Um Caso Não Registrado - 1ª Temporada
34 Capítulo 33 - Uma Nova Descoberta.
Notas iniciais
Agatha estava em seu quarto no hotel andando de um lado para o outro, desde que havia voltado da delegacia não conseguia se sossegar as palavras de Hotch a questionando sobre o vídeo lhe ecoavam na mente, sentia-se magoada e ofendida por aquilo. Não se contendo mais de tanta tensão ligou para Francine:
— Francine?
— Agatha? Até quem enfim lembrou que eu existo!— respondeu Francine do outro lado.
— Francine eu vou ser bem direta não liguei para dizer que estou com saudades!
— Trocou a ferradura quando?
— Troquei depois de saber que você passou meu número para ele! – Agatha se senta na beirada da cama.
— Amiga eu sinto muito, mas ele insistiu tanto praticamente me obrigou!
— Ele colocou uma arma na sua cabeça?
— Não, mas...
— Então não tem desculpas Francine, já basta o dia em que ele foi me buscar no hospital porque você aceita tudo dele, aceitou ele ajudar na compra da casa nova ele fez isso para se achar no direito de me incomodar! – esbravejou Agatha.
— Agatha pode manter a calma está bem? Eu já disse que sinto muito eu peço desculpas, mas eu não tenho nada haver com a situação de vocês dois!
— Não tem situação nenhuma entre nós dois faz tempo!
— Você ligou para descontar sua raiva?
— Na verdade não... Sobre esse assunto eu quero esquecer e peço que quando ele pedir ou perguntar algo sobre mim você possa negar!
— Não é fácil como pensa...
— Francine o recado está dado agora quero conversar outro assunto com você.
— O que você quer?
— Sobre o vídeo... Como soube daquele vídeo?
— Depois que você começou a trabalhar no FBI eu passei, a saber, mais destes tipos de notícia sobre crimes enfim eu estava pesquisando na internet sobre algum caso na cidade que você está agora foi quando eu o achei.
— E você por isso me enviou?
— Sim, mas imaginei que soubesse de algo... Por quê?
— Alguém vazou aquelas informações e não foi ninguém da equipe.
— Vocês não ficam a par das notícias não?
— Ficamos, mas... O caso é complicado então a equipe manteve o foco em investigar e sobre a mídia uma agente havia resolvido isso, mas você viu que já estão noticiando por ai.
— Entendi...
— Era só isso mesmo.— Agatha passou a mão em seus cabelos.
— Ainda está brava comigo?
— Estou Francine, agora tchau! – antes que Francine pudesse falar mais alguma coisa Agatha encerrou a ligação e jogou o celular em um canto da cama.
Agatha estava exausta e resolveu tomar um banho quente para relaxar.
***
Após Hotch e Rossi conversarem eles ficaram aguardando alguma resposta de Garcia sobre detalhes da vida da última vítima que Blake havia pedido.
JJ estava um poço de nervosismo tentou conversar com os policiais na esperança de descobrir se algum deles havia falado informações do caso para a mídia, mas em vão. Morgan, Prentiss e Reid haviam ido para a cena do crime e foram encontradas as mesmas evidências: pétalas de rosas jogadas pelo chão, a refeição de sempre preparada para um jantar à luz de velas e vinho a única diferença é que a vítima havia sido assassinada na sala de estar de sua casa.
Reid analisava o corpo antes que ele fosse levado para o legista enquanto Morgan e Prentiss discutiam teorias de como o suspeito havia entrado na casa sem forçar entrada:
— Estamos deixando passar alguma coisa... – resmungou Prentiss já cansada – Como ele entra nas casas das vítimas?
— Eu não sei... – respondeu Morgan – E talvez isso não tenha nada haver com as vítimas terem estudado juntas.
— Morgan está obvio que tem haver algo relacionado ao colégio... Muita coincidência seria se não fosse isso.
— Então porque não achamos nada? – Morgan estava irritado – Emily nunca ficamos tão parados em uma investigação... Não achamos nada!
— As pessoas que entrevistamos não ajudaram em nada algumas se negaram a nos atender no caso de Annie Stanley, ela foi uma que nos expulsou daqui mais cedo.
— Vamos ter que insistir em falar com essas pessoas mais uma vez inclusive com as mulheres se estivermos certos sete mulheres correm perigo.
— O problema é que não podemos causar pânico... Não podemos dizer a todas que elas podem ser uma próxima vítima.
— E o que devemos fazer Prentiss? Agora que as informações se tornaram pública através da mídia ele não vai esperar uma semana, provavelmente já esteja planejando em atacar amanhã e se a teoria estiver certa será uma das ex-alunas.
— Morgan eu não sei... Vamos analisar a casa mais uma vez. – Prentiss e Morgan voltaram aos seus serviços.
***
— Odeio ficar de mãos atadas! – reclamava Rossi – Temos que estar à frente do suspeito e não atrás esse é o nosso trabalho. – enquanto Rossi falava Hotch estava olhando o painel com as fotos das primeiras vítimas, mas ele estava com o pensamento fora do caso – Aaron o que foi?
— Nada... – respondeu Hotch vagamente.
— Eu não consegui nada! – exclamou JJ ao entrar na sala com uma xicara de café – Entrei em contato com a fonte que publicou a notícia, mas não tive sucesso.
— Se Morgan com os outros chegarem vocês me liguem. – pediu Hotch pegando seu celular da mesa e o colocando no bolso.
— Aonde vai Aaron? – perguntou Rossi curioso.
— Resolver um problema. – respondeu Hotch saindo da sala.
— O que houve com ele? – perguntou Blake ao entrar na sala, ela havia sem querer esbarrado em Hotch.
— Eu não sei... – respondeu JJ confusa, Rossi já teve ideia da onde Hotch pudesse ter ido, mas optou por ficar calado.
***
Agatha havia terminado seu banho e vestiu um roupão branco do hotel, ligou a TV do quarto para se distrair, mas acabou se irritando, pois a maioria dos canais só falava sobre o caso em que a equipe trabalhava quando ia desligar a TV notou que o noticiário falava de uma nova vítima Annie Stanley, a repórter apresentava a notícia em frente à casa da vítima, ela entrevistava uma senhora que se dizia ser vizinha da vítima:
— Quando a senhora viu Annie pela última vez? – perguntava a repórter.
— Por volta de umas sete horas da noite... – respondeu à senhora — Ela havia chegado do seu emprego eu vi quando o carro dela entrava na garagem e...
Agatha desligou a TV e mexeu em sua bolsa para pegar os arquivos do caso que ela tinha, abriu a pasta e analisou as fotos dos locais dos crimes anteriores, sentada na cama passou a analisar tudo tentando encontrar uma resposta para a nova teoria que tinha em mente, após alguns minutos foi como se uma luz tivesse vindo do teto e tivesse a iluminado porque ela acabou notando algo nas fotos, passou a observar cada detalhe e descobriu outra coisa importante um pequeno detalhe que havia passado e aquilo poderia ajudar no caso.
Quando pegou seu celular para ligar para um dos membros da equipe ouve alguém bater a porta e quando atende se admira ao ver quem é:
— Hotch! – exclamou ela sem jeito, pois estava somente de roupão, descalça e com os cabelos molhados.
— Agatha precisamos conversar. – respondeu Hotch.
— Precisamos mesmo. – Agatha puxou Hotch pelo braço para que ele entrasse e isso o fez se admirar ele presumia que ela fosse o ignora-lo.
— Agatha eu queria dizer...
— Hotch – ela o interrompeu enquanto trancava a porta – Você precisa ver isto!
— O que está acontecendo? – Hotch estava embaraçado não entendendo nada.
— Eu acabei de saber sobre a terceira vítima.
— Já está nos jornais? – perguntou ele incrédulo.
— Sim, mas Hotch escuta... Uma repórter dava a notícia em frente à casa da vítima, ela entrevistou uma senhora que era uma das vizinhas e essa mesma senhora disse que a última vez que viu a vítima foi quando voltava do trabalho pelas sete horas da noite, ela a viu quando o carro entrava na garagem.
— E... – Hotch não compreendia aonde Agatha queria chegar.
— Eu analisei as fotos do caso, as observei querendo achar alguma resposta e achei duas! – Agatha falava normalmente com Hotch a descoberta a havia feito esquecer por alguns instantes o mal entendido entre eles.
— O que você notou de diferente?
— Veja aqui... – Agatha pegou as fotos – Tem fotos da cozinha, da sala, do quarto do banheiro... Cadê as fotos da garagem? Quando os outros foram visitar as cenas dos crimes eles visitaram a garagem?
— O pessoal da nossa equipe sim, precisávamos saber por onde o suspeito entrou, mas não há indícios de entrada forçada, mas mesmo assim foi falha do pessoal da perícia não ter tirado fotos da garagem.
— Hotch o suspeito entra pela garagem! – afirmou Agatha encarando Hotch.
— Mas não foi encontrado nenhuma entrada forçada. – insistiu Hotch.
— Só que um controle universal não é difícil conseguir ou pelo menos a cópia dos controles das vítimas.
— Agatha! – exclamou Hotch maravilhado com o raciocínio dela nem ele e ninguém da equipe pararam para pensar em tal possibilidade – Como chegou a essa conclusão?
— Sei lá... – Agatha colocou as fotos de volta a cama – Quando a vizinha falou na entrevista que viu a vítima colocar o carro na garagem pensei se por algum momento o suspeito não entrou nessa hora, mas analisei as fotos senti falta das imagens da garagem então pensei nisso, claro que é só uma teoria, mas é algo que vocês já podem analisar.
— E a outra resposta que você achou?
— É mesmo... – Agatha pega as fotos novamente – Olha aqui, as pétalas de rosas pelo chão, o jantar com as velas acesas, a garrafa e as taças de vinho...
— Sim estou vendo. – Hotch pegou uma das fotos e tentou enxergar algo novo querendo entender o raciocínio dela.
— Olhando as outras fotos dos detalhes da sala de estar notei que as vítimas não tem aqueles negócios que chamam de bar... Como se chama aquilo mesmo?
— Adega. – respondeu Hotch.
— Então eu pensei o seguinte: o suspeito então deve ter trazido o vinho com ele assim como os ingredientes da refeição e notei que é a mesma marca de vinho!
— Podemos rastrear alguma coisa. – Hotch encarou Agatha que olhava as fotos e admirou aquele olhar investigativo e empolgado ao mesmo tempo e que ela não ia querer continuar sendo uma registradora por muito tempo.
— Sim a Garcia pode achar algo. – respondeu ela, Hotch pegou seu celular ligou para Garcia e pediu que ela pesquisasse sobre a marca de vinho.
— Descobriu mais alguma coisa? – perguntou Hotch guardando o celular no bolso.
— Não. – ela guardou as fotos com o restante dos arquivos e colocou a pasta de volta em sua bolsa.
— Agatha precisamos conversar.
— Sobre?
— Sobre o que eu te disse mais cedo... Eu quero pedir desculpas por ter desconfiado de você.
— Sobre isso... – disse ela em voz baixa abaixando a cabeça o sentimento de magoa havia voltado.
— Não era a minha intenção.
— Hotch sobre de manhã daquela bronca confesso que estava nervosa com o delegado, mas não tiro sua razão pela bronca... Eu me comportei mal e isso acaba refletindo em você, mas quando vi que estava desconfiando de mim sobre em ter passado a informação a alguém foi demais neste caso não há como te dar razão. – ela continuava com a cabeça baixa.
— Eu não desconfiei duvidando da sua boa pessoa... Você havia ficado tão nervosa do caso das garotas de programa que por um momento eu achei...
— Achou o que Hotch? – Agatha levantou a cabeça.
— Achei que tivesse feito isso para o caso ganhar mais repercussão e ser investigado.
— Como é Hotch? – Agatha ficou perplexa e sentiu-se mais magoada do que já estava – Porque achou que eu arriscaria meu emprego desta maneira? Hotch eu fiquei e eu estou com raiva do caso daquelas mulheres não ter sido mais investigado, mas eu não sou estupida deste jeito!
— Eu não quis te ofender Agatha...
— Não queria? Mas me ofendeu Hotch! Você pensou que eu pudesse ter sido burra a ponto de fazer algo do tipo?
— Eu nunca pensei que você fosse burra, Agatha eu sinto muito não foi minha intenção.
— Você achou o que? Por acaso você pensou: “Ela é muito nova e não tem noção das coisas, uma garota estupida ela deve ser!”.
— Eu nunca pensei isso! – Hotch tentava se explicar.
— Você deve ter pensado que eu sou uma garota ingênua e estupida! – esbravejou ela.
— Eu nunca vi você como uma garota! – exclamou ele que não conseguiu mais manter a calma e a seriedade – Eu nunca a vi como uma garota... Eu sempre a vi como uma mulher!
— Como? – Agatha arregalou os olhos e sentiu a face do rosto queimar.
— Eu sempre a vi como uma mulher... – Hotch foi se aproximando dela que foi dando passos para trás – Como uma mulher forte e corajosa... Você é uma mulher linda e maravilhosa! – Hotch começou a dizer o que sentia e pensava apesar dos tristes acontecimentos em que viveram por culpa de Foyet, Agatha não deixou de mexer com ele, Hotch havia perdido Haley, mas tinha Agatha ali a sua frente.
Agatha que havia dado alguns passos para trás sentia-se tonta seu coração batia acelerado suas pernas tremiam a face de seu rosto queimava e seus olhos se encheram de água e Hotch que não aguentava mais manter a posse de seu jeito sério diante dela puxou Agatha pelos braços e antes que ela protestasse algo ele a beijou. Ela não podia evitar e como sempre fazia enlaçou os braços em seu pescoço, Hotch afagou uma de suas mãos em seus cabelos molhados enquanto a outra alisava as costas.
Quanto tempo ficariam naquela situação de evitarem ficar distantes, mas que logo se entregavam a um beijo era difícil dizer, para quem conhece Hotch não seria capaz de imaginar que ele perde a postura por alguns momentos por causa de alguém não que ele nunca tivesse amado Haley, ele a amou, mas com Haley foi diferente eles namoraram, noivaram, casaram e tiveram um filho, Hotch não precisava disfarçar nada para ela não precisava evitar sua esposa, mas a vida dele mudou completamente quando Haley havia pedido separação e durante esse processo Agatha surgiu em sua vida por um lado ele pensava que aquilo não era o certo e nem adequado e antes ele tinha esperanças de que voltaria para a mãe de seu filho, ele carregava a culpa de não ter conseguido salvar Haley ele sentia sua falta, mas não deixava de desejar Agatha e isso o fazia se sentir mal como se aquilo fosse errado, mas quando estava próximo a Agatha e quando perdia o controle e a beijava ele se esquecia de tudo por um instante e vivia o momento.
Já Agatha achava que era errado desejar Hotch e em estar apaixonada por ele no início ela apenas queria evita-lo para não se envolver de coração evitava uma magoa, mas depois de Haley se julgava uma pessoa ruim achando que Haley não merecia aquilo, Haley estava viva quanto na mente de Agatha e quando na mente de Hotch.
Ficaram aos beijos até se sentirem ofegantes quando Agatha tentou se afastar Hotch a segurou pela cintura e como gostava de fazer aspirou o cheiro de sua pele em seu pescoço, Agatha adorava quando ele fazia aquilo lhe causava um arrepio na espinha e um calor entre as pernas. Hotch logo começou a beijar seu pescoço ele pressionou o corpo dela ao dele e Agatha mordeu os lábios ao sentir que seu sexo encostou-se ao membro dele.
Hotch se esqueceu da vida, se esqueceu de tudo ele queria ficar ali, beijava o pescoço e o colo de Agatha com toda excitação que sentia e ela se deixou levar por aquele momento, Agatha ficou em êxtase com as sensações que sentia quando percebeu Hotch com toda a delicadeza a havia aproximado da cama, eles caíram por cima da cama com jeito, Hotch com uma das mãos empurrou as coisas que ali ocupava que no caso era a bolsa e o celular de Agatha ele empurrou tudo para um canto da cama e voltou para mais um beijo enquanto brincava com a língua de Agatha suas mãos começaram a acariciar os ombros que logo foram de encontros ao seios, Agatha lembrou-se que não usava nada por debaixo do roupão e gemeu quando uma das mãos de Hotch entrou em contato direto com sua pele, o cheiro do perfume dele invadia suas narinas é como se tivesse se drogado para ter alucinações.
Hotch acariciava as coxas e o quadril de Agatha até que não podendo se conter invadiu o sexo dela com o dedo médio, Agatha soltou outro gemido só que desta vez em voz alta e ele voltou a beijar seu pescoço. Ficaram naquela brincadeira cheia de prazer por algum tempo eles realmente haviam se esquecido da vida, mas como tudo que é bom dura pouco o celular de Hotch consegue cortar o clima mais uma vez quando começa a tocar:
— Não, não, não... – queixou Hotch saindo de cima de Agatha que se afastou para um canto da cama.
— É melhor atender. – sugeriu Agatha ajeitando seus cabelos.
— Hotchner. – disse ele ao atender.
— Hotch os outros já voltaram.— era JJ que falava.
— Ótimo...
— Onde você está Hotch?
— Eu já estou voltando... Tem mais algumas coisas do caso para serem investigadas. – ele voltou ao planeta terra e lembrou-se do que Agatha havia descoberto.
— Estamos esperando.— JJ encerrou a ligação.
— Precisamos ir. – disse ele ajeitando seu terno que estava amarrotado.
— Eu também? – Agatha arregalou os olhos.
— Você precisa fazer suas anotações não é?
— Está bem... – Agatha se levantou da cama evitando olhar Hotch nos olhos.
— Eu vou para meu quarto trocar de roupa. – Hotch preferiu trocar o terno.
— Está bem... Eu vou me vestir.
— Espero você no carro?
— Sim. – Agatha abriu a porta para que Hotch pudesse sair e ao fecha-la sentou-se na cama se sentindo confusa ela sentia aquele sentimento de culpa vindo novamente, mas não conseguia controlar seus desejos e ao pensar no que havia acabado de acontecer sorriu por alguns instantes.
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