Um Caso Não Registrado - 1ª Temporada

4 Capítulo 03 - Uma Noite no Escritório.


Quando todos voltaram a UAC, Agatha precisou pegar os relatos dos agentes que faltava para seu primeiro registro dos movimentos da equipe em um caso, Garcia ficou meio relutante em querer falar sobre o que fez durante o caso, mas JJ a convenceu que seria melhor ela colaborar para que não tivessem problemas futuros com a supervisora Strauss. Blake, Prentiss e Spencer já tinham falado com Agatha antes então eles foram para casa, quando Rossi, JJ e Garcia terminaram de relatar o que fizeram durante o caso logo foram embora, faltavam os relatos de Morgan e Hotch.

Agatha ficou com receio de dizer a Morgan que precisava do relato dele pelo que aconteceu no carro mais cedo, Morgan aproveitou que ela não lhe pediu nada então pegou suas coisas e foi embora, já era tarde da noite Hotch continuou em seu escritório verificando alguns documentos, então Agatha aproveitou para pedir o relato dele.

Agatha foi até o escritório e bateu na porta:

— Pode entrar. – respondeu Hotch.

— Com licença senhor. – disse ela entrando e encostando a porta.

— Já sei... Falta meu relato do caso não é?

— Sim... Se caso o senhor estiver ocupado posso voltar depois.

— Não... – Hotch sabia que não tinha o que fazer tinha que permitir que ela fizesse seu trabalho – Sente-se e vamos logo acabar com isso.

— Ok... – ela sentou-se com seu caderno nas mãos e passou a anotar tudo o que Hotch disse que fez durante o caso, ele ficou impressionado em como ela escrevia rápido.

Quando terminou Agatha se levantou desejando boa noite e saiu da sala, Hotch voltou sua atenção ao que fazia antes. Agatha foi até seu armário pegar o que precisava para voltar para casa logo em seguida foi para o elevador.

Quando ela desceu do elevador e passou as catracas para sair do prédio viu que uma tempestade havia começado a cair, ela abriu a bolsa procurando pelo cartão do taxista que havia a levado pela manhã, não achava de jeito nenhum então se lembrou de que pode tê-lo deixado em seu armário, ela atravessou as catracas de volta apertou o botão do elevador e voltou para o andar da UAC.

Quando chegou ao andar, ela saiu do elevador e notou que as luzes do escritório de Hotchner continuavam acesas, ela foi até o armário procurar pelo cartão, passou um bom tempo procurando até acha-lo. Ela finalmente acha o cartão e disca o número que infelizmente da caixa postal, ela tenta ligar cinco vezes, mas não consegue falar com ninguém.

Agatha se sentia cansada demais não via a hora de chegar em casa e relaxar, ela então passou a procurar por algum número de táxi na internet, mas quando procurava a bateria do celular zerou.

— Eu não acredito! – esbravejou ela que passou a procurar pelo carregador no armário.

Quando achou o carregador decidiu carrega-lo na sala de reuniões da UAC, foi até a sala e colocou o celular para carregar por alguns minutos, Agatha sentiu vontade de tomar uma xicara de café, ela saiu da sala de reuniões e notou que as luzes do escritório de Hotchner continuavam acesas.

Ela então pensou e foi até a sala dele novamente:

— Pode entrar... – respondeu ele que ainda estava sentado à mesa lendo alguns documentos e fazendo anotações.

— Com licença... – disse ela sem graça ao entrar.

— Você ainda por aqui? – Hotchner não queria acreditar que ela não tinha ido embora.

— Perdão pelo incomodo... É que está chovendo lá fora, meu celular desligou então o coloquei para carregar um pouco lá na sala de reunião...

— Está chovendo? – Hotchner levantou da cadeira e foi observar o tempo pela janela – Eu nem percebi que começou a chover.

— É... Eu queria saber se o senhor permite que eu use um telefone daqui para chamar um táxi?

— Claro...

— Com licença. – ela ia saindo da sala.

— Silva?

— Pois não senhor?

— Pode usar o meu aqui do escritório mesmo.

— Ok... Obrigada. – Agatha ainda se sentia uma estranha no ninho – Senhor... O senhor sabe algum número de algum taxi.

— Devo ter no celular... – Hotch pegou seu celular em cima da mesa, quando ele ia olhar o número ouve um trovão e um relâmpago.

Agatha soltou um grito de susto sem pensar o que fez Hotchner olhar para ela com cara de espanto e a luz começou a oscilar até apagar de vez.

— Era só o que faltava... – disse ela.

— O gerador logo liga de volta. – respondeu Hotch e no mesmo instante a luz voltou.

— Ok que bom... Preciso ligar para um taxista.

— Claro... Achei o número está aqui... – Hotch entregou o celular não mão dela com um número, ela pegou o telefone da mesa e discou, mas não conseguiu arrumar um taxi.

— Que droga! – disse ela quando encerrou a ligação.

— O que houve? – perguntou ele.

— A companhia de taxi disse que os taxistas não querem sair com essa tempestade... Achei que eles gostassem de receber.

— Mas pela chuva que está lá fora... – Hotch voltou a olhar pela janela – É perigoso para dirigir.

— Podia ligar para minha amiga me buscar, mas ela não vai se arriscar e sair nessa chuva.

— Silva você não tem carro?

— Não... Ainda não, eu moro com minha amiga e dependo dela ou de táxi ou de ônibus... Enfim.

— O jeito é esperar...

— Eu não quero ficar nesse prédio a noite sozinha... – Agatha percebeu que Hotchner a olhou de um modo estranho quando disse aquilo – Digo... Eu queria voltar para casa, digo quero.

— Agente Silva... – Hotchner voltou-se a sentar-se – Se quiser aguardar a tempestade passar fique a vontade temos uma cozinha no final do corredor, pode ir lá e tomar um café se quiser.

— Sério senhor?

— Sério.

— Estou morrendo de vontade por uma xicara de café... Bem com licença. – Agatha saiu da sala fechando a porta.

Ela foi até a cozinha preparou um café, foi até seu armário pegou seu notebook e voltou para a sala de reuniões então assim decidiu já fazer o seu primeiro relatório dos registros do caso do dia.

Passou um bom tempo digitando tudo, depois imprimiu seu trabalho e olhou pela janela para ver se a chuva havia diminuído, mas na verdade a tempestade continuava forte como antes então resolveu levar a xicara de volta para a cozinha.

Ao chegar à cozinha ela de cara com Hotchner saindo:

— Perdão senhor... Quase o derrubei.

— Está tudo bem...

— O senhor viu?

— Vi o que? – Hotchner arregalou os olhos.

— A chuva não passou.

— É... Com licença. – Hotchner saiu apressadamente não querendo dar atenção a Agatha.

— Acho que não sou bem vinda aqui... – Agatha logo voltou a lembrar dos olhares que lhe lançaram a primeira vista e depois do ataque de raiva de Morgan no carro. Ela lavou a xicara, olhou pela janela para ver se a tempestade passava, mas pelo visto a chuva ia durar por muito tempo.

Agatha lembrou-se dos vestiários próximos aos armários então resolveu pegar uma muda de roupa que tinha em sua bolsa e trocar pela que estava usando.

***

Hotchner voltou para seu escritório e voltou a fazer o que fazia, quando terminou viu que passava da meia-noite, olhou pela janela e viu que a chuva não ia dar trégua tão cedo então viu que seria mais uma noite no escritório, tirou o paletó e a gravata e deitou-se no sofá de couro preto que tinha em seu escritório e tentou cochilar, mas em vão seus pensamentos estavam longe, a saudade de seu filho Jack lhe veio à tona e começou a lembrar de quando ele deu os primeiros passos quando falou “papai” e outras coisas, logo os pensamentos mudaram para o pedido de divorcio de Haley. Ele ainda gostava dela, mas para ela não tinha mais volta, Haley não aguentou mais ter paciência e aceitar o modo de vida dele que era mais o trabalho que a família, vivia mais fora do que com ela e Jack, ele tinha até vontade de tentar uma conversa com ela, mas sabia que não tinha jeito ele sabia perfeitamente que quando Haley decidia algo ela não voltava atrás de jeito nenhum.

No meio desses pensamentos o cansaço falou um pouco mais alto e Hotchner cochilou por algumas horas, acordou assustado no meio da madrugada com o barulho de outro trovão. Quando acordou olhou pela janela e viu que a tempestade não havia parado, ele então se levantou para ir até a cozinha e beber uma água, quando saiu do escritório ainda tonto de sono reparou que a luz da sala de reuniões estava acesa, ele foi até lá com a intenção de apagar, mas quando chegou viu que Agatha estava jogada no sofá de couro que havia, ele viu que ela dormia tão profundamente que nem percebeu sua presença.

Ele chegou próximo ao interruptor, mas quando ia apagar a luz notou que um casaco preto estava jogado no chão ele então pegou o casaco e delicadamente o colocou por cima de Agatha que nem sequer piscou com a presença dele então ele apagou a luz e saiu encostando a porta.

Foi até a cozinha bebeu um copo de água e voltou para seu escritório, deitou-se no sofá e voltou a cochilar.