Notas iniciais
Olá pessoal! Como estão? Sei que eu demorei alguns dias com o capítulo 61 é que eu tinha três roteiros diferentes para ele e precisei me decidir, mas enfim, ele está prontinho para degustarem. =) Agradecimentos aos comentários sobre o capítulo 60, fico muito lisonjeada. Beijos e capítulo 61 para vocês.

Durma com Pedro, coma com Pedro, mas vigie Pedro.

(Velho Ditado Popular)

A equipe recebeu ajuda de uma ambulância que foi chamada por Alvez e Agatha junto a Reid foram encaminhados para o hospital, Hotchner fez questão de acompanhar sua noiva e Blake acompanhou Reid o carinho que ela tinha por ele era imenso o considerava como um filho e disse que não o abandonaria. Morgan chamou pela equipe de pericia que não demorou a aparecer e ele exigiu que um pente fino fosse feito na cena, pois a casa que já foi de Agatha e Francine se tornou uma cena de crime e também exigiu pela procura da pasta rosa.

A agente Seaver estava revoltada queria ter ido ao hospital junto a Hotchner ela temia pela amiga, mas Morgan e Alvez a impediram dizendo que ela precisava ficar e auxiliar na investigação e decidiram voltar ao departamento.

Durante a volta enquanto Morgan dirigia Alvez notou o comportamento inquieto de Seaver e não se conteve:

‒ Você precisa manter a calma.

‒ Uma coisa me incomoda. – respondeu ela com o olhar desconfiado.

‒ O que foi? – Morgan reparou o olhar dela pelo retrovisor.

‒ Beth Cruz.

‒ Explique. – pediu Alvez que não compreendeu.

‒ A curiosidade ou a “preocupação” dela no elevador com a Agatha.

‒ Eu admito que achei estranho – disse Morgan – Elas não se dão bem.

‒ E quem disparou aqueles tiros? A casa está vazia há um ano e justo hoje quando vamos para lá procurar algo surge alguém em um carro e começa a disparar tiros.

‒ Porque esse alguém soube que estaríamos lá. – Alvez captou o pensamento de Seaver.

‒ Sim, mas é claro! – Morgan deu um murro no banco do carro.

‒ Eu suspeito que a tal da Beth Cruz informou. – afirmou Seaver cruzando os braços.

‒ Você acha que ela está envolvida? – Alvez ficou surpreso.

‒ Como então saberiam que tínhamos ido lá?

‒ Mas não falamos exatamente para onde estávamos indo. – lembrou Morgan – o supervisor Cruz perguntou e Hotch disse que estávamos indo verificar uma teoria.

‒ Ela pode ter mandando nos seguir – insistia Seaver convicta dos seus pensamentos – Ela perguntar se não era arriscado a Agatha sair foi estranho sim.

‒ Só o restante da equipe sabe para onde realmente fomos e eles seriam incapazes de falar algo. – disse Alvez.

‒ Ao chegar precisamos analisar isso com calma. – disse Morgan finalizando o dialogo.

Quando chegaram ao departamento os demais já os encheram de perguntas, pois Hotchner ligou avisando o ocorrido e eles detalharam tudo e se reuniram na sala de reuniões, Strauss ao saber foi preocupada conversar com a equipe:

‒ Como eles estão? – ela se referia a Reid e Agatha.

‒ Hotch só informou o ocorrido não sabemos a situação deles ainda. – respondeu Rossi.

‒ A Agatha... Digo a agente Silva foi baleada na perna eu espero não ter sido grave. – disse Alvez que deixava nítido sua aflição.

‒ Spencer foi baleado próximo ao pescoço – recordou Morgan com pesar.

‒ Como isto ocorreu? – perguntou Strauss – Como saberiam que estariam lá? Foi Curtis que atirou?

‒ John Curtis não está sozinho – alertou Prentiss – Não vamos esquecer que os outros fugitivos estão com ele.

‒ Ele pode ter enviado alguém para fazer o serviço. – disse JJ.

‒ O que houve com o Spencer? – Maeve Donovan entrou afoita na sala com Garcia lhe seguindo.

‒ Ele foi baleado – respondeu Alvez – Foi para o hospital.

‒ Ó meu Deus! – Maeve levou às mãos a boca e não segurou o choro.

‒ Ele vai ficar bem – Garcia tentava ser esperançosa e abraçou a assistente – Ele vai ficar bem.

‒ Vamos manter o foco – exigiu Rossi – Estamos todos abalados, mas se não mantermos a calma não iremos ajudar nossos amigos.

‒ Será que vocês foram seguidos quando saíram daqui para a casa de Francine? – indagou Prentiss.

‒ Isso significa que talvez estejamos sendo vigiados. – disse Todd.

‒ Eu já disse antes: da outra vez ele hackeou as câmeras. – alertou JJ.

‒ Eu desconfio de outra coisa... – Ashley Seaver não se conteve e contou sobre sua desconfiança e do breve dialogo que eles tiveram no elevador com Beth Cruz.

‒ Eu acho que você está com paranoia. – discordou Strauss.

‒ Senhora Strauss essa tal de Beth Cruz vem tentado chamar a atenção do agente Hotchner desde sua chegada, Agatha me contou tudo antes mesmo de eu atuar na equipe.

‒ Ela olha para o chefe com segundas intenções – Maeve se recompôs – Eu já observei.

‒ Que ela vem querendo chamar a atenção de Aaron é verdade. – concordou Rossi.

‒ Ela é apaixonada por ele? – Strauss ficou curiosa.

‒ Pelo que eu sei ela estudou com o agente Hotchner no tempo do colégio. – disse Ashley.

‒ Ela estudou com ele e a Haley. – afirmou Garcia e todos a encararam – Eu xeretei no sistema sobre essa mulher, desculpe, mas ela traz desconfiança.

‒ Alguém que concorda comigo! – Seaver ficou aliviada em ver que não estava sozinha com suas desconfianças.

‒ Será que ela está envolvida? – questionou Prentiss – Ela ser atraída pelo Hotch é aceitável, mas a ponto de se envolver com John Curtis?

‒ Equipe, por favor! – Seaver chamou a atenção de todos – Ela não gosta da Agatha toda vez que ela abre a boca para falar elas discutem ela sempre fica provocando vocês já testemunharam e então hoje no elevador ela finge a preocupada com ela? Obvio que ela queria saber exatamente para onde estávamos indo!

‒ John Curtis não quer matar a Agatha – frisou Rossi – Se foi ele que saiu atirando ou outro enviado por ele seria tolice a Agatha poderia ter sido atingida de forma mais grave e ter morrido na hora, ele não iria causar um confronto em que ela corresse o risco de morrer.

‒ E se ele achasse que ela não estivesse lá? – indagou Seaver e todos ficaram pensativos – E se a tal da Beth Cruz informou que saímos, mas sem a Agatha?

‒ Agente Seaver desculpe, mas acho que é exagero da sua parte a teoria de estarmos sendo vigiados e seguidos é mais plausível. – Rossi não aceitava o raciocínio de Seaver que ficou frustrada.

‒ Eu apoio a teoria de Seaver – Alvez levantou a mão e colocou-se ao lado dela – Como vocês sabem eu fui da CIA e eu sabia que voltaria ao FBI quando eu fui designado a trabalhar com vocês no caso de Megan Kane e então eu investiguei sobre cada um de vocês e a agente Beth Cruz foi incluída na minha investigação.

‒ Continue. – pediu Morgan sentando-se a mesa atento para ouvi-lo e os demais fizeram o mesmo exceto Seaver que ficou de pé encarando Alvez.

‒ Um momento – Garcia apressou-se e resolveu trancar a porta – Pode continuar.

‒ A analista Garcia está certa Beth estudou com o agente Hotchner e Haley Brooks durante o colegial.

‒ Isso não significa nada. – insistia Rossi.

‒ Após o colegial o agente Hotchner foi para a Universidade de Washington aqui do estado.

‒ Sim, ele cursou direito. – afirmou Rossi – Aonde você quer chegar?

‒ Adivinha quem tentou cursar direito lá? – indagou Alvez mirando a todos.

‒ Beth Cruz. – respondeu JJ.

‒ Dez pontos para a Grifinória. – confirmou Alvez fazendo Seaver sorrir por alguns instantes, pois ela costumava fazer aquele comentário.

‒ Ela tentou se formar junto de Hotch? – Morgan foi entendendo tudo – Ou seja, estava atrás dele.

‒ Porém ela não conseguiu e se formou em outra universidade, mas nunca exerceu a profissão ela imediatamente regressou a academia do FBI e conseguiu sendo indicada por Mateo Cruz seu tio.

‒ Eu recordo que quando ela se ajuntou a equipe ela comentou que nunca tinha trabalhado em campo. – recordou Prentiss.

‒ Sim foi isso mesmo, ela disse que apenas trabalhou em escritório do departamento. – assegurou JJ.

‒ E quando trabalhou em campo conosco não demonstrou desempenho – foi recordando Morgan – Foi ela que cometeu o erro de comunicar a mídia sobre Belinda Copland.

‒ A única coisa que ela fazia era tentar chamar a atenção de Hotch. – concluiu Prentiss.

‒ Espere – Rossi ainda estava desacreditado – Eu concordo com tudo isso que falaram sobre ela, porém eu acho que isso não a envolve no caso de John Curtis.

‒ Eu acho que sim – insistiu Alvez – Recordam quando a tal Francine Carter foi morta?

‒ Estamos aguardando o relatório da autopsia para confirmar a causa da morte. – respondeu Morgan.

‒ A equipe se separou em duas onde uma investigaria a morte de Francine e a outra continuaria com o caso das crianças sequestradas.

‒ Eu me lembro disso. – disse Todd.

‒ Beth ficou no grupo que cuidaria do caso das crianças e a única coisa que soube fazer foi reclamar que o agente Hotchner estava ausente por causa da Agatha que ficou abalada com a morte de Francine.

‒ Como sabe? – perguntou Rossi.

‒ Porque eu fiquei neste grupo e eu fiquei com ela para entrevistar as mães de todas as Lindseys desaparecidas.

‒ Ela comentou algo? – perguntou Seaver.

‒ Ela ficou reclamando e tal e disse convicta que Francine Carter cometeu suicídio.

‒ Eu recordo disso! – exclamou Seaver – Nós nos reunimos aqui a pedido de Rossi já que Hotch estava ausente e ele separou a equipe.

‒ “E o que temos haver com a morte desta detenta?” – recordou Morgan – Ela questionou isso.

‒ E depois questionou se foi suicídio. – lembrou Seaver.

‒ Mas não comentamos ali nada de suicídio – relembrou Rossi – Eu recordo que apenas disse que tínhamos que investigar a morte de Francine Carter.

‒ Depois que saíram da sala eu fiquei aqui alguns minutos com ela porque iriamos entrevistar as mãos das meninas chamadas Lindseys e eu questionei como ela tinha certeza que Francine Carter cometeu suicídio e ela disse que foi seu tio que informou que ele teve a informação pelo agente Hotchner.

‒ Nós não tínhamos certeza de nada – assegurou Prentiss – A morte de Francine foi na mesma noite em que desligaram os aparelhos de Gideon, Hotch mostrou a nós no hospital a carta que Agatha recebeu de Francine e entre nós comentamos que aquilo parecia algo feito para parecer suicídio.

‒ Por que ela se certifica tanto de que foi suicídio? – perguntou-se Rossi.

‒ Porque ela quer que nós acreditemos nisso. – finalizou Alvez.

‒ Outra coisa é estranha – começou Garcia – Ela estava no casamento da JJ.

‒ Sim, eu a vi, mas eu não a convidei. – disse JJ.

‒ Eu não disse? – Garcia encarou a todos – A minha implicância não foi à toa.

‒ Ela estava com Mateo Cruz. – disse Morgan – Ele não foi convidado?

‒ Não – afirmou JJ – Eu não tinha me simpatizado muito com ele pelo fato dele querer ter tirado a Agatha da equipe com a desculpa de que ela era só uma cadete, enfim, não fiz questão de convida-lo.

‒ Ela estava lá por causa do agente Hotchner. – concluiu Seaver.

‒ Para entrar no casamento da JJ tinha que ter o convite – lembrou Donovan – Eu lembro muito bem que tinha alguém na entrada que pedia para mostrar o convite.

‒ Will e eu preferimos assim para evitar penetras. – explicou JJ.

‒ Então Mateo Cruz está nessa com a sobrinha? – indagou Strauss – Porque pelo que disseram ele foi ao casamento.

‒ Tiveram que falsificar um convite. – determinou Garcia.

‒ Eu vou arrebentar aquela vagabunda! – Seaver foi até a porta pronta para confrontar Beth Cruz, mas Alvez a puxou pelo braço.

‒ Temos que ir devagar. – pediu Morgan.

‒ Está bem eu aceito essa teoria sobre Beth Cruz. – Rossi se convenceu.

‒ Vamos planejar algo. – sugeriu Prentiss.

‒ Como o que? – Seaver estava impaciente.

‒ Vamos planejar algo para assegurar que nossa teoria é um fato. – respondeu Rossi.

‒ Eu tenho uma ideia – disse Alvez.

Notas finais
Ashley Seaver está convicta de que Beth tem envolvimento e conseguiu convencer a equipe com uma ajudinha de Luke Alvez, mas conseguiu. Qual será a ideia de Alvez? E como será o estado de Agatha e Spencer? Será que Ashley vai confrontar Beth como tentou fazer? Ela está impaciente pela amiga e pelo visto disposta a fazer de tudo para salvar Agatha. Eu espero não demorar em postar o próximo, eu espero que tenham gostado deste capítulo. Obs: Coloquei aquele ditado popular ali em cima, pois achei que combinou com o capítulo e uma foto da Ashley para caso quem não recordava como ela era. Beijos! =)