Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada
47 Capítulo 47 - O Afastamento de Aaron Hotchner
Notas iniciais
Hotchner convenceu-se de que Agatha não responderia suas mensagens, teve anseio de pegar o carro e procurar saber para onde ela teria ido. Será que ela foi para casa? Para qual casa? A minha ou a dela? Perguntava-se ele, pois um pouco antes de embarcarem para Dallas para resolver o caso de Megan Kane ele propôs a noiva de que ela passasse a ficar na casa dele, ou seja, de que fosse morar com ele, pois queria protege-la de qualquer coisa.
Foi interrompido dos seus pensamentos por batidas a porta:
− Entre, por favor.
− Hotch... – era Reid – Morgan e eu voltamos, a senhora Lynch se encontra na sala de espera.
− Ótimo... – Hotchner ao levantar-se notou o arquivo que Agatha havia deixado sobre a mesa – Reid pegue esse arquivo e se ajunte aos demais na sala de reunião, vão o estudando, mas diga a Rossi para vir aqui, por favor.
− Está bem... – Reid pegou o arquivo das mãos de Hotchner e se retirou.
Reid reuniu os demais na sala de reuniões e transmitiu o recado do chefe a Rossi. Rossi não hesitou e procurou por Hotchner que o aguardava em sua sala:
− Mandou me chamar? – indagou Rossi ao entrar.
− Eu preciso de um favor.
− Qualquer coisa é só pedir.
− Eu preciso que tome conta do caso.
− Faço isso sem problemas, mas posso saber o que houve?
− Eu vou atrás de Agatha... Eu não vou esperar ter uma oportunidade para conversar com ela.
− Eu te dou total apoio.
− O arquivo do caso de Charlie já está com Reid e a senhora Lynch já se encontra no departamento, façam a entrevista cognitiva e considerem a teoria de Agatha.
− Como quiser. – Rossi despediu-se do amigo e voltou a se reunir com os demais.
A equipe ficou esperando por Hotchner e Agatha e quando Seaver questionou sobre a amiga Rossi explicou em poucas palavras de que eles se ausentariam daquele caso, enxurrada de perguntas pairou sobre Rossi, todos queriam saber os motivos, porém Rossi apenas disse “motivos pessoais” e exigiu que todos focassem no caso.
Reid leu o arquivo do caso de Charlie e quando finalizou todos se atentaram sobre o depoimento de Sarah sobre o momento em que Charlie desapareceu.
− Ela também foi distraída por uma mulher que procurava sua filha. – começou Morgan – Isto não pode ser coincidência.
− Se for o mesmo sequestrador ele vem fazendo isso há quase uma década. – comentou Prentiss.
− Os sequestradores. – frisou Blake – Lembrem-se: enquanto a mulher procura pela “filha perdida” a criança desaparece.
− Eu creio que possam ser três pessoas. – teorizou Seaver – Vamos analisar: a mulher aparece como distração, depois vem alguém e agarra a criança deve tampar a boca da criança com a mão ou algum artefato e tem que ser ligeiro para sair com ela no colo por várias pessoas ele tem que ter um veiculo o aguardando e alguém tem que estar no volante, depois a mulher desaparece e entra no veiculo também.
− Boa teoria! – elogiou Rossi.
− A segunda pessoa que então leva a criança deve carrega-la de uma maneira que não faça os outros perceberem que é um sequestro. – disse Morgan.
− Todos estão distraídos com a mulher gritando pela filha. – lembrou Reid.
− Vamos fazer o que Hotch nos ordenou: a entrevista cognitiva com a senhora Lynch. – disse Rossi.
− Eu poderia fazer. – ofereceu-se Blake.
− Já pode ir agora.
− Estou indo. – Blake se retira da sala.
− Vamos precisar conversar com Sarah Turner.
− Pode deixar Rossi, Reid e eu iremos busca-la. – propôs Morgan pegando seu casaco – Vamos garoto. – Reid o acompanhou.
− Prentiss e Seaver peçam para Garcia e Donovan buscar arquivos de casos como esse não solucionados de dez anos atrás e pesquisem sobre eles.
− Está bem. – disse Prentiss que junto a Seaver saiu da sala.
O único que havia calado o tempo todo foi Alvez, até parecia que ele não estava ali presente, mas Rossi notou o seu silêncio e de que os pensamentos dele eram distantes.
− Algum problema? – perguntou Rossi.
− Como? – Alvez se ligou a realidade do momento.
− Ficou calado o tempo todo e está ai pensativo.
− Não é nada demais. – Alvez se retira da sala.
− Tem algo muito estranho. – murmurou Rossi para si.
***
− Ela está fora do FBI? – perguntou Beth Cruz triunfante ao seu tio.
− Eu não quis dizer isso, o que eu disse foi que o agente Hotchner me comunicou o afastamento dele deste caso para resolver questões pessoais e de que a cadete Silva também estaria afastada. – explicou Mateo Cruz.
− O FBI vai aceita-la mesmo como agente?
− Ela está na academia para isso.
− Oras tio, ela não tem coisas boas em sua ficha... Você mesmo me disse que ela já foi garota de programa.
− Isto não está na ficha dela e eu peço que não toque mais nesse assunto, isso foi problema dela no passado com John Curtis.
− Por que permite tamanha façanha?
− Ela é ótima neste trabalho, será uma boa agente e você deveria se comportar como adulta e parar com essa implicância.
− Eu não gosto dela.
− Tudo isso por causa de uma paixão platônica de adolescência? Oras Beth, se continuar desta maneira te mudo de departamento, isto está virando doença.
− Tio, não me faça isso, por favor! – Beth agarrou o braço de seu tio.
− Você não deveria estar com a equipe fazendo os registros? Pediu tanto por esse cargo e não faz por merecer.
− Eu estou indo. – Beth retirou-se do escritório de Mateo Cruz, mas em vez de procurar pela equipe no departamento tomou o elevador e foi para fora.
Ao chegar à calçada certificou-se de que ninguém estivesse ali a observando, pegou seu celular e fez uma ligação:
− Sou eu, preciso ser breve... O casal está afastado do caso atual, eu não sei o porquê e por hora é só o que eu posso informar de momento... Tchau. – finalizou a ligação e mais uma vez olhou desconfiada para os lados e voltou para o interior do departamento.

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