Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada
75 Capítulo 75 - Um Inesperado Pedido de Ajuda
Notas iniciais
"Quem tem medo de pedir ajuda quando precisa, acaba morrendo sem precisar."
(Humberto Queiroz)
― Vamos discutir isto detalhadamente quando voltarmos ao departamento – propôs Agatha levantando-se – agora nós vamos analisar cada detalhe deste apartamento.
― Precisamos encontrar qualquer coisa que nos confirme que Beth está envolvida. – concordou Alvez.
Eles voltaram a se espalhar pelo apartamento: Hotchner ficou a examinar a sala enquanto Agatha e Seaver foram para a cozinha, JJ ficou com o banheiro e Alvez com o quarto.
Alvez vasculhou com minúcia o aposento, explorou todas as gavetas de uma cômoda e encontrou algo.
― Achei! – anunciou e os demais já se achegaram ao quarto.
― Este deve ser parte do disfarce. – comentou Seaver, pois Alvez localizou uma peruca loira em uma das gavetas.
JJ providenciou um pacote plástico apropriado para guardar evidências físicas e eles voltaram a investigar.
Agatha voltou à cozinha e ao abrir a geladeira estranhou, pois a mesma estava quase vazia apenas continha alguns pacotes de congelados e ela tirou uma foto da mesma com o celular. Seaver averiguou as dispensas e só se deparou com pacotes de alimentos pré-prontos como macarrão instantâneo e comidas do tipo, ela também tirou uma foto.
Ambas decidiram xeretar a lata do lixo que estava cheia e acharam pacotes de doces vazios e embalagens de alimentos de lanchonetes famosas das cidades, mas o que surpreendeu as duas foram duas miniaturas de brinquedos que vinham com o lanche.
― Ela teve contato com as crianças. – afirmou Seaver tirando uma foto da lixeira e recolhendo as provas.
― Será que elas estiveram aqui? – perguntou Agatha.
― Isto pode ser provável – respondeu Seaver que achou mais uma evidência – Veja só... Uma nota de supermercado.
― O que ela comprou? – Agatha pegou a nota e a observou – Olha só Ashley: ela comprou bolachas, doces, alimentos instantâneos, sabonete e shampoo infantil.
― As crianças então estiveram aqui.
― Sim. – concordou JJ com Seaver ao achegar-se a porta da cozinha – Eu encontrei isto no banheiro. – JJ carregava consigo uma embalagem plástica de evidência a mesma embalava um shampoo infantil.
Eles se voltaram para a sala, Hotchner ainda a observava, a única pista intrigante que ele encontrou foram algumas correspondências ainda fechadas sobre uma mesinha de centro e as abrindo concluiu que eram boletos cobrando um valor mínimo de todos os serviços.
― Este apartamento é fachada – falou Alvez o que todos já suspeitavam – ela não mora aqui de verdade, comprou este apartamento para despistar nós.
― Mas as crianças estiveram aqui. – afirmou Agatha.
― Provavelmente ela as trouxe para se alimentarem e tomarem banho – disse JJ – o banheiro está com um odor forte de cloro.
― Será que ela machucou algum deles?
― Talvez as trouxe para tomar um banho e para eliminar qualquer tipo de prova como DNA ela limpou o banheiro com bastante cloro.
― Segundo o garoto Charlie foi Karl Arnold que levou as crianças. – lembrou Alvez.
― Talvez ele veio aqui. – disse Seaver.
― E pode haver chance de voltar – Hotchner pegou seu celular – vou providenciar uma vigia a este apartamento, qualquer movimento saberemos. – deram a última observada e depois com as provas que conseguiram voltaram ao departamento.
Quando chegavam Morgan enviou uma mensagem a todos pedindo que se encontrassem na sala de reunião, ele queria mostrar a gravação que obteve com a testemunha que viu Vincent Rowlings.
Garcia colocou o vídeo para iniciar e todos então viram que era mesmo Vincent Rowlings com David Smith.
― Coitado do David – lamentou Agatha – pela terceira vez na mão de um assassino.
― O garoto parece tranquilo. – observou Rossi.
― Tem razão – concordou Prentiss – ele está pegando algumas coisas da prateleira e as colocando no cesto e demonstra confiança.
― Pode ter sido coagido. – disse Agatha.
― Não – discordou Hotchner – vou explicar o porquê... Vincent Rowlings se socializa muito bem com crianças.
― E se ele mudou?
― Conhecemos o perfil de Vincent – continuou Morgan – ele assassinava mulheres, o gatilho para tudo isso foi quando ele era criança que testemunhou seu pai matar sua mãe com facadas porque ela o traía.
― Primeiro ele matou mulheres loiras parecidas como sua mãe, mas antes procurava saber se as mesmas cometeram o adultério ao ter certeza ele concluía a sua ação – prosseguiu Prentiss – depois desenfreou toda mulher loira que ele conhecia era uma ameaça, Vincent parou com a matança quando assassinou a mãe de um garoto cego, o menino estava presente no momento do assassinato, porém por ser cego o menino não sabia quem era o culpado e Vincent se viu nele e criou um vínculo com o garoto.
― O menino que ficou órfão foi logo adotado por uma mulher que não conseguia engravidar, mas temos provas de que Vincent tentou adota-lo, mas por causa da baixa renda que tinha não foi aprovado, então ele mudou-se para ser vizinho do garoto. – explicou Rossi.
― Porém quando Vincent conheceu a mãe adotiva do garoto voltou a matar porque a mesma era loira só que para não fazer o menino sofrer de novo ele assassinava outras para descontar sua ansiedade em querer mata-la. – Morgan voltou a falar.
― Ele nos enviou um vídeo pedindo ajuda. – finalizou Hotchner.
― Ajuda para impedir os assassinatos? – perguntou Agatha.
― Sim, ele estava impulsivo.
― E eu acho que ele está pedindo ajuda de novo. – disse JJ observando o vídeo – Garcia volte esta parte de novo!
― Está bem.
― O que ele está fazendo? – Rossi chegou-se próximo à tela – ele está se comunicando com o garoto através de sinais?
― Ele está fazendo sinais para a direção de David, mas reparem o olhar de Vincent. – pediu JJ.
― Isto é libras – comentou Seaver – ele está falando algo através da linguagem dos sinais.
― Só que o olhar dele é para a câmera! – exclamou Todd apontando.
― Blake que é a especialista em linguística. – lembrou Prentiss.
― Garcia. – chamou Hotchner.
― Sim senhor, eu já estou enviando uma cópia do vídeo a ela e junto uma mensagem no celular. – respondeu Garcia.
Eles decidiram esperar o retorno de Blake e não demorou muito para que ela entrasse em contato, Garcia colocou a chamada no viva-voz:
― Ele fala através de libras— começou Blake – ele está de frente ao garoto que está de costas para a câmera, ele faz o sinais em direção a David como se falasse com o menino, mas o olhar é para a câmera ele está passando um recado.
― A nós? – indagou Alvez.
― É o que tudo indica, a mensagem que ele diz é: Ajude-nos, casa da piscina.
― O que ele quer dizer com isso?
― Teremos que descobrir, porém eu garanto que a mensagem é essa.
― Obrigado Blake – agradeceu Morgan – como está o Reid?
― Recuperando-se bem, Donovan e eu estamos cuidando dele.
― Até mais. – Hotchner finalizou a chamada.
Eles se voltaram à mesa e ficaram a refletir a mensagem enviada por Vincent Rowlings.
― Este é o segundo pedido de ajuda dele. – comentou Rossi.
― Porque ele não vem logo e se entrega? – perguntou Todd.
― Ele é perturbado e muito desconfiado – respondeu Morgan – a mente dele é bem complicada.
― Já sei! – exclamou Agatha e todos admirados a miraram.
― Já sabe o que? – especulou Hotchner.
― Sobre a casa da piscina.

Não importa quão obscuro seja o momento, amor e esperança sempre são possíveis.
(George Chakirins)
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