Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada

86 Capítulo 86 - O Segredo de Mateo Cruz


Notas iniciais
Hello People! How are you? Pessoas lindas que saudades! Eu sei que estou bem atrasada com as postagens dos capítulos, peço pela milésima e uma vez desculpas, eu viajei mais uma vez, porém dessa vez foi uma viagem até que rápida fiquem apenas uns 10 dias fora, eu viajei apenas para um compromisso mesmo que foi o encontro do Nyah! em São Paulo e foi maravilhoso! Eu retornei de viagem na segunda-feira, daí eu tirei segunda e ontem para descansar, até porque eu regressei doente, 'tô com a garganta inflamada demais e estou completamente muda! Sério 'tô sem voz, mas ainda bem que para escrever é com as mãos não é mesmo? Já estiquei meus dedinhos para escrever o capítulo 86 para vocês. Para não ficarmos perdidos na leitura 'bora relembrar brevemente o que rolou no capítulo anterior: Stephen filho de Jason Gideon revelou a Reid que o pai esta vivo, porém desaparecido e também revelou as ameaças de que recebeu de John Curtis, Reid é claro entrou em desespero porque ele considera Jason Gideon demais, ele o ama como um pai e agora teme que o possa perder de vez e Agatha prometeu que não deixaria aquilo acontecer, pois a hipótese de Gideon esteja com o JC é enorme. Eu espero que assim se dê uma arejada nos acontecimentos já que demorei a postar o próximo que vem trazendo uma revelação bombástica (pelo nome do capítulo já dá pra imaginar não é?). Capítulo 86 fresquinho para vocês! =) Agradecimentos as visualizações e comentários do capítulo 85.

Os animais possuem a racionalidade de não tocar suas crias, e os seres humanos a irracionalidade em violar suas crianças.

(Lenilton Silva)

Reid teve auxilio de Agatha para levantar-se do chão e na companhia dos demais voltaram para a sala de reunião.

— Eu vou buscar água para ele. – ofereceu-se Donovan a fazer aquela simpatia.

— Garoto inspira e respira bem devagar. – pedia Morgan a Reid que foi colocado sentado a uma cadeira.

— Eu ainda tenho que conversar com Stephen... – Reid tentou se levantar, mas Agatha o impediu – Por favor, eu preciso ir.

— Fique aqui. – exigiu Agatha.

— Stephen deve ter ficado no escritório, eu vou conversar com ele. – disse Rossi saindo da sala.

— Aqui está a água. – Donovan regressou com um copo de água e entregou a Reid.

— Obrigado Maeve. – mesmo com os nervos a flor da pele Reid conseguiu esboçar um sorriso para Donovan que sorriu de volta.

— Infelizmente temos mais um problema para nos preocuparmos – começou Prentiss – Jason Gideon está vivo e desaparecido.

— As chances de John Curtis o tê-lo raptado são grandes – retrucou Reid terminando de beber sua água e colocando o copo sobre a mesma – ele ameaçou Stephen.

— Mas também tem a hipótese de que ele esteja sozinho e desorientado por aí – falou Blake esperançosa – não faz muito tempo que ele saiu do hospital.

— Teremos que comandar uma busca sobre ele. – disse Hotchner.

— Eu quero acreditar na hipótese da Blake – disse Agatha apreensiva – não irei suportar mais nenhuma maldade de John Curtis com mais alguém.

— Eu devo anunciar que Jason Gideon está desaparecido? – indagou JJ.

— Não seria arriscado? – retrucou Alvez – E se realmente Jason Gideon está nas mãos de John Curtis? Se Curtis ver algo assim na mídia pode querer matar Gideon.

— Mas precisamos arriscar alguma coisa – respondeu Seaver – ficarmos parados e com medo não irá adiantar nada.

— Eu vou começar minhas buscas digitais – disse Garcia – vamos Donovan?

— Claro – Donovan virou-se para Reid e tocou-lhe o ombro – fique bem, por favor.

— Não se preocupe comigo. – disse Reid.

Garcia e Donovan se retiraram, Hotchner ordenou que JJ anunciasse para a mídia sobre o desaparecimento de Jason Gideon, pois era como Seaver havia dito: eles tinham que fazer alguma coisa.

— Ficamos de interrogar Mateo Cruz. – lembrou Alvez.

— Já o trouxe para cá? – perguntou Hotchner.

— Sim.

— O leve para a sala de interrogatório, eu vou interroga-lo.

— Eu vou junto. – disse Agatha.

— Está com os ânimos controlados? – Hotchner a fitou nos olhos.

— Sim. – garantiu ela.

— Falando em Mateo Cruz – lembrou-se Morgan – Prentiss e eu conseguimos trazer todas as fotografias da casa dele e procuramos por mais indícios sobre ele ter abusado de sua sobrinha.

— Encontramos um notebook pessoal dele que contêm umas fotos denunciadoras, deixamos com Garcia assim que chegamos. – concluiu Prentiss.

— Ótimo, precisamos analisar primeiro estas evidências. – disse Hotchner.

— Eu já vou deixa-lo na sala de interrogatório aguardando para causar aquela pressão básica. – disse Alvez que saiu da sala na companhia de Seaver.

— Eu preciso falar com Stephen. – insistiu Reid.

— Ainda não – disse Agatha – Rossi foi conversar com ele, Reid você precisa manter a calma antes de tudo.

— Eu não posso ficar parado sabendo que Gideon pode estar perdido por aí ou nas mãos de John Curtis.

— Nenhum de nós vai ficar parado – garantiu Morgan – nós iremos encontra-lo.

— Quem sabe no interrogatório com Mateo Cruz não descubramos alguma coisa sobre ele? – indagou Blake.

— Blake tem razão – afirmou Hotchner – vamos analisar primeiro as provas que foram achadas sobre ele no caso de Beth Cruz e em seguida interroga-lo.

— Está bem. – a vontade de Reid era sair dali e procurar Jason Gideon pelas ruas, mas ele sabia perfeitamente que aquilo não era um bom plano, por mais que estivesse desesperado ele teria que ter paciência e trabalhar em equipe, portanto, acatou a ordem do chefe.

[...]

Mateo Cruz foi levado à sala de interrogatório por Alvez e Seaver, ele insistia para que lhe tirassem as algemas, porém os agentes ignoraram seu pedido.

Ele ficou aguardando por algumas horas para ser interrogado, Seaver colocou a temperatura do ar-condicionado para a mais fria possível, uma tática antiga que eles sempre usavam para interrogar alguém, pois o frio deixa as pessoas vulneráveis.

Assim que Hotchner adentrou a sala na companhia de sua noiva Mateo Cruz começou a escandalizar:

— Até que enfim! Como vocês tem coragem de me deixar esperando por tanto tempo? Sou o supervisor do departamento!

— Não me faça rir – retrucou Agatha – o senhor já sabe muito bem que não é mais supervisor de nada, não é mais um agente do FBI.

— Eu exijo um advogado!

— Sem escândalos. – exigiu Hotchner que carregava consigo o notebook pessoal de Mateo Cruz.

— O que faz com meu notebook? Vocês invadiram minha casa? Além de me prenderem sem motivo algum vocês invadem minha residência e pegam minhas coisas?

— Te prendemos sem motivo? – Agatha cruzou os braços – Faça-me o favor senhor Mateo Cruz e admita logo sua parceria nisso tudo!

— A agente aqui está ficando maluca achando que todos estão contra ela.

— O senhor me levou até sua casa e quando chego lá Andrew Kane está lá querendo me levar até John Curtis!

— Eu não sabia que ele estava lá, eu juro.

— Mateo Cruz essa desculpa não vai ser aceita, admita que auxiliou John Curtis. – disse Hotchner.

— Vocês estão ficando malucos por causa desse John Curtis!

— Temos provas de que se envolveu para ajuda-lo, temos troca de mensagens de sua sobrinha com o John Curtis e seu nome é mencionado. – afirmou Agatha.

— O que? – Mateo Cruz arregalou os olhos.

— Além da confissão dela que se envolveu com John Curtis. – disse Hotchner.

— Mentira! – Mateo Cruz bateu os pés contra o chão.

— Controle-se! – impôs Agatha – Ou quer que algememos seus pés?

— Isso tudo é mentira – continuou Mateo Cruz – onde está minha sobrinha?

— Gostaríamos de saber – Hotchner puxou as cadeiras para que ele e sua noiva se sentassem de frente a Mateo Cruz – John Curtis causou um incêndio no prédio principal do FBI e no meio disso tudo ela fugiu.

— Mas antes disso ela tentou me matar. – garantiu Agatha.

— Vocês estão inventando, Beth é o ser mais bondoso que existe, ela jamais se envolveria com um maníaco e tentaria matar alguém.

— Você defende muito sua sobrinha – Hotchner foi colocando o notebook sobre a mesa – é capaz de fazer tudo por ela, não é mesmo?

— Claro que sim – Mateo Cruz encarou Hotchner – ela perdeu os pais muito nova, os irresponsáveis se suicidaram e deixaram a menina, eu não poderia deixa-la sozinha.

— E desde então vem sendo muito protetor com ela?

— Faço o que for preciso pela minha sobrinha.

— Faz de tudo mesmo – disse Agatha – é capaz de junto a ela se envolver com um criminoso que persegue alguém, tudo para ver sua sobrinha feliz.

— Ou faz de tudo por ela para que a mesma não venha revelar a ninguém sobre o “carinho excessivo” que tem por ela. – afirmou Hotchner.

— Do que estão falando? – Mateo Cruz arregalou os olhos.

— Beth foi sua primeira? – questionou Agatha o encarando – Ou teve outra antes?

— Agente Hotchner sua noiva está maluca? Do que ela fala? – Mateo Cruz virou seu olhar a Hotchner.

— Ela não está maluca – Hotchner abriu o notebook que já estava ligado e acessando uma pasta de imagens virou a tela para Mateo Cruz observar – ela fala sobre isso aqui.

— O que? – Mateo Cruz esticou o pescoço para olhar melhor as imagens na tela de seu notebook – Eu não tenho nada haver com isso!

— Assim que entramos o senhor afirmou que este notebook era seu.

— Admita Mateo Cruz! – Agatha decidiu usar a postura da agente impaciente e levantou-se batendo a mão sobre a mesa.

— Eu não sei de nada, isso é armação de vocês!

— Armação? – Agatha pegou o notebook e acessou mais imagens – Olha isso aqui! Olha seu depravado! Além das fotos das outras garotas tem umas mais antigas que é da sua sobrinha!

— Você é um pedófilo. – garantiu Hotchner.

— Não sou! – esbravejou Mateo Cruz.

— É sim... – retrucou Agatha – Olha bem essas imagens no seu notebook... Fotos de Beth Cruz quando criança e adolescente e ela está nua nas mesmas!

— Além dela fotos de outras garotas, possíveis vítimas não é mesmo? – Hotchner perdeu a paciência.

— Não, não e não! – Mateo Cruz começou a chorar – Vocês estão entendendo errado!

— Não estamos – prosseguiu Agatha – está bem óbvio que você abusou sexualmente da sua sobrinha durante a infância e a adolescência e com certeza a impediu de falar sobre isso a alguém, então você sempre comprou o silêncio dela, você faz tudo por ela por medo dela de delatar, foi capaz de se envolver com John Curtis para ajuda-la porque ela quer me ver morta ou longe de Aaron Hotchner!

— Não é verdade...

— Mateo Cruz você está preso por pedofilia e por conspiração a uma perseguição sobre uma agente do FBI.

— Eu não sou um pedófilo! – vociferava Mateo Cruz – Eu tenho alguns problemas eu admito, eu tentei me curar...

— A desculpa clássica de quem comete uma coisa dessas – falou Agatha enojada – eu admito que não tenho simpatia por sua sobrinha, mas fico sentida pelo que ela passou em suas mãos.

— Vamos providenciar que uma equipe cuide do caso dessas garotas – Hotchner desligou e fechou o notebook – com certeza são vítimas.

— Por favor, isso será um escândalo... – Mateo Cruz encarou os agentes – eu imploro que não deixem isso se espalhar, o departamento todo não pode saber.

— Impossível. – retrucou Agatha.

— Por favor, eu digo qualquer coisa sobre John Curtis!

— É capaz de nos revelar tudo? – Agatha o mirou no olhar.

— Se vocês garantirem que este meu problema não seja espalhado por todo o departamento.

— Precisamos analisar essa proposta. – disse Hotchner que junto a sua noiva saiu da sala.

O casal foi para um canto do corredor do local em que estavam para discutir a situação:

— Acha que ele vai revelar mesmo? – indagou Hotchner.

— Temos que arriscar. – Agatha deu de ombros.

— Você sabe que iremos blefar não é? Óbvio que o departamento saberá sobre as garotas.

— Isso eu sei, por isso aceito usar o blefe.

— Certo. – aceitou Hotchner.

— Agatha! – era Garcia a clamando pelo corredor.

— O que houve? – Agatha virou-se para olhar Garcia que se achegava a ela.

— Você tem mais um recado.

— Recado?

— Sim... – Garcia precisou parar um pouco para respirar melhor – John Curtis acaba de enviar outro recado.

— O que? – dessa vez Hotchner questionou.

— Recado por onde? – perguntou Agatha nervosa.

— Acabou de chegar uma encomenda, um pacote endereçado a mim, quando o abri era um pendrive e quando o conectei era um vídeo dele... Você precisa ver logo!

— Vamos agora! – Agatha puxou Garcia pelo braço enquanto Hotchner seguiu ambas.

Abusar de uma criança, não é apenas roubar os seus sonhos... é condená-la para sempre, por um crime que ela não cometeu.

(Guibson Medeiros)

Notas finais
Gente! Que babado... Mateo Cruz nunca foi um homem decente, ele além de abusar da sobrinha abusou (ou abusava) de outras garotinhas... Que tenso! Em meio a investigação sobre o JC eles descobriram esse segredo, que coisa! E mais um recado do JC para nossa Agatha, o que será que ele vai dizer dessa vez? Será que é algo relacionado a Gideon? Ou apenas mais uma ameaça? Obrigada por ter lido e eu espero que tenha gostado, eu espero não demorar com o próximo. =) Obs: * Imagem encontrada no Google Imagens, a mesma não me pertence e sim a atriz Aline Dias que aqui na minha fanfic representa nossa Agatha, a uso sem fins lucrativos. * Citações do início e do final foram encontradas no site O Pensador e as mesmas tem seus devidos créditos.