Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada
62 Capítulo 62 - O Plano do Agente Alvez
Notas iniciais
Um por todos e todos por um
(Alexandre Dumas — Escritor Frances)

‒ Vocês entenderam? – indagou Alvez ao terminar de expor sua ideia – O que acharam?
‒ Genial! – elogiou Rossi – Precisamos entrar em contato com o Aaron.
‒ Eu posso ir ao hospital e falar com ele. – ofereceu-se Seaver – É melhor ir explicar pessoalmente tudo a ela do que por telefone.
‒ Eu vou com você. – afirmou Alvez.
‒ Eu estou preparada para atuar. – disse Garcia.
‒ Eu vou convocar Mateo Cruz e sua sobrinha. – disse Strauss levantando-se da mesa.
‒ Seaver e Alvez já podem ir falar com Hotch no hospital e aproveitem para saber notícias de Reid. – pediu Morgan.
‒ Procurem saber se ele está bem, por favor. – implorou Donovan não disfarçando sua preocupação com Reid.
Alvez e Seaver se retiraram enquanto Strauss foi até a sala de Mateo Cruz e exigiu que ele junto a sua sobrinha comparecesse a sala de reuniões.
‒ Algum problema? – indagou o supervisor ao adentrar a sala com Beth.
‒ Infelizmente sim. – confirmou Rossi fazendo sinal para que ambos sentassem.
O restante da equipe permaneceu calado deixando que Rossi explicasse a situação.
‒ Supervisor Cruz já está sabendo o que houve com nossos agentes Silva e Reid?
‒ Sim, eles foram baleados e por falar neles alguma notícia da situação deles? Foi grave? – indagou Cruz ao colocar as mãos sobre a mesa.
‒ O estado dos dois é muito grave – respondeu Rossi o mirando nos olhos – Pelo que sabemos o estado é critico o de Agatha Silva então é muito pior.
‒ Ela está muito mal assim? – Beth não conseguiu conter a euforia.
‒ Ela foi baleada no peito e foi grave, com certeza terá que fazer uma cirurgia, mas os médicos já avisaram que a situação é crítica.
‒ Coitada desta jovem agente, ser perseguida por um maníaco é uma barra. – lamentou Cruz.
‒ Por isso algumas providencias serão tomadas – começou Strauss – Esta equipe está fora do caso.
‒ Como assim? – escandalizou Garcia – Precisamos ajudar nossa parceira!
‒ Eu não aceito ficar de braços cruzados. – disse JJ que igual os demais começaram a queixar-se.
‒ Equipe, por favor – Rossi exigiu ordem entre eles – A senhora Strauss sabe o que está fazendo, infelizmente não poderemos nos envolver.
‒ Como não podemos nos envolver? – retrucou Donovan – Agatha é uma de nós.
‒ Permita-me explicar – pediu Strauss – Vocês são analisadores de perfil e entendem muito bem o porquê disso tudo, Agatha Silva é uma de vocês e com certeza todos estão abalados psicologicamente e este abalo pode comprometer o caso, portanto, designo o caso de John Curtis para outra equipe.
‒ Outra equipe? – Beth ficou abismada.
‒ Eu entendendo o raciocínio da agente Strauss – opinou Cruz – A equipe pode levar isso para o pessoal, uma equipe que não tenho laços de amizade com Agatha Silva poderá trabalhar profissionalmente.
‒ Que bom que compreende senhor Cruz.
‒ E alias, as decisões finais são da agente Strauss eu estava apenas a substituindo. – explicou Cruz.
‒ Tio, como assim? – Beth não se conformou.
‒ Eu serei agora o supervisor auxiliar a Strauss que é a verdadeira responsável pelo departamento da UAC.
‒ Não pode ser! – esbravejou Beth.
‒ Qual o seu problema comigo? – Strauss encarou Beth.
‒ Desculpe senhora – Beth recobrou a postura – Só fiquei chateada porque meu tio foi rebaixado do cargo.
‒ Ele não foi rebaixado – Strauss sorriu – Ele era meu substituto e continuara trabalhando conosco.
‒ Senhora Strauss – Prentiss levantou a mão pedindo permissão para falar – Nós não vamos mais trabalhar no caso e o que acontecerá com Agatha neste período?
‒ Primeiro vamos aguardar o parecer do médico sobre o estado dela, após isso se ela estiver melhor, eu espero que esteja, vamos enviar a agente Silva para um local seguro com toda a vigia necessária.
‒ E que local seguro é esse? – questionou Morgan.
‒ Agente Morgan infelizmente ninguém da equipe saberá.
‒ Como assim? – perguntou Todd.
‒ Para a maior segurança da agente Silva, melhor que ninguém fique sabendo de nada já que da outra vez John Curtis hackeou o sistema do departamento e assim ficava sabendo todos os passos da equipe, portanto, a partir deste momento vocês não terão notícias da agente Silva até que o caso se resolva.
‒ O Aaron ficará sabendo? – perguntou Rossi.
‒ Muito menos o agente Hotchner, ele é o que está mais abalado com a situação, aliás, é a noiva dele!
‒ Ele está muito abalado mesmo, ele ama a Agatha. – confirmou Garcia que não perdeu a chance de observar o semblante de Beth.
‒ Se é para o bem da nossa parceira temos que aceitar as ordens da Strauss. – disse Rossi.
‒ Eu fico grata pela compreensão. – agradeceu Strauss.
‒ O estado da agente Silva é muito grave? – insistiu Beth.
‒ Pelo que ficamos sabendo do médico foi sim, ela estava no meio de um tiroteio.
‒ John Curtis é um sádico – reclamou Prentiss – Ele afirma que faz tudo isso porque ama a Agatha, mas ele mesmo a machuca.
‒ Eu estou com medo – disse Donovan aflita – Tenho medo de que ela não resista.
‒ Não fale essas coisas – Garcia mais uma vez observou Beth – Ela ficará bem, pensamento positivo.
‒ Que equipe cuidará deste caso? – perguntou Beth.
‒ Desculpe agente Cruz, mas é melhor que vocês não saibam como eu expliquei este caso é pessoal para vocês. – respondeu Strauss a mirando.
‒ Como assim pessoal? – retrucou Beth.
‒ Agatha é nossa parceira, faz parte da equipe e isto se torna pessoal para nós. – explicou JJ – Não acha?
‒ Eu entendo. – Beth cruzou os braços.
‒ Senhor Cruz, poderia me acompanhar? Vamos estudar alguns casos para a equipe atuar. – pediu Strauss.
‒ Claro. – Mateo Cruz se retirou da sala na companhia de Strauss.
A equipe ficou a lamentar entre si a decisão de Strauss e a preocupação com Agatha e aquilo perturbava Beth que pediu licença alegando que iria para a copa tomar um café.
‒ Beth – chamou JJ quando ela já estava próxima à porta – Eu só quero dizer que fiquei contente que foi ao meu casamento.
‒ Que bom... – respondeu Beth sem jeito.
‒ Eu quero pedir desculpas também pela minha desatenção com os convites, era para eu ter enviado um convite ao seu tio incluindo sua presença é claro, mas casamento é uma coisa de louco... Era tanta coisa a se organizar ainda bem que Will fez isso por mim. – JJ sorriu para Beth.
‒ Will? – Beth ficou desentendida.
‒ O meu marido, as pessoas que eu esqueci sem querer de convidar ele fez esse favor do convite.
‒ Ele disse isso?
‒ Não, mas Will é muito atento e carinhoso, no dia do casamento além de você e seu tio haviam outras pessoas que eu me esqueci de convidar, mas estavam lá é obvio que Will me fez esse favor, ele não deixa passar nenhum detalhe.
‒ Que bom então... – Beth rapidamente retirou-se da sala.
Garcia se certificou da saída dela e quando confirmou que a mesma não estava próxima a sala ela trancou a porta.
‒ Será que ela acreditou? – sussurrou Garcia.
‒ Provavelmente sim. – disse Morgan.
‒ Vocês notaram o comportamento dela? – indagou Rossi em surdina.
‒ Não é preciso ser perfilador para notar que ela não se conformou com o “afastamento” da equipe. – respondeu Todd.
‒ Se ela estiver envolvida será obvio que ela vai entrar em contato com Curtis para informar tudo. – expos Prentiss.
‒ E com certeza ele manifestara sua revolta com o “estado grave” de Agatha. – disse JJ.
‒ O agente Alvez está de parabéns, essa ideia dele foi genial. – elogiou Rossi.
‒ Agora é só esperar o próximo passo de John Curtis. – afirmou Morgan.
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