Um Caso Não Registrado - 1ª Temporada
29 Capítulo 28 - 14 de Fevereiro
Notas iniciais
Agatha foi ao banheiro e lavou o rosto, olhou-se no espelho e respirou fundo tentando se recompor dos olhares de Hotch, tudo para ela ainda estava muito confuso e se sentia mal porque sempre lembrava de Haley morrendo a sua frente, Foyet havia morrido, mas deixou fortes cicatrizes quanto em Agatha quanto em Hotch que mesmo não demonstrando ele também estava sentido.
Agatha enxugou as mãos e o rosto e voltou-se para sala da delegacia onde se encontrava Hotch, quando voltou os outros da equipe já estavam presentes e discutiam o caso:
— Pelo que nós vimos a Adrianne Walker era uma mulher bem de vida financeiramente... – dizia Morgan – Tinha gostos caros, gostava de se exercitar, havia muitas fotos dela na academia.
— Gostava de festas também... – continuou Prentiss – No computador e nos quadros de fotos se via ela em baladas com as amigas.
— Vocês descreveram Carrie Robinson... – começou Blake – Gostava de academia, festas e tinha gostos caros.
— E não achamos nada que indique vínculo dela com a primeira vítima. – finalizou Rossi.
— E analisamos todos os meios de entrar... – disse Prentiss – Janelas, portas, a garagem...
— E não achamos nenhuma entrada forçada! – terminou Morgan.
— Na casa de Carrie a mesma coisa. – respondeu Blake.
— Além daquilo que Garcia disse do conteúdo estomacal havia vinho... – começou Reid – A primeira vítima Adrianne Walker tinha marcas de dedos no queixo e pescoço.
— Já deve se imaginar que esse foi o modo que ele a coagiu... – disse JJ – Os jornais já haviam publicado sobre o caso com a manchete “O Assassino da Sexta – Feira”. – JJ jogou um jornal na mesa para que todos pudessem ver.
— Esses urubus não perdem tempo! – resmungou Rossi olhando o jornal.
— JJ você conversou com eles? – perguntou Hotch.
— Consegui convence-los a não publicarem mais nada sobre o suspeito e pararem de colocar títulos como esses! – respondeu JJ.
— Vamos ver por quanto tempo... – disse Blake servindo-se de café.
— Outra coisa importante... – continuou Reid – É que a primeira vítima foi morta com um corte na garganta e depois levou as catorze facadas já Carrie levou as catorze facadas primeiro e depois foi morta com o corte na garganta.
— A Agatha tem uma teoria interessante sobre as catorze facadas. – disse Hotch a encarando, Agatha que havia sentado para fazer suas anotações arregalou os olhos.
— Que teoria? – Rossi puxou uma cadeira e sentou-se de frente a Agatha, todos se aproximaram da mesa esperando Agatha falar então ela pegou o calendário e explicou sobre a teoria dela com o número catorze, Hotch frisou o fato das vítimas não terem sido estupradas porque o suspeito esperava ter sexo consentido.
— É isso mesmo que eu entendi? – perguntou Prentiss – O sujeito invade a casa das vítimas as obriga a jantar com ele como se fossem conhecidos e ainda quer que elas façam sexo com ele consentido?
— Faz sentido... – disse Rossi – Ele preparou tudo para uma noite romântica, mas não há nada que indique que ele as estuprou.
— Ele quer que elas reajam como se fossem namoradas dele. – concluiu Morgan.
— Ele vai atrás de alguém que aceite fazer sexo com ele. – disse JJ.
— A quarta — feira já termina e não temos nada... – disse Blake.
— Temos sim... – disse Rossi – Essa teoria da Agatha com o Dia dos Namorados faz muito sentido com a noite romântica que o suspeito planeja e com as catorze facadas.
— Podemos passar o perfil. – disse Hotch se levantando e todos entenderam e concordaram.
***
JJ reuniu todos da polícia para que a equipe pudesse passar o perfil, Hotch deu início:
— Procuramos por um homem branco na faixa dos 25 e 30 anos de idade.
— Um homem solteiro... – continuou Rossi – Que deve ter passado por algum tipo de separação.
— Perdeu a namorada, esposa ou alguém que ele sempre almejou, mas nunca foi correspondido. – disse Prentiss.
— Provavelmente a pessoa que rompeu ou nunca o correspondeu deve ter o status de vida igual das vítimas... – começou Morgan – Adrianne Walker e Carrie Robinson ambas mulheres bonitas e ricas.
— Também é possível que a pessoa a qual ele se magoou possa ter semelhanças físicas como a das vítimas, morenas, cabelos compridos, corpos definidos e bem tratados. – disse Reid.
— Não foi encontrado nada que ligasse as vítimas... – começou Blake – Mas não houve entrada forçada em nenhuma das duas casas pode ser que ambas os conhecessem ou ele fez algum tipo de serviços para elas como um serviço de eletricista, encanamento, conserto de aparelhos eletrônicos.
— Todos os lugares que as vítimas frequentavam devem ser investigados... – continuou Hotch – Baladas, cinemas, shoppings, supermercados... O suspeito deve ter as encontrado a primeira vez em algum desses lugares.
— A noite de sexta-feira é importante para ele... – disse Rossi – Ele matou Adrianne Walker em uma noite de sexta-feira depois esperou uma semana para Carrie Robinson, a sexta-feira é algo importante possa significar o momento em que ele conheceu a pessoa amada ou quando levou um fora.
— E possa ser relacionado ao Dia dos Namorados... – complementou Reid – Adrianne e Carrie levaram catorze facadas, o Dia dos Namorados é comemorado dia catorze de Fevereiro, o suspeito prepara uma noite romântica com jantar a luz de velas, um tipo especifico de comida, vinho, pétalas de rosas, porém não há indícios que ele estupre as vítimas na verdade ele espera que elas o tratem como um “namorado” e façam sexo consensual.
— Isto é doentio! – exclamou um policial.
— É, mas na mente do nosso suspeito não... Ele quer concluir essa fantasia e vai procurar uma vítima que aceite colaborar. – respondeu Prentiss.
— Por isso é importante investigarem todos os lugares que as vítimas frequentaram – disse Hotch – Podemos encontrar pessoas em comum que frequentaram os mesmos lugares que as vítimas.
— É importante que saibam... – continuou Prentiss – O suspeito é um homem solitário se ele tem algum emprego com vínculo social não deve ser de falar muito inclusive com mulheres, ele deve ser depressivo e em alguns momentos deve se lamentar do fim do seu relacionamento, mas também deve guardar tudo para si.
— Ele não parece ser perigoso... – concluiu Blake – As vítimas devem ter cruzado com ele antes e não perceberam nenhuma ameaça.
— A mídia havia o intitulado de “O Assassino da Sexta – Feira”... – disse JJ – É importante que se algum jornalista, repórter querer informações sobre o caso vocês não digam nada!
— Obrigado! – finalizou Hotch e o delegado ordenou que todos da delegacia voltassem aos seus trabalhos.
— Precisamos analisar a vitmologia mais uma vez. – disse Rossi quando todos voltaram à sala e se sentaram.
— Talvez Garcia descobriu alguma coisa... – Morgan pegou seu celular e viu que Garcia chamava – Baby girl diga que conseguiu algo!
— Meu mousse de chocolate a sua garota nunca deixa de cavar!— respondeu Garcia.
— Espera ai mama vou coloca-la no viva voz... – Morgan coloca a chamada para que todos pudessem ouvir.
— Eu cavei e cavei e procurei aquilo que o senhor pediu...— ela se referia a Hotch – Encontrei sobre alguns crimes na região de Nashville.
— O que encontrou Garcia? – perguntou Hotch.
— Senhor é interessante e muito bizarro... Encontrei crimes cometidos com garotas de programa.— Agatha parou suas anotações para ouvir Garcia com mais atenção.
— Garotas de programa? E tem algo relacionado com esse caso? – perguntou Blake.
— Tem algo bizarro, mas em comum até demais querida... Os crimes foram cometidos no começo do ano, dez garotas de programas foram brutalmente assassinadas a facadas.
— Garcia quantas facadas? – perguntou Agatha que encarou Hotch brevemente.
— “Pequena Júnior” eu estou chegando lá... Elas foram mortas com catorze facadas!
— Garcia qual o mês que isso aconteceu? – perguntou Reid.
— Fevereiro.
— Não pode ser coincidência! – exclamou Prentiss.
— Garcia qual a data do primeiro crime? – perguntou Hotch.
— Catorze de Fevereiro!
— Só pode ser o mesmo suspeito! – disse Rossi.
— Mama envie tudo sobre esses crimes. – disse Morgan.
— Meu mousse de chocolate eu já enviei, olhem os tablets de vocês!
— Essa é a minha garota!
— Garcia fica off!— Garcia finaliza a ligação.
— Dez garotas de programa? Que horror! – exclamou JJ.
— Que mudança radical... – disse Prentiss – De prostitutas para mulheres de alta classe.
— Elas não deixam de ser mulheres! – reclamou Agatha encarando Prentiss seriamente.
— Como? – Prentiss arregalou os olhos e todos encararam Agatha.
— Eu disse que elas... – Agatha apontou para as fotos no tablet de Hotch – Não deixam de ser mulheres!
— Eu não desmereci ninguém... – disse Prentiss sem entender a indignação de Agatha – Desculpa!
— Agatha... – começou Hotch – O que ela quis dizer foi a mudança de perfis das vítimas... Ele iniciou com garotas de programa e depois foi para mulheres com outro tipo de profissão e de status diferente.
— O que fez ganhar tanta confiança para mudar seu M.O e mudar de alvo? – indagou Rossi.
— Com garotas de programa ele achava que era mais fácil... Talvez o relacionamento dele teve fim no Dia dos Namorados, ele saiu com uma delas e deu início ao seu primeiro assassinato! – respondeu Morgan.
Agatha não conseguiu continuar com as anotações, algo a havia incomodado Hotch percebeu que tinha alguma coisa errada:
— Agatha está tudo bem?
— Sim... – respondeu ela passando a mão nos cabelos.
— Deve ser o cansaço... – disse Blake – Agatha não deve ter se acostumado com nossa rotina, ela só viajou uma vez antes deste caso.
— Agatha você pode voltar ao hotel para descansar depois nós relatamos sobre o andamento do caso. – pediu Hotch.
— Não... Eu preciso continuar. – insistiu ela.
— Você já não devia ter vindo porque seu atestado não expirou, mas acabei permitindo... Você precisa descansar.
— Vai descansar jovem... – disse Rossi – Aposto que não comeu e bebeu nada.
— Eu tomei café. – respondeu ela esfregando os olhos.
— Hotch porque você não a leva para o hotel? – Rossi encarou Hotch e todos se entreolharam desconfiados.
— Eu já volto. – Hotch havia pensado em pedir para Morgan ou Blake para leva-la, mas lembrou-se da primeira vez que Agatha viajou com eles e foi sequestrada ele ainda se culpava por aquilo então se sentiu responsável em leva-la.
— Eu estou bem... – insistiu Agatha, mas na verdade além de cansaço físico algo a mais a perturbava.
— É melhor você descansar. – disse Morgan e Agatha percebeu que ninguém a deixaria em paz ela ajeitou suas coisas e acompanhou Hotch.
— Ela ficou irritada com o que? – perguntou Prentiss em surdina – Ela achou que desmereci as primeiras vítimas?
— Relaxa Emily... – respondeu Morgan – Ela ainda deve estar balançada pelos últimos acontecimentos...
— Primeiro foi vítima de Sean Smith... – disse Reid – Depois de Foyet.
— E viu Haley morrer ao seu lado... – continuou JJ – Ela está sendo forte com tudo isso.
— Ou quer ser. – finalizou Rossi voltando ao ler os arquivos do caso e todos voltaram a analisar as informações que receberam em seus tablets.
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