Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada
50 Capítulo 50 - A Despedida
Notas iniciais
No tempo em que Hotchner e Agatha aproveitavam aquele afastamento a equipe ainda trabalhava no caso de desaparecimento de Aymee Lynch e Charlie Turner. A senhora Sarah Turner ficou emocionada ao atender a porta de sua casa e ver que Morgan e Reid haviam ido busca-la para depor novamente depois de quase dez anos. Blake realizou a entrevista cognitiva com a senhora Lynch, teve um pouco de dificuldade no início, pois a mãe de Aymee bloqueava a mente das lembranças, mas a agente a conseguiu convencer e fez que ela se acalmasse e recordasse todos os detalhes e assim Alex Blake obteve uma informação muito valiosa, além da pista obtida com ela Morgan e Reid descobriram algo a mais através da senhora Turner, a mãe de Charlie revelara que avistou seu filho há um ano e que no mesmo dia viu uma mulher que procurava desesperadamente pela sua filha perdida no parque.
Rossi reuniu a equipe para voltarem a discutir o caso até mesmo Beth Cruz se reuniu a eles para fazer suas anotações:
− A mãe de Aymee revelou a mim que uma mulher procurava pela sua filha perdida e que o nome que a mulher gritava era “Lindsey”. – revelou Blake.
− Este foi o nome que Sarah Turner ouviu quando levaram Charlie... – a cadete Seaver releu o arquivo – Ela se distraiu por uma mulher que procurava pela sua filha Lindsey!
− E agora temos mais essa... – começou Morgan – Sarah Turner jura por tudo que avistou seu filho Charlie há um ano, mas quando correu para ir ao encontro dele, que estava em uma multidão em um parque, uma mulher apareceu gritando pela sua filha... Adivinhem o nome.
− Lindsey. – respondeu Prentiss.
− Exato. – concluiu Reid.
− Sarah não estaria alucinando ao dizer que viu Charlie? O garoto sumiu quando criança e agora ele é um adolescente. – perguntou Rossi.
− Ela o descreveu muito bem e disse que os traços faciais do garoto não mudaram muito apenas o cabelo era de cumprimento maior e claro a estatura dele também. – finalizou Morgan.
− Porque Lindsey? – indagou Seaver – Este nome é importante para os sequestradores.
− É sempre uma mulher distraindo as mães e gritando por este nome, os sequestradores podem ser um casal! – exclamou Prentiss.
− A mulher distrai o público e o marido rapta as crianças. – concordou Reid.
− E a terceira pessoa da teoria de Seaver? – lembrou Blake.
− Alguém que fique esperando em algum veiculo ou algo parecido. – explicou a cadete.
− Poderia ser o marido da mulher. – disse Rossi.
− E quem leva as crianças das mães distraídas? – finalmente Alvez se manifestou.
− Se eles fazem isso por muito tempo é provável que alguma de suas primeiras vitimas seja um adulto ou adolescente que os ajude.
− Que horror! – exclamou Seaver recordando-se de Agatha, pois quem reagiria escandalizada diante de tal ideia seria ela e sentiu falta da amiga.
− Precisamos focar em quem é Lindsey. – lembrou Morgan.
− Vamos pedir para nossas analistas fofas pesquisarem todos os desaparecimentos de garotas chamadas Lindsey. – propôs Prentiss já pegando o celular do bolso.
− Pode ter várias. – falou Alvez.
− Mas Prentiss tem razão, essa é uma boa ideia e precisamos começar por algo. – concordou Blake.
− Teremos que entrevistar os pais de todas as Lindseys perdidas? – indagou Seaver.
− Eu creio que sim. – confirmou Rossi.
− Aja entrevistas e café! – disse Morgan fazendo todos rirem um pouco.
Prentiss já havia avisado Garcia e Donovan sobre as pesquisas que precisariam e as duas analistas já deram início ao trabalho, enquanto ainda discutiam o caso Reid recebeu uma ligação:
− Sim, aqui é o agente Spencer Reid. – respondeu ele ao celular. Todos ficaram curiosos, pois o semblante do Reid durante a chamada não era nada animador e Morgan notou que o amigo segurava as lágrimas.
Reid finalizou a chamada e ficou paralisado olhando para baixo e todos ficaram ecoando perguntas a ele, mas Reid havia se desligado, Garcia e Donovan adentravam a sala, pois haviam obtidos novas informações e elas observaram o clima estranho que pairou sobre a sala, todos tentando chamar a atenção do gênio que olhava cabisbaixo fazendo o máximo para segurar suas lágrimas.
− Spencer! – exclamou Donovan e Reid voltou a si – O que houve?
− Como assim?
− Garoto você recebeu uma ligação agora pouco e ficou estranho desse jeito. – explicou Morgan.
− Era o Steven. – respondeu ele tristonho.
− Steven Gideon? – questionou Rossi preocupado – É sobre Jason?
− Ele disse que os médicos fizeram de tudo... Enfim ele continua nos aparelhos e... – Reid não conseguiu manter a postura e desabou em prantos.
− Spencer, o que foi? – Donovan aproximou-se dele e o abraçou apoiando a cabeça de Reid em seu ombro.
− Steven autorizou que desligasse os aparelhos dele! – Reid estava desconsolado.
− Isso significa que... – Rossi ficou abalado – Que...
− Gideon morreu? – indagou Morgan querendo ouvir um não.
− Disseram que não tem mais o que fazer... Steven autorizou desligar os aparelhos essa noite! – finalizou Reid que se agarrou ao abraço de Donovan.
− Não... Não! – exclamou Garcia que depositou o seu tablet que carregava consigo sobre a mesa.
− Por acaso eles falam de Jason Gideon, um dos agentes mais famosos do FBI? – perguntou Alvez em cochicho ao ouvido de Prentiss.
− Sim. – respondeu ela ao enxugar suas lágrimas.
− Eu preciso me despedir dele. – Reid afastou-se de Donovan.
− Garoto eu vou com você. – disse Morgan pegando seu casaco.
− Eu dirijo. – ofereceu-se Rossi.
− Apesar de eu não ter trabalhado com ele quando cheguei aqui tive o prazer de conhecê-lo pena que de uma forma tão triste. – disse Blake.
− Por quê? – perguntou Seaver e Blake explicou sobre tudo o que ocorreu com Jason Gideon que John Curtis havia provocado tudo aquilo e a cadete lembrou que sua amiga lhe havia contado quando a equipe foi perseguida por ele.
− Eu lamento a perda de vocês. – disse Alvez – Vocês deveriam ir se despedir do amigo de vocês, qualquer novidade do caso eu ligo.
− Vou aceitar sua proposta. – assentiu Rossi.
− Precisamos avisar a JJ. – sugeriu Morgan.
− Mas ela está nos preparativos do casamento. – advertiu Seaver.
− Infelizmente teremos que tira-la dos seus momentos de felicidade. – disse Rossi. Não discutindo mais eles se retiraram ficando somente Alvez, Beth, Donovan e a cadete Seaver.
Ao chegarem na garagem Rossi lembrou-se de Hotchner que precisava avisa-lo.
***
O casal teve um jantar prazeroso, Hotchner havia caprichado na macarronada preparada por ele – receita do amigo David Rossi – Agatha apreciou a refeição com uma taça de vinho branco. Depois de jantarem optaram por assistirem algum filme e fizeram escolha da trilogia antiga de Guerra nas Estrelas, ambos amavam os filmes.
Agatha acomodou-se ao sofá enquanto Hotchner selecionava o filme intitulado como “Uma Nova Esperança – Episódio V” na TV, quando Hotchner recostou-se ao lado da noiva pronto para dar play no filme seu celular que estava sobre a mesinha de centro da sala começou a tocar.
− Eu falei para você ter deixado ele no quarto ou desligado! – resmungou Agatha se afastando dele.
− Infelizmente eu não posso fazer isso, pode ser algo urgente do departamento.
− O pior que é verdade. – concordou ela cruzando os braços.
− Hotchner. – atendeu ele.
− Aaron, sou eu o David.
− O que houve? – Hotchner atentou-se a estranheza da voz do amigo. Rossi não se estendeu muito e em poucas palavras explicou sobre a notícia que tiveram de Jason Gideon e Hotchner por alguns segundos não sentiu o chão pensou que fosse afundar. Agatha reparou na mudança de semblante do noivo e preocupou-se.
Hotchner finalizou a chamada voltando a sentar-se ao lado de Agatha e ela não continha a curiosidade:
− Fala logo! O que aconteceu?
− Lembra-se de Jason Gideon?
− Não tem como esquece-lo... O que houve?
− Ele estava em coma há bastante tempo por causa daquele tiro que Elle disparou nele quando ficou descontrolada...
− Hotch... – interrompeu Agatha – Infelizmente eu me recordo disso muito bem.
− Ele não saiu do coma, estava com aparelhos e... – Hotchner paralisou e depois recobrou a postura – O filho dele autorizou que desligasse os aparelhos.
− Meu Deus! – Agatha levantou do sofá escandalizada – Não há chance nenhuma?
− Pelo o que David me informou não tem... Os médicos disseram que fizeram de tudo.
− Reid já soube? Pelo o que eu percebi ele era o mais apegado a ele.
− Steven, o filho de Jason, que o informou.
− Que triste!
− Todos estão indo para o hospital se despedir vão desligar os aparelhos está noite.
− Você vai? Você precisa ir! Melhor dizendo nós precisamos ir, Gideon sofreu tudo isso por minha culpa! – Agatha não controlou suas lágrimas.
− Você não tem culpa de nada! – Hotchner a abraçou.
− John perseguiu todos por minha causa, ele causou o descontrole de Elle a fazendo a atirar em Gideon... Se eu... Se eu tivesse me livrado daquele infeliz de outra maneira eu...
− Agatha, por favor, não se martirize! – ele a segurou pelo braço – Pare, não faça isso!
− Vamos ao hospital?
− Sim... Eu vou me arrumar. – Hotchner beijou a testa de Agatha e foi para o quarto.
Agatha ficou imóvel por alguns instantes assimilando tudo o que se passava na sua mente, havia ficado mais confusa, mais amedrontada com toda a situação relacionada a John Curtis, o infeliz mesmo na cadeia iria causar sofrimento a todos, demorou em que aquela notícia de Gideon viesse, pois ele havia estava há um ano em coma a chance de se recuperar era mínima. Relembrou-se de todo o horror que a equipe viverá por causa dele, o estupro de Elle, o ataque a bomba que quase matou Alex Blake, Elle descontrolada atirando em Gideon, quando John Curtis invadiu o departamento para sequestra-la, Hotchner lutando contra ele para salva-la e sentiu o gosto do arrependimento ao recordar que teve oportunidade de matar John, de que havia apontado a arma para ele e ali teve a chance, mas atirou na perna dele para imobiliza-lo.
− Eu deveria ter te matado! – esbravejou. O toque do telefone a despertou daquela más lembranças e voltando a realidade atendeu a chamada.
− Boa noite, você tem uma chamada da Penitenciaria Feminina de Virginia, para aceitar digite um, para recusar digite dois.
− Penitenciaria Feminina? – não aguentou o interesse em saber e aceitou a chamada. – Pronto.
− Agatha?— indagou a voz do outro lado após aceitação da chamada.
− Quem é? Francine?
− Por favor, não desliga.
− Seja rápida!
− Você precisa tomar cuidado... E quero avisar que eu não estou envolvida.— Francine tinha a voz cansada e chorosa.
− Tomar cuidado com o que? – Agatha ficou apreensiva já imaginando o que seria.
− Você leu minha carta? Ela já chegou?
− Que carta?
− Leia a carta, por favor.— Francine finalizou a chamada.
− Francine! – vociferou Agatha em vão.
− O que foi meu amor? – Hotchner que já estava vestindo seu terno apareceu a sala.
− Era a Francine... – Agatha narrou a ele sobre a ligação.
− Eu vi a correspondência eu iria te avisar...
− Onde está? – ela começou a procurar desesperadamente.
− Ali. – Hotchner apontou para onde havia deixado.
Agatha vasculhou as correspondências na onde ele havia deixado e achou a que queria. A abriu apressadamente era uma carta particular a ela escrita a mão por Francine:
Querida amiga... Eu sei que não tenho o direito de chama-la assim, mas eu me arrependi muito do que eu fiz com você e tenho saudades da nossa amizade. Gostaria de frisar que eu estou muito arrependida do que fiz, precisei vir para o inferno para perceber as maldades que eu cometi... Tudo por causa de um sentimento idiota de um vazio que eu tinha aqui dentro, eu era necessitada de atenção e acreditei deixei me iludir que John me proporcionava tudo o que desejava acreditei que ele preenchia esse vazio a ponto de me submeter a obedece-lo e fazer tudo o que ele queria.
Infelizmente ele não se arrependeu de nada e tem planos para atacar novamente, porém desta vez eu me recusei e eu temo ter virado uma vitima agora... Agatha eu imploro a você: tenha cuidado, ele é esperto estou arriscando ao máximo ao escrever e enviar esta carta lhe dizendo tudo isso gostaria de receber sua visita, mas tenho medo que isso venha a prejudica-la mais.
Tome cuidado com as pessoas a sua volta, diga ao seu amado ficar de vigia, confie na sua família e em mais ninguém.
Eu acredito que depois que escrever esta carta isso será o meu fim... É triste, mas me despeço por aqui, talvez eu ligue para me certificar se recebeu a carta, eu tenho direito a uma ligação uma vez por mês.
Peço perdão por tudo o que eu fiz de mal a você, mas se caso não querer me perdoar eu entendo perfeitamente.
Sem mais,
Francine.
Agatha ficou perplexa que Hotchner precisou ampara-la até o sofá e tomando a carta de suas mãos a leu e compreendeu o comportamento da amada.
− Você não pode deixar se abalar. – disse ele.
− Depois de irmos ao hospital nos despedir de Gideon podemos ir a Penitenciaria visitar Francine? – implorou ela com os olhos marejados.
− Não é permitido visitas a noite.
− Mesmo nos apresentando como agentes do FBI?
− Eu não posso ficar abusando do meu distintivo desta maneira. – recusou ele com pesar, pois também havia intrigado com tudo.
− Compreendo. – acatou ela levantando-se – Irei me arrumar para ir ao hospital. – Agatha retirou-se da sala enquanto Hotchner guardou a carta de Francine em seu bolso do paletó.
***
JJ foi comunicada por Morgan sobre Gideon e ausentou-se da correria da preparação de seu casamento para encontrar os amigos no hospital, na mesma hora em que chegou Hotchner e Agatha chegaram juntos.
Todos se encontraram na recepção do hospital, Reid era o que estava mais arrasado que qualquer um ali presente era como se tivesse anunciado o fim do mundo, desejou levar um tiro no peito do que encarar aquela situação, Jason Gideon foi como um pai para ele, Reid não teve uma relação boa com seu pai que o abandonou junto a sua mãe quando tinha doze anos, se ele não fosse um gênio talvez não tivesse aguentado tanto o fardo de cuidar da sua mãe sozinha durante toda sua adolescência.
Spencer Reid sempre teve problemas com relações pessoais, sofreu humilhações e bullying por conta disso, os meninos do colégio o zombavam e as garotas o evitavam dizendo que ele era estranho por conta disso não namorou e nunca se deixou envolver de verdade com alguém, nunca confessou, mas a falta de uma figura paterna lhe fez falta, porém tudo pareceu melhorar quando se tornou um agente do FBI, quando foi entrevistado por Jason Gideon e Aaron Hotchner para ocupar uma das vagas disponíveis para trabalhar na UAC, Gideon lhe demonstrou ser uma pessoa legal e aquela figura paterna que precisava encontrou nele. Gideon sempre fez de tudo para acompanhar Reid e auxilia-lo, quando o gênio se tornou uma das vitimas de Tobias Hankel, um psicopata que a equipe caçou muitos anos atrás Gideon temeu pela vida do garoto como se fosse seu filho e triunfou a vitória do resgate que tiveram. Quando Jason Gideon chegou ao seu limite como agente do FBI não teve a coragem de se despedir de Reid pessoalmente e lhe enviou uma carta explicando os motivos que o fizeram deixar tudo, somente Reid soube dos reais motivos dele, pois Gideon quando pediu demissão não quis dar explicações a ninguém, deixou Erin Strauss com seus questionamentos, não permitiu que Hotchner descobrisse apenas escreveu tudo em uma carta ao seu garoto pedindo total segredo de tudo.
Steven Gideon surgiu na recepção e espantou-se com a equipe reunida, ele achou que somente Reid compareceria, o rapaz não se simpatizava muito com eles, era um misto de ciúmes e raiva. Steven não teve uma relação muito boa com o pai, pois Jason dedicou-se muito ao FBI em caçar os criminosos, em salvar as vitimas, todavia isso acabou com sua relação de pai para filho, Steven se sentiu muitas vezes abandonado, mas Jason nunca deixou de ama-lo o problema maior foi que o jovem deixou-se levar pela opinião de sua mãe – já falecida – diante daquilo tudo, ele queria um pai mais presente e em uma profissão menos perigosa, por isso o sentimento de ciúmes com a equipe, especialmente com Spencer Reid e este foi o motivo que o fez proibir as visitas do gênio ao seu pai e também a raiva, culpava a equipe e todo o FBI pela morte de seu pai pensando que se Jason não tivesse se envolvido tanto com o FBI não haveria psicopatas com sede vingança, mas o pior foi descobrir que Jason foi alvejado por um tiro por um descontrole de Elle que havia sido uma agente e companheira de trabalho do pai.
Steven ao avistar todos não escondeu sua antipatia:
− Trouxe a família completa. – debochou ele tristonho.
− Não podíamos deixar de nos despedirmos. – respondeu Morgan – Já desligou os aparelhos?
− Eu estava esperando o gênio, já que o meu pai o estimava muito, porém somente ele eu aguardava.
− Não existe mais nenhuma chance? – indagou Reid com a voz fraca.
− Que chance? Você é um gênio deveria saber que não tem.
− Eu não fiquei mais ciente do estado dele, você me proibiu as visitas. – protestou o gênio.
− Doutor Spencer Reid, como gosta de ser chamado, já faz um ano do que ocorreu e meu pai nunca mais acordou achou mesmo que tinha alguma chance?
− Sim, eu achava.
− Enfim, é um sofrimento muito grande ter que ver meu pai nesta situação, o quadro nunca melhorava, a bala pegou uma veia muito importante e o fez ficar assim... “Vivendo” através de aparelhos.
− Nós sentimos muito. – disse Rossi.
− Tem certeza que sentem? – Steven estava inconformado – Foi uma de vocês que matou o meu pai!
− Não culpe a Elle! – exclamou Agatha fazendo todos a mirarem – Infelizmente ela estava fora de si.
− O meu pai não tinha que estar lá mocinha ele não era mais agente do FBI!
− Steven, por favor... – interviu Hotchner – Todos aqui amavam o seu pai ninguém desejou que isso acontecesse ficar acusando e lamentando infelizmente não o trará de volta.
− Infelizmente temos que nos despedir dele... – Steven olhou para o seu relógio – Já que todos estão aqui não posso impedir não é?
− Permita que todos se despeçam. – implorou Rossi e Steven a contragosto permitiu, pois gostando ou não aquilo era como atender o último desejo do pai.
O médico do plantão permitiu a entrada ao quarto de dois em dois, primeiro foram Morgan e Reid. Morgan precisou amparar o amigo naquele momento, pois Reid quase desmaiou ao avistar Jason desacordado com todos aqueles aparelhos, aquela respiração que vinha mais da maquina do que do próprio lhe doía a alma, depois foram JJ e Garcia que choraram muito ao dizerem adeus, Garcia despediu-se com um beijo na testa de Gideon em seguida Prentiss e Blake entraram no quarto e despediram-se e logo após as duas Hotchner e Agatha foram os próximos, Agatha lamentou-se e culpou-se mentalmente por tudo aquilo e pediu perdão a Gideon, Rossi foi sozinho e chorou muito ao dizer adeus, Steven foi o último e permaneceu por mais tempo que os demais.
O médico junto a uma enfermeira informou que a hora havia chegado, Steven assinou os formulários que autorizavam o desligamento dos aparelhos, Reid quis impedir tal ato, mas Morgan o aconselhou para que não fizesse nada. Apesar da relação de Steven com Reid, o filho de Gideon convidou o gênio para a última despedida e os dois adentraram ao quarto junto ao médico que junto à enfermeira desligou os aparelhos que mantinham Jason Gideon “vivo”.
Reid saiu mais arrasado do que já estava, Steven não continha as lágrimas e por impulso abraçou o gênio por consolo, Spencer consentiu o abraço e depois ajuntou-se a equipe que o aguardava na recepção.
− Steven vai cuidar do velório. – disse ele ao reunir-se aos demais.
− E quando será? – perguntou JJ.
− Apesar da antipatia por nós disse que nos avisaria.
− Esta antipatia dele por nós é passageira. – garantiu Rossi.
− Não está sendo fácil para nós muito menos para ele. – afirmou Morgan.
A equipe decidiu ir embora por mais que estivessem abalados com tudo aquilo tinham um caso a resolver. Hotchner deixou que Rossi ainda tomasse conta do caso por aquela noite ele sabia que Agatha estava atordoada demais por causa de Gideon e a carta de Francine, optou em ficar com ela aquela noite, porém os abalos não terminaram por ali, Hotchner recebeu uma ligação que foi para concluir tudo aquilo.
Hotchner afastou-se dos demais para atender todos já se encontravam no exterior do hospital, Agatha ficou intrigada com a chamada que ele recebera e ansiou em descobrir logo o que seria. Hotchner retornou a eles tentando manter a seriedade, mas o seu olhar denunciava a inquietação.
− É melhor dizer logo. – exigiu Agatha.
− É melhor eu não enrolar mesmo... – começou ele e todos o encararam aflitos – Eu recebi uma ligação de Mateo Cruz.
− Algum problema no departamento? – perguntou Rossi.
− Não... – Hotchner virou-se para Agatha e segurou sua mão – Francine foi encontrada morta em sua cela pendurada a uma corda no pescoço. – a única reação que Agatha teve foi a de desmaiar nos braços de Hotchner.
"‒ Eu não matei ninguém! – exclamou Gideon perdendo a paciência.
‒ Matou sim e quase me matou! – vociferou Elle que apertou o gatilho e Hotch fez o mesmo disparando um tiro em seu ombro.
Gideon levou um tiro no peito e caiu com os braços esticados no chão, Reid e JJ escandalizaram um “não” ao ver Gideon sangrando de um lado e Elle do outro".
(Trecho retirado do capítulo 59 — Um Caso Não Registrado (1ª Temporada — Autora Maria Vicente Carvalho)
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