Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada
46 Capítulo 46 - O Afastamento
Notas iniciais

− Mantenha a calma! – implorava Alvez a Agatha que passou a caminhar de um lado para o outro da sala com o arquivo na mão.
− O Hotch precisa saber disso!
− Eu concordo, porém eu acredito que ele ira se irritar ao saber que você pediu acesso a este arquivo sem pedir permissão a ele.
− Com uma descoberta como essa ele não vai se irritar. – ela estava convicta daquilo.
− Você é quem sabe... – Alvez deu de ombros.
Com sua ansiedade nas alturas ela saiu da sala de reuniões e foi diretamente para o escritório de Hotchner onde o mesmo se encontrava a conversar com Rossi. Euforicamente ela entrou na sala sem pedir licença.
− O que houve? – Hotchner notou de imediato a inquietação de sua noiva.
− Você e toda a equipe precisam saber disso... – afoita ela abriu o arquivo e o leu em voz alta e deu ênfase ao depoimento da senhora Turner.
Quando terminou de ler fechou o arquivo e ficou esperando que um dos dois se pronunciasse. Hotchner a encarou seriamente e Rossi quebrou o silêncio:
− Você descobriu algo em comum entre os casos, apesar de Charlie estar desaparecido por muito tempo é possível que sejam os mesmos sequestradores.
− David poderia nos dar licença? – Hotchner encarou Rossi.
− Como queira. – Rossi sentiu o clima pesado que pairou no ar.
Assim que Rossi se retirou Agatha jogou o arquivo na mesa e cruzou os braços lamentando-se:
− Por que eu já sei que vem uma bronca?
− Porque você sabe que fez algo de errado. – Hotchner levantou-se de sua mesa.
− O que eu fiz de tão grave? Só porque eu pedi acesso ao um arquivo de um caso antigo?
− Porque você fez isso sem me consultar.
− Eu queria te pedir, mas sabia que não aprovaria... O jeito que você foi conversar com a senhora Turner deixou isso bem claro.
− Porém se estava tão convicta assim de que o caso de Charlie poderia ter ligação com este deveria ter usado algum argumento válido para me convencer de acessar os arquivos.
− Que argumento deveria ter usado?
− Você quem deve saber, em breve será uma agente e um agente do FBI que se preze precisa ter argumentos válidos quando se quer explorar uma teoria.
− O único argumento que eu tinha era de que havia me comovido com o sofrimento de Sarah Turner e se eu tivesse dito isso você com certeza diria: ‘’Não podemos nos envolver emocionalmente com nenhum caso’’.
− Porque realmente não devemos nos envolver emocionalmente com caso nenhum, já disse isso a você. – Hotchner estava desgostoso com a atitude de Agatha.
− Todavia se eu não tivesse tido esse lado emocional jamais iriamos descobrir que há algo em comum entre esses dois casos.
− Talvez pudéssemos descobrir de outra maneira.
− De que outra maneira? – Agatha alterou o tom de voz – Há anos que essa mulher deve vir aqui quando uma criança desaparece tentando desvendar alguma coincidência nos casos, mas pelo fato dela se encontrar um pouco alterada ninguém da ligo nenhum porque a maioria aqui prefere acreditar que Charlie está morto só que mesmo que ele esteja eu acredito que ela mereça a verdade!
− Agatha mantenha a calma. – exigiu ele a encara-la.
− Desculpa Aaron Hotchner, mas não concordo com sua postura em certos momentos e agora este é um dos momentos.
− Agatha Silva se você não manter a calma eu te afasto de trabalhar com a equipe. – Hotchner apoiou as mãos sobre a mesa.
− O que você disse? – Agatha levou a mão ao peito e arregalou os olhos ficando completamente atordoada.
− Eu creio que tenha entendido muito bem, agora você que escolhe: ou mantenha a calma ou vá para a academia e fique uns dias afastada da equipe.
− Boa sorte com o caso! – ela sentia suas pernas tremerem e seu coração batia acelerado contendo as lágrimas ao máximo retirou-se da sala batendo a porta.
Hotchner sentou-se a mesa e apoiou sua cabeça entre as mãos e Rossi adentrou a sala novamente.
− Eu já imagino que tenha lhe chamado à atenção.
− Infelizmente foi preciso. – Hotchner levantou o olhar a Rossi.
− Foi preciso tanto assim? – Rossi sentou-se diante do amigo.
− Infelizmente sim... Ela precisa manter a postura diante de um caso não pode ficar se abalando assim.
− Eu até concordo com isso, porém eu acredito que você deva relevar alguns pontos.
− Como o que?
− Eu não digo isso só porque vocês tem um relacionamento e sim pelo fato de Agatha carregar um fardo grande em suas costas e se obriga demonstrar-se forte diante de tudo... John Curtis ainda é um problema que ela precisa enfrentar mesmo ele estando atrás das grades com certeza tem um plano contra ela já discutimos isso antes não devemos esquecer o telefonema dele a ela e temos que descobrir quem é o alguém que está tendo contato com ele... Outra situação delicada foi você ter sido baleado, tudo bem que agora você está bem, mas você mal se recuperou e tivemos que pegar outros casos, tivemos o caso mal resolvido de Megan Kane e muitas outras coisas, mas o que pesa muito mais a ela é John Curtis... Já parou para pensar que Agatha pode estar se apegando aos casos desta maneira para não se apegar tanto ao seu próprio caso? Querendo ou não ela recebeu uma ameaça de John Curtis. – Rossi ao finalizar encarou Hotchner que permaneceu calado e ficou a pensar sobre a analise do amigo sobre a situação. Rossi poderia ter toda a razão, não poderia se descartar a preocupação sobre John Curtis e de como Agatha se sentia diante daquilo tudo, ela era vitima de um caso e por mais que ela dissesse que havia enfrentado seus demônios não os havia enfrentado cem por cento, ela já havia sido vitima de outros casos como Sean Smith e George Foyet, ambos tentaram lhe matar e quando estava a se recuperar dos traumas John Curtis surgiu lhe tirando o sossego e em um curto prazo de tempo ela já se encontrava na academia do FBI aos preparos para se tornar uma agente.
Hotchner não sabia o que dizer ao amigo optou pelo silêncio e Rossi percebendo que ele precisava de um tempo se retirou.
Ele ficou a pensar e a pensar e começou a sentir culpa por não ter parado para analisar com mais cautela a situação em que Agatha se encontrava. Pegou seu celular que estava sobre a mesa e enviou a seguinte mensagem para ela:
‘’Precisamos conversar com mais paciência, mas eu acredito que você precise se afastar por uns dias para o seu próprio bem’’.
Não houve resposta, ele aguardou por qualquer mensagem, porém nada e então enviou outra mensagem dizendo:
“Por favor, não esqueça que eu te amo muito”.
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