Notas iniciais
Oi pessoal, tudo bom? Como foi o final de semana? Eu espero que bem. Não vou me estender aqui, eu desejo boa leitura com este capítulo 89. Até mais =)

A inteligência é a insolência educada.

(Aristóteles)

— Não! – disse Hotchner fazendo todos darem atenção a ele – Agatha, isso é perigoso.

— Eu já ouvi falar sobre isso... – intrometeu-se Seaver – Isso não é uma droga?

— Digamos que sim – começou Reid a esclarecer – a Tetrodotoxina, ou seja, a TTX é uma potente neurotoxina que bloqueia os potenciais de ação nos nervos, esta substância liga-se aos poros dos canais de sódio voltagem-dependentes existentes nas membranas das células nervosas.

— Poderia ser mais claro? – pediu Morgan.

— Isto é um veneno – interferiu Hotchner – Agatha, você não pode fazer isso pode te levar a óbito de verdade.

— Eu ainda não entendi. – lamentou JJ confusa.

— Falando de um modo popular – respondeu Reid – a Tetrodotoxina é uma substância que paralisa todos os membros e órgãos do corpo humano.

— Você vai ingerir isso? – Prentiss virou-se espantada para Agatha.

— Sim – afirmou Agatha convicta – eu preciso realmente morrer para John Curtis e ele vai querer se certificar, vou fazer uso dessa substância para isso.

— Eu já disse que não. – insistiu Hotchner.

— Hotch, você precisa entender que...

— Eu não tenho que entender nada – interrompeu ele impaciente – quem tem que entender algo aqui é você, isso é arriscado para a sua vida, você pode morrer de verdade e tudo isso por causa daquele desgraçado? Eu já perdi a Haley por causa de um psicopata lunático não irei perder você.

— Ainda pensa na Haley? – Agatha encarou o noivo.

— Você entendeu perfeitamente o que eu quis dizer e a minha ordem sobre isso é não.

— Sinto muito meu chefe, mas essa ordem eu não vou acatar.

— Eu te afasto do caso, te afasto de tudo.

— Ótimo, me afaste, faça isso senhor Aaron Hotchner, pois eu estando afastada posso resolver essa situação sozinha sem sua observação! – Agatha apontava para Hotchner.

— Eu te afasto e te isolo de tudo, você ficará sem nenhum tipo de contato, isolada da sociedade até que eu resolva essa situação. – retrucou Hotchner fora de si.

— Você não sabe do que sou capaz, faça isso e você verá: eu dou o meu jeito e me livro de John Curtis muito antes de você!

— Agatha, por favor, você está maluca.

— Eu não vou desistir e se me impedir eu... – Agatha hesitou um pouco.

— Você o que? – Hotchner cruzou os braços.

— Eu termino tudo com você! – Agatha virou de costas e afastou-se de todos.

— Agatha! – clamou Hotchner quase a seguindo.

— Não venha atrás de mim – exigiu ela – eu não irei fugir do departamento, pode ficar tranquilo!

— O que foi isso? – indagou Rossi abismado – Vocês estão brigando, se desunindo e não é para isso acontecer.

— Isso só é ponto positivo para John Curtis – concordou Alvez – se continuarem desde modo vão acabar misturando as coisas e destruindo a relação de vocês.

— Eu vou atrás dela – disse Seaver – ela está fora de si pode ser capaz de querer sair daqui e resolver isso da pior forma. – Seaver retirou-se para procurar à amiga.

— Reid – Hotchner voltou-se para o gênio – se acatar esse plano absurdo e ajudar minha noiva com isso você será punido, entendeu?

— Entendi sim senhor. – Reid mirou Hotchner e depois abaixou a cabeça.

Hotchner distanciou-se de todos indo para aquela que seria sua nova sala e Rossi decidiu acompanha-lo enquanto os demais ficaram discutindo entre si a situação do casal.

[...]

Reid estava na copa do novo prédio servindo-se de café feito recentemente em uma cafeteira, ele encontrava-se sozinho até Donovan adentrar o local com um semblante muito sério.

— Algum problema? – questionou o gênio para a analista.

— Precisamos conversar. – Donovan se certificou se não vinha mais alguém para a copa e assim fechou a porta.

— Certo. – Reid puxou uma cadeira para ela.

— Cavalheirismo de sua parte. – Donovan esboçou um sorriso cheio de timidez e acomodou-se no assento.

— Apenas educação – retrucou ele que com sua xícara na mão sentou-se do lado dela – sobre o que quer falar?

— É sobre a agente Silva e claro sobre o nosso chefe Hotchner.

— O que tem? – Reid a fitou no olhar e percebeu a aflição.

— Foi um pouco inevitável não ouvir a discussão do casal em nossa sala – além dela ela se referia a Garcia – estávamos trabalhando em nossos computadores, pois sabe estamos analisando todos os contatos da agenda telefônica de Mateo Cruz para sabermos se realmente há algum contato de John Curtis, Penélope e eu estávamos trabalhando e quando ela decidiu sair para buscar seu café descafeinado ouvimos algumas exclamações e ela ficou receosa de sair se deparar com a equipe e depois a acharem que ela foi bisbilhotar e...

— Maeve, você está fazendo igual a mim.

— O que eu estou fazendo de igual?

— Está divagando.

— Certo, certo... Eu entendi... Eu estou enrolando, quer que eu seja direta é isso?

— Seria melhor. – Reid deu um gole em sua bebida.

— Perdão... Vou recomeçar... Penélope e eu ouvimos alguma coisa da discussão do casal, depois disso Morgan foi a nossa sala verificar se tínhamos algo referente ao contato de Mateo Cruz com John Curtis e sabe como a Penélope é curiosa não é? Ela o questionou e ele acabou dizendo que eles discutiram.

— Sim, eles estão descontrolados, este John Curtis não vem dando paz a eles e a nenhum de nós. – Reid logo voltou a pensar em Jason Gideon.

— É muito compreensível, eu tenho que admitir que também temo porque já notei que esse John Curtis pode ferir qualquer um de nós.

— Está com medo? – Reid voltou a fita-la no olhar – É sobre isso que quer falar?

— Não – Donovan arregalou os olhos – eu quero dizer, sim eu estou assustada, mas não é sobre isso que quero falar.

— Maeve eu estou confuso.

— Perdão eu vou ser direta... O agente Morgan nos falou sobre a discussão e revelou sobre o plano da agente Silva.

— Sim e ela esta convicta em executa-lo.

— Ele disse, porém ela quer fazer uso de uma substância muito perigosa à vida que é a Tetrodotoxina, uma toxina encontrada nas gônadas e em outros tecidos viscerais de alguns peixes da classe Tetraodontiformes, à qual pertencem o peixe fugu japonês ou baiacu.

— Uau, você sabe bastante sobre a substância! – Reid ficou perplexo, mas logo voltou ao normal – Porque eu me impressiono? Você é uma gênia, tem um QI alto não deveria me admirar.

— Sei das coisas assim como você sabe, você também é um gênio e concluiu o colegial igual a mim: com doze anos.

— Verdade, já falamos sobre isso antes.

— E como um gênio você sabe muito bem o quanto é perigoso à ingestão da Tetrodotoxina.

— Sim, eu sei.

— Mas foi você que sugeriu ela, não é mesmo Doutor Spencer Reid? – Donovan cruzou os braços.

— Eu não sugeri nada – Reid empurrou sua xícara para um canto da mesa – ela teve essa ideia e me veio questionar e eu apenas respondi.

— Poderia ter dito que não tinha nada que pudesse ajuda-la não é? Informar que existe uma substância que paralisa todo o organismo humano por algumas horas só pirou a situação.

— Ela não é estúpida, ela é outra gênia se quer saber, concluiu o colegial no Brasil com quinze anos e veio cursar faculdade de psicologia criminal aqui nos Estados Unidos e conseguiu se tornar agente do FBI, acha que ela não iria saber algo do tipo? No calor do momento talvez não, mas evidente que ela iria pesquisar sobre.

— Mas ainda assim não deveria ter mencionado sobre a substância, ela vai atrás disso custe o que custar.

— Não é algo de se conseguir fácil.

— Como você mesmo disse: ela não é estúpida.

— Ora Maeve, agora a culpa é minha? Veio até aqui me acusar? Já não acha que estamos com os nervos à flor da pele demais não?

— Eu não vim te acusar de nada – Maeve ajeitou a postura no assento – peço perdão se pareceu isso não era a minha intenção.

— Então?

— Eu vim pedir que não auxilie a agente Silva com esse plano e não permita que ela faça essa loucura sozinha, pois a Tetrodotoxina é mil e duzentas vezes mais tóxico que o cianeto, é um dos venenos mais potentes e conhecido, uma dose mínima é fatal para um camundongo quanto para um homem.

— Eu sei de tudo isso e admito que foi estupidez minha mencionar sobre esta substância, mas se tem alguém que pode impedi-la de tal loucura é o Hotch.

— Morgan comentou que eles discutiram feio e que ela não está dando ouvidos a ele.

— Eu sei.

— Temos que pensar em algo.

— Eu estou cansado de pensar – Reid levantou da cadeira – Jason está nas mãos daquele perverso, o relógio está correndo e temos que ficar aqui pensando, o pior é que só temos o plano dela o outro é assim que tivermos o contato rastreá-lo e cercar John Curtis, mas isso é arriscado porque encurralado ele vai liquidar Jason e o garoto David.

— Morgan falou disso também – Donovan colocou-se de pé e aproximou-se de Reid – você estima muito esse Jason Gideon não é?

— Sim. – Reid abaixou a cabeça.

— Vamos salva-lo. – Donovan lhe tocou o ombro.

— Eu tenho medo que não consigamos e dessa vez eu o perca de verdade.

— Spencer... – Donovan aproximou-se mais de Reid e ficaram frente a frente – Pense positivo.

— Eu estou cansado de pensar logo eu que sou um gênio tenho um QI alto não consigo raciocinar nada para salvar Jason... E sabe o que é mais triste? É que o plano absurdo da Agatha parece a melhor opção, mas muito arriscado para a vida dela.

— Ó Spencer... – Donovan tocou devagar os braços de Reid e vagarosamente o puxou para mais próximo dela e encostou sua testa na dele fechando os olhos – Queria poder pensar em qualquer coisa que pudesse ajuda-los.

— Eu também. – Reid também fechou os olhos, ficaram em silêncio por alguns minutos com as testas encostadas, a respiração de ambos era a trilha sonora daquele momento, o coração do gênio saltitava de uma maneira que o fez amedrontar, claro, ele estava atormentado por causa de Jason Gideon e de também finalizar aquele caso, capturar John Curtis e dar a paz a todos da equipe, todavia naquele exato momento seu coração batia naquela disparada por estar tão próximo a Maeve Donovan que sentia suas pernas tremerem, o coração dela também batia desgovernado, desde os primeiros olhares algo surgia entre eles dois muito mais que admiração e companheirismo profissional, estariam se apaixonando?

Após aquela quietação entre eles Donovan abriu os olhos e afastou-se de Reid estupefata, o gênio ficou atordoado e questionou:

— O que foi?

— Eu acabo de pensar em algo! – exclamou ela triunfante.

— Teve uma ideia? Para o caso?

— Sim!

— Conte-me logo. – Reid a segurou pelo braço.

— Precisamos conversar com o chefe, mas a noiva dele não pode saber.

— Maeve, você está me assustando, no que está pensando?

— Precisamos falar com o chefe agora. – insistiu ela.

— Está bem. – aceitou Reid.

[...]

Hotchner organizava as coisas em seu novo escritório enquanto Rossi tentava em vão tranquiliza-lo diante de tudo.

— David você é um amigo de ouro, um homem que eu admiro – dizia Hotchner – porém não me venha com suas frases filosóficas, seus conselhos porque de nada adianta.

— Porém o casal estressado e discutindo não soluciona nada – retrucou Rossi – um precisa entender o outro, vocês precisam conversar.

— Você não viu como ela está fora de si? Agatha precisa ficar afastada, mas como farei isso? John Curtis mexeu com o psicológico dela, agora tudo piorou porque ele está com o menino que queremos adota-lo, não podemos agir sem pensar isso será o fim da criança além de Jason Gideon.

— Sua noiva jamais aceitará ser afastada.

— Isso mesmo e precisamos agir, a única coisa que temos é a declaração de Mateo Cruz e aguardar que Garcia junto a Donovan ache este contato depois disso não resta mais nada: teremos que coagir John Curtis.

— Um risco e tanto para Jason e a criança.

— Não temos alternativa é isso ou nada, temos que dar um jeito que no momento em que o encontrarmos ele não mate ambos, mas aceitar essa ideia absurda de Agatha jamais.

— O plano dela até que é bom, ela poderia fingir que morreu mesmo, encenávamos tudo perfeitamente, porém poderia ser feito isso sem ela ingerir aquele veneno.

— Ela acredita que John Curtis é capaz de enviar alguém para garantir que ela morreu.

— Será? – Rossi coçou a barba.

— Ela acredita que se encenarmos um funeral ele envie alguém para verificar a respiração dela no caixão, ou que ele desenterre o caixão depois atrás do corpo.

— Ele se arriscaria tanto?

— No final seria tudo perigoso do mesmo jeito, se John Curtis descobre ou desconfia de que forjamos a morte dela daí ele é capaz de mais atrocidades, teríamos que isolar Agatha da sociedade, lhe dar uma nova identidade, enfim.

— Então a opção que resta é o contato e assim que rastreado confronta-lo. – Rossi deu de ombros acomodando-se em uma poltrona.

— Isso é se Mateo Cruz não mentiu, talvez não tenha contato nenhum. – Hotchner sentou-se a sua mesa e ficou pensativo.

— Com licença – era Reid batendo a porta entreaberta – Hotch, precisamos falar com você.

— Sim e agora. – confirmou Donovan em sua companhia.

— Entrem. – pediu Hotchner.

— Maeve teve uma ideia. – Reid trancou a porta.

— Não dê créditos só para mim. – Donovan corou.

— Você merece – retorquiu Reid – a ideia foi sua.

— O que a dupla de gênios quer nos dizer? – Rossi já estava curioso.

— Podemos sim executar o plano da agente Silva sem ela por em risco a vida. – disse Donovan.

— Sobre este plano eu já disse que não. – interferiu Hotchner.

— Hotch, você precisa ouvi-la – pediu Reid – por favor.

— O gênio tem razão – intercedeu Rossi – Aaron a ouça primeiro.

— Sente-se senhorita Donovan. – Hotchner apontou para uma cadeira de frente a sua mesa.

— Obrigada. – Donovan assentou-se e começou a falar sobre sua ideia.

[...]

Seaver estava saindo da copa com uma xícara de chá de camomila feito para Agatha quando seu celular vibrou era uma mensagem de Alvez, ela a leu atentamente e guardou o celular de volta ao bolso da blusa e voltou para a sala onde Agatha se encontrava.

Seaver conseguiu acalmar por alguns instantes a amiga com uma boa conversa e para que a mesma se sentisse melhor ela lhe providenciou um chá.

— Obrigada. – agradeceu Agatha pegando a xícara assim que sua amiga retornou.

— Eu espero que se sinta um pouco melhor.

— Obrigada Ashley – Agatha sorri para ela – você é uma amiga e tanto.

— Você que é uma amiga maravilhosa.

— Com licença. – era Hotchner adentrando o local.

— Veio conversar com ela? – indagou Seaver.

— Pode nos dar licença?

— Claro. – Seaver ia se retirando.

— Ashley não vá – pediu Agatha – eu não vou falar com ele agora.

— Desculpa amiga, mas vocês precisam se resolver. – Seaver logo saiu.

— Veio comunicar que já providenciou um novo esconderijo para mim? – resmungou Agatha assoprando o vapor de sua bebida – Que vai me isolar do caso? Já avisei que não adianta.

— Eu não vim discutir – Hotchner fechou a porta e puxando uma cadeira sentou-se diante da noiva – vim lhe ouvir.

— Ouvir? – Agatha escancarou os olhos ao dar um gole em seu chá.

— Eu pensei, ouvi conselhos de Rossi e...

— E o que?

— Ele disse que eu deveria te ouvir primeiro, saber os detalhes e tudo mais antes de ordenar qualquer coisa.

— Saber detalhes do que? – Agatha estava confusa.

— Sobre o seu plano.

— Fala sério? – dessa vez ela deu outro gole em seu chá só que mais admirada.

— Por favor.

— Certo – ela deu mais dois goles em sua bebida e colocou a xícara em um canto da mesa – o plano é o seguinte: primeiro precisamos do contato que Mateo Cruz mencionou.

— Sim e você pretende falar com John Curtis?

— Isso mesmo eu vou fazer um acordo com ele para que me liberte David e Gideon.

— Você crê que isso aconteça?

— Eu conheço muito bem aquele infeliz, sei seus pontos fracos, deveria ter usado disso antes, mas enfim, eu vou persuadi-lo vou conseguir convence-lo, farei o acreditar que ele me terá de volta, bom então depois que conseguir ele terá que entregar os dois, é óbvio que ele não virá pessoalmente trazer os dois, vamos ter que combinar isso direito sem falhas, assim resgataremos Gideon e nosso menino David.

— E depois disso?

— Farei contato com John Curtis de novo só que dessa vez estarei “arrependida” do meu trato com ele, direi que não quero voltar a ele enfim, precisarei encenar e deixar evidente a ele que estou farta de tudo que ele desgraçou minha vida e que optei em me suicidar.

— Você não acha que ele vai ser capaz de ferir alguém por causa disso?

— Não vou mentir e dizer que é impossível, mas então terei que demonstrar que não me importo com mais nada que no final das contas ele perdeu ele não me terá.

— E você está disposta a se fingir de morta mesmo?

— Terei que fazer isso, eu conheço aquele infeliz é capaz de desenterrar minha cova se não tiver provas de meu óbito.

— Você está disposta a encenar um funeral e tudo?

— Será necessário, ele vai aparecer disfarçado ou enviará alguém para checar minha respiração no caixão.

— Mas você não acha que é arriscado demais fazer uso daquela substância? Pode te levar a óbito de verdade.

— Depois que Reid mencionou a Tetrodotoxina eu pesquisei algo sobre ela – Agatha pegou seu celular e mostrou a Hotchner as pesquisas feitas por ela na Internet – é uma substância que paralisa todos os órgãos do corpo parecendo que a pessoa teve óbito, há pessoas que já fizeram uso dessa substância com LSD porque queriam “morrer temporariamente” e ver como é o outro lado e regressar a vida para dar testemunho sobre isso.

— Ainda assim é perigosa – disse Hotchner lhe tocando a mão – isso é um veneno e leva a óbito se a pessoa não for salva a tempo, eu pesquisei sobre ela também, assim que ingerido e após todos os sintomas a pessoa permanece paralisada e pode vir a óbito dentro de quatro a seis horas, tem casos que pode variar e ocorrer à morte entre vinte minutos a oito horas.

— Mas vamos preparar tudo – Agatha colocou o celular sobre a mesa e pegou na mão de seu noivo – vamos organizar tudo, uma equipe médica a me ajudar, a equipe... Eu tenho que morrer e morrer mesmo para este infeliz.

— Eu não quero discutir, porém este plano é insano demais e acho que você está com o psicológico muito afetado.

— Eu estou farta Hotch – uma lágrima deslizou dos olhos dela – se quando rastrearmos onde ele está e o cerca-lo ele irá na hora matar Jason e o nosso menino David e pouco vai me interessar se ele se mate depois, ele terá levado embora meu menino, se ele ficar vivo vai ficar preso ou internado, mas vai fugir e voltar a me atormentar e perseguir todos nós, infelizmente fui eu que aceitei ter tido uma relação com ele no passado e sou eu que preciso dar fim, mas ele só aceitará o fim dela após minha morte.

— E se você morrer de verdade? Se esta droga te matar de imediato? O que vai ser de mim? Eu não posso te perder.

— Você não vai, vocês vão conseguir me salvar a tempo.

— Agatha... – uma lágrima rolou pelo rosto de Hotchner.

— Eu preciso fazer isso... Por mim, por nós dois, pela nossa família, pela equipe... Por favor, Hotch, aceita.

— É loucura o que eu vou dizer, mas...

— Você vai acatar minha ideia? – Agatha arregalou os olhos.

— Infelizmente eu vou.

— Vai dar tudo certo, você vai ver! – Agatha agarrou-se ao seu noivo em um abraço.

Ficaram abraçados e ambos deixaram as lágrimas escorrerem não se aguentando mais a aquele sofrimento, desde a fuga de John Curtis eles não tiveram paz, não podem viver suas vidas tranquilamente, Agatha não tinha planejado nada sobre o casório porque estava sempre com medo e fugindo, vivenciando horrores por causa daquele maníaco que era disposto a qualquer loucura por sua causa.

— Licença – era Garcia batendo a porta.

— Entre. – pediu Hotchner afastando-se do abraço e enxugando as lágrimas.

— Eu atrapalho alguma coisa?

— Imagina, pode falar. – pediu Agatha.

— Donovan e eu conseguimos.

— O contato?

— Há alguns números de chips descartáveis – explicou Garcia entregando seu tablet a Hotchner – são números suspeitos, tentamos rastreá-los, mas quando encontramos algo são endereços de outros estados.

— Da outra vez ele usou este truque – recordou Hotchner – rastreamos a ligação e quando chegamos não era o endereço verdadeiro, ele sabe desviar sua localidade.

— Por isso estes números são fortes pistas, alguns deles estão desativados já outros não.

— Eu vou ligar para este números. – afirmou Agatha.

— Tem certeza? – Hotchner a encarou.

— Sim.

— E nós? – especulou Garcia – O que devemos fazer?

— Organizar o meu funeral. – Agatha se levantou e saiu da sala.

— Então devemos seguir com o plano? – cochichou Garcia ao seu chefe.

— Sim. – confirmou Hotchner ficando de pé.

— Eu espero que dê certo. – falou Garcia em surdina antes de se retirar.

— Eu também espero. – disse Hotchner a si.

Não há nada na nossa inteligência que não tenha passado pelos sentidos.

(Aristóteles)

Notas finais
Eita, o casal discutindo não é nada legal, esse JC precisa ser pego logo para dar paz a todos! Qual é a ideia de Maeve Donovan? Hotch no final aceitou o plano de Agatha, mas algo está estranho e deve ser relacionado ao que Maeve disse... Momento fofo de Reid com Maeve, será que eles estão se envolvendo mesmo? Que lindo! ♥ Obrigada por ler e até o próximo. =)