Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada
63 Capítulo 63 - A Pasta Rosa
Notas iniciais
Alvez e Seaver foram ao hospital conversar com Hotchner pessoalmente e explicar o plano com detalhes e aproveitaram para obter notícias sobre Agatha e Reid. A situação de Agatha era tranquila o tiro na perna não foi grave foi de raspão já o caso de Reid era um pouco complicado ele havia sido alvejado no pescoço uma parte delicada do corpo e precisou passar por uma cirurgia. Alex Blake estava flita ela considerava Spencer Reid como um filho, pois o gênio da equipe a fazia lembrar-se do filho que perdeu anos atrás, do bebê que não teve a oportunidade de cuidar e toda vez Alex olhava para Reid era como ver seu filho crescido.
Enquanto Reid passava pela cirurgia Alvez e Seaver explicaram a situação a Hotchner, Blake e Agatha:
‒ Agente Hotchner, eu espero que compreenda o porquê disso tudo. – finalizou Alvez.
‒ Eu entendo perfeitamente. – Hotchner estava em pé ao lado do leito em que Agatha estava sentada ela ainda não havia recebido alta.
‒ Eu também aceito esta desconfiança sobre Beth Cruz – afirmou Blake tentando manter a postura – foi estranho mesmo essa preocupação dela com Agatha no elevador.
‒ Aquela ali quer me ver pelas costas! – retrucou Agatha mexendo-se na cama.
‒ Agatha não faça muito esforço olha sua perna. – repreendeu Hotchner.
‒ Hotch, fala sério o médico disse que não foi grave.
‒ Ainda assim cuidado.
‒ Voltando ao assunto – continuou Agatha – Eu adorei este plano com a Beth, porém só não concordo com esse negócio de eu ficar escondida.
‒ Amiga é para o seu próprio bem – explicou Seaver – Beth precisa acreditar que o seu estado é grave e de que não sabemos nada de você.
‒ É interessante que a equipe não se reúna no departamento – expos Hotchner – Se Beth Cruz estiver mesmo envolvida ela vai ficar informando nossos passos a Curtis.
‒ Onde poderíamos nos reunir? – indagou Blake.
‒ Primeiro temos que nos certificar que não estejamos sendo seguidos – continuou Hotchner – Temos que verificar tudo.
‒ Eu tenho uma pergunta – Agatha ajeitou-se na cama – Onde eu vou ficar escondida?
‒ Precisamos planejar isso – respondeu Alvez – Precisa ser um lugar que John Curtis jamais suspeitasse.
‒ Agatha se você for para o Brasil é capaz dele desconfiar? – perguntou Hotchner.
‒ Eu não posso ir para o Brasil me esconder – explicou ela – Minha mãe vai querer saber o porquê eu não quero que ela saiba de John Curtis.
‒ Ela não sabe? – Hotchner ficou abismado.
‒ Claro que não! – ela encarou Hotchner – Minha mãe não sabe que eu fui à garota dele e não pode saber... Se ela souber disso vai ser um escândalo e piora ao saber que o infeliz é um maníaco que está me perseguindo.
‒ Agatha sua mãe não sabe de nada? – insistiu Hotchner.
‒ Ela não pode saber seria uma decepção, ela não aprovou muito quando comecei a trabalhar no FBI, Hotch meu pai morreu indo atrás de um psicopata no Brasil e ela teme que aconteça o mesmo comigo porque o meu trabalho é ir atrás de psicopatas imagine se ela fica sabendo que tem um me perseguindo e que eu já fiz programa para o mesmo no passado? Pode esquecer não volto para o Brasil desta forma não!
‒ Para onde vamos te mandar? – indagou Seaver – Alvez alguma ideia?
‒ Eu tenho algumas opções, aliás, eu fui agente da CIA mesmo que por pouco tempo. – respondeu Alvez cruzando os braços.
‒ Eu tenho que me esconder mesmo? – Agatha não estava de acordo com aquela parte do plano.
‒ Precisamos te tirar da mira de Curtis e se a Beth for mesmo a informante dele é desta maneira que vamos descobrir. – confirmou Seaver.
‒ Eu vou verificar alguns lugares que conheço e aproveito vou verificar um lugar que a equipe possa se reunir. – disse Alvez.
‒ Eu vou ficar sozinha? – retrucou Agatha.
‒ Não, mas acho que não seria uma boa ideia você se esconder em um lugar aonde vamos nos reunir para trabalhar no caso.
‒ Eu vou ficar com você – Hotchner pegou carinhosamente na mão de Agatha e Alvez ficou um pouco enciumado – Eu te disse que iria te proteger e eu vou cumprir minha promessa.
‒ Hotch eu não posso ficar de braços cruzados! – Agatha se negava – Eu vou ficar de fora da investigação?
‒ Claro que não – disse Seaver – vamos te deixar informada, porém você precisa ficar em segurança.
‒ Eu não acredito que vou ficar isolada sem poder fazer nada!
‒ Agatha, se acalma, por favor. – pediu Hotchner.
‒ Eu vou verificar as opções que conheço alguém gostaria de me acompanhar? – perguntou Alvez.
‒ Eu. – afirmou Seaver.
‒ Eu vou ficar aqui – disse Hotchner – agente Alvez quando você encontrar o lugar me comunique antes de qualquer pessoa.
‒ Pode deixar. – Alvez retirou-se do quarto na companhia de Seaver.
‒ Eu vou procurar saber noticias do Spencer. – disse Blake saindo do quarto.
‒ Eu não posso ficar parada! – protestou Agatha.
‒ Amor é para o seu próprio bem. – Hotchner a abraçou.
‒ Eu preciso estar no meio da investigação, eu preciso confrontar John Curtis.
‒ Agatha nós estamos fazendo tudo isso para o seu próprio bem.
‒ Hotch! – exclamou ela o fazendo arregalar os olhos – Vocês não entendem? Se eu ficar de fora John Curtis vai atrás de cada um de vocês ele vai perseguir cada um, ele vai ferir cada um até me encontrar então eu preciso estar no meio do caso eu preciso enfrenta-lo.
‒ Por que você precisa confronta-lo?
‒ Porque desta vez eu vou mata-lo! – Agatha não conteve as lágrimas e Hotchner a abraçou novamente lhe afagando os cabelos.
Aquela noite foi uma das mais longas para todos, a cirurgia da retirada da bala do pescoço de Reid foi complicada, mas no final deu tudo certo, o cirurgião deu a boa notícia a Blake de que o gênio já estava fora de perigo, os demais da equipe foram avisados do estado do parceiro e vibraram de alegria, Donovan respirava mais aliviada e não contendo a ansiedade decidiu ir até o hospital na tentativa de vê-lo, porém as visitas ainda estavam proibidas, pois ele precisava se recuperar tranquilamente da cirurgia, mas Maeve Donovan se negou a voltar ao departamento e ficou na companhia de Blake no hospital.
Agatha recebeu sua alta e o agente Alvez junto a Seaver encontrou um lugar onde Agatha fosse se esconder que era uma casa em um bairro distante de Virginia antes que Agatha fosse se instalar no local ele preparou tudo com a ajuda de Seaver e quando dia raiava Agatha foi para o seu esconderijo na companhia de Hotchner.
Os demais continuavam a se fingir diante de Beth Cruz e seu tio, Strauss continuava a afirmar de que o estado de Agatha era critico e de que ela continuava internada no hospital.
A pericia finalizou suas analises e investigações na antiga casa de Agatha e Francine e encontraram a pasta rosa que foi entregue a Morgan.
A equipe não poderia se reunir no departamento porque precisavam continuar a fingir-se para Beth Cruz então Strauss providenciou uma reunião na sua residência e para que Beth não soubesse ela inventou alguns dias de folga a equipe, porém no final do dia eles se encontraram na casa dela exceto Hotchner que preferiu ficar junto a Agatha no esconderijo.
‒ Aqui está a pasta rosa que a Agatha mencionou. – disse Morgan aos demais reunidos na casa de Strauss.
‒ Então aí estão os contatos de Francine. – afirmou Rossi.
‒ E segundo a Agatha são contatos que John Curtis pode pedir ajuda. – lembrou Prentiss.
‒ Vamos logo ver isso! – pediu Seaver ansiosa.
Eles estavam reunidos na sala de jantar da casa de Strauss sentados a uma enorme mesa de refeições, Morgan colocou a pasta sobre a mesa e começou a ler os nomes em voz alta. A maioria dos nomes daquela pasta era de pessoas muitos conhecidas, havia até mesmo nomes de artistas e empresários pessoas de muito dinheiro, aliás, aqueles contatos foram os clientes de Francine.
Morgan assustou-se ao de deparar com um nome daquela lista e todos notaram o seu espanto, Strauss não se conteve:
‒ Agente Morgan o que houve?
‒ Tem algum nome que o fez ficar assim? – indagou Prentiss.
‒ Andrew Kane. – respondeu Morgan que passou a pasta para Prentiss que leu e passou aos demais.
‒ O pai de Megan Kane? – escandalizou-se Garcia.
‒ O que tem este homem? – Strauss estava desinformada e eles explicaram sobre o caso de Megan Kane que ficou em aberto e de que Andrew Kane estava foragido.
‒ Isto será um problema e tanto. – lamentou Rossi.
‒ Por quê? – indagou JJ.
‒ Pelo seguinte: se Andrew Kane foi um cliente de Francine é obvio que Agatha sabia disso, ou seja, quando trabalhamos no caso de Megan Kane ela já sabia quem era Andrew Kane, mas em nenhum momento ela mencionou isso.
‒ Eu tenho certeza de que ela não fez por mal – disse Seaver – Agatha não gosta de mencionar sobre o seu passado como garota de programa.
‒ E eu não a julgo, porém quando Aaron souber...
‒ Calma ai – começou Alvez – Talvez ela não soubesse que Andrew Kane era um cliente da Francine.
‒ Elas moraram juntas – explicou Rossi – Ambas eram as bonecas de luxo de John Curtis a diferença era que Agatha era a exclusiva de Curtis já Francine tinha outros contatos, mas é provável que Agatha os conhecesse.
‒ Precisamos manter o foco. – pediu Prentiss – Andrew Kane pode ser um contato que Curtis pediu ajuda, aliás, o homem está foragido e não temos pistas, se ele sabe se esconder bem assim significa que ele sabe auxiliar alguém a se esconder.
‒ Prentiss tem razão – concordou Morgan – Até agora não temos ideia para aonde Curtis foi e ainda na companhia de outros fugitivos.
‒ Precisamos conversar com a Agatha. – afirmou Rossi e todos ficaram em silêncio.
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