Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada

92 Capítulo 92 - A Oficialização do Casal Hotchner


Notas iniciais
Agora sim, eu venho dessa vez com um texto enorme nas notas... Hehehehehehe É com orgulho no peito e lágrimas nos olhos que anuncio que este é o capítulo final da Fanfic “Um Caso Não Registrado – 2ª Temporada”. “Maria e sobre o papo do capítulo bônus?” Sim eu postarei até o final da semana (que não falta muito) posta-lo e eis explicar um pouco sobre ele. O capítulo bônus é um presente meu de agradecimento a todos vocês leitores e eu digo todos, aqueles que comentaram, aqueles que recomendaram, aqueles que visualizaram, enfim, o que importa é que passaram por aqui, dedicaram alguns minutos para ler algo escrito por mim e só de pensar que tem alguém que usa o seu tempo para ler uma Fanfic minha eu me emociono muito. O capítulo bônus também será uma introdução a Fanfic que escrevi para o desafio de crossover do site, para quem não sabe ou não leu eu escrevi “O Perfil da Evidência” crossover de Criminal Minds com CSI: Investigação Criminal, o foco dessa é mais no CSI mesmo dando muito destaque aos personagens da série Sara Sidle e Gil Grissom, mas creio eu que inclui uma boa participação dos nossos amados de CM e até mesmo a nossa querida Agatha faz parte do enredo, então o bônus é algo que narra o que ocorreu pouco antes do início de “O Perfil da Evidência” e não será um capítulo longo. Vamos falar sobre o futuro? ‘Bora lá então! “Maria o que pretende escrever depois dessa Fanfic?” “Tem planos para uma terceira temporada ou algo novo sobre CM?”. Para ser sincera eu tenho muitas ideias em mente, a personagem Agatha se tornou algo importante em minha escrita e tudo se deu início a vocês leitores que tem grande participação. Vou divagar um pouco... Eu sempre li fanfics, sou escrita no site desde 2013 se não estou enganada, cheguei a publicar algo aqui, mas logo exclui porque eram umas originais mal escritas e fiquei então apenas na leitura escrevendo apenas para mim, eis que eu tive conhecimento de Criminal Minds e passei a assistir a série com muito amor, maratonei tudo o que pode dela, porém sabe como somos nós que ama uma Fanfic não é? Já idealiza muitas coisas, eu sempre quis igual a muitos fãs que o personagem Hotch ficasse com a Prentiss e desgostei de alguns episódios bem depois da morte de Haley que foi a série forçar um novo relacionamento com outra personagem, em minha opinião eu não curti nada daquilo, eu sou gamada no Hotch e achei injusto criarem um romance tão picolé de chuchu para ele e passei a criar um roteiro em minha mente, mas em vez de cria-lo com a Prentiss eu idealizei Agatha que assim foi surgindo. “Porque escolheu que ela fosse brasileira?”. Vou contar um segredinho que até é engraçado, quando criava o roteiro que queria na minha mente eu me imaginei no lugar de Agatha, isso mesmo a personagem que via era eu por ser tão apaixonada pelo Hotch, mas então decidi pensar em outra pessoa e eis que Agatha surgiu. Eu escrevi a primeira temporada muito receosa de não gostarem, inclusive depois que ouvi uma pessoa dizer que escrever Fanfic de CM com Hotch e OC era uma furada que os fãs gostavam e só liam ele com a Prentiss, cheguei a pesquisar outras fics dele com OC e achei várias, mas ainda estava com medo, criei uma OC brasileira, criei a situação de uma brasileira tornar-se agente do FBI, porém pensei “Terra de Fanfic é para isso” quando recebi os primeiros comentários da primeira temporada juro que gritei e chorei de alegria, tive total apoio quanto a personagem ser par romântico de Hotch e devo muito a vocês. Finalizei a primeira temporada e mencionei em escrever uma segunda, tive total apoio e assim fiz, vocês me apoiaram e por causa de vocês dediquei a melhorar nem que fosse um pouco a minha escrita, se repararem a escrita da primeira a essa verão muita diferença, eu tentei até reeditar a primeira, mas não tive tempo para isso (quero reeditar apenas para corrigir erros gramaticais) eu estou feliz por tudo isso. Eu escrevi este último capítulo com emoção, teve momentos que tive que parar e respirar devagar porque insistia em querer chora, segurei-me o dia todo para despejar minha emoção agora. Não sei se é bobagem de minha parte ficar sentimental assim, mas escrever essa Fanfic me ajudou em muitas coisas na minha vida, meus dias ruins de depressão só não se agravaram mais porque eu lembrava que tinha que escrever... Eu ‘tô chorando, sério, tive que escrever essas notas primeiro no word para não comer palavras ou errar alguma coisa. Como diz minha mãe “Tudo tem um fim nessa vida” e por isso essa Fanfic tem que ter um final, tenho novos projetos, tenho uma Fanfic de Star Wars que precisa ser reescrita para eu voltar a publica-la, tenho duas originais: uma que quero publica-la como livro mesmo, sonho em ser escritora e a outra é para postar aqui no site. Jamais irei deixar de querer escrever algo sobre CM, tenho muitas ideias de continuação e claro tenho ideias de enredos novos, OC novos ou novas... Eu não sei mais o que dizer aqui. Então eu Maria Vicente Carvalho entrego a vocês este capítulo final e eu desejo de coração que apreciem a leitura, creio eu que dei um final digno a essa Fanfic. Não irei ainda colocar como finalizada, pois postarei o 93 como o bônus, mas até o final da semana farei isso. Queridos leitores (as) obrigada de coração, obrigada por ter-se dedicado a minha humilde escrita e fico lisonjeada que um trabalho meu tenha sido algum entretenimento para vocês. Atenciosamente, Maria Vicente Carvalho

Paz e harmonia: eis a verdadeira riqueza de uma família.

(Benjamin Franklin)

Hotchner e Agatha passaram um mês sem colocar os pés para fora de casa, se isolaram da sociedade, respondiam uma ou outra mensagem dos amigos da equipe que queriam saber como o casal estava, eles estavam bem, mas precisavam daquele momento, Agatha aproveitou para pesquisar algumas coisas na Internet para o casamento e escondido de seu noivo, visitava catálogos online de vestidos de noiva e às vezes pedia a opinião de Jéssica.

Jack curtiu muito vários momentos com seu pai, era gratificante o tê-lo mesmo sendo uma criança ele já tinha noção de muita coisa e notou em como o pai sorria com mais frequência e em como estava despreocupado, não ficava olhando o celular de hora em hora preparado para ser chamado para o trabalho.

Assim que se passou um mês do isolamento do casal, Agatha começou a planejar a viagem deles ao Brasil.

— Essa noite eu irei conversar com minha mãe por uma chamada de vídeo. – anunciou ela durante o café da manhã.

— Certo. – Hotchner não queria admitir, mas estava nervoso.

— Aaron, algum problema? – Jéssica além de Agatha reparou.

— Não.

— Está receoso de conhecer a sogra? – Jéssica gargalhou – Eu não acredito.

— Hotch minha mãe não é um monstro de sete cabeças e nem uma bruxa diabólica não – retrucou Agatha – fica calmo.

— Eu não disse nada. – ele passava geleia em sua torrada sem encarar as duas.

— Hotch ela vai te adorar – Agatha sorri – mesmo ela não entendendo nada do que dizer.

— O que? – Hotchner escancarou os olhos.

— Talvez meu irmão tenha ensinado alguma coisa, mas ela não sabe falar em inglês.

— Sério?

— Meu irmão e eu vamos ser os tradutores de ambos.

— E se ela achar que eu estou a ofendendo em algum momento?

— Hotch não me faz rir logo cedo. – Jéssica não se segurava.

Agatha tranquilizou seu noivo afirmando que tudo daria certo, depois daquela refeição matinal Hotchner precisou dar uma saída ele tinha que verificar sobre seu visto para poder viajar fora do país, pois a única vez que viajou foi para a França quando recentemente casou-se com Haley.

Assim que a noite caiu Agatha já esperava pela chamada de vídeo de sua mãe e a mesma a contatou no horário combinado.

Mãe!— Agatha não conteve as lágrimas ao ver sua mãe pela tela do notebook, a mesma estava deslumbrante e jovial, fazia tempo que elas não se falavam.

Princesa!— exclamou sua mãe de volta emocionada colocando a mão na tela como se tocasse sua filha – Porque ficou tanto tempo sem dar notícias?

Trabalho mamãe... Sabe não é? Eu sou oficialmente uma agente do FBI.

Eu fico tão aflita com você neste país caçando assassino, você sabe que eu sempre questionei você querer ser da polícia já não aceitava que fosse policial igual seu pai daí depois da tua bolsa na faculdade você me vira uma agente do FBI? Princesa a mãe durante esses meses todos ficou com um aperto no coração, alguma coisa aconteceu? Eu sinto que algo aconteceu.

Está tudo bem mamãe— garantiu Agatha, ela preferiu omitir de sua mãe sobre John Curtis – eu fiquei esse tempo sem dar notícias por causa do trabalho.

Eu sei que algo aconteceu contigo eu conheço seu olhar, mas não farei pressão, pelo que eu vejo está inteira e é o que importa.

Eu tenho uma boa notícia— ela já desviou o assunto – eu irei visita-la.

Você vem mesmo?— sua mãe começou a chorar de felicidade – JP ficará muito feliz!

Como ele está?— JP era o irmão de Agatha.

Está feliz da vida, está cursando medicina adivinha na onde? Na USP!

Ó meu Deus!

E já conseguiu estágio em um hospital e nos mudamos viu? Ele conseguiu comprar um apartamento aqui próximo da Avenida Paulista.

Que demais mamãe!— Agatha enxugou as lágrimas de emoção – Eu tenho outra notícia... Eu estou noiva.

O que?— sua mãe ficou estupefata – Como assim noiva? Com quem? Óbvio que é americano, mas quem é o sujeito?

Ele se chama Aaron Hotchner.

Que nome difícil!

Oras mamãe— Agatha ri brevemente – pode chama-lo de Hotch que é mais fácil.

Ainda é difícil, mas me fala logo da onde o conheceu? O que ele faz? Ele sabe que você é uma agente?

Uma pergunta de cada vez... Eu o conheci no trabalho mesmo, ele também é um agente do FBI, trabalhamos juntos.

Namorado do trabalho? Isso não é estranho?

— Não mamãe, pode ficar tranquila sobre esse ponto.

— Quantos anos ele tem?

— Ele tem cinquenta e seis anos.

O que?— escandalizou sua mãe – Ele é muito velho para você, você só tem vinte anos!

Vinte e três!— frisou ela – Mamãe pode me ouvir? Ele é maravilhoso tem me feito muito feliz, eu o amo.

Eu estou vendo nos seus olhos o quanto está apaixonada, o que eu posso fazer?— sua mãe sorri – O que realmente importa é sua felicidade então assim dou minha benção.

Eu te amo mãe.

Eu também te amo... Agora me diga... Quais outras informações eu preciso saber?

— Ele é digamos que viúvo... Ou divorciado... Não sei agora.

Como assim?— sua mãe ficou espantada.

É complicado, ele foi casado e assim que se divorciou sua ex...

Eu já entendi é complicado e notei que fica sentida ao falar isso, ele tem filhos?

Tem um menino chamado Jack.

Ele te ama?

Muito.— Agatha volta a sorrir.

Eu só quero que ele ame e cuide de minha princesa.

Ele faz isso muito bem.

Se é assim... Quando vem?

Não sei o dia exato, Hotch foi verificar o visto dele assim que tiver a data lhe aviso.

Eu te amo filha. – ela voltou a tocar a tela.

Eu te amo mãe.— Agatha também tocou a tela e assim finalizaram aquela chamada.

[...]

Estava tudo certo com o visto de Hotchner então Agatha providenciou as passagens, eles desembarcariam no Aeroporto Internacional de Guarulhos do estado de São Paulo – Brasil. Jack conseguiu uma licença escolar para que pudesse viajar junto de seu pai, ele vibrava ansioso com a viagem.

Hotchner continuava nervoso, ele mal via o momento de conhecer um pouco do Brasil, só sabia algumas coisas do país por causa de sua noiva e por algumas notícias que via em jornais internacionais, mas o que mais o preocupava era qual seria a impressão que sua sogra teria dele.

Jéssica os acompanhou até o embarque e despediu-se alegre assim que eles adentraram o avião.

A viagem foi tranquila, Agatha já havia comunicado sua mãe que garantiu que a esperaria no Aeroporto na companhia do filho.

O avião pousou no Brasil pelo horário da manhã, a mãe de Agatha já a aguardava ansiosa na companhia do filho e de mais uma pessoa. O casal desembarcou, pegou sua bagagem e a colocando no carrinho do aeroporto eles foram para o lugar combinado.

Agatha quase teve um enfarte ao avistar sua mãe de longe, seu coração quase saiu pela boca de tanta emoção, o mesmo foi com sua mãe que começou a chorar descontrolada.

Princesa!— clamou sua mãe acenando e não se segurando correndo em direção a ela.

Mamãe! — Agatha jogou a bolsa que carregava e partiu para o abraço.

O reencontro das duas chamou a atenção de todos em volta e um senhor de meia-idade que passava por ali assoviou e bateu palmas admirado com o momento. Agatha logo começou a chorar igual sua mãe, ela a apertava durante o abraço e beijava várias os cabelos dela, sua mãe também chorava sem parar emocionada em estar com sua filha nos braços durante tanto tempo, a última vez que ela a viu foi na formatura, Agatha lhe deu a passagem para poder ir aos Estados Unidos, depois disso ela regressou ao Brasil e teve pouco contato com a filha por causa dos vários acontecimentos na vida da mesma.

Agatha partiu do Brasil com um responsável da faculdade em que cursou, tinha apenas quinze anos, ficou muito conhecida e falada em sua cidade por ter conseguido uma bolsa de estudos nos Estados Unidos por causa de sua dedicação aos estudos, ela deveria ter concluído o ensino médio com dezessete anos, mas alguns professores dela se reuniu para que ela concluísse um pouco antes, Agatha nunca admitiu com todas as palavras, mas ela também era uma gênia, era inteligente demais, porém quando foi embora do Brasil era uma garota inocente por isso infelizmente caiu nas garras de John Curtis que abusou da inocência e da vontade dela em realizar seus sonhos, todavia agora ela era uma mulher formada, não era mais ingênua, sabia se defender, era uma brasileira que tinha dupla nacionalidade e agora era uma agente do FBI.

Minha menina, minha princesa. – repetia sua mãe sem parar e também começou a beija-la afetuosamente, a beijava nos cabelos e em seu rosto.

Mamãe, que saudades!— exclamava Agatha entre o choro de felicidade.

O seu irmão aproximou-se de ambas vagarosamente, Agatha ao enxerga-lo soltou um pouco de sua mãe para abraça-lo.

JP!

Agatha, minha Rainha do Crime!— exaltou seu irmão entre o abraço, desde a infância ele a chamava assim por causa da autora Agatha Christie, aliás, o nome de Agatha era esse por causa da mesma, seu pai foi um fã da autora.

Ela ficou agarrada ao irmão por bastante tempo, quando se soltou seu irmão anunciou uma surpresa:

Olha quem veio conosco. – ele apontou para a companhia deles e Agatha achou estar vendo uma miragem.

Era o policial e amigo da família Tomás Fernandes, aquele que foi companheiro de trabalho e amigo fiel de seu pai.

Tomás! — Agatha logo o agarrou para um abraço.

Veja só como está nossa Agatha, uma mulher e agente do FBI que orgulho! — elogiou ele encantado.

Depois de Agatha bajular muito sua família ela voltou-se a Hotchner que ficou parado com o carrinho observando tudo admirado com seu filho Jack.

— Venha – ela pegou a bolsa que deixou cair – está na hora de conhecer a sogra.

A mãe de Agatha não falava inglês, sabia uma ou outra palavra, precisou do auxilio dos filhos para se comunicar com o genro, Hotchner estava nervoso, mas ficou aliviado quando a mãe de Agatha esboçou um sorriso assim que ela reparou Jack, ela não compreendia o que o menino falava, porém encantou-se com a fofura do mesmo.

Tomás fez questão de ajudar com a bagagem, ele estava com seu carro e assim levou todos.

[...]

O apartamento que a família de Agatha residia era encantador, o prédio fazia esquina com a famosa Avenida Paulista.

Infelizmente o irmão de Agatha não pode ficar para passar o dia, ele havia conseguido com dificuldade algumas horas livres para encontrar a irmã no aeroporto, ele tinha que regressar para o seu estágio.

Agatha passou o dia tagarelando com a mãe, a auxiliou no almoço, Jack se divertiu com alguns desenhos que passava na TV mesmo não entendo a pronuncia, pois era exibido em português, Hotchner foi bem recebido pelo policial Tomás Fernandes que dominava muito bem o inglês e ficou a conversar com ele por horas, contando como era a polícia brasileira.

Preferiram não sair para passear aquela dia, estavam cansados da viagem, quando a noite caiu sobre São Paulo, Jack foi o primeiro a cair no sono, enquanto Hotchner dedicou em colocar o filho na cama Agatha aproveitou a deixa para uma conversa em particular com Tomás.

Eles foram para a sacada do apartamento para dialogarem melhor.

Tomás eu lhe devo mil perdões— começou Agatha – tempos atrás solicitou minha ajuda com um caso e eu nem respondi teus e-mails, peço perdão.

Fique tranquila— falou ele calmamente – está tudo bem o caso parece ter tido fim.

Como assim? Pegaram o culpado?

Já tem alguns meses que não houve mais vítimas.

Ele parou de matar?

Pelo visto sim, não recebi mais chamadas de crimes iguais os dele.

Isso não está certo— discordou Agatha acomodando-se em um banco que tinha ali – alguma coisa aconteceu.

Pode me orientar?— Tomás sentou-se ao lado dela.

Os crimes simplesmente pararam? É porque algo aconteceu com o culpado, entende? Ele pode ter sido detido por outro delito, pode ter adoecido ou ter morrido, nenhum assassino em série para sem motivo.

Como deduz isso?

Este é o meu trabalho.

Eu não sei como vocês fazem lá, mas o sistema aqui é diferente, se não está havendo mais crimes o caso fica engavetado, tipo, claro que devemos saber o culpado e ele deve responder seus crimes, entretanto o caso não se torna mais prioridade.

Tomás, por favor, não desista— implorou ela seriamente – quando puder investigue alguma coisa, mas com cuidado, pois foi assim que o meu pai morreu e qualquer coisa que suspeitar me comunique.

Não se preocupe com isso, já basta o teu trabalho.

Tomás, esse infeliz assassinou meu pai.

Não sabemos se é o mesmo pode ser um imitador.

Eu não creio que seja um replicador.

Vamos fazer o seguinte? Eu prometo, está bem? Se houver novidades eu aviso, mas agora vamos mudar de assunto, fale sobre o seu casamento.

Já que tocou no assunto— Agatha mudou o semblante – eu quero te fazer um pedido.

Já começo a me sentir lisonjeado, quer que eu seja o padrinho?

Eu creio que seja melhor que isso, eu quero que me leve até o altar.

Uau!— Tomás logo se emocionou – Isso é uma honra... Porque eu?

JP poderia me levar, mas você foi um grande amigo de meu pai, me tratou sempre como uma filha, estava sempre conosco seria desleal não convida-lo para isso.

Eu terei o maior orgulho de conduzir a filha do meu melhor amigo ao altar.— Tomás aceitou o convite com um abraço.

Enquanto Agatha estava na sacada, Hotchner estava na sala do apartamento observando os retratos espalhados pelas paredes e instantes, ficou maravilhado ao ver fotografias de quando sua noiva era uma menina e emocionou-se ao reparar em uma de quando ela ainda era criança sentada ao colo de seu pai com o quepe de polícia do mesmo em sua cabeça, ele passou a imaginar o quanto Agatha deveria sentir a falta do pai e o quanto sofreu por o tê-lo perdido de uma forma tão trágica.

Agatha regressou da sacada com Tomás e o levou até a porta, o mesmo já estava de partida, seu dia de folga havia acabado e no dia seguinte ele já teria que estar presente em seu trabalho exercendo sua função.

— Viajando em pensamento? – indagou Agatha ao voltar-se ao seu noivo.

— Estava olhando as fotos.

— Mamãe adora deixar várias fotografias expostas até mesmo algumas que eu tenho vergonha, eu era muito estranha quando mais nova.

— Estranha? Você é linda desde sempre. – Hotchner lhe dá um selinho.

— Gentileza da sua parte.

— Pode parar de tolice? É linda sim.

— Vamos descansar? Amanhã te levarei a um passeio pela Avenida Paulista. – Hotchner deu outro selinho em sua amada e junto a ela foi descansar.

[...]

A estadia no Brasil foi maravilhosa, infelizmente Agatha não conseguiu apresentar ao seu noivo e a Jack tudo o que queria, mas fez o máximo que pode, Hotchner conheceu a Avenida Paulista, o Parque do Morumbi, o bairro da Liberdade entre outros lugares que Agatha fez questão de leva-lo, Tomás estava orgulhoso e exibido em seu trabalho, falou sobre Agatha e em sua carreira que ela estava no Brasil a passeio junto de seu noivo americano e triunfava porque com a ajuda dela conseguiu uma licença para comparecer ao casamento, aliás, ele tinha uma missão importante.

Agatha precisou retornar aos Estados Unidos deixando a mãe mais saudosa, porém com o coração mais tranquilo, o pouco tempo que sua mãe tivera com seu genro ela viu o quanto ele a amava e estava muito envolvida com a felicidade da filha.

[...]

Os demais da equipe não tiveram a regalia do casal e já haviam voltado a trabalhar, exceto Donovan que assim que acabou seus dias de folga pediu demissão do FBI como analista, ela tinha outras propostas de emprego e também se abalou muito trabalhando para o FBI, não que não tivesse apreciado a experiência, mas depois das emoções que viveu por causa da perseguição da equipe com John Curtis ela preferiu assim, mesmo não tendo sido a vítima principal ela temeu muito.

Reid ficou sentido, após o beijo eles se falaram apenas por mensagens de texto e quando ele regressa ao trabalho fica sabendo da demissão dela, chateado ele ligou para Gideon pedindo consolo e o mesmo combinou tomar um café com ele em seu horário de folga.

— Se essa foi a decisão dela, o que pode fazer? – dizia Gideon enquanto saboreava seu café preto sem açúcar em uma cafeteria para Reid – Tem que ter psicológico forte para trabalhar no FBI, se ela notou que não tinha foi melhor assim.

— Mas agora eu nunca mais a verei. – lamentou Reid.

— Oras Spencer, quanta bobagem! Ela está saindo do FBI não da sua vida só se você deixar.

— Como assim?

— Spencer vocês já saíram uma vez, tem o contato um do outro... Resumindo vocês dois se gostam então tome atitude!

— Atitude? Que tipo de atitude?

— Garanta que ela faça parte da sua vida, pouco interessa que ela não está mais no FBI, corre atrás meu garoto!

— É a Garcia – Reid recebeu uma mensagem – parece que tem caso novo eu preciso retornar ao departamento.

— Pode deixar eu pago a conta, mas siga meu conselho: não a deixe sair de sua vida.

— Certo. – Reid saiu apressado da cafeteria.

Ele chegou afoito ao departamento achando que a equipe já estava em algum caso, mas Garcia o convocou com outra intenção, Donovan estava pelo prédio para assinar os papéis da demissão e recolher suas coisas, ele deparou-se com ela pelo corredor.

— Maeve!

— Spencer...

— Veio assinar sua demissão?

— Sim.

— É isso o que quer?

— Eu tive uma ótima experiência no FBI, mas não posso continuar aqui... Eu tenho outras propostas de emprego e vai ser melhor assim.

— Maeve... – Reid suava e tremia – Eu...

— O que foi?

— Quer namorar comigo? – Reid falou apressadamente e já passou a encarar o chão.

— Namorar? – Donovan ficou impressionada.

— Eu vou entender se não quiser...

— Sim.

— O que? – Reid levantou a cabeça.

— Sim, eu aceito – ela o abraçou – eu não irei beija-lo aqui porque estamos no prédio do FBI, mas podemos nos ver essa noite? Eu digo se não pegar nenhum caso e...

— Claro que sim – concordou ele admirado – eu passo na sua casa, pode ser?

— Claro... Meu amor. – Donovan lhe deu um beijo no rosto.

Reid a abraçou mais uma vez e se despediu daquela que agora era sua namorada.

[...]

Todo o período de licença de Agatha foi utilizado por ela para organizar o casamento, ela contou com a ajuda de Jéssica e JJ quando tinha uma folga junto a Seaver a auxiliava em alguma coisa.

Agatha andou por várias lojas a escolha do vestido perfeito para si e fez a escolha do mesmo em uma loja que JJ indicou. Jéssica estava presente no momento da primeira prova do vestido, Agatha quase chorou ao prova-lo, enquanto um alfaiate pegava suas metidas para deixar o vestido perfeitamente ao seu corpo ela se olhava ao espelho emocionada, o grande dia se aproximava.

A escolha dos padrinhos finalmente havia sido feita, o casal decidiu ser dois casais de padrinhos para cada um, Hotchner se decidiu por Rossi e Jéssica, Morgan e Prentiss, enquanto Agatha optou por Seaver e Alvez, Hotchner no final aceitou sem ciúmes, pois já ouviu comentários de Rossi de que o agente Luke Alvez estava envolvido com Ashley Seaver. Agatha também chamou Reid e Donovan, ela não havia se esquecido de que foram eles os responsáveis pelo sonífero para evitar qualquer tragédia consigo.

Quanto mais o enlace matrimonial se aproximava Agatha ficava ansiosa, achou que fosse pirar e esquecer algum detalhe, porém ela teve muita ajuda.

Hotchner em documento constava como divorciado, já que se separou de Haley pouco tempo antes de sua morte, mas quando ele se casou com ela não houve cerimônia religiosa por isso estava liberado para que ele se casasse na igreja, pois a igreja tinha suas regras. Decidiram não convidar muitas pessoas, apenas os amigos íntimos e os familiares, Hotchner conseguiu autorização do juiz para que o menino David fosse ao casamento, entretanto ele teria que ir à companhia de uma assistente social.

Os dias foram passando e finalmente o grande momento ia ter acontecimento, a família de Agatha chegou ao Estados Unidos dois dias antes para o evento e ficaram hospedados na residência de Rossi que tinha mais espaço.

Agatha estava uma pilha de nervos, quando faltou uma semana para o casório ela decidiu ficar na casa da amiga Seaver longe de seu noivo, Hotchner por mais que transparecia calmaria estava inquieto por dentro, comentava a sua ansiedade apenas com seu amigo Rossi que ria da situação garantindo de que tudo daria certo.

Por fim o grande momento chegou, eles se casariam em uma igreja católica muito conhecida em Virgínia, Agatha temia que alguma coisa desse errado, mas eram preocupações que toda noiva tem, pois não tinha como nada dar errado. Ela exigiu que o presidente da celebração fosse um padre bilíngue por causa de sua mãe que não entendia bem o inglês.

Hotchner não tinha muitos familiares, seus pais já eram falecidos, além de Jéssica que ele a considerava uma irmã ele tinha seu irmão Sean que quase não conseguiu comparecer ao casamento, mas conseguiu chegar horas antes da ocasião.

Após a cerimônia religiosa haveria uma comemoração em um salão que eles alugaram, a igreja estava preparada para o momento, as flores já haviam sido colocadas a embelezar o ambiente, o tapete vermelho já estava estirado, os músicos contratados por Agatha já se encontravam prontos em seus lugares, todos os convidados já estavam presentes.

Hotchner já esperava sua amada no altar na companhia do sacerdote e de sua sogra.

A celebração se teve início com a entrada dos padrinhos, assim que Rossi e Jéssica começaram a caminha de braços dados pelo corredor central da igreja os músicos já entoavam suas canções em seus instrumentos. Depois que todos os casais de padrinhos entraram e tomaram seus lugares houve-se um silêncio, as enormes portas da igreja se encontravam fechadas e com um sinal de positivo do padre elas foram abertas.

Um dos músicos começou a tocar em seu piano a canção Kiss From Rose do cantor Seal seguido dos demais que iniciaram suas notas em seus violinos, não tinha ninguém para cantar, Agatha quis que fosse apenas o instrumental.

Agatha adentrou a igreja de braços dados com Tomás Fernandes toda sorridente, os flashes registravam cada passo da noiva, ela estava deslumbrante, seu vestido era esplendido de alças largas de tule, a partir dos seios o tecido já era todo rendado até o final, a barra cobria os seus pés, mas ela calçava sapatos fechados de salto alto que era de combinação com o vestido, ela tinha os seus cabelos escovados presos em um coque esplêndido, fazia uma uso de uma tiara de pedras brilhantes e seu véu era de um tule branco, grande que rastejava pelo chão junto com a calda do vestido. Sua maquiagem era impecável, não era nada muito forçado e forte era algo combinando com seu tom de pele e seu rosto, ela fazia uso de brincos de pérolas em sua orelhas.

Carregando o buquê de rosas vermelhas ela exibia um sorriso de orelha a orelha, Garcia sentimental do jeito que era já havia se emocionado e já secava as lágrimas com um lenço, todos sorriam de volta para Agatha felizes em presenciar aquele momento, Hotchner assim que avistou a amada adentrar a igreja ficou maravilhado e a cada passo dela se aproximando o seu coração saltitava de muita emoção, Agatha segurou as lágrimas assim que se aproximava do altar, olhou para Hotchner e sentiu suas pernas tremerem, ele também controlou sua comoção.

Assim que terminou de caminhar pelo tapete vermelho Tomás entregou a noiva a Hotchner que o agradeceu com um aperto de mão e tomou sua noiva pelo braço, a mãe de Agatha já não segurou as lágrimas desde o início da entrada da filha e ao vê-la tão linda diante do altar ficou deslumbrada, Seaver com gentileza pegou o buquê da noiva e o ficou segurando durante o casamento.

Os músicos encerraram a canção e o padre deu início aquele matrimônio, ele primeiro falava em inglês depois em português para que a mãe de Agatha compreendesse. Foi lido algumas escrituras da bíblia e salmos foram entoados. O padre anunciou um belo sermão sobre o que era o amor e enfatizou como era lindo eles aceitarem-se unir daquela maneira.

A entrada das alianças foi um momento de fofura para todos, primeiro Jack caminhou pelo tapete vermelho carregando uma placa que dizia “As alianças vem vindo” em seguida para grande surpresa de Agatha, pois isso foi ideia de Hotchner com Seaver, David adentrou a igreja vestido em um terninho igual Jack carregando as alianças dentro de uma caixinha de veludo vermelha em cima de uma almofada de cetim toda enfeitada.

Agatha emocionada agradeceu os meninos com um beijo no rosto e pegou as alianças da caixinha.

— Agatha Cristina da Silva – começou Hotchner seus votos – eu prometo ser fiel, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença e em todos os dias de minha vida – ele colocou a aliança no dedo dela – por isso receba essa aliança em sinal do meu amor e de minha fidelidade.

— Aaron Hotchner – uma lágrima já escorria pelo olho dela – eu prometo ser fiel, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença e em todos os dias da minha vida – ela coloca a aliança no dedo dele – por isso receba essa aliança em sinal do meu amor e de minha fidelidade.

— Perante a Deus e a todos aqui presentes – anunciou o padre – eu os declaro marido e mulher.

— Eu posso beijar a noiva? – cochichou Hotchner ao padre.

— Deve. – confirmou o sacerdote entre o riso.

Hotchner pousou as mãos carinhosamente sobre o rosto de sua amada que agora era sua esposa e a beijou.

Houve uma enorme salva de palmas, Garcia assoviou em meios aos aplausos emocionada com o momento.

O casal assinou os papéis do casamento, agora Agatha tinha o sobrenome Hotchner, depois o padre deu a benção final e Agatha pegou seu buquê de volta.

Todos saíram educadamente para o exterior da igreja, os últimos a sair foram os noivos que foram ovacionados com chuva de arroz do lado de fora.

— Viva os noivos! – exclamou Morgan.

— Viva! – respondeu todos em coro.

Após o fim da cerimônia todos se dirigiram para o salão da comemoração, Rossi que ficou responsável de levar os noivos em seu carro.

Quando o casal chegou ao salão os demais já estavam presentes e os ovacionaram com uma salva de palmas e assovios vindo de Garcia é claro.

A festa se iniciou com a dança dos noivos, não dançaram a clássica valsa, optaram por uma canção que significava muito para eles, a música escolhida foi I Promise You dos Backstreet Boys, a canção tinha muita importância para eles porque foi a primeira que dançaram juntos depois de assumirem um relacionamento para os demais da equipe.

Agatha enlaçou os braços em volta do pescoço de seu marido e se embalou na canção, com os olhos fechados os dois dançavam com as testas coladas, ela chegou a cantarolar alguns trechos da música.

Depois que o casal dançou o DJ da festa já colocou outras músicas mais agitadas para os demais dançarem na pista enquanto o casal foi receber os cumprimentos dos familiares e amigos.

— Sean, você conseguiu vir! – disse Hotchner admirado.

— Eu não poderia perder isso por nada – Sean abraçou o irmão – parabéns meu irmão.

— Obrigado, você não conhecia a Agatha antes não é?

— Não, eu estou tendo o prazer agora – Sean cumprimentou a nova cunhada – muito prazer.

— O prazer é meu. – respondeu ela sorridente.

Quando a mãe de Agatha foi cumprimenta-la ficou agarrada a filha em um longo abraço, chorou mais ainda estava feliz com aquela ocasião, ver a filha sorrindo alegre da vida por ter realizado um dos seus sonhos era gratificante, depois que cumprimentou a filha ela foi até o genro e com a ajuda de JP ela pronunciou com dificuldade algumas palavras em inglês.

A comemoração do enlace matrimonial foi um arraso, todos se divertiram, comeram e beberam a vontade, o casal voltou a pista de dança para curtirem sua festa, pois logo iriam deixa-la para irem a Lua de Mel que os aguardava.

Hotchner era um fã assumido da banda The Beatles e óbvio que as canções deles jamais deixariam de ser tocadas em sua festa assim como as músicas do grupo Backstreet Boys que Agatha era muito fã. Depois de dançarem junto dos amigos da equipe tiraram fotografias com os mesmos e os familiares diante do bolo que Agatha encomendou, o topo do mesmo era muito elogiado por causa do boneco de noivinhos de biscuit, Agatha encomendou os noivinhos do bolo do jeito que queria: um casal com uniformes do FBI e armados, pois foi através do trabalho que se conheceram, Agatha primeiro começou como uma simples registradora e assim se deu início aquele romance, pois Hotchner apaixonou-se por ela desde o primeiro momento.

Rossi pediu que o DJ mudasse a música para algo mais lento, pois chegou a hora do discurso do casal. A pedido e insistência de Agatha, Hotchner foi o primeiro a subir em um pequeno palanque com um microfone para discursar.

— Eu não preparei nada para este momento – começou ele a falar – eu não escrevi nenhum texto então irei dizer aquilo que eu estou sentindo – ele virou-se para olhar sua esposa – O que falar sobre essa mulher? Agatha surgiu a minha vida em um tempo sombrio, eu não via mais esperança eu não acreditava mais em relacionamentos não tinha fé que poderia ser um bom marido e pai de família, estava insatisfeito com a vida e obriguei a aceitar os dias que vinham, eu não vivia apenas vegetava, exercia o meu trabalho depois regressava para casa quando podia é claro porque deixei o profissional me consumir então eis que um dia decidem que a equipe que eu trabalhava tivesse uma agente registradora – ele conduziu seu olhar brevemente a Strauss que havia sido convidada – não é mesmo Erin Strauss? Agatha foi designada a ser uma registradora do meu trabalho, ela me acompanhava e registrava tudo o que eu fazia assim como a equipe toda, desde a primeira vez que a vi me apaixonei, mas não tive noção de imediato, eu ficava embaraçado e ansioso com a presença dela e sem entender queria estar com ela a todo instante, começamos a nos envolver e... E no início não assumíamos o que nós dois sentíamos, fugimos desse sentimento tão avassalador até não conseguirmos mais... Essa mulher veio para ser o sol da minha vida, veio para fazê-la mais alegre e colorida, sei que a nossa diferença de idade é grande, eu tenho idade para ser um pai, mas ainda bem que sou seu homem, Agatha é uma menina ao mesmo tempo em que é mulher, ela é maravilhosa, destemida, não deixa o medo tomar vez mesmo que esteja o sentindo, ela é amorosa de um coração imenso, uma excelente agente se colocando sempre a disposição de qualquer cidadão de bem, se ela continuasse no Brasil eu tenho certeza que seria a melhor policial da corporação, ela é brasileira e americana, ela lutou para realizar os seus sonhos, esforçou-se a ser a melhor cadete, conseguiu seu distintivo com orgulho e merecimento e ela conquistou meu coração junto as suas batalhas, ela é linda demais, eu sou o homem mais feliz desse mundo, não existe outra igual, depois que Agatha foi criada eu acho que seu molde foi destruído – ele arrancou risos da amada que já estava emocionada – eu não sei mais o que dizer... Agatha, eu te amo e eu juro que farei de tudo para te fazer a mulher mais feliz dessa vida, eternamente serei teu homem. – ele finalizou aquele belo discurso e Garcia junto a Morgan já começaram os assovios e os demais aplaudiram.

O nome de Agatha foi clamado para que ela subisse ao palanque e fizesse seu discurso, ela beijou o marido que desceu e pegando o microfone proclamou a todos:

— Igual ao meu marido eu não preparei nada para dizer então vai o que vier do meu coração – ela tomou fôlego respirando fundo, pois era muita emoção – eu estou tão feliz, mas tão feliz que tem horas que eu acho que meu coração sai pela boca de tanta felicidade, eu estou muito agradecida a essa vida e a todos que fazem parte dela – ela virou-se para sua mãe falando em português – mãe, eu te amo e obrigada por ter permitido que eu viesse para os Estados Unidos, obrigada por ter me deixado aceitar a bolsa de estudos, se hoje eu sou o que sou é por sua causa— depois ela dedicou seu olhar aos membros da equipe falando em inglês – equipe maravilhosa! Eu amo vocês, sabia? Amo cada um como um membro de minha família, vocês são mais que agentes do FBI até mesmo a Maeve Donovan que saiu, mas ainda faz parte da família, uma equipe dedicada e amorosa como essa não existe cópia, vocês são perfeitos no que fazem, vocês se doam tem amor ao próximo e isso é algo que o mundo precisa, sei que nosso trabalho a vista dos outros de fora é assustador, temos que lhe dar com alguns tipos de pessoas sem amor que só cometem crueldade com inocentes, mas não desistimos quando temos alguém para salvar, eu sou feliz pelas vítimas que salvamos e lamento aquelas que se foram, fazemos esse trabalho com amor, conseguimos enxergar a vida com cores mesmo lhe dando com situações tão cinzas... – ela concentra seu olhar ao marido – Hotch... Que homem maravilhoso é você! Eu te amo tanto, mas tanto a ponto de ter uma overdose de amor por ti, você é um homem completo, você correu o risco de se prejudicar em seu trabalho por ter uma relação com alguém do mesmo, entretanto você optou em admitir independente da ética do departamento, não se importando com a opinião da diretoria e de ninguém, exigiu que eu fosse sua parceira de trabalho tudo para ficarmos lado a lado em todos os momentos de nossas vidas. Você além de me proporcionar conquistas em meu profissional me trouxe no pessoal me presenteando com uma família linda – ela olhou para Jéssica que segurava Jack no colo e depois observou David – e se tudo der certo aumentaremos essa família... – Agatha deixou as lágrimas rolarem – Eu sou a mulher mais feliz desse universo, eu tenho uma família maravilhosa, falo dos meus familiares do Brasil e também dos que adquiri aqui, eu tenho um emprego excelente mesmo tendo seus perigos, mas o que temer quando se trabalha com a melhor equipe do FBI? E eu tenho o melhor homem ao meu lado, Hotch eu estou muito orgulhosa em ter me tornado sua esposa e de poder agora fazer uso do seu sobrenome, Hotch eu te amo e para sempre vou te amar! – Agatha terminou sua declaração entregando o microfone ao DJ e descendo do palanque correu para os braços do amado e lhe deu um beijo cheio de intensidade. Mais aplausos e assovio da galera que vibrava com a alegria deles dois.

O casal precisou se despedir, eles tinham horário para a hospedagem em um hotel, pois só viajariam no dia seguinte, mas antes de ir Agatha não se esqueceu do buquê.

Subiu ao palanque e ficou de costas com o buquê na mão, todas que almejavam pegar o buquê foram afoitas a única que ficou envergonhada de ir foi Donovan que preferiu ficar quieta em um canto ao lado de Reid.

— Manda ver! – pediu Garcia entre os berros.

— Posso? – perguntou Agatha.

— Sim! – exclamou a mulherada em coro.

— Vamos lá então... – Agatha se posicionou – É um, é dois e é... Três! – ela atirou o buquê que passou voando pelas cabeças das que queriam pega-lo e por impressionante que foi o mesmo foi parar nas mãos de Maeve Donovan que nem tinha se esforçado para pega-lo.

— Isso é um sinal do destino! – exclamou Gideon para Reid.

— Será que o gênio é o próximo a se casar de nós? – brincou Morgan dando um leve tapinha nas costas do amigo.

— Queremos beijo dos futuros casados! – gritou Blake.

— Isso aí! – concordou todos.

Donovan estava ruborizada de acanhamento igual o seu namorado, mas mesmo com a vergonha Reid não deixou passar aquele momento e beijou a namorada.

O casal despediu-se mais uma vez e ovacionados com mais aplausos e assovios foram para a sua Lua de Mel.

[...]

Quando passou-se alguns meses do casório, Hotchner já se adiantou em comprar um novo apartamento mais espaçoso antes de dar entrada nas papeladas de adoção do menino David, pois quanto ele e sua esposa seriam entrevistados pela assistência social e teriam sua moradia confiscada, era procedimento padrão quando uma criança era adotada. Foi conversado com Jack a possibilidade de ele ter um irmão mais velho, o garoto ficou contente e torcia para que David fosse morar com ele.

Agatha estava desassossegada por conta da adoção, temia que ela não fosse aprovada e que David tivesse que retornar a lares adotivos, depois de todas as burocracias o casal teve que ser entrevistado pela última vez pela Assistência Social, todavia no final tudo deu certo: David agora seria filho registrado em cartório do casal. O casal teve que assinar vários documentos e depois buscar o menino em um lar adotivo que ele estava, David chorou muito ao saber que agora teria um lar fixo e que Agatha era sua mãe.

Jéssica organizou a casa para receber o novo membro da família, cozinhou uma refeição saborosa, Jack vibrava de ansiedade e ficava contanto os minutos para que o irmão mais velho chegasse. David ao chegar acompanhado de seus novos pais ficou deslumbrado com o apartamento, ele nunca havia morado em um lar como aquele e ficou mais emocionado com a recepção alegre de Jéssica junto a Jack.

— David essa é a sua tia, ela se chama Jéssica. – disse Agatha ao seu filho.

— Seja bem vindo! – Jéssica já afagou o menino em um abraço cheio de ternura.

— E esse aqui – Agatha virou-se para Jack – é o seu irmão caçula, ele se chama Jack.

— Oi David, sou seu novo irmão. – disse Jack com sua fofura de ser e abraçou o menino.

— Que cheiro é esse? – perguntou David.

— A tia preparou uma refeição bem gostosa para recebê-lo – explicou Jéssica – está tudo pronto, vem comigo. – Jéssica estendeu a mão para o garoto que não pensou duas vezes.

Todos gozaram de uma refeição maravilhosa, David emocionou a todos ao dizer que nunca comeu antes uma comida tão boa como aquela, ele quase fez sua mãe chorar.

— Papai eu posso pedir uma coisa? – indagou Jack.

— Claro que pode.

— Eu sei que a minha mamãe está no céu, não é?

— Sim – Hotchner ainda ficava perdido quando seu filho falava de Haley – ela está sim.

— Eu posso ter duas mamães?

— Do que fala? – além de Hotchner todos se intrigaram.

— A Agatha pode ser minha mamãe? Eu posso chama-la de mamãe?

— Você quer me chamar de mãe? – Agatha já estava estupefata por causa da adoção e ficou mais ainda ao ouvir aquilo.

— Sim, você pode ser minha mamãe?

— Claro que eu posso. – ela não segurou o choro.

— Ela pode papai?

— Claro que sim meu filho. – os olhos de Hotchner já lacrimejavam.

Agatha levantou-se da mesa e abriu os braços para Jack que logo se apressou para um abraço, em meio aquele gesto ela pediu que David se ajuntasse e ele participou daquele momento. Hotchner se levantou e foi fazer parte daquele abraço coletivo.

Jéssica aproveitou a distração deles e registrou o momento com seu celular.

— Será o retrato mais lindo. – disse ela.

— Venha aqui e faça uma selfie conosco. – pediu Hotchner.

— Querem uma foto comigo?

— Jéssica você é da família, é tia desses meninos e para mim quanto para Hotch você é uma irmã. – enfatizou Agatha.

— Obrigada. – Jéssica já começou a chorar também.

— Então venha tirar uma foto junto da gente. – pediu Hotchner.

Jéssica se agrupou a eles e tirou uma selfie com seu celular. Aquele momento registrado em duas fotos com o celular realmente tornou-se lindas fotografias emolduradas pela sala do apartamento depois daquele dia, além daquelas fotos outros momentos foram registrados e exibidos em quadros ou porta-retratos espalhados por aquele lar familiar.

[...]

O casal voltou a sua rotina de trabalho, infelizmente sempre havia um perverso para ser impedido, mas eles junto da equipe não hesitavam e sempre estavam a disposição, entretanto Hotchner não permitia mais que o trabalho o consumisse como antes, ele agora tinha dois filhos e uma nova esposa que tinha planos futuros de um dia engravidar.

Entre o intervalo de um caso para outro, Erin Strauss convocou o agente Hotchner a sua sala para um diálogo em particular.

— Eu suspeito sobre qual seja o assunto – afirmou ele – é sobre aquela proposta que mencionou?

— Isso mesmo – Strauss já foi direta – senhor Hotchner eu vou me aposentar definitivamente do FBI.

— Isso é uma surpresa.

— Eu já trabalhei por muitos anos, enfim, chegou a hora de eu gozar de umas férias permanentes.

— Se é o que a senhora prefere, faça isso, faça o que é bom para o seu pessoal.

— A diretoria almeja que o senhor ocupe o meu cargo, o que acha?

— E a equipe?

— Temos excelentes agentes na mesma que podem se tornar chefes, temos Morgan, Prentiss, Blake, Rossi, JJ, Reid... Não menciono o agente Alvez porque faz pouco tempo que ele está na equipe para ter um cargo de chefe e nem a agente Seaver que é muito jovem assim como sua esposa, mas friso que elas são ótimas agentes.

— Eu compreendo a senhora.

— Tem alguma resposta ou quer tempo para pensar no assunto?

— Se eu aceitar, ficarei no seu lugar ocupando essa sala não é?

— Exato.

— Tendo que ser responsável pelo departamento da UAC todo, tendo que participar de reuniões e assinar vários documentos, fazer avaliações de agentes e toda aquela burocracia.

— Isso mesmo.

— Não acompanharia mais a equipe nos casos.

— Não, mas pode mencionar um nome de interesse.

— Senhora Strauss se a diretoria quiser trocar o chefe da equipe pouco importo, por mim pode ser outra pessoa, porém eu prefiro continuar na equipe mesmo não sendo mais chefe.

— Então isso é um não? A opção é sua, mas que fique claro que ocupando meu lugar teria mais benefícios e regalias.

— Eu sei, mas não acompanharia minha esposa nas investigações.

— Tudo isso é por ela? – Strauss admirou-se.

— Agatha não vivenciou bons momentos quando teve John Curtis lhe perseguindo além do mais que quando ele começou a perturba-la ela ainda lhe dava com os traumas das vezes passadas, não podemos esquecer-nos de Sean Smith e George Foyet.

— Correto.

— Eu prometi ficar do lado dela, sei que a equipe é toda preparada, mas prefiro continuar com eles e trabalhar ao lado de minha esposa, não me interprete mal, se a senhora e a diretoria pensaram em mim para ocupar o seu cargo eu fico lisonjeado, pois sinto que confiam em meu profissionalismo e que realmente a senhora deixou para trás os atritos passados e eu fico grato por isso, porém quero continuar o que faço até quando eu tiver que me aposentar e assim trabalhar ao lado de minha esposa.

— Agente Aaron Hotchner é de se admirar o seu amor por ela e eu compreendo perfeitamente sua posição sobre tudo, quer ficar ao lado de sua esposa para protegê-la quando for preciso? Que fique eu não ficarei ofendida pela sua recusa, eu vou informar a diretoria para que eles avaliem então o perfil de alguém para ocupar o meu lugar.

— Obrigado senhora Strauss.

— Eu que agradeço. – Strauss estendeu a mão ao agente Hotchner que a cumprimentou.

Quando ele saia da sala da supervisora viu sua esposa caminhar pelo corredor com uma pasta na mão.

— Onde estão os demais? – perguntou ele.

— Na sala aguardando o chefe – respondeu ela – eu fui buscar esses arquivos que JJ tinha esquecido em sua sala para apresentar o caso que temos.

— Crachá novo? – ele apontou para o crachá preso a blusa dela.

— Sim, eu que solicitei, foi-me permitido usar o novo sobrenome como agente.

— Então são dois agentes Hotchners?

— Sim senhor.

— Certo, vamos nos reunir com os outros, mas antes preciso entregar uma coisa – ele tirou do bolso do paletó um relógio digital – quero que use isso.

— Um relógio?

— Este não é um relógio comum, veja que eu uso um igual no pulso, esse relógio eu pedi para fazer, está vendo esse botão minúsculo? Ele não é para acertar a hora e sim para um pedido de socorro, se ocorrer qualquer coisa com um de nós e precisarmos pedir ajuda é só apertarmos esse botão que o outro é notificado.

— Sério? – Agatha pegou o relógio e o colocou em seu pulso.

— Sim, eu peço que queira usa-lo, por favor.

— Está bem, agora vamos?

— Vamos. – juntos eles caminharam para a sala de reunião onde os outros aguardavam.

Agora os dois eram o casal Hotchner, compartilhavam juntos de todas as situações da vida, sempre tendo cuidado um com o outro, Aaron Hotchner era um novo homem com uma nova família e Agatha Hotchner era uma jovem mulher, mas que já gozava de muita coisa da vida, que já tinha experiências vividas e estava sempre disposta a aprender mais do que o trabalho ou a vida pessoal lhe proporcionava.

Eles eram além de um casal, eles eram um só ao mesmo tempo em que eram dois, eram pais, amigos, amantes e parceiros de trabalho e estavam propensos a curtir cada minuto de suas vidas, o amor entre eles era imenso e forte, um sentimento capaz de enfrentar todas as tempestades e pesadelos que fossem vir, o amor deles jamais iria fraquejar.

O casal Hotchner era um exemplo de amor e superação.

Amor não é se envolver com a pessoa perfeita, aquela dos nossos sonhos. Não existem príncipes nem princesas. Encare a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitos. O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser.

(Autor Desconhecido)

FIM

Notas finais
Pessoal eu criei um banner simples para o capítulo, se não aparecer a imagem, por favor, me avisem para eu corrigir, está bem? Eu já expressei tudo o que eu queria nas notas iniciais, eu espero que tenham apreciado este final, obrigada pela dedicação a leitura e até o capítulo bônus. =) Obs: Criei o banner com as imagens dos personagens sem fins lucrativos, não tenho direito sobre a imagem dos mesmo, criei e postei aqui com intuito de puro entretenimento. O banner é uma singela homenagem aos personagens que participaram dessa fanfic. As falas em itálico é para indicar quando Agatha está conversando em português com seus familiares. Obrigada a todos! ♥