Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada
17 Capítulo 17 - Olhos Abertos (Parte 01)
Notas iniciais

O silêncio pairou entre todos durante alguns minutos, mas Hotchner resolveu quebra-lo e iniciou a apresentação do caso:
‒ Nós iremos para São Francisco.
‒ Com certeza não é por causa do surf. – respondeu Morgan.
‒ Agente Todd poderia distribuir os arquivos, por favor? – pediu Hotchner.
‒ Sim senhor. – Todd se levantou e pegou os arquivos das mãos de Hotchner e distribuiu um para cada.
‒ Na cidade de São Francisco... – começou Hotchner – Algumas mulheres de um bairro nobre de classe média e alta estão sendo estupradas e mortas dentro de suas próprias casas.
‒ A casa da gente é para nos sentirmos seguro e não inseguros. – comentou Agatha abrindo o arquivo do caso.
‒ Há três meses, uma vez por semana uma mulher é violentada e morta. – continuava Hotchner.
‒ Três meses? – indagou Prentiss perplexa – E fomos chamados agora?
‒ Na verdade esse caso já era para ter sido resolvido, mas como devem imaginar... Todos nós estávamos afastados e nenhuma outra equipe conseguiu resolver.
‒ O que esses agentes fizeram enquanto nós estávamos afastados? – questionou Blake inconformada – Jogando cartas? O caso de Belinda Copland não foi conseguido ser resolvido por eles, agora esse.
‒ Tiramos um tempo para nós e pelo visto casos e casos estão acumulados. – comentou Rossi.
‒ Sim... – disse Hotchner – Eu estou pensando em aumentar a equipe, porque se vocês forem ver o tanto de arquivos de casos não solucionados que temos o número é muito grande.
‒ Aumentar a equipe? – perguntou Agatha curiosa.
‒ Nem que eu coloque alguns estagiários... Morgan tem algum cadete disponível? – perguntou Hotchner.
‒ Todos estão em estágio, a não ser que eu transfira alguns de um estágio para outro. – respondeu Morgan.
‒ Pode fazer isso?
‒ Vou fazer alguns telefonemas. – Morgan se retirou da sala.
‒ Essa é a posição em que são encontradas? – perguntou Todd escandalizada com as fotos das vítimas no arquivo.
‒ Completamente apavorante! – exclamou Agatha que também analisou as fotos – Parece que os olhos delas estão colados.
‒ Porque estão... – respondeu Reid – Aqui diz: As vítimas tiveram seus olhos colados para que fossem mantidos abertos.
‒ Ele quer obriga-las a olhar para ele. – comentou Rossi.
‒ Que horror! – exclamou Agatha horrorizada.
‒ Para alguns estupradores quando as suas vítimas fecham os olhos isso acaba com a fantasia deles. – explicou Prentiss – Quando uma mulher é violentada sexualmente qual é a primeira coisa que ela faz?
‒ Gritar? – indagou Agatha.
‒ Fechar os olhos. – respondeu Hotchner.
‒ Ele ataca uma vez por semana e o dia em que ele ataca é sempre numa sexta-feira. – dizia Rossi ao ler o arquivo.
‒ Não há sinais de entrada forçada em nenhuma das casas das vítimas. – disse Reid.
‒ Pode ser alguém conhecido? – perguntou Todd.
‒ Garcia e Donovan vão checar se as vítimas tinham algo em comum. – disse Hotchner.
‒ Pode deixar senhor, qualquer detalhe nós iremos avisar. – respondeu Garcia – Não é Donovan?
‒ Com certeza. – respondeu Maeve.
‒ Cheque entregadores, encanadores, jardineiros... Enfim qualquer coisa. – pediu Rossi.
‒ Os corpos são encontrados em um sábado de manhã então ele deve atacar na sexta-feira á noite. – disse Agatha lendo o arquivo – Elas tem marcas de amarras nos pés e nos pulsos.
‒ Vestígios de material aderente foram encontrados nos lábios de todas as vítimas. – disse Blake – Ele além de amarra-las tampa a boca delas com alguma fita isolante.
‒ Mas nada disso foi encontrado na cena do crime... – continuou Prentiss.
‒ Ele tem um “Kit para Estupro”. – respondeu Reid.
‒ Cruzes! – exclamou Todd e Agatha ao mesmo tempo.
‒ Voltei... – disse Morgan ao voltar – Eu fiz alguns telefonemas e Hotch só consegui a transferência de uma cadete, tudo bem?
‒ Está bem, depois verei com o supervisor a possibilidade de contratar mais gente. – respondeu Hotchner – Quem será a cadete?
‒ Ashley Seaver. – respondeu Morgan – Ela estava fazendo estágio no Esquadrão de Sequestro, mas quando são casos fora da cidade eles não permitem que ela vá junto, então pedi que ela já viesse para cá.
‒ A Ashley vai vir? – indagou Agatha – Que demais!
‒ Eu conheço a cadete Seaver, uma boa cadete. – disse Hotchner.
‒ Ela é perfeita assim como a Agatha. – afirmou Morgan.
‒ Quando a cadete Seaver chegar iremos para o avião. – ordenou Hotchner – Todd eu preciso falar com você, passar as coordenadas de como deve lhe dar com a mídia.
‒ Sim senhor. – respondeu Todd se levantando da mesa e seguindo Hotchner para a sua sala.
‒ Quem é ela? – perguntou Agatha.
‒ A agente Jordan Todd. – respondeu Prentiss – Ela ficará no lugar da JJ durante o período de lua de mel.
‒ E como JJ hoje já precisou se ausentar ela já começou. – explicou Blake.
‒ Entendi. – disse Agatha.
‒ Não me vai dizer que ficou com ciúmes? – perguntou Morgan.
‒ Claro que não. – respondeu Agatha – Apenas fiquei curiosa... O que houve com a agente Cruz?
‒ Foi para a reciclagem. – respondeu Garcia – Sim, eu xeretei no sistema.
‒ Deviam a ter mandado para a lua! – exclamou Agatha.
‒ Agora é ciúmes? – indagou Morgan.
‒ Não... – respondeu Agatha sem jeito – Ela só pegava muito no meu pé, só isso.
‒ Vamos nos concentrar no caso... – disse Rossi – Vejam só: aqui no arquivo diz que ele escreve uma mensagem no espelho com o sangue das vítimas.
‒ Agora vocês serão obrigadas a me olhar.— Reid leu a mensagem no arquivo.
‒ Que horror! – exclamou Agatha – O infeliz é um doente e tanto.
‒ Pessoal hoje é quinta-feira. – afirmou Prentiss.
‒ Provavelmente ele irá atacar amanhã. – disse Morgan que lia o arquivo.
‒ Não temos muito tempo de impedirmos um próximo ataque. – disse Blake.
‒ Assustador demais para mim... – disse Agatha que analisava as fotos das vítima – Ele deixar os olhos abertos dessa maneira.
‒ Mas será que ele cola os olhos delas enquanto estão vivas ou já quando estão mortas? – perguntou Blake.
‒ Se ele cola os olhos delas quando já estão mortas não faz sentido nenhum... – respondeu Morgan – Se ele quer que elas o olhem tem que ser enquanto estão vivas.
‒ Mas a frase que ele deixa no espelho é intrigante: “Agora vocês serão obrigadas a me olhar”. — disse Agatha – Parece que mesmo depois delas estarem mortas o infeliz quer deixar uma mensagem.
‒ Talvez a mensagem no espelho não sejam só para elas. – disse Reid – Essa mensagem é para mais alguém.
‒ Vejam só isso... – disse Prentiss lendo o arquivo – Ele não deixou mensagem nenhuma quando atacou as quatro primeiras vítimas.
‒ Ele sentiu que não estava ganhando a atenção que “merecia”. – respondeu Rossi.
‒ Agora vocês serão obrigadas a me olhar...— repetia Reid – E se a mensagem forem para todas as mulheres desse bairro ou da cidade de São Francisco?
‒ Então estamos lhe dando com um idiota que não ganha atenção das mulheres e por isso as estupra e mata? – retrucou Agatha.
‒ Parece que sim. – respondeu Rossi.
‒ Isso é nojento! – exclamou Agatha enojada e a imagem dos olhos abertos das vítimas ficou registrada em sua mente.
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