Um Caso Não Registrado - 1ª Temporada
30 Capítulo 29 - Sentimento de Culpa
Notas iniciais
"O que é as coisas ao redor quando você está por perto? Com você tão próximo a mim esqueço até meu próprio nome, os problemas não existem, tua voz é como uma canção de amor aos meus ouvidos e teus beijos me leva para outra dimensão, pena que a realidade volta quando você se afasta...”.
(Maria Vicente Carvalho)
Hotch levou Agatha até o hotel que a equipe ficaria quando não estivessem trabalhando, quando ele estacionou o carro em frente ao lugar Agatha disse que ele poderia ir embora dali, mas ele insistiu em acompanha-la até o quarto.
Chegaram à recepção do hotel e Hotch falou com a recepcionista:
— Boa noite, eu sou o agente Hotchner do FBI, a polícia local de Nashville fez algumas reservas aqui?
— Sim senhor. – respondeu a recepcionista.
— Você poderia entregar a chave de uns dos quartos?
— Para qual hospede?
— Agatha Cristina da Silva. – respondeu Agatha.
— Eu preciso verificar primeiro... – a recepcionista acessou o computador da recepção – Está aqui: quarto 99, 5° andar. – a recepcionista pegou uma chave – Documentos, por favor.
— Só um momento... – Agatha pegou seu documento da bolsa e o apresentou a recepcionista.
— Está tudo bem aqui está à chave do quarto o elevador fica logo ali.
— Obrigada! – disse Agatha. Hotch e Agatha entraram no elevador e foram para o 5° andar.
O elevador chegou e Agatha saiu primeiro Hotch saiu logo em seguida, ela chegou até a porta do quarto passou a chave e eles entraram.
— Não precisava ter me acompanhado... – disse Agatha jogando sua bolsa em um canto do quarto e se sentando na cama.
— Eu queria conversar com você... – Hotch fechou a porta por trás dele – Será rápido.
— O que foi? – Agatha arregalou os olhos não gostando da maneira que Hotch a encarava.
— Está tudo bem?
— Como é?
— Perguntei se está tudo bem.
— E porque não estaria?
— Você se irritou com o comentário da Prentiss...
— Está tudo bem! – exclamou Agatha levantando-se da cama – Eu peço desculpas a ela depois não foi minha intenção... Eu acho que o cansaço me fez ficar irritada a toa.
— Tem algo a mais que gostaria de contar? – Hotch se aproximou dela a encarando nos olhos.
— Eu posso saber o motivo de todo o interrogatório? – Agatha sentiu-se tensa, Hotch era um perfilador de perfil há muito tempo ele sabia quando a pessoa escondia algo e ele sentia isso em Agatha.
— Eu apenas... – Hotch hesitou um pouco em falar – Eu apenas fiquei preocupado.
— Eu não tenho nada a contar... Eu estou bem. – Agatha logo se lembrou de quando soube que havia perdido o bebê que nem sabia que esperava de Hotch pensou que ele havia percebido que ela escondesse algo ela desde que soube quis enterrar a história e fez Prentiss jurar que não contaria.
— Você já passou por um psicólogo?
— Não... E você?
— Não, mas o departamento vai exigir isso.
— Quando voltarmos eu vejo isso... Eu acho que agora você precisa ir não é mesmo?
— Está me expulsando? – Hotch se aproximou mais ainda.
— Não... – Agatha não conseguia sentir as pernas a fragrância do perfume dele invadiu suas narinas – É que vocês estão com um caso complicado, amanhã é quinta-feira e se não descobrirem algo o suspeito vai agir nesta sexta-feira.
— Eu já estou indo... – Hotch estava com um desejo intenso de abraça-la e beija-la, mas toda vez que pensava nisso um sentimento de culpa o invadia. Agatha sentia a mesma coisa, ela estava receosa, mas no fundo ficava sonhando com algum tipo de atitude dele, eles ficaram parados de frente para o outro se encarando.
Ambos sabiam que eles se desejavam, mas quando pensavam nisso o maldito sentimento de culpa os dominava logo se lembravam de Haley. A imagem de Haley morrendo tomava conta dos pensamentos de Agatha e sentia o coração apertar quando se lembrava dela dizendo que amava Hotch e que ela cuidasse dele e de Jack, mas sentia que aquilo tudo que desejava com Hotch era errado e falta de respeito com ela.
Hotch se julgava como um traidor, ele desejava Agatha isso não era mais segredo, mas ele sentia que se tivesse algo com ela estivesse traindo Haley, ele já havia se separado dela antes de toda a tragédia, mas depois de tudo o que houve se culpava pela morte dela e se julgava um fraco por não ter conseguido salva-la.
Ficaram se olhando nos olhos por algum tempo até Agatha querer evitar aquele olhar sério que só ele tinha então como sempre fazia quando se sentia constrangida virou o rosto para o lado, mas toda vez que ela fazia isso era como se fosse o toque de coragem que Hotch precisava era como se ela tivesse acendido um fósforo e tivesse provocado um incêndio.
Hotch então sem raciocinar por alguns momentos se esquecendo do sentimento de culpa se aproximou mais e puxou Agatha pela cintura que continuou com seu rosto virado para o lado, ela não disse “não” e nem tentou afasta-lo de si, Hotch encostou seu nariz em seu pescoço e aspirou o cheiro da pele de Agatha, ele adorava fazer aquilo e ela sentia seu coração bater acelerado e ela vivenciava aquele calor entre as pernas mais uma vez.
Hotch como gostava de fazer começou a beijar seu pescoço enquanto ela fechou os olhos e permitiu que aquilo acontecesse, ele passava a língua em seu pescoço e colo de modo provocativo e Agatha não se contendo soltou um gemido abafado. Ele deu algumas mordidas de leve em sua orelha enquanto suas mãos acariciavam a sua cintura, Agatha não tinha reação ela só permitia que ele fizesse.
Não se contendo mais Hotch com uma das mãos vira o rosto de Agatha para que olhasse diretamente para ele, mas Agatha com seu jeito tímido fechou os olhos, ele aproximou seus lábios do dela e sussurrou:
— Eu adoro esse seu jeito tímido... – ele mordeu de leve os lábios dela e finalmente a beijou. Agatha desta vez enlaçou seus braços em seu pescoço e se entregou ao beijo.
Eles se entregaram a aquele momento que tentaram evitar, mas a tentação era maior, por alguns instantes ignoraram aquelas sensações de medo e culpa que tinham. Hotch segurava os cabelos de Agatha com uma das mãos enquanto a outra apertava sua cintura, Agatha apenas ficou com seus braços enlaçados em volta do pescoço dele.
Quando ficaram ofegantes pararam o beijo e se olharam nos olhos sem pronunciar uma palavra, apenas ficaram se fitando, mas o celular de Hotch toca e desta maneira Agatha se afasta dele dando alguns passos para trás, Hotch sentiu-se perdido o celular tocava e ele quase não conseguiu atender:
— Hotchner. – respondeu ele ao atender.
— Hotch é o Morgan.
— O que houve Morgan?
— Hotch Garcia achou uma conexão entre as vítimas e Reid através disso levantou uma teoria interessante.
— Eu já estou voltando, quando chegar quero ficar a par de tudo.
— Os pais de Carrie Robinson finalmente chegaram.
— Peça a Blake para entrevista-los eu logo estarei ai. – Hotch encerrou a ligação.
— Isso não devia ter acontecido... – o sentimento de culpa em Agatha logo voltou.
— Eu peço desculpas... – Hotch logo também sentiu a mesma coisa – Eu não devia ter feito isso.
— Hotch é melhor você ir... Vocês estão lhe dando com um caso difícil... Por favor, Hotch vai embora.
— Está bem... – Hotch abriu a porta – Tenta descansar.
— Eu vou descansar, pode ficar tranquilo... Tchau.
— Até amanhã. – Hotch saiu fechando a porta e entrou no elevador respirando fundo tentando se recompor do ocorrido.
Agatha jogou-se na cama se sentindo ofegante, seu corpo todo tremia, mas o sentimento de culpa assombrava quanto ela quanto Hotch.
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