Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada

24 Capítulo 24 - Um Apelo Brasileiro


Notas iniciais
Oi gente... Eu sei que estou demorando a postar os capítulos, mas eu ainda não 'tô 100% e eu irei explicar a razão: Eu tenho alguns problemas com ansiedade excessiva e depressão, ás vezes me ocorre de que ficar triste (muito mesmo) entro em um estado de desanimo horrível e tenho ataques de ansiedade a toa (mesmo não querendo ficar ansiosa) quando estou assim fica difícil de fazer minhas atividades diárias, uma das coisas que me dá força é escrever me ajuda bastante, mas tem dias que isso não ocorre eu fico pior que o normal, mas isso não vai fazer eu abandonar a fic, jamais! Essa fanfic tem me ajudado muito e vou me esforçar a escrever mais quando eu tiver ruim porque me ajuda, a primeira temporada que escrevi me tirou de uma pior que vocês não imaginam. Eu senti que eu devia dar uma satisfação a vocês sobre os atrasos então decidi ser realista contar o que realmente ocorre e o porque dos atrasos ás vezes... As meninas que comentaram e sempre comentam muito obrigada pelo carinho, estou feliz que o número de visualizações tenham aumentado, mais uma vez obrigada! Eu cheguei em uma parte da fic que eu planejei muito, mas muito mesmo eu tive sonhos com isso e tive que conter a ansiedade para chegar nessa parte eu espero que vocês gostem. Boa leitura! =)

Depois de um beijo apaixonado que selou a resposta de Agatha para Hotchner de que havia aceitado ser sua esposa ela precisou chamar o médico para avisar que ele havia acordado para que fosse examinado.

Enquanto Hotchner era examinado pelo médico junto a uma enfermeira, Agatha correu eufórica para a sala de espera:

‒ O que houve? – perguntou Prentiss ao ver Agatha chegar naquela exaltação.

‒ Ele acordou! – exclamou Agatha.

‒ Graças a Deus! – agradeceu Jéssica com as mãos para o alto.

‒ Podemos vê-lo? – perguntou Garcia entusiasmada.

‒ Ele está sendo examinado pelo médico agora.

‒ Que ótimo! – disse JJ respirando aliviada.

Todos se animaram com aquela notícia e se deram um abraço coletivo eles não tinham mais o que temer.

Rossi do seu jeito de sempre que fareja as coisas antes de alguém informar percebeu que Agatha estava muito feliz e suspeitava de que não era só pelo fato de Hotchner ter acordado:

‒ Tem algo a mais a nos contar? – perguntou ele a Agatha assim que se soltaram do abraço.

‒ Eu? – indagou Agatha desentendida.

‒ Sim.

‒ Está bem... – Agatha respirou fundo tentando se recompor da euforia – Ele acordou e...

‒ E o que? – insistiu Morgan curioso.

‒ Hotch me pediu em casamento! – exclamou ela alegre.

‒ Ó meu Deus que lindo! – gritou Garcia que foi repreendida por uma enfermeira pedindo que ela fizesse silêncio e todos riram baixinho.

‒ Vamos lá fora um pouco enquanto ele está sendo examinado? – sugeriu Blake.

‒ Boa ideia! – Garcia pegou Agatha pelo braço e a levou para fora e os demais as seguiram.

‒ Agora você pode contar! – pediu Ashley – Como assim ele acordou e te pediu em casamento?

‒ Ele acordou e me pediu em casamento... Perguntou se eu aceitava ser a Senhora Hotchner. – explicou Agatha contente a tudo aquilo.

‒ Que lindo! – exclamou Donovan – E você já respondeu?

‒ Adivinha o que eu respondi?

‒ Agatha se você disse algo como um “vou pensar” eu te bato e faço você voltar e dizer sim! – disse Prentiss em meio aos risos.

‒ Obvio que eu respondi que sim!

‒ Hotch e Agatha vão se casar, que maravilha! – exclamou JJ.

‒ Parabéns! – Morgan deu um abraço em Agatha.

‒ Agatha eu considero o Aaron como meu irmão... – começou Jéssica emocionada – Saiba que eu também a considero, vocês dois são minha família!

‒ Jéssica eu agradeço toda essa compreensão, outra pessoa em seu lugar talvez não pensaria assim. – Agatha agradeceu Jéssica com um abraço – Eu prometo ser a melhor pessoa com Jack!

‒ Ele te adora e é obvio que você será ótima para ele! – todos abraçaram Agatha lhe dando os parabéns e depois voltaram para dentro do hospital.

Hotchner foi examinado e o médico deu permissão para que todos os visitassem, mas exigiu que eles fossem rápidos alertando que somente uma pessoa poderia passar a noite com ele e obvio que essa pessoa seria a Agatha.

‒ Nós já estamos sabendo. – disse Rossi a Hotchner quando foram liberados a visita-lo.

‒ Sabendo do que? – perguntou ele segurando o sorriso.

‒ Que vocês vão se casar. – respondeu Garcia.

‒ Eu não aguentei a emoção e eu contei. – explicou Agatha.

‒ Tudo bem meu amor, sem problemas. – respondeu Hotchner.

‒ É a primeira vez que eu o ouço a chama-la de “meu amor” próximo a nós. – sussurrou Prentiss ao ouvido de Morgan e JJ que riram.

‒ Somos obrigados a nos retirar. – lembrou Reid – O médico disse que devíamos sermos breves.

‒ Aaron qualquer coisa é só chamar. – disse Jéssica lhe dando um beijo na testa demonstrando carinho e respeito.

‒ Quem vai ficar comigo? – perguntou Hotchner.

‒ A sua noiva. – respondeu Todd.

‒ Nós iremos para o hotel descansar um pouco. – disse Rossi – Jéssica gostaria de ir conosco? Podemos te reservar um quarto.

‒ Pode ir descansar Jéssica, eu estou bem. – pediu Hotchner.

‒ Está bem. – concordou Jéssica.

‒ Agatha se caso você quiser ir...

‒ Aaron Hotchner não inventa... – disse Agatha – Eu vou ficar a noite toda aqui.

‒ Não está cansada?

‒ Não, eu estou bem.

‒ Então vamos? – perguntou Blake.

‒ Vamos. – afirmou Rossi.

‒ Tchau amiga. – despediu-se Ashley de Agatha com um abraço.

Todos se despediram e foram para o hotel deixando Agatha com Hotchner.

Durante a noite eles ficaram conversando, Agatha já começou a ter ideias para o casamento e Hotchner prometeu que assim que tivesse alta lhe compraria uma aliança:

‒ A minha intenção era de pedi-la em casamento no nosso aniversário de namoro. – explicou ele – Eu prometo providenciar essa aliança o mais rápido possível.

‒ Agora você precisa se recuperar... – respondeu ela que lhe segurava sua mão enquanto estava sentada ao lado dele – O que fez você mudar de ideia e me pedir em casamento agora?

‒ Eu não quis perder tempo. – respondeu ele com um sorriso – Onde pretende que casemos? Civil e igreja?

‒ Poderemos nos casar na igreja? Eu pergunto por que você em documento consta como divorciado ao invés de...

‒ Viúvo. – completou ele – Quanto a isso não tem problemas, quando eu casei com a Haley foi uma cerimonia no civil, mas nada na igreja.

‒ Entendi... Então eu quero civil e igreja.

‒ Já sei: vestido de noiva e tudo.

‒ Com certeza! – Agatha sorri – Quem vamos chamar para ser os padrinhos?

‒ Eu pensei em Rossi para ser o meu, mas não sei quem poderia ser a madrinha junto a ele.

‒ Eu gostaria de chamar a Ashley, mas estou igual você: não sei quem convidar para entrar com ela.

‒ Eu vou precisar conhecer sua mãe.

‒ É verdade... Na última chamada de vídeo que eu tive com ela eu fui cobrada por isso.

‒ Como faríamos isso?

‒ Eu posso convida-la para a minha formatura que será daqui um mês, eu dou as passagens para ela.

‒ Ou podíamos tirar um tempo e irmos ao Brasil.

‒ Você está falando sério? – Agatha arregalou os olhos ficando espantada.

‒ Sim, por quê?

‒ Hotch eu ficaria muito feliz!

‒ Nós podemos levar o Jack.

‒ Aaron Hotchner eu vou chorar de emoção! – Agatha não conteve as lágrimas de felicidade, levantou-se e com cuidado abraçou Hotchner sentado à cama.

Agatha estava muito feliz o pedido de casamento a surpreendeu ela sempre se imaginou ao lado de Hotchner como sua esposa, mas achava que ele fosse a demorar a falar em casamento por causa de suas vidas profissionais, mas agora ela podia sonhar com mais empolgação: ela se tornaria sua esposa.

Hotchner também sentia uma alegria imensa o fato de ter sido baleado não o abalava parece que o transe que teve o ajudou a superar essa parte ruim, ele não tinha certeza ainda se questionava se não foi paranoia de sua cabeça ter visto e ter conversado com Haley, mas tudo aquilo o ajudou a superar a situação e lhe encorajou em pedir Agatha em casamento não querendo esperar mais um minuto.

Enquanto estavam abraçados o celular de Agatha começa a tocar:

‒ Nossa! – exclamou Agatha ao pegar o celular do bolso.

‒ O que foi? – Hotchner ficou curioso.

‒ Falamos de você conhecer o Brasil agora pouco e recebo uma chamada de lá... – Agatha mostrou o visor do celular a ele – Esse prefixo é do Brasil.

‒ É sua mãe?

‒ Não, eu desconheço esse número.

‒ Atenda antes que caia a chamada.

‒ Alô. – disse Agatha ao atender.

Agatha?— indagou a voz masculina do outro lado.

‒ Quem deseja?

Aqui é o policial Tomás Fernandes, lembra-se de mim?

‒ Ó meu Deus! – Agatha precisou sentar-se de tão emocionada que ficou – Tomás Fernandes o que trabalhou com o policial Luiz Carlos da Silva? — Agatha começa a falar em português.

Eu fui parceiro de seu pai durante muito tempo na corporação de São Paulo.

‒ Como me achou?

Sua mãe me passou o seu número, eu sei que é uma agente do FBI aí nos Estados Unidos, estou orgulhoso e tenho certeza de que seu pai ficaria.

‒ Eu fico feliz em falar com você, a última vez que nos vimos eu era uma menina e foi no velório de meu pai.

Eu estou contente em falar com você também, mas infelizmente eu liguei porque preciso de sua ajuda.

‒ O que houve? – Agatha encarou Hotchner enquanto falava ao celular demonstrando estar preocupada.

A sua mãe me explicou um pouco sobre o que você faz no FBI.

‒ Na verdade eu ainda sou uma cadete, estou em estágio com uma equipe de Análise Comportamental.

Vocês estudam as mentes e os comportamentos dos criminosos não é?

‒ Sim... Tomás o que acontece?

Agatha é um pouco complicado o que eu vou te dizer... Você soube que seu pai um tempo antes de falecer estava em uma investigação que parecia envolver um assassino em série no estado de São Paulo?

‒ Sim, eu soube e minha mãe suspeitava na época de que esse possível assassino matou meu pai, mas ninguém deu ligo disseram que foi um bandido qualquer porque Assassinos em Série “não existem no Brasil”. – Agatha revirou o olhar de incomodo – E ficou por isso mesmo.

Ele voltou.

‒ Quem? – Agatha ficou de pé.

O assassino e desta vez todos acreditam que possa ser um assassino em série.

‒ Tomás do que você está falando? – Agatha tentou conter as lágrimas.

O assassino de seu pai voltou, ele está assassinando garotas de novo.

‒ Você tem certeza?

Estamos evitando que a mídia saiba, mas especulações em jornais já começaram, porém desta vez todos acreditam que seja um assassino em série, o governo já está a par de tudo e vou te informar antes que qualquer um daí saiba: o presidente entrou em contato com o presidente dos Estados Unidos.

‒ Para que? – Hotchner encarava Agatha falar ao telefone e ficou preocupado com as reações de espanto que ela fazia.

Agatha nós não estamos conseguindo avançar em nada nas investigações, o governo quer autorização do governo de vocês para que o FBI possa nos ajudar esperamos que essa equipe de Análise Comportamental nos ajude!

‒ Tomás eu só sou uma cadete, eu estou em estágio... O que você quer de mim?

Eu posso te enviar os arquivos do caso e você junto a sua equipe poderia analisar? Para me dar um auxílio, por favor, vocês entendem as mentes destes perversos enquanto eu não entender a mente deste infeliz jamais irei pega-lo!

‒ Mas não é preciso esperar a resposta do governo?

Sim, mas se vocês puderem analisar e me darem algumas instruções ficarei grato demais!

‒ Tomás eu não sei... – Agatha encarou Hotch – Eu só sou uma cadete eu precisaria da autorização de meu chefe.

Eu te faço esse apelo: Por favor, me ajude!

‒ Eu irei conversar com meu chefe, está bem?

Está bem... Desculpe te procurar desta forma, mas apesar de tudo eu estou com saudades e fico grato em conversar com você, seu pai foi um grande amigo para mim e o melhor policial que nosso estado de São Paulo já teve.

‒ Eu fico honrada de ouvir isso... Escuta eu preciso desligar eu prometo que conversarei com meu chefe.

Está bem... Até mais.

‒ Até. – Agatha finaliza a ligação.

‒ O que foi? – perguntou Hotchner desentendido e preocupado.

Agatha não o respondeu de imediato, ela primeiro se jogou em um abraço e se desabou em lágrimas e mesmo sem entender nada ele a consolou em seu abraço.

Depois de muito chorar Agatha se recompôs e explicou tudo a Hotchner com todos os detalhes, ele a ouviu atentamente:

‒ ... Então é isso... – explicava ela – O meu pai investigava sobre um assassino em série que matava garotas e em uma noite foi encontrado morto, minha mãe no inicio suspeitou de que fosse o próprio assassino que ele procurava que o matou.

‒ Mas pelo que eu entendi a policia no geral não acreditava que tinha um assassino em série. – disse Hotchner.

‒ Não porque a maioria dos assassinatos ocorreram em uma cidade onde o índice de violência e estupro eram altos acharam ser bobagem do meu pai, mas ele insistiu muito na época na teoria de que era o mesmo assassino, em uma noite que ele soube da última vítima ele saiu ás pressas de casa para investigar e foi quando ele morreu.

‒ E agora ele voltou? O assassino voltou?

‒ Pelo que Tomás falou parece que sim e me disse que desta vez eles estão crentes e de que o governo brasileiro pediu ajuda ao nosso governo aqui, eles querem o FBI na investigação.

‒ No caso a nossa equipe. – Hotchner ajeitou-se na cama.

‒ É, eles precisam entender a mente deste criminoso... Tomás quer que analisemos os arquivos do caso para lhe dar algumas dicas.

‒ Eu compreendo agora.

‒ Você acha que o governo vai aceitar ajudar o Brasil?

‒ Eu não sei, mas peça para o policial Tomás enviar os arquivos.

‒ Sério? – Agatha arregalou os olhos.

‒ Você quer ajudar?

‒ Hotch eu tenho que admitir que eu gostaria muito de continuar e finalizar o que meu pai começou.

‒ Então peça que ele envie os arquivos, quando voltarmos a Virginia vamos nos reunir com os demais para discutirmos o caso.

‒ Hotch eu não sei como agradecer!

‒ Eu sei... Se você me der um abraço e um beijo eu já fico contente.

‒ Dou quantos você quiser. – Agatha beijou Hotchner com todo carinho depois ficou abraçada a ele enquanto ele lhe afagava os cabelos.

Notas finais
Uau! Quantas emoções não é mesmo? Será que a equipe vai para o Brasil ajudar na captura deste assassino? E desta vez é um caso bem pessoal a Agatha, aliás, é o assassino do pai dela pelo que ela suspeita ser... Espero que tenham gostado. Beijos até o próximo! =)