Notas iniciais
Oi pessoal, tudo bom? Capítulo 20 pronto para vocês, espero que gostem... Comentários do capítulo 19 já serão respondidos, obrigada por cada comentário e cada acompanhamento, como sempre fico grata! Eu sei que eu deixei o coraçãozinhos de vocês palpitando um pouco a mais no capítulo anterior e eu peço: não enfartem! kkkkkkkkkkkkkkkkkk Demorei esses dois dias de postar o 20 porque eu queria escrever algo bem legal. O capítulo de início possa parecer um pouco confuso, mas durante a leitura fica fácil de entender... Espero que possam gostar. Boa leitura! =)

A ambulância chegou e os paramédicos socorreram Hotchner que precisou ser levado ao hospital e Agatha acompanhou a ida dele, os demais também queriam ir estavam todos desesperados, mas eles precisavam manter a calma e a postura, pois apesar de tudo eles tinham um caso a resolver.

Rossi por mais que estivesse angustiado igual os demais resolveu tomar o controle da situação então exigiu que todos voltassem para a delegacia:

‒ Precisamos manter a calma! – exclamava ele aos demais assim que voltaram à sala de reuniões.

‒ Rossi eu o respeito muito, mas infelizmente não temos como manter a calma! – respondeu Morgan impaciente.

‒ Nós somos obrigados a nos manter calmos... – respondeu Rossi, mas todos discutiam entre si estando apavorados com a situação – Chega! – berrou ele impaciente.

‒ Rossi o que é isso? – perguntou Prentiss pasma com a atitude do parceiro.

‒ Eu também estou desesperado como vocês! – começou ele – Mas precisamos manter a postura e nos concentrarmos para resolvermos esse caso entenderam? Vamos fazer isso pelos nossos amigos Agatha e Aaron? Aaron agora precisa de nós, mas não da gente discutindo e lamentando a situação... Ele precisa da gente fazendo o nosso melhor que é o nosso trabalho! – todos se calaram – Já tínhamos a missão de capturar esse perverso agora mais do que nunca devemos ansiar por isso... Temos que ter agilidade e alcançarmos o suspeito antes que ele cometa outra atrocidade!

‒ Por onde começamos? – perguntou Ashley que tentava limpar as mãos sujas pelo sangue de Hotchner em sua blusa.

‒ Primeiro precisamos de ajuda... – respondeu Rossi – Morgan ligue para a JJ peça para ela vir nos ajudar, deixe ela a par da situação!

‒ E eu? – perguntou Todd – Estou sendo dispensada?

‒ Não... – explicou Rossi – Só que agora estamos com dois agentes a menos... Aaron está ferido e Agatha está abalada demais para trabalhar na investigação.

‒ Compreendo. – respondeu Todd.

‒ Além da JJ irei ligar para a Garcia... – disse Morgan – Eu acho interessante ela ficar sabendo do que aconteceu.

‒ Eu concordo. – respondeu Blake.

‒ Por mais que Agatha esteja abalada devíamos tentar uma entrevista cognitiva. – opinou Reid.

‒ Para que? – perguntou Ashley.

‒ Porque ela estava com Hotch quando ele foi baleado, pode ser difícil, mas devíamos tentar. – explicou Reid.

‒ Eu concordo. – disse Rossi – Ashley você que é amiga dela poderia tentar convencê-la sobre isso?

‒ Eu posso tentar, mas antes preciso ir ao hotel trocar de roupa... – Ashley tinha a roupa suja de sangue.

‒ Eu também. – respondeu Reid mostrando sua blusa ensanguentada.

‒ Então vocês vão para o hotel trocarem de roupa depois vão ao hospital conversarem com Agatha. – pediu Rossi.

‒ Eu acredito que Jéssica Brooks mereça saber o que houve. – disse Prentiss.

‒ Ligue para ela, por favor. – pediu Rossi e Prentiss se retirou da sala junto a Morgan que ficou de ligar para JJ e Garcia.

‒ Vamos ao hotel? – perguntou Ashley a Reid.

‒ Claro. – respondeu Reid que junto a Ashley saiu da sala.

‒ O que faremos agora? – perguntou Blake.

‒ Vamos conversar com a delegada e o prefeito. – redarguiu Rossi – E precisa ser agora.

‒ Eu cuido disso. – disse Todd saindo da sala.

‒ Eu espero que nada de pior aconteça... – disse Blake – Eu vou ao banheiro. – Blake sai da sala deixando Rossi sozinho.

‒ Aaron meu amigo seja forte, você precisa pedir sua amada em casamento. – murmurou Rossi para si mesmo.

***

Hotchner não sabia como havia parado naquele lugar a única certeza que tinha era a de que não entendia nada. Ele esfregou os olhos achando que estava tendo uma miragem ou que devia estar sonhando, mas por mais que ele esfregasse ou abrisse e fechasse os olhos sem parar ele via a mesma coisa: um belo jardim com todos os tipos de flores.

Ele passou a caminhar pelo ladrilho de pedras brilhantes que aparentava seguir um caminho reto e sem fim, mas quanto mais ele o caminhava só via flores a sua volta e mais nada.

Caminhou e caminhou, mas parecia que não chegava a lugar nenhum então parou no meio do caminho e ficou se perguntando que lugar era aquele.

‒ Aaron! – era a voz de Haley a gritar.

‒ Haley? – indagou ele completamente confuso.

‒ Aqui do seu lado direito! – respondeu a voz de Haley.

‒ Haley é você? – questionou Hotchner e ao virar o olhar para o lado ele avistou Haley em um vestido azul claro com detalhes brancos de cumprimento até o joelho e de mangas curtas onde deixava os ombros dela a mostra, ela vinha correndo em direção a Hotchner entre várias flores coloridas.

‒ É claro que sou eu! – exclamou ela ao se aproximar dele – Para onde você estava indo?

‒ Eu não sei... – Hotchner achou estar enlouquecendo – Eu de repente estava em frente a uma delegacia trabalhando em um caso e agora estou aqui... Só posso estar alucinando!

‒ Claro que não está... – respondeu Haley com um sorriso – Pelo visto não sabe onde está não é mesmo?

‒ Eu não estou entendendo nada. – respondeu ele confuso – Haley é você mesmo?

‒ Aaron e quem mais seria? Venha comigo! – Haley estendeu a mão para ele.

‒ Eu devo estar sonhando... Eu não posso estar alucinando em meio a um caso! – exclamou ele olhando para os lados.

‒ Aaron Hotchner você não muda nunca! – Haley deu uma breve gargalhada – O mesmo homem... Sempre preocupado!

‒ Se eu não estou alucinando e para eu poder conseguir te ver significa que... – Hotchner arregalou os olhos – Eu estou morto?

‒ Aaron venha comigo! – Haley estendeu a mão pela segunda vez a ele – Eu prometo lhe explicar tudo!

‒ Está bem... – Hotchner apesar de confuso pegou na mão de Haley e deixou ser guiado por ela.

***

‒ Como assim ainda não se tem notícias nenhuma? – Agatha discutia impacientemente com a recepcionista do hospital – Eu preciso saber como está meu namorado! – berrava ela.

‒ A única coisa que posso informa-la é de que o paciente está em cirurgia para a retirada da bala, agora eu peço a gentileza de que aguarde! – respondeu a recepcionista perdendo o controle.

‒ Eu preciso saber qual é o estado dele! – gritava Agatha.

‒ Agatha! – exclamou Ashley que apareceu no hospital junto a Reid.

‒ Ashley! – Agatha deixou a recepcionista em paz e correu para abraçar a amiga e começou a chorar.

‒ Você precisa manter a calma por mais que seja difícil, está bem? – pediu Ashley carinhosamente.

‒ Está bem. – Agatha enxugou as lágrimas.

‒ Agatha eu sei que é difícil, mas precisamos falar com você sobre o momento em que tudo aconteceu. – pediu Reid.

‒ Reid eu sinto muito, mas eu não me lembro de nada e não estou em condições para uma entrevista cognitiva, pelo menos não agora. – respondeu Agatha.

‒ Quando se sentir pronta então. – consentiu Reid.

‒ Você precisa ir para o hotel trocar essa roupa. – disse Ashley – Você está suja de sangue.

‒ Eu só saio deste hospital depois que Hotch sair. – respondeu Agatha.

‒ Eu posso ficar enquanto vai ao hotel – ofereceu-se Reid – Só enquanto você vai e volta.

‒ Depois você volta e fica aqui. – insistiu Ashley – Será rápido!

‒ Promete que irá me deixar voltar? – perguntou Agatha que se olhou dos pés a cabeça e notou que sua roupa e suas mãos estavam sujas pelo sangue de Hotchner.

‒ Claro que sim! – respondeu Ashley e Agatha concordou em ir ao hotel trocar de roupa enquanto Reid ficava no hospital aguardando notícias do estado de Hotchner.

***

Hotchner sentou-se a um gramado verde como ele nunca havia visto antes, em volta a ele havia flores de tudo quanto é tipo, mas fixou seu olhar por alguns instantes em algumas rosas vermelhas que ali tinham.

‒ Compreendeu tudo agora? – perguntou Haley que estava sentada ao lado dele.

‒ Eu me lembro de ter sido baleado... – respondeu ele virando-se para olha-la – Agora sim eu me lembro.

‒ Eu sempre quis ter uma conversa com você, mas eu juro que eu não queria receber sua visita desta maneira!

‒ Então eu estou morto?

‒ Só você que pode saber disso... – Haley afagou as mãos em um punhado de grama.

‒ O que está acontecendo comigo agora?

‒ Digamos que você está na luta para que não vá embora.

‒ Eu acho que estou entendendo as coisas... – Hotchner ainda se sentia confuso, mas tinha que assumir a si que sentia um tipo de paz estando naquele lugar – Você disse que sempre quis ter uma conversa comigo?

‒ Sim... Primeiramente eu queria agradece-lo! – Haley sorriu para ele.

‒ Agradecer pelo que?

‒ Por estar cuidando tão bem de Jack... – começou ela – Você e minha irmã estão fazendo um ótimo trabalho!

‒ Eu confesso que me sinto perdido muitas vezes, sou grato pela sua irmã dar todo o apoio tem me ajudado muito.

‒ E eu também preciso dizer que eu fico feliz do seu relacionamento com Agatha, vocês são perfeitos juntos!

‒ Sério? – indagou ele admirado.

‒ Achou que eu ficaria com ciúmes? – Haley arregalou os olhos.

‒ Não... – Hotchner ficou sem saber o que dizer – Eu sei lá, entende?

‒ Aaron você é demais! – Haley deu um tapa de leve nas costas dele.

‒ Eu tenho que assumir que ela me faz bem!

‒ E claro que ela te faz! – Haley se colocou de pé diante de Hotchner – Olhe para você: Você está mais jovial!

‒ Você acha?

‒ Claro que sim... – Haley mais uma vez sorri – Você está namorando uma moça jovem e isso te faz ficar mais jovial e é lindo demais, mas tem coisas que em você nunca vão mudar.

‒ O que, por exemplo? – perguntou ele mirando Haley.

‒ De deixar coisas importantes para depois.

‒ Como assim?

‒ Quando você vai pedir Agatha em casamento? – Haley cruzou os braços.

‒ Eu pretendo pedi-la em casamento daqui a um mês no nosso primeiro aniversário de namoro.

‒ Com o trabalho em que vocês dois praticam qualquer dia tem que ser dia e qualquer hora tem que ser hora!

‒ O que quer dizer com isso?

‒ Aaron se você quer pedir Agatha em casamento, peça logo! Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje!

‒ Não me diga que é sobre isso que queira conversar?

‒ Não é exatamente isso... – ela voltou a sentar-se do lado dele – Eu realmente quero agradecer pelo cuidado que está tendo com Jack, mas aproveitei para falar desse assunto.

‒ Eu não entendo. – Hotchner virou-se para encarar Haley nos olhos – Qual a importância disso tudo para você?

‒ Está bem eu irei explicar... – Haley ficou séria – Lembra-se de quando estávamos casados que eu brigava com você dizendo que você não sabia aproveitar as oportunidades da vida?

‒ Eu me lembro disso.

‒ Eu dizia: “Aaron aproveite o dia, aproveite o momento!”.

‒ Você sempre repetia isso.

‒ E por mais que você tivesse boa intenção você ficava preocupado, ficava esperando seu telefone tocar para ser chamado ao trabalho, em vez de aproveitar o momento que você tinha comigo e Jack você não aproveitava.

‒ Eu falhei muito, eu sei. – Hotchner abaixou a cabeça.

‒ Eu não estou te julgando... – Haley fez com que ele erguesse a cabeça para olha-la – Eu estou apenas dizendo... A maneira em que eu parti não foi culpa sua e não foi por causa desse motivo, foi dolorido para você, para Jack, até mesmo para a Agatha... Ela sofreu tanto!

‒ Então o que você quer dizer?

‒ Aaron não perca mais tempo! Eu entendo que queira fazer alguma coisa especial, mas com o trabalho que os dois têm eu acredito que qualquer dia e hora sejam especiais quando o assunto trata sobre os dois.

‒ Haley eu ainda não compreendo.

‒ Aaron com o trabalho que você tem você sabe muito bem os riscos que corre certo?

‒ Sim, as chances são muitas. – concordou ele que puxou um punhado de grama.

‒ Só que não tem como prever se você vai se ferir ou não! Você poderia saber que seria baleado hoje?

‒ Não. – respondeu ele que virou o olhar – Eu acho que estou te entendendo.

‒ Não estou dizendo que isso irá acontecer e na verdade jamais quero que aconteça... Eu quero ver você e a Agatha juntos cuidando do Jack e lhe dando irmãos, mas eu aconselho que você não deva esperar mais!

‒ Você acha que eu devo pedi-la casamento logo? – Hotchner voltou a mirar Haley.

‒ Isso mesmo!

‒ Está bem... – Hotchner voltou a olhar as rosas vermelhas – Agatha gosta de rosas vermelhas.

‒ Rosas vermelhas dão um ótimo buquê de casamento!

‒ Obrigado Haley... – Hotchner voltou a encara-la – Obrigado pelo apoio!

‒ Aaron você é um homem incrível e merece ser feliz, Agatha é maravilhosa ela é perfeita a você e vocês juntos são lindos demais!

‒ Eu a amo muito!

‒ Diga a ela isso todos os dias. – disse Haley ficando de pé mais uma vez – Mas cuidado: O que tem de gente querendo ver a infelicidade dos outros tem de sobra!

‒ O que quer dizer? – Hotchner não compreendeu o que Haley queria dizer.

‒ Estou dizendo para tomar cuidado... O amor de vocês é lindo e sincero, mas tem quem tenha inveja, tem quem queira ver esse amor morrer.

‒ Como quem?

‒ Pessoas sem amor no coração... – Haley foi até as rosas vermelhas e pegou uma – É importante que vocês confiem um no outro sempre, não deixe que amor de vocês morra por causa de coisas banais, vocês irão se tornar um só e você sabe que casamento envolve amor, amizade, confiança... Eu não preciso lembra-lo.

‒ Você acredita que ela irá aceitar se casar comigo?

‒ Aaron Hotchner você não está me perguntando isso! Por qual motivo Agatha não aceitaria casar com você?

‒ Eu não sei... – Hotchner ficou pensativo – Ela ainda é uma cadete, a carreira dele no FBI está engatinhando, ela tem vinte e poucos anos talvez ela não pense em casar agora talvez queira esperar mais.

‒ Aaron você é engraçado, sabia? – Haley começou a gargalhar – É só olhar nos olhos dela que se vê todo amor que ela tem por você... Quando Foyet nos fez refém eu mal a conhecia, mas eu pude notar o amor dela... Ela implorava para que ela fosse escolhida porque ela queria te poupar de sofrimento.

‒ Aquele dia foi horrível. – Hotchner abaixou a cabeça e lembrou-se de Foyet.

‒ Esqueça ele. – disse Haley cheirando a rosa em suas mãos.

‒ Quem?

‒ George Foyet... Eu sei que foi tudo lamentável, mas já passou e vocês estão seguindo fortes não deixe que certas lembranças o incomodem.

‒ Mas você não merecia ter partido daquela forma...

‒ Aaron já aconteceu... Foque nas coisas boas e não nas coisas ruins, está bem?

‒ Está bem. – concordou ele que se levantou e foi até onde Haley estava – Bonita essas rosas não são?

‒ São. – respondeu Haley que puxou outra rosa e entregou a ele.

‒ Obrigado. – Hotchner pegou a rosa das mãos de Haley e a aspirou delicadamente e depois a tocou de leve em seus lábios.

‒ Lindas e cheirosas! – exclamou Haley.

‒ O beijo de Agatha é como uma rosa. – disse ele aspirando a rosa mais uma vez.

‒ Como assim? – Haley o fitou curiosa.

‒ Eu não sei explicar... Só sei dizer que é como eu fosse tocado por uma rosa através do beijo dela.

‒ Que lindo! – elogiou Haley encantada.

Hotchner não sabia se tudo o que acontecia ali não passava de uma miragem, talvez sua mente criará aquela situação ao qual ele jamais saberia se era real ou não, mas ele se sentia bem sendo alucinação ou não, estar ali conversando com Haley lhe fez sentir bem e mais confiante.

Ele aspirou a rosa mais uma vez que estava em suas mãos e pensou em Agatha e em quanto a amava.

Notas finais
Eu espero que tenham gostado, esse capítulo eu tive inspiração de um episódio da 9ª Temporada, mas foi só a inspiração todo o roteiro que ocorre nesse capítulo é de minha autoria. Até o próximo! =)