logo apareceu no saguão no hotel, Reid fez sinal de que ela estava por ali, Hotch manteve-se sério como sempre e fingiu tranquilidade com a presença dela, Prentiss fez sinal para que ela se ajuntasse com eles para o café da manhã, Agatha respirou fundo ao ver Hotch, mas como ele fingiu tranquilidade.
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