Um Caso Não Registrado - 1ª Temporada

16 Capítulo 15 - O Maldito Retorno.


Notas iniciais
Capítulo 15 pronto para vocês! Quero agradecer a todos os comentários e os toque que eu recebi muito obrigada de coração! Como vocês sabem a equipe está no caso do Ceifador e já imaginam que coisas boas não vão acontecer...

Agatha foi acompanhar Morgan e Prentiss interrogarem e oferecerem proteção a George Foyet, Morgan foi dirigindo enquanto Prentiss sentou-se ao seu lado e Agatha ficou no banco de trás, eles iam discutindo o caso:

— Eu imagino o choque que esse homem vai receber... – foi dizendo Prentiss – Imagine a reação dele ao saber que o Ceifador pode atacar novamente?

— O detetive Shaunessy não devia ter aceitado esse acordo... Eles podiam ter pegado o Ceifador e dado logo um fim nisso. – disse Morgan.

— Esse assassino é um abusado... – concluiu Agatha – Ele deve achar que tem o controle de tudo!

— Falou tudo Agatha... – concordou Morgan – Ele acha que tem o controle.

— Provável que ele queira fazer uma nova proposta. – disse Prentiss.

— Será? – questionou Agatha.

— Não duvido.

— Estamos chegando aonde Foyet trabalha. – disse Morgan.

— Morgan tem algum problema de eu gravar a conversa de vocês com Foyet? – perguntou Agatha – É melhor do que eu ficar escrevendo.

— Não tem problema, mas não mostre a ele que está gravando talvez ele se irrite.

— Entendido. – eles chegaram ao local de trabalho de Foyet, Morgan estacionou o carro em frente ao local.

Desceram do carro e entraram na empresa, Morgan falou com a recepcionista do lugar:

— Bom dia... Eu sou o agente Morgan do FBI... – ele mostrou a credencial – Essas são a agente Prentiss e a agente Silva.

— FBI? O que vocês querem?

— Falar com um dos seus funcionários George Foyet. – respondeu Prentiss.

— Um momento... – a recepcionista acessa seu computador – Ele bateu o cartão agora pouco dando entrada na empresa, ele deve estar no vestiário.

— Pode contata-lo? – perguntou Prentiss.

— Um momento... – a recepcionista pegou o telefone e fez uma chamada – Ele aparece em breve.

— Obrigado. – disse Morgan.

Eles esperaram uns vinte minutos na recepção até que Foyet apareceu:

— Olha é ele! – disse Agatha que colocou seu celular para gravar e o guardou no bolso de sua jaqueta.

— George Foyet? – perguntou Morgan quando ele se aproximou.

— Sim, pois não?

— Eu sou o agente Morgan — ele mostra sua credencial – Essas são as agentes Prentiss e Silva do FBI.

— FBI? O que está havendo?

— Senhor Foyet... – começou Prentiss – Viemos conversar com o senhor sobre o caso do Ceifador de Boston.

— Porque vocês vieram me fazer reviver esse pesadelo? Eu não quero falar sobre isso! – exclamou Foyet se mostrando incomodado.

— Senhor Foyet eu sei que não quer reviver isso, mas viemos lhe oferecer ajuda. – disse Morgan.

— Ajuda? Eu não entendo...

— Senhor Foyet temos pistas de que o Ceifador vai voltar a atacar novamente. – disse Prentiss.

— Como assim? Não acredito! Mas eu moro em Virginia... Ele atacava em Boston.

— Mas temos provas de que ele pode atacar por aqui...

— Como assim? Que provas? Ele já tentou matar alguém? – Foyet se mostra preocupado.

— Senhor eu preciso que mantenha a calma. – disse Morgan – Precisamos que conte o que aconteceu na noite em que foi atacado.

— De novo? Eu já contei isso várias vezes na minha vida... Um agente na época me fez fechar os olhos e ficar lembrando o pesadelo que eu vivi!

— Talvez o senhor possa lembrar-se de algum detalhe que antes não lembrava. – disse Prentiss.

— Eu não consigo, eu não me lembro de mais nada... Era de noite, eu levava minha namorada para casa... O nosso carro enguiçou na estrada... Então ele... Ele apareceu e atirou na minha amada... – Foyet começa a chorar – Por favor, não me façam reviver isso!

— Senhor Foyet... A gente está aqui para ajuda-lo – disse Prentiss.

— Vocês acham que ele pode vir atrás de mim?

— Pode ser que não, mas pode ser que sim... – disse Morgan – Não podemos arriscar, podemos te oferecer proteção.

— Eu vou ter que reviver esse pesadelo de novo? Passei anos em depressão, mudei-me para cá fui me reerguendo consegui um novo emprego... Não posso viver isso de novo!

— Senhor Foyet eu sei que é doloroso, mas vamos precisar da sua ajuda e o senhor da nossa. – insistiu Morgan.

— Eu não tenho como ajudar vocês.

— O senhor por acaso já se sentiu seguido ou vigiado? – perguntou Prentiss.

— Não... Eu acho que não... Não espere!

— O que foi? – perguntou Morgan.

— Deus do céu! Uma vez eu voltava do trabalho e tive a sensação de alguém atrás de mim.

— Quando foi isso? – indagou Prentiss.

— Uns dias atrás...

— O senhor chegou a ver quem era? – perguntou Prentiss.

— Não... Era de noite... Eu olhei para trás e vi um homem, mas ele usava um chapéu e estava muito escuro, eu apressei os passos e sentia que ele também os apressava então entrei em um bar para despistar... Pensei que pudesse ser um bandido.

— O homem entrou no bar?

— Não, eu acho que não... Eu fiquei um bom tempo esperando depois eu sai e fui correndo para casa.

— E na sua casa já ouviu algo estranho? – perguntou Morgan.

— Na minha casa... Não eu não percebi nada de estranho.

— O senhor mora sozinho?

— Sim.

— Senhor Foyet podemos te oferecer proteção. – disse Prentiss.

— Eu vou ter que viver como um prisioneiro? Eu não vou viver esse pesadelo!

— Senhor Foyet é para seu próprio bem. – insistiu ela.

— Eu já disse, eu não quero! Vocês podem estar enganados! Faz tempo que esse maldito não mata ninguém! Como vocês souberam que ele poderá matar novamente?

— Isso são informações sigilosas. – respondeu Morgan.

— Eu não acredito em vocês!

— Senhor Foyet... – disse Agatha tocando o ombro de Foyet – O senhor lembra-se de mim?

— Não... – ele encarou Agatha com ar de dúvida.

— O senhor foi semana passada na minha casa... Fazer uma instalação lembra? O senhor me deu um cartão do seus serviços extras.

— Eu acho que estou lembrando... Sim eu me lembrei!

— Eu me chamo Agatha... Peço que ouça a esses dois, eles só estão oferecendo ajuda, o senhor terá proteção até pegarem esse criminoso.

— Mas como seria essa proteção?

— Podemos colocar uma patrulha policial em frente a sua casa e seu trabalho. – disse Prentiss.

— Um policial pode acompanha-lo de casa ao trabalho e vice versa. – continuou Morgan.

— Eu preciso pensar.

— Senhor Foyet não podemos perder tempo!

— Por favor! – exclamou ele.

— Está bem... – Prentiss pegou um cartão do bolso – Qualquer coisa ligue para a gente... Aqui tem o telefone do nosso departamento.

— Está bem... – ele pegou o cartão – Com licença, eu preciso ir trabalhar tenho algumas instalações a fazer.

— Está bem, mas não se esqueça: qualquer coisa ligue! – frisou Morgan.

— Agatha? – perguntou Foyet a ela.

— Isso mesmo.

— Desculpe não ter te reconhecido logo é que esse assunto me deixou confuso.

— Tudo bem senhor.

— Eu não demoro de reconhecer alguém... Inclusive quando é tão bonita.

— Obrigada senhor... – respondeu Agatha sem graça.

— Obrigado pelo seu tempo senhor Foyet. – disse Morgan lhe estendendo a mão.

— Tudo bem... – Foyet cumprimenta Morgan e depois sai de perto deles voltando para seu trabalho.

Os três voltam para o carro e vão embora dali.

***

Hotch e Rossi haviam ido à casa da esposa do detetive Shaunessy interroga-la, mas ela não soube dar muitas informações, ela apenas disse que algumas vezes viu alguma sombra na janela de sua casa, que ouviu alguns passos no quintal, mas não tinha mais detalhes de nada.

Quando eles voltaram para a UAC, Morgan, Prentiss e Agatha haviam chegado junto com eles e se encontraram no elevador, Hotch questionou como foi à conversa com Foyet e Morgan lhe contou:

— Hotch ele não soube dar muita informação, disse que já contou tudo antes e que não lembra nada de diferente... Mencionou que teve a sensação de ser seguido por alguém, mas nada de detalhes.

— Oferecemos proteção a ele, mas se recusou... – continuou Prentiss – Depois ele disse que ia pensar.

— Mas ele corre risco desta maneira! – exclamou Rossi quando saiam do elevador e iam para a sala de reuniões.

— Se eu soubesse que o assassino que tentou me matar estivesse à solta eu ia querer proteção 24 horas por dia. – disse Agatha.

— O trauma faz algumas pessoas negarem apoio. – disse Hotch a ela.

— Tomara que ele mude de ideia. – eles entraram na sala de reuniões e se juntaram a JJ, Blake e Reid que terminavam de ler os arquivos do caso do Ceifador. Hotch questionou se eles perceberam algo novo, mas não foi à resposta.

Então todos se sentaram e discutiram o caso, analisaram cada ato do Ceifador em cada crime, discutiram todos os detalhes possíveis e levantaram infinitas teorias, passaram horas e horas discutindo, Agatha foi registrando tudo o que eles falavam do caso. Depois de um tempo todos estavam cansados e irritados por não ter nenhuma pista, Reid pegou a carta escrita pelo Ceifador ao detetive e começou analisa-la tentando achar alguma resposta.

O resto do dia passou tão rápido que quando perceberam a noite já se iniciava então resolveram descansar um pouco:

— A gente podia comer alguma coisa. – disse JJ.

— Eu acho uma ótima ideia. – disse Blake.

— Eu também. – concordou Prentiss.

— Com licença... – disse Garcia entrando na sala com um olhar assustado.

— O que aconteceu baby girl? – perguntou Morgan notando algo estranho.

— Senhor... – disse ela a Hotch – Temos informações sobre uma vítima.

— Do Ceifador? – perguntou Hotch.

— Sim... A polícia aguarda o senhor no local do crime eu já enviei o endereço para o celular de todos. – todos checaram seus celulares.

— Rossi e Reid vocês vem comigo... – disse Hotch ao se levantar.

— O detetive faleceu ontem e ele já atacou? – perguntou Agatha perplexa.

— Pois é o Ceifador retorna... Ele não quer perder tempo! – disse Prentiss.

— E a gente não pode perder o nosso! – disse Hotch saindo da sala com Rossi e Reid.

Notas finais
O Ceifador retorna... Que tenso!