Um Caso Não Registrado - 1ª Temporada

18 Capítulo 17 - Identidade Revelada


Notas iniciais
Capítulo 17 para vocês... Obrigada pelos acompanhamentos e comentários!

Agatha pagou o motorista de táxi e entrou em casa, ao entrar viu Francine jogada no sofá assistindo TV.

— Que milagre é esse que hoje está em casa? – perguntou Agatha.

— O “senhor sabe quem” precisou fazer uma viagem particular e me deu alguns dias. – respondeu Francine – E você já voltou? Achei que tivesse viajado para algum caso.

— Não... O caso é por aqui mesmo, eu voltei para pegar uma muda de roupa e algumas coisas, pois pelo visto passarei a noite lá fazendo registros.

— Que caso é agora?

— Não posso ficar dando detalhes... – Agatha colocou sua bolsa em um canto do sofá.

— Quanto mistério! Acha que eu possa ficar espalhando isso para os outros?

— Outra hora eu conto.

— Eu vou tomar um banho... – Francine desliga a TV.

— Eu vou ao meu quarto pegar algumas coisas... – Agatha e Francine sobem juntas para seus quartos.

Enquanto Francine tomava banho, Agatha pegava algumas roupas e separava, ela pegou alguns livros de psicologia que falavam de psicopatas ela achou que aquilo pudesse ajudar em algo na investigação. Quando terminou de arrumar suas coisas Francine entra em seu quarto para puxar assunto:

— E como vão as coisas entre Hotch e você?

— Vão normais... – Agatha mordeu os lábios.

— Não rolou mais olhares e nem nada?

— Não Francine... Eu talvez tenha entendido mal os olhares dele, agora eu não ligo mais.

— Um homem gato daquele você não está nem aí mesmo?

— Não! – exclamou Agatha irritada – Por quê?

— Por nada... – Francine abaixou a cabeça.

— Não me diga que está interessada nele? Eu já devia ter imaginado isso!

— Eu não disse nada. – Francine levanta a cabeça e encara Agatha.

— Nem precisa dizer...

— E se eu estiver? Vai ficar com ciúmes?

— Francine escuta aqui... – Agatha parou de falar, pois sentiu algo estranho.

— O que foi? – perguntou Francine.

— Fala baixo... – respondeu Agatha em surdina.

— Por quê? – Francine abafou a voz.

— Ouviu isso? – elas ouviram passos.

— Meu Deus eu ouvi... – Francine ficou assustada.

— O alarme não estava ativado não é?

— Não... Eu ia ativar quando fosse deitar. – respondeu Francine mordendo os lábios com medo.

— Francine... – Agatha mexeu em uma de suas gavetas da cômoda – Cadê seu celular?

— No meu quarto...

— Que merda o meu está na bolsa lá no sofá... – Agatha retira uma arma do fundo da gaveta.

— Desde quando você tem isso? – Francine arregalou os olhos.

— Desde quando eu trabalhei para o “senhor sabe quem”... Francine me escuta... Fica aqui dentro do meu quarto.

— O que você vai fazer?

— Não sai daqui... Se esconda no closet ou debaixo da cama, mas não faz barulho...

— Agatha eu tô com medo.

— Fica aqui... Alguém entrou na casa e eu vou verificar. – antes que Francine falasse mais alguma coisa, Agatha saiu com a arma apontada.

Ela caminhou lentamente pelo corredor, olhou os quartos de hospedes e viu que não tinha ninguém, sorrateiramente ela desceu as escadas, as únicas luzes acesas da casa era a de seu quarto onde Francine ficou aguardando e a da cozinha. Agatha chegou à sala de estar apontando a arma para todos os lados ela tinha a respiração ofegante, seu coração batia acelerado ficou imaginado ter um bandido lá dentro.

Viu que na sala não tinha ninguém, ela caminhou lentamente até a cozinha sem abaixar a arma, quando chegou apontou para todos os lados, mas não achou nada e nem ninguém, abaixou a arma respirando aliviada achando que fosse paranoia de sua cabeça até ouvir a voz de Francine gritar:

— AGATHA SOCORRO! – e um barulho de tiro.

— FRANCINE?- berrou Agatha que subiu as escadas correndo com a arma na mão, quando chegou ao seu quarto viu o corpo de Francine caído no chão ela havia levado um tiro no estômago, quando Agatha foi se aproximar sentiu que alguém saiu de trás da porta e pulou para cima dela a derrubando no chão, sua arma foi jogada para longe.

Tentou entrar em uma luta corporal com sujeito mascarado que usava luvas negras, mas sentiu a pontada de uma faca em seu ombro direito, ela soltou um gemido de dor, mas no desespero e no calor do momento ela conseguiu chutar no meio das pernas do homem que a atacava que ele caiu para trás soltando um palavrão. Agatha levantou-se cambaleando de dor com seu ombro sangrando conseguiu alcançar a arma e quando o homem mascarado se levantava para ataca-la ela apertou o gatilho da arma e atirou uma bala na perna do suspeito que caiu de volta, mas que foi ágil e do chão ele sacou uma arma e atirou no braço esquerdo de Agatha a fazendo cair no chão.

O homem mascarado se levantou com a perna sangrando para se aproximar de Agatha quando ele ia atirar nela ele ouviu um barulho de uma porta sendo arrombada e alguém gritando “FBI” então com a perna machucada abriu a janela do quarto e fugiu.

Hotch, Rossi e Reid entraram de coletes a prova de balas com suas armas apontadas, Rossi foi checar a cozinha enquanto Hotch e Reid checaram a sala, mas não acharam nada.

Então Hotch subiu as escadas que dava acesso ao corredor dos quartos, ele viu a luz de um quarto acesa e ao se aproximar viu Francine caída em um canto sangrando no estômago e Agatha do outro lado sangrando no ombro direito e no braço esquerdo.

— Agatha! – gritou ele desesperado se aproximando – Rossi, Reid aqui!

— Hotch... – disse Agatha – Hotch... Como você sabia?

— Eu explico depois... – responde ele aflito.

— Hotch... A Francine... Ela está viva? – Hotch checou se Francine tinha pulso e confirmou que ela estava viva.

Reid e Rossi chegaram ao quarto, Reid então pegou sua escuta e chamou os paramédicos.

— O desgraçado não está aqui! – disse Rossi indo acudir Francine enquanto Hotch ficou com Agatha.

— Hotch... – disse Agatha com a voz abafada – Aquele rastro de sangue na janela...

— O que tem? – perguntou Hotch aflito.

— É dele... Eu atirei nele... – Hotch então reparou que ao lado de Agatha havia uma arma ele ficou intrigado pelo fato dela possuir uma, mas estava mais preocupado com ela e seus ferimentos, logo os paramédicos apareceram e a socorreram.

***

O estado de Agatha não era grave, na verdade a bala que atingiu seu braço passou de raspão a mesma foi encontrada pela pericia depois em um canto da parede do seu quarto, a facada que levou no ombro não foi tão profunda já Francine teve que passar por uma cirurgia para retirar a bala do estômago, a situação dela era um pouco complicada.

Hotch exigiu que a pericia analisa-se o mais rápido possível o sangue que o suspeito deixou na janela ao fugir.

Agatha recebeu curativos, mas teve que passar a noite no hospital enquanto Francine estava sendo operada, Hotch ficou lhe fazendo um pouco de companhia antes de voltar para o departamento e continuar a investigação, ele aproveitou e questionou como tudo aconteceu:

— Agatha... – disse ele sentado à beirada da cama onde Agatha estava deitada – Você pode explicar como foi que aconteceu?

— Claro... – respondeu ela se ajeitando para ficar sentada – Eu cheguei em casa, Francine estava assistindo TV trocamos algumas palavras então eu disse que ia pegar algumas coisas e ela decidiu tomar banho e subimos juntas, cada uma foi para seu quarto...

— Vocês perceberam algo estranho? – Hotch segurava a mão dela.

— Eu percebi quando Francine veio até meu quarto conversar comigo, a gente se falava até que eu ouvi passos.

— E então?

— Ficamos caladas para tentar ouvir mais alguma coisa então ouvimos passos novamente, pedi que Francine ficasse no quarto estávamos sem nossos celulares para chamar a polícia... Eu peguei a arma e fui checar nos outros lugares, desci até a sala, mas não vi nada fui até a cozinha, mas não havia ninguém... Então ouvi Francine me chamar por socorro e corri de volta para o quarto...

— Agatha, aquela arma é sua? – Agatha desviou o olhar quando ele perguntou sobre a arma – Agatha me responda!

— É minha sim...

— Ela é registrada em seu nome?

— É...

— Desde quando você tem uma arma? – Hotch insistia no assunto.

— Algum tempo...

— Como você conseguiu comprar uma arma?

— Isso é importante agora? Quantas pessoas tem armas registradas em seu nome por aí? – Agatha não gostou da especulação de Hotch.

— Desculpe... – ele sentiu o incomodo de Agatha, mas preferiu não insistir mais – Continue a contar.

— Quando cheguei no quarto... – ela continuou – A Francine estava caída no chão depois só senti o infeliz pulando em cima de mim, acho que estava atrás da porta aquele maldito!

— E você conseguiu atirar?

­- Eu levei uma facada no ombro... – ela coloca uma mão no ombro com o curativo – Mas sei lá como ocorreu eu consegui chuta-lo para longe... Digo chutei no meio das pernas dele peguei a arma e atirei como meu ombro doía pela facada não mirei muito bem.

— Mas acertou a perna dele.

— Eu lembro de que ele caiu, mas depois eu senti algo no meu braço esquerdo então percebi que ele atirou... Depois eu ouvi sua voz gritando “FBI” e ele com a perna machucada saiu pela janela.

— Eu exigi a urgência da analise do sangue dele... Espero que dê algum resultado.

— Eu também... Hotch e a Francine?

— Está em cirurgia.

— Ela ficará bem?

— Eu não sei bem, acredito que sim.

— Hotch... A Francine é minha amiga, ela me ajudou muito nessa vida... Não posso perdê-la. – Agatha começou a chorar.

— Não chora... – Hotch enxugou suas lágrimas – Tenha esperança... Vai ficar tudo bem.

— Vou pensar positivo.

— Eu preciso voltar ao departamento agora... Amanhã você terá alta e já está decidido você vai para um hotel, você vai ficar em segurança assim como vamos fazer com os clientes do senhor Foyet.

— E ele? Será que o Ceifador o encontrou?

— Estamos procurando... Garcia está tentando rastreá-lo.

— Entendi... Então você já vai?

— Já... – Hotch olhou para a porta para verificar que não vinha ninguém e quando teve certeza deu um beijo em Agatha.

— Não vejo a hora de me ajuntar a vocês. – disse ela sorrindo.

— Só depois que a gente pegar esse infeliz. – respondeu ele se levantando.

— O que? Eu não quero ficar de licença médica outra vez!

— Não é só por isso, é porque você agora é uma vítima e Francine vai precisar de você.

— Vou aceitar esses dias pela Francine, porque eu não quero ficar longe de vocês inclusive de você Hotch... Já me salvou duas vezes! Tem pessoa mais segura que você?

— Imagina... – ele sorriu sem jeito e deu um selinho nela – Eu preciso ir.

— Tchau...

— Amanhã alguém vem te buscar.

— Quem? – indagou ela curiosa.

— Ainda não sei.

— Podia ser alguém chamado Aaron Hotchner... – ela sorriu.

— Eu vou ver sobre isso. – ele saiu do quarto se despedindo.

***

O dia amanheceu Hotch passou a noite no departamento assim como os outros que ficaram para especular mais o caso do Ceifador, Garcia conseguiu ter acesso à lista de clientes que Foyet fez serviços de instalações e também acesso aos funcionários da empresa de segurança que trabalhavam com ele, mas ela descobriu também que Foyet havia desaparecido, ele havia pedido demissão do emprego, não se encontrava em seu endereço residencial e todos deduziram que ele havia fugido com medo do Ceifador o encontra-lo.

Quando amanheceu Blake, Reid e JJ foram interrogar os funcionários da empresa já que todos eram vistos como suspeitos, mas descobriram que todos estavam limpos e Garcia conseguiu acessos que provavam que todos tinha um álibi. Rossi e Prentiss interrogaram os clientes que Foyet havia atendido e todos disseram não notar nada estranho, mas todos os clientes haviam recebido um cartão de visitas de Foyet dos seus serviços extras era a única coisa em comum entre as vítimas.

Quando chegou o meio da tarde todos se reuniram na sala de reuniões para discutir suas teorias, enquanto levantavam especulações Garcia recebeu um email informando sobre a analise do sangue coletado na casa de Agatha e todos ficaram curiosos:

— O email do laboratório chegou... – disse Garcia acessando o email.

— Diga que teve algum resultado! – disse Prentiss enlaçando os dedos sobre a mesa.

— Sim teve resultado. – respondeu ela.

— E qual foi Garcia? – perguntou Hotch.

— O resultado é... – Garcia arregalou os olhos e tirou seus óculos da armação azul não querendo acreditar no que lia no email.

— O que foi mama? – perguntou Morgan.

— Fala Garcia! – pediu Rossi.

— Pessoal... A analise do sangue... – Garcia não conseguiu falar.

— O que foi Garcia? – perguntou Reid que estava ao seu lado puxando o notebook para que pudesse ver também e arregala os olhos espantado.

— O que deu no resultado garoto? – insistiu Morgan já apreensivo.

— O sangue encontrado na janela da casa de Agatha é compatível com o DNA... De George Foyet!

— Como é? – Blake quase cai da cadeira indignada – Ele não é uma vítima?

— Eu não posso acreditar... – disse JJ.

— Mas foi isso que deu no resultado... – disse Garcia colocando seus óculos e puxando o notebook para si.

— Fomos enganados esse tempo todo! – Morgan esmurrou a mesa.

— Ele fingiu todo esse tempo ser uma vítima... – disse Hotch assustado com a situação – Ele nos enganou todo esse tempo... Ele é o Ceifador. – todos se entreolharam admirados não querendo acreditar, mas o resultado era aquele: Foyet era o Ceifador.

Notas finais
E finalmente descobriram que Foyet é o assassino...