Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada

75 Capítulo 75 - Um Inesperado Pedido de Ajuda


Notas iniciais
Oi meus amores, como vão vocês? Que babado o capítulo 74, não é? Capítulo 75 para vocês, este é um que escrevi ao qual digamos toca um lado sentimental meu... Nas notas finais eu explico a razão. Agradecimentos as visualizações e comentários do capítulo 74. Beijos e uma ótima leitura! =)

"Quem tem medo de pedir ajuda quando precisa, acaba morrendo sem precisar."

(Humberto Queiroz)

― Vamos discutir isto detalhadamente quando voltarmos ao departamento – propôs Agatha levantando-se – agora nós vamos analisar cada detalhe deste apartamento.

― Precisamos encontrar qualquer coisa que nos confirme que Beth está envolvida. – concordou Alvez.

Eles voltaram a se espalhar pelo apartamento: Hotchner ficou a examinar a sala enquanto Agatha e Seaver foram para a cozinha, JJ ficou com o banheiro e Alvez com o quarto.

Alvez vasculhou com minúcia o aposento, explorou todas as gavetas de uma cômoda e encontrou algo.

― Achei! – anunciou e os demais já se achegaram ao quarto.

― Este deve ser parte do disfarce. – comentou Seaver, pois Alvez localizou uma peruca loira em uma das gavetas.

JJ providenciou um pacote plástico apropriado para guardar evidências físicas e eles voltaram a investigar.

Agatha voltou à cozinha e ao abrir a geladeira estranhou, pois a mesma estava quase vazia apenas continha alguns pacotes de congelados e ela tirou uma foto da mesma com o celular. Seaver averiguou as dispensas e só se deparou com pacotes de alimentos pré-prontos como macarrão instantâneo e comidas do tipo, ela também tirou uma foto.

Ambas decidiram xeretar a lata do lixo que estava cheia e acharam pacotes de doces vazios e embalagens de alimentos de lanchonetes famosas das cidades, mas o que surpreendeu as duas foram duas miniaturas de brinquedos que vinham com o lanche.

― Ela teve contato com as crianças. – afirmou Seaver tirando uma foto da lixeira e recolhendo as provas.

― Será que elas estiveram aqui? – perguntou Agatha.

― Isto pode ser provável – respondeu Seaver que achou mais uma evidência – Veja só... Uma nota de supermercado.

― O que ela comprou? – Agatha pegou a nota e a observou – Olha só Ashley: ela comprou bolachas, doces, alimentos instantâneos, sabonete e shampoo infantil.

― As crianças então estiveram aqui.

― Sim. – concordou JJ com Seaver ao achegar-se a porta da cozinha – Eu encontrei isto no banheiro. – JJ carregava consigo uma embalagem plástica de evidência a mesma embalava um shampoo infantil.

Eles se voltaram para a sala, Hotchner ainda a observava, a única pista intrigante que ele encontrou foram algumas correspondências ainda fechadas sobre uma mesinha de centro e as abrindo concluiu que eram boletos cobrando um valor mínimo de todos os serviços.

― Este apartamento é fachada – falou Alvez o que todos já suspeitavam – ela não mora aqui de verdade, comprou este apartamento para despistar nós.

― Mas as crianças estiveram aqui. – afirmou Agatha.

― Provavelmente ela as trouxe para se alimentarem e tomarem banho – disse JJ – o banheiro está com um odor forte de cloro.

― Será que ela machucou algum deles?

― Talvez as trouxe para tomar um banho e para eliminar qualquer tipo de prova como DNA ela limpou o banheiro com bastante cloro.

― Segundo o garoto Charlie foi Karl Arnold que levou as crianças. – lembrou Alvez.

― Talvez ele veio aqui. – disse Seaver.

― E pode haver chance de voltar – Hotchner pegou seu celular – vou providenciar uma vigia a este apartamento, qualquer movimento saberemos. – deram a última observada e depois com as provas que conseguiram voltaram ao departamento.

Quando chegavam Morgan enviou uma mensagem a todos pedindo que se encontrassem na sala de reunião, ele queria mostrar a gravação que obteve com a testemunha que viu Vincent Rowlings.

Garcia colocou o vídeo para iniciar e todos então viram que era mesmo Vincent Rowlings com David Smith.

― Coitado do David – lamentou Agatha – pela terceira vez na mão de um assassino.

― O garoto parece tranquilo. – observou Rossi.

― Tem razão – concordou Prentiss – ele está pegando algumas coisas da prateleira e as colocando no cesto e demonstra confiança.

― Pode ter sido coagido. – disse Agatha.

― Não – discordou Hotchner – vou explicar o porquê... Vincent Rowlings se socializa muito bem com crianças.

― E se ele mudou?

― Conhecemos o perfil de Vincent – continuou Morgan – ele assassinava mulheres, o gatilho para tudo isso foi quando ele era criança que testemunhou seu pai matar sua mãe com facadas porque ela o traía.

― Primeiro ele matou mulheres loiras parecidas como sua mãe, mas antes procurava saber se as mesmas cometeram o adultério ao ter certeza ele concluía a sua ação – prosseguiu Prentiss – depois desenfreou toda mulher loira que ele conhecia era uma ameaça, Vincent parou com a matança quando assassinou a mãe de um garoto cego, o menino estava presente no momento do assassinato, porém por ser cego o menino não sabia quem era o culpado e Vincent se viu nele e criou um vínculo com o garoto.

― O menino que ficou órfão foi logo adotado por uma mulher que não conseguia engravidar, mas temos provas de que Vincent tentou adota-lo, mas por causa da baixa renda que tinha não foi aprovado, então ele mudou-se para ser vizinho do garoto. – explicou Rossi.

― Porém quando Vincent conheceu a mãe adotiva do garoto voltou a matar porque a mesma era loira só que para não fazer o menino sofrer de novo ele assassinava outras para descontar sua ansiedade em querer mata-la. – Morgan voltou a falar.

― Ele nos enviou um vídeo pedindo ajuda. – finalizou Hotchner.

― Ajuda para impedir os assassinatos? – perguntou Agatha.

― Sim, ele estava impulsivo.

― E eu acho que ele está pedindo ajuda de novo. – disse JJ observando o vídeo – Garcia volte esta parte de novo!

― Está bem.

― O que ele está fazendo? – Rossi chegou-se próximo à tela – ele está se comunicando com o garoto através de sinais?

― Ele está fazendo sinais para a direção de David, mas reparem o olhar de Vincent. – pediu JJ.

― Isto é libras – comentou Seaver – ele está falando algo através da linguagem dos sinais.

― Só que o olhar dele é para a câmera! – exclamou Todd apontando.

― Blake que é a especialista em linguística. – lembrou Prentiss.

― Garcia. – chamou Hotchner.

― Sim senhor, eu já estou enviando uma cópia do vídeo a ela e junto uma mensagem no celular. – respondeu Garcia.

Eles decidiram esperar o retorno de Blake e não demorou muito para que ela entrasse em contato, Garcia colocou a chamada no viva-voz:

Ele fala através de libras— começou Blake – ele está de frente ao garoto que está de costas para a câmera, ele faz o sinais em direção a David como se falasse com o menino, mas o olhar é para a câmera ele está passando um recado.

― A nós? – indagou Alvez.

É o que tudo indica, a mensagem que ele diz é: Ajude-nos, casa da piscina.

― O que ele quer dizer com isso?

Teremos que descobrir, porém eu garanto que a mensagem é essa.

― Obrigado Blake – agradeceu Morgan – como está o Reid?

Recuperando-se bem, Donovan e eu estamos cuidando dele.

― Até mais. – Hotchner finalizou a chamada.

Eles se voltaram à mesa e ficaram a refletir a mensagem enviada por Vincent Rowlings.

― Este é o segundo pedido de ajuda dele. – comentou Rossi.

― Porque ele não vem logo e se entrega? – perguntou Todd.

― Ele é perturbado e muito desconfiado – respondeu Morgan – a mente dele é bem complicada.

― Já sei! – exclamou Agatha e todos admirados a miraram.

― Já sabe o que? – especulou Hotchner.

― Sobre a casa da piscina.

Não importa quão obscuro seja o momento, amor e esperança sempre são possíveis.

(George Chakirins)

Notas finais
A equipe achou bastantes evidências contra a Beth, não se tem mais suspeita: ela realmente está envolvida. Só resta saber agora como ela iniciou tudo isso. Vincent Rowlings pedindo ajuda à equipe? Que situação! Eu havia mencionado acima que este capítulo me tocou muito, não é? Vou explicar o motivo. Eu havia mencionado antes que Vincent Rowlings é um personagem pertencente à série e sua aparição foi na 4ª temporada no episódio 22. No episódio da série o personagem morreu quando Morgan o capturou. Este foi um dos episódios que quando assisti a primeira vez eu agarrei meu travesseiro e chorei muito e muito... Por envolver uma criança na trama, claro que todos são tocantes, inclusive os com crianças, porém este tocou muito o meu coração. Teve um breve momento enquanto assistia o episódio que eu me comovi com a história do Vincent Rowlings e o que desencadeou ele a se tornar um assassino em série, quando no episódio é revelado sobre o passado dele fiquei sentida, claro que eu quis muito que ele pagasse pelos crimes no episódio, mas o que mais doeu foi a confiança que a criança no episódio tinha nele por não saber da verdade. Eu creio que este é um dos episódios de roteiro excelente, mas que não é tão mencionado, se no episódio ele ficasse vivo era possível criar um novo roteiro baseado nele muito bom, por isso para a minha Fanfic eu quis inclui-lo e aqui na história ele não morreu apenas estava preso. Para quem não se recorda do episódio aconselho a revê-lo e para quem não viu ainda eu espero não ter de dado um spoiler (se bem que nos avisos da fic eu aviso sobre isso). Observações: • Imagem gif encontrada na Mamãe Google, a mesma não me pertence e tem seus direitos autorais. • Citação mencionada antes do capítulo foi encontrada no site O Pensador • Citação do final: foi mencionada no episódio em que Vincent aparece. • O personagem Vincent Rowlings não me pertence e sim a série. • Episódio sobre o mesmo: Episódio 22, Temporada 4.