Um Caso Não Registrado - 1ª Temporada
61 Capítulo 60 - Na Mídia
Notas iniciais

Gideon e Elle foram levados pela ambulância para o hospital, Hotch avisou Rossi e Prentiss que eles encontrassem todos por lá. Elle havia levado um tiro no ombro pela arma de Hotch e não chegou sofrer nada grave já o estado de Gideon era preocupante, pois o tiro que ele levou atingiu seu peito assim machucando seu pulmão.
Reid tentava manter calma, mas não conseguia se preocupava com Gideon já teorizando o pior, Morgan tentou acalma-lo, mas em vão.
Rossi e Prentiss assim que desembarcaram foram direto para o hospital e encontrou o restante da equipe na sala de espera, Rossi estava perplexo querendo entender tudo exigindo explicações:
‒ Eu não entendo! – exclamava Rossi – Como isso foi acontecer?
‒ Elle ficou descontrolada... – explicava Hotch – Ela releu a carta que recebeu de John Curtis e deixou as coisas entrarem em sua mente.
‒ Interrogou Gideon querendo saber se ele teve culpa pela sua quase morte anos atrás. – finalizou JJ.
‒ E qual é o estado dele? – perguntou Prentiss.
‒ A última vez que vimos um médico ele disse que não era muito bom. – respondeu Reid falando apressadamente – O tiro atingiu o pulmão.
‒ E quem atirou em Elle?
‒ O Hotch. – respondeu Agatha que tremia de nervoso e frio.
‒ Agatha você está com frio? – perguntou Hotch.
‒ Um pouco. – respondeu ela abaixando a cabeça, Agatha usava uma blusa preta fina das mangas curtas.
‒ Pegue e vista. – Hotch tirou seu paletó e entregou a Agatha apesar de todos estarem preocupados não deixaram de observar o cavalheirismo dele com ela exceto Reid que mantinha o pensamento longe.
‒ E você vai ficar com frio? – indagou Agatha.
‒ A minha camisa é de manga comprida e é você que está tremendo.
‒ Obrigada Hotch. – agradeceu ela sem jeito porque notou que os demais a fitavam ela então pegou o paletó e o vestiu.
‒ E qual é o estado de Elle? – perguntou Prentiss quebrando o silêncio do restante da equipe.
‒ Da última vez que falamos com o médico ele disse não ser grave. – respondeu Morgan.
‒ O que faremos agora? – questionou Rossi – O bastardo está causando caos e pânico entre nós!
‒ David tem razão... – disse Hotch – A culpa do descontrole da Elle foi por culpa de John Curtis.
‒ Elle tem parcela de culpa maior. – dizendo isso Reid fez que todos o mirassem.
‒ Spencer o que você está dizendo? – perguntou JJ admirada com ele – Elle surtou pelas coisas que a carta dizia.
‒ Elle surtou porque nunca soube lhe dar com os fantasmas do passado! – Reid se mostrava extremamente incomodado.
‒ Garoto vai com calma. – interviu Morgan – Você está nervoso por Gideon.
‒ Se Elle tivesse sabido lhe dar com os traumas que viveu não surtaria. – insistia Reid.
‒ Spencer você não sabe o que está falando. – falou JJ.
‒ Eu sei muito bem JJ! – exclamou Reid para a surpresa de todos.
‒ Reid mantenha a calma. – exigiu Hotch.
‒ Como você quer que eu mantenha a calma?
‒ Reid pode parar se não quem vai surtar é você! – esbravejou Agatha a ele – Se todo mundo inventar de surtar ninguém resolve nada.
‒ Agatha tem razão. – concordou Blake – Reid você precisa manter a calma.
‒ Está bem... – Reid respirou fundo – Mas prestem atenção: lembra quando Elle comentou conosco que nunca contou detalhes a ninguém da primeira vez que foi estuprada?
‒ Ela mencionou que nem para um terapeuta quis contar. – lembrou Agatha.
‒ Isso significa que ela não passou por um terapeuta.
‒ Garoto aonde você quer chegar? – indagou Morgan confuso.
‒ Elle nunca buscou ajuda para seus problemas... – continuou Reid falando do seu jeito apressado – Hotch qual foi o problema que você teve com ela pouco antes dela pedir saída do FBI?
‒ Elle ficou descontrolada... – respondeu Hotch – Ela perdia a postura facilmente em trabalho, quando tínhamos suspeitas sobre alguém em algum caso ela queria agir fazendo justiça com as próprias mãos.
‒ E ela fez terapia?
‒ Se negou a ir ao psicólogo.
‒ Vocês perceberam? – Reid encarou a todos – Elle nunca procurou ajuda para seus traumas e hoje quis descontar em Gideon.
‒ Spencer todos nós estamos abalados... – respondeu JJ – Todos nós recebemos uma carta falando dos nossos problemas e traumas a ferida de todos foi tocada.
‒ Mas graças a Elle nunca ter buscado ajuda ficou mais vulnerável que todos. – teimava ele.
‒ Spencer compreenda... – tentava JJ fazer Reid compreender.
‒ JJ... Elle foi a única a sacar uma arma para descontar sobre seus traumas! – dizendo isso Reid se afastou de todos, Morgan tentou segura-lo pelo ombro, mas Reid o ignorou o afastando e saindo da sala de espera.
‒ Spencer! – clamou JJ em vão.
‒ JJ o garoto agora está irritado e preocupado com Gideon, espera ele se acalmar. – disse Morgan.
‒ Precisamos fazer algo! – disse Rossi – O que vamos fazer?
‒ Eu cansei de ficar discutindo teorias, vamos arrombar as portas dos endereços desse infeliz. – recomendou Morgan.
‒ Por eu saber desses endereços eu acho que não vão encontra-lo tão fácil. – disse Agatha.
‒ Temos que tentar algo. – teimou Morgan.
‒ Eu compro a sugestão de Morgan. – concordou Rossi – Eu também cansei de discutir.
‒ Agatha além dos endereços você tem algum número de telefone? – perguntou Hotch.
‒ Os que eu tinha eu fiz questão de apagar e esquecer a última vez que ele ligou para mim foi de um número privado.
‒ Quando ele ligou para você? – indagou Hotch.
‒ Eu acho que quando estávamos em Nashville resolvendo um caso. – respondeu ela sem graça, Hotch quis falar algo em protesto, mas optou por ficar calado.
‒ Então vamos chutar as portas? – perguntou Morgan.
‒ Eu vou providenciar que a SWAT nos acompanhe. – disse Hotch pegando o celular para ligar e assim se afastou dos outros.
‒ Nunca se sabe o que pode acontecer é interessante que fiquem policiais fazendo vigia aqui no hospital. – sugeriu Rossi.
‒ Vou providenciar isso. – disse Blake se afastando.
‒ Quem vai ficar aqui aguardando notícias de Gideon? – perguntou Prentiss.
‒ Eu. – respondeu Agatha – Já que eu não sou uma agente que pode chutar portas.
‒ E quando for eu faço questão de treina-la. – disse Morgan fazendo um gesto de “toca aqui” com a mão e Agatha fez o toque rindo por alguns segundos.
***
A equipe junto com a SWAT foram aos endereços de John Curtis que Agatha havia passado, Garcia no departamento ficava tentando rastrear qualquer passo dele através dos números de telefone que conseguiu pelo sistema, mas em vão, pois era como se ele tivesse evaporado, ela também estava analisando movimentos bancários, mas nada no momento.
Em todos os endereços John Curtis não foi encontrado e não havia pista da onde ele pudesse ter ido, em uma das casas foram encontrados alguns empregados que foram levados ao departamento para serem interrogados, porém foi inútil, pois os mesmos juravam que não viam o patrão há meses e não falavam outra coisa além disso.
Reid tinha sido o único que não acompanhou a equipe na caçada atrás de John Curtis ele ficou no hospital junto a Agatha aguardando notícias de Gideon que estava sendo operado já Elle se encontrava bem já que sua ferida a bala não foi profunda, mas Reid de momento se negava em vê-la ainda estava chateado pela atitude dela e Agatha que avisou a equipe sobre o estado de Elle.
Todos voltaram ao hospital, o dia amanheceu e finalmente um médico apareceu para dar notícias de Gideon:
‒ Como ele está doutor? – perguntou Reid afobado.
‒ Retiramos a bala. – respondeu o médico do plantão – Porém o estado dele é critico a respiração dele foi prejudicada pelo fato de ter sido atingido no pulmão e também afetou uma veia que o fez entrar em coma.
‒ Como assim em coma? – perguntou Reid incrédulo e o médico deu toda a sua explicação e após terminar deixou todos na sala de espera.
‒ O estado dele é grave... – dizia Reid – Ele não vai acordar?
‒ Garoto mantenha a calma. – pedia Morgan apesar de também se mostrar preocupado assim como os demais.
‒ Isso não pode estar acontecendo. – disse Rossi – Fomos a todos os endereços do infeliz e nada.
‒ Garcia também não achou nada que possa nos ajudar. – disse Hotch.
‒ Agatha você não tem nenhuma pista? – perguntou Prentiss – Você o conhece... Pense em algo!
‒ Eu sei que ele tem propriedades fora, mas não sei exatamente aonde, pois não ficava especulando a vida dele para ele não ter direito de saber da minha. – respondeu Agatha pensativa – Quando eu... Quando eu me encontrava com ele era por aqui em Virginia ou ele me levava para viajar, mas ficávamos em hotéis.
‒ Ele pode estar escondido em algum desses hotéis? – perguntou JJ.
‒ Obvio demais. – respondeu Blake – Ele já imagina que Agatha iria passar os endereços e tudo mais ele tem que estar aonde Agatha nunca soubesse.
‒ Faz sentido. – concordou Prentiss.
‒ Agatha pense mais um pouco. – pediu Hotch.
‒ Está bem... – Agatha sentou-se na poltrona da sala de espera e ficou tentando pensar em algo que pudesse ajuda-los.
‒ Eu não acredito! – esbravejou JJ e todos a olharam.
‒ O que foi JJ? – perguntou Morgan.
‒ Vejam vocês mesmos! – JJ apontou para uma TV que ficava pendurada na parede da sala de espera.
‒ Vou aumentar o som. – disse Morgan que se aproximou e aumentou um pouco o som.
‒ Estamos ao vivo em frente ao Hospital Central de Virginia onde temos informações de que Jason Gideon está internado...— falava uma repórter na TV.
‒ Como eles souberam disso? – questionava JJ irritada.
‒ Jason Gideon ficou muito conhecido ao trabalhar para o FBI sendo agente da Unidade de Análise Comportamental do departamento aqui de Virginia, ele capturou vários criminosos perigosos apenas estudando o comportamento dos suspeitos, o que eles chamam de Análise de Perfil, dentro desses criminosos ele capturou o conhecido Bombardeador de Boston: Adrian Bale onde infelizmente custou a vida de seis agentes...
‒ Isso é um absurdo! – exclamou Prentiss.
‒ Isso é na frente do hospital. – falou Blake.
‒ JJ descubra com eles da onde conseguiram essas informações. – ordenou Hotch e JJ se retirou da sala.
‒ Que eu saiba a informação dos seis agentes mortos aquele dia ficou ocultada da mídia... – disse Morgan inconformado – Não foi Hotch?
‒ Sim. – respondeu Hotch.
‒ Segundo informações que temos, Jason Gideon está internado em estado grave porque foi baleado por uma ex-colega de trabalho... Elle Greenaway teve um surto psicótico e atirou em Jason Gideon com a intenção de matar.
‒ Ei como ela sabe disso? – perguntou Rossi – Será que alguém do departamento abriu a boca?
‒ Com que intenção? – perguntou Blake.
‒ Pode ter sido alguém do hospital. – respondeu Agatha ficando de pé – Talvez um enfermeiro, faxineiro... Ou o próprio médico.
‒ Ele está aqui! – exclamou Hotch.
‒ Quem? – perguntou Agatha assustada.
‒ John Curtis só pode estar ou ter estado aqui para saber do Gideon e contar a situação à mídia! – concordou Rossi.
‒ Mandem isolar o hospital agora! – ordenou Hotch – Ninguém entra e ninguém sai!
Fale com o autor