Um Caso Não Registrado - 1ª Temporada

33 Capítulo 32 - Investigações, Discussões e Mais Uma Vítima


Notas iniciais
Ufa consegui concluir o capítulo 32... Eu ia dividi-lo em duas partes, mas optei por não espero que possam gostar. Boa leitura! :)

Após o café da manhã todos voltaram para a delegacia de Nashville, o delegado não tinha nenhuma novidade do caso, Rossi aproveitou e conversou com os policiais sobre o que eles sabiam do caso das garotas de programa, mas não conseguiu muita coisa, pois não houve muitas evidências físicas.

— Eles não têm muita coisa sobre o caso... – explicava Rossi à equipe – Não tinha muitas evidências físicas e não tinham mais o que investigar.

— Foram dez garotas de programa e eles não pensaram que pudesse ser um assassino em série? – perguntou Agatha incrédula enquanto anotava a nova teoria de Reid da noite passada.

— Por se tratar de garotas de programa eles não se importaram... – respondeu JJ – A mídia muito menos, procurei informações e nada.

— Foram dez garotas! – Agatha não se conformava.

— O problema é que elas vivem em risco todos os dias e por isso não houve andamento... – continuou Morgan – Eles pensaram que pudesse ser um assassino diferente para cada uma.

— Espera ai... – Agatha ficou de pé e encarou todos – Foram dez vítimas onde cada uma delas levaram catorze facadas!

— Mas não tinha muito o que investigar. – respondeu o delegado entrando na sala.

— Senhor delegado eu quero ver se eu entendi... – todos se entreolharam admirados, a indignação de Agatha chamou atenção – Dez garotas de programa foram assassinadas, cada uma com catorze facadas algo já em comum entre as vítimas, mas vocês não ligaram os fatos... Agora duas mulheres ricas foram assassinadas e vocês logo chamam o FBI!

— Agatha... – chamou Hotch que se levantou.

— O que é Hotch? – esbravejou ela o encarando – Houve dez mulheres assassinadas com algo em comum e a polícia não continuou com o caso? Ficamos sabendo por que a Garcia achou sobre isso e logo ligou os fatos!

— Tem dezenas dessas prostitutas pelas ruas... – começou o delegado – Muitas morrem, são assassinadas, mas não conseguimos achar evidências, elas que se arriscam todos os dias!

— No caso das duas mulheres ricas não tem muita coisa, mas vocês logo trataram de chamar o FBI!

— Agatha se acalma... – disse Prentiss.

— Não tem como ficar calma! – Agatha bateu a mão na mesa.

— Agatha já chega! – exclamou Hotch.

— Hotch se eles tivessem feito o trabalho deles, se eles tivessem chamado vocês no caso destas garotas vocês teriam pegado esse desgraçado faz tempo e ele hoje não estaria atacando mulheres em suas próprias casas!

— Agatha vamos lá fora agora! – ordenou Hotch apontando para a porta.

— O que? – Agatha arregalou os olhos para Hotch.

— Vamos lá fora agora! – esbravejou ele, Agatha sem dizer mais nada saiu e Hotch saiu logo em seguida.

— O que deu nela? – perguntou o delegado – Eu não tenho culpa de nada.

— Senhor está tudo bem... – respondeu Blake.

— Eu vou fingir que isso não aconteceu. – ao dizer isso o delegado se retirou da sala.

— Eu vou ser sincero... – expressou Morgan – Eu concordo com ela, mas evitei falar para não gerar isso que aconteceu agora pouco.

— Eu também concordo – apoiou Blake – Foram dez garotas de programa era suspeita de um assassino em série!

— Mas a Agatha fez questão de expor nossos pensamentos. – disse Rossi.

— Eu confesso que estou admirado com ela. – respondeu Reid.

— Garoto não vai dizer que está apaixonado? – perguntou Morgan rindo.

— Não, claro que não! – exclamou Reid – Eu estou admirado pelo fato dela ser tão forte.

— Spencer aonde você quer chegar? – indagou JJ.

— Ela foi atacada por dois assassinos em série... Primeiro Sean Smith ela ficou uns dias fora, mas logo voltou depois o Foyet a atacou duas vezes ela tinha tudo para querer largar e ir embora, mas ela continua.

— Isso é verdade. – concordou Prentiss – Eu passei um bom tempo com medo depois de Ian Doyle.

— Eu quase desisti depois de Tobias Hankel... – continuou Reid – E a coragem que ela teve de enfrentar Foyet... A primeira vez que ele a atacou ela conseguiu dar um tiro nele.

— A arma era dela mesma? – especulou Morgan.

— Sim. – respondeu Rossi.

— Eu li o depoimento dela... – continuou Blake – No depoimento ela disse que Foyet chegou a feri-la primeiro, mas ela conseguiu afasta-lo, pegar a arma e atirar.

— Pelo visto ela é boa de briga. – comentou JJ.

— Vamos voltar a manter o foco aqui... – disse Rossi – Temos esse caso e até agora nada só teorias e um perfil. – após Rossi dizer isso todos voltaram a analisar os arquivos e fotos do caso.

***

Hotch levou Agatha de carro para um lugar um pouco distante da delegacia ele não queria que ninguém os ouvisse conversando. Ele estacionou o carro em uma rua qualquer e começou a falar:

— Que comportamento foi aquele?

— Como é? – Agatha estava indignada – Hotch eles podiam ter chamado vocês há bastante tempo!

— E você acha que eu não sei disso? – Hotch estava muito sério por mais que a presença de Agatha lhe causasse fortes emoções ele estava decepcionado com o comportamento dela.

— Eu falei algo errado? – perguntou Agatha ficando pasma com a atitude de Hotch.

— Eu não disse que você falou algo errado, o problema foi seu ataque de fúria em cima do delegado!

— Você ouviu a maneira como ele falou daquelas mulheres? Hotch elas também são gente!

— Eu sei que elas são gente! – esbravejou ele a fazendo fechar os olhos rapidamente, Agatha colocou a mão no coração que começou a bater acelerado mais que o normal – Eu também fiquei indignado tenho certeza que o restante da equipe ficou, mas não podemos ter esse tipo de comportamento!

— Eu apenas falei a verdade! – Agatha virou o rosto e olhou para a janela do carro.

— Você sabia que o delegado depois pode fazer uma queixa em questão disso com o departamento?

— Ele pode fazer uma queixa contra alguém que falou uma verdade?

— Ele pode sim, você foi agressiva com ele.

— Hotch eu fui agressiva?

— Eu já disse... Não mencionei que está errada, mas sua atitude seu modo de falar foi grosseiro, se você tem alguma queixa fale para mim que sou seu chefe entendeu?

— Eu acho que entendi!

— Eu espero que não haja mais esse tipo de comportamento! Eu posso confiar?

— Você acha que eu vou sair gritando com todo mundo? – Agatha virou o rosto para encara-lo – Eu já entendi o seu recado, não precisava falar deste jeito!

— Apesar de você ser uma registradora da equipe que precisa relatar em documento todos os passos da equipe em um caso não significa que você pode falar o que bem quiser.

— Claro... – Agatha aproximou seu rosto ao rosto de Hotch e ficaram olho a olho – Eu só sou uma registradora que não deve se meter nos assuntos da equipe apenas registra-los!

— Agatha eu não quis desmerecer seu trabalho... – Hotch entendeu o que ela queria dizer com o olhar.

— Senhor Hotchner fica tranquilo... – falou Agatha em surdina, como os rostos estavam próximos Hotch pode sentir a respiração ofegante dela – Eu não vou dar mais ataques, está entendido ficarei quieta fazendo meu trabalho.

— Agatha eu estou falando como seu chefe... – Hotch sentiu-se intimidado com Agatha tão próxima a ele, normalmente ela que evitava algum tipo de contato, mas a raiva a havia deixado cega por alguns instantes – Eu não quero te desmerecer.

— Algo mais senhor Hotchner? – Agatha olhou brevemente para os lábios de Hotch e sem perceber mordeu o seu beiço de leve.

— Não... – desta vez Hotch olhou para os lábios dela, mas não desviou o olhar – Era só isso... – Hotch no impulso aproximou seus lábios para beija-la, mas Agatha virou o rosto e se afastou era nítido a raiva que se via no olhar dela.

Hotch sentiu-se constrangido dando partida do carro para voltar à delegacia.

***

Quando Hotch e Agatha voltaram para a delegacia todos da equipe se entreolharam curiosos, o delegado evitou olhar para Agatha, na verdade o delegado não havia ficado irritado e sim assustado com a maneira que Agatha falou com ele.

Hotch se sentia incomodado, mas no fundo dos seus sentimentos ele estava admirado com a atitude dela, Agatha não teve nenhum receio para expor o que pensava, falou o que queria falar e pelo visto ela não estava arrependida.

Quando entraram na sala em que se reuniam Morgan apareceu com o celular na mão:

— Garcia achou algumas coisas... Pode falar Baby girl!

Depois disso tudo que eu fiz você vai me levar a um baile de Dia dos Namorados?

— Você está no viva voz Garcia! – disse Hotch sentando-se a mesa, Agatha pegou suas coisas e sentou o mais longe possível dele.

Está bem...— respondeu Garcia – Eu pesquisei sobre os bailes e isso é uma tradição do colégio, todos os anos eles realizam.

— Achou algo que possa nos ajudar? – perguntou Prentiss.

Sobre os bailes não, mas consegui a lista de alunos que estudaram com Adrianne Walker e Carrie Robinson.

— Ótimo, poderemos entrevista-los. – disse Rossi.

— E a diretora Garcia? – indagou Reid – É a mesma da época de Adrianne e Carrie?

Infelizmente não gênio, mas consegui o endereço dela.

— Ótimo... – começou Blake pegando o pensamento de Reid – Se houve algum acontecimento fora do normal em algum desses bailes talvez ela possa nos contar.

Baby girl diga que tem o endereço de todos os alunos. – pediu Morgan.

E desde quando Penélope Garcia faz algum serviço incompleto? Mas aviso que alguns não moram mais na cidade... Enviei o endereço para os celulares de vocês.

— Essa é a minha garota! – respondeu Morgan sorrindo.

— São quantos alunos Garcia? – perguntou JJ.

São trinta e cinco!

— Trinta e cinco pessoas para entrevistarem? – Prentiss arregalou os olhos ao perguntar.

Na verdade são trinta e três Adrianne e Carrie não contam... Desculpa.

— Tudo bem mama, fez um ótimo trabalho! – Morgan encerra a ligação.

— Vamos nos dividir. – sugeriu Rossi.

— E os que moram fora da cidade? – perguntou Reid.

— Prentiss e Morgan entrevistem alguns alunos que moram na região, Blake e Rossi entrevistem outros dividam entre vocês, JJ e Reid peguem o contato dos que foram morar fora da cidade e os entrevistem por telefone, eu vou entrevistar a antiga diretora. – ordenou Hotch.

— Agatha quer nos acompanhar? – perguntou Prentiss.

— Não, muito obrigada! – respondeu Agatha sem tirar o olhar das suas anotações.

— É importante você ir... – disse Morgan – São muitas pessoas não teremos tempo para contar o que houve nas entrevistas.

— Sem problemas Morgan... – Agatha levantou a cabeça para olhar para todos – Quando vocês puderem vocês me relatam ou vocês podem anotar tudo e me passar depois.

— Agatha seria mais fácil se você os acompanhasse. – opinou JJ.

— Eu tenho muito o que anotar aqui não poderei ir.

— Agatha... – disse Hotch, Agatha virou o olhar para ele – Você vai com o Morgan e a Prentiss.

— Está bem... Chefe! – Agatha levantou-se ajeitou suas coisas na bolsa e saiu na frente.

— Hotch o que houve? – perguntou Morgan curioso.

— Não houve nada. – Hotch saiu da sala não demonstrando que estava irritado, ele notou que Agatha havia negado ir com Morgan e Prentiss por pirraça.

Agatha ficou esperando do lado de fora, quando Hotch saiu ele a encarou na portaria da delegacia, Agatha o encarou de volta e depois desviou seu olhar quando Morgan e Prentiss apareceram.

***

As entrevistas com os ex-alunos do colégio não tiveram muito sucesso, alguns não foram encontrados e os outros não tiveram como ajudar eles responderam não se lembrarem de nenhum acontecimento estranho em algum baile. Entrevistas cognitivas foram tentadas, mas a maioria se negou a fazer dizendo que aquilo era uma besteira.

JJ e Reid não tiveram sucesso nas entrevistas via telefone em alguns casos quando se apresentavam dizendo que eram do FBI as pessoas desligavam achando ser um trote. Hotch não conseguiu nada com a antiga diretora, pois a mesma se tornou uma alcoólatra e no momento da entrevista ela estava completamente alterada.

As falhas entrevistas levaram o dia todo tomando o tempo de todos que se aborreceram por não conseguirem nada, na última entrevista de Morgan e Prentiss eles praticamente foram expulsos da casa de uma das ex-alunas.

Como Hotch havia entrevistado somente a diretora ele foi o primeiro a voltar para a delegacia, quando já era noite os demais voltaram exaustos e aborrecidos.

Todos se reuniram na sala mais uma vez, Agatha começou a fazer as anotações das falhas entrevistas que foram feitas, JJ junto com Reid apareceu na sala zangada, ao chegar ela jogou um jornal na mesa:

— Olhem só isso! – esbravejou ela.

— Não creio... – Blake pegou o jornal para ler – “Será que o Assassino da sexta-feira atacará amanhã? Quem será a próxima vítima?”.

— JJ você não tinha resolvido isso com a mídia? – perguntou Hotch.

— Claro que sim Hotch! – respondeu JJ perplexa.

— JJ relaxa... – Morgan colocou a mão em seu ombro – Você mais do que ninguém sabe como são esses jornalistas.

— Tem um vídeo na internet... – Agatha havia parado as anotações um pouco para mexer em seu celular, pois recebeu uma mensagem com um vídeo.

— Coloque para assistir. – pediu Rossi se aproximando da cadeira dela.

Agatha colocou o vídeo para rolar, era um vídeo de algo que passou no jornal mais cedo, era uma jovem repórter que falava em um microfone em frente à casa de Carrie Robinson:

— Estamos aqui em frente à casa da última vítima do Assassino da sexta-feira... – dizia a repórter – Carrie Robinson foi a segunda vítima ou podemos dizer a décima segunda, pois pelo que sabemos o suspeito já havia matado dez prostitutas a facadas tudo pode estar relacionado ao Dia dos Namorados... Será um homem solitário sem sucesso no amor querendo vinganças? Estamos informados que a equipe do FBI está ajudando a polícia local a encontrar o suspeito... Mais informações em breve!

— Quem foi que deixou vazar informações? – JJ estava possessa.

— Delegado! – exclamou Rossi da sala, o delegado James veio imediatamente – Veja isso aqui! – Rossi pediu que Agatha desse play mais uma vez no vídeo e assim ela fez.

— Eu não sei de nada! – respondeu o delegado quando o vídeo chegou ao fim.

— Agatha como soube deste vídeo? – questionou Hotch.

— Eu recebi uma mensagem agora pouco... O vídeo foi enviado. – respondeu ela guardando o celular.

— Por quem?

— Pela Francine.

— A sua amiga? – Hotch encarou Agatha ficando perplexo.

— Sim senhor.

— Como ela soube disso?

— Ela sabe que estou aqui, eu liguei para ela antes de embarcarmos... Ela deve ter ficado sabendo do caso da primeira vez que foi ao jornal e depois deve ter visto isso ela me enviou.

— Tem certeza? – perguntou Hotch desconfiado.

— Claro que sim... Por quê? – Agatha arregalou os olhos atordoada com o jeito de Hotch.

— Você não comentou mais nada para sua amiga?

— Hotch você acha que eu contei detalhes do caso para ela? – Agatha fica de pé – Por favor, me diz que não acha isso!

— Quem ficou nervosa por causa das garotas de programa que não ganharam atenção? – indagou o delegado.

— Espera ai... – defendeu Morgan – Não é assim não! Os seus policiais podem ter vazado a informação!

— Eu acredito que seja isso! – exclamou JJ – Agatha não teria feito isso!

— Pois é JJ e Morgan – respondeu Agatha ajeitando suas coisas – Mas o chefe de vocês acha que fui eu!

— Eu não disse isso! – respondeu Hotch incomodado.

— Hotch você é um excelente analista de perfil, mas um péssimo mentiroso! – Agatha foi se retirando da sala.

— Agatha volte aqui! – ordenou Hotch.

— Senhor eu estou cansada... – respondeu ela – Voltarei ao hotel para descansar como sou apenas uma registradora não tenho o que colaborar para a investigação, as informações eu pego depois!

— Eu posso te levar ao hotel. – Prentiss se ofereceu.

— Obrigada Prentiss, mas vocês tem muito o que trabalhar eu peço um táxi.

— Você não vai sozinha. – ordenou Hotch mantendo a seriedade.

— Não se preocupa senhor, eu já estou bem esperta... Nenhum psicopata me sequestra mais! – Agatha assim se retirou batendo os pés, todos se entreolharam admirados.

Rossi ficou indignado com a postura de Hotch com Agatha que querendo ou não desconfiou dela por alguns instantes. Hotch ordenou que todos focassem no caso e pediu que JJ entrasse em contato com a jornalista para descobrir quem havia passado as informações do caso.

Horas e horas se passaram e a equipe estava cansada de reler os arquivos, discutir teorias, de contarem o que houve nas entrevistas, o caso estava parado eles tinham um perfil, várias teorias, mas nada estava ajudando e sim estava parando a investigação que não andava para frente.

Quando o relógio da delegacia já marcava onze e meia da noite um policial os informou que mais uma mulher foi assassinada e o M.O era o mesmo, Morgan e Prentiss ficaram atônitos ao saberem quem era a terceira vítima que se chamava Annie Stanley foi à ex-aluna que os expulsou de sua casa não querendo falar com eles.

— Mas hoje é quinta-feira! – exclamou Reid.

— Mas por causa da notícia que dizia que ele atacava nas sextas-feiras ele antecipou tudo! – reclamou Rossi.

— Morgan, Prentiss e Reid vão para a cena do crime. – mandou Hotch.

— Eu vou ligar para a Garcia... – disse Blake se levantando – Vou pedir para ela procurar mais detalhes da vida de Annie Stanley. – Blake saiu da sala com o celular na mão.

— Aaron o que foi aquilo? – perguntou Rossi quando os dois ficaram a sós na sala.

— Aquilo o que?

— Você realmente desconfiou da Agatha?

— Eu não sei.

— Aaron, por favor! – pediu Rossi o fitando nos olhos.

— Por um momento sim.

— O que fez você pensar nessa possibilidade?

— A maneira que ela falou hoje cedo com o delegado, ela estava indignada com o caso das garotas de programa não ter progredido.

— E?

— Por um momento eu pensei que ela falou para a amiga dela para que assim o caso tivesse atenção. – Hotch abaixou a cabeça.

— Aaron eu não creio!

— Eu sei David... Depois que ela saiu daqui eu vi que não foi ela.

— E agora Aaron?

— Agora eu não sei.