Notas iniciais
Olá pessoal! Quero pedir milhões de desculpas por demorar a postar o novo capítulo infelizmente esse tempos eu não passei bem e pelo visto eu estou tendo um pequeno problema de vista, ainda não fui checar isso, mas logo vou saber. Eu sempre gostei de escrever mais a noite, mas a minha vista a noite está muito cansada e teve momentos que eu tive enxaqueca, mas isso não vai fazer a fanfic ficar parada não irei desistir. Obrigada pela paciência e compreensão de vocês! Deixo o capítulo 24 para vocês espero que possam gostar... Boa leitura!

Hotch ficou calado durante o almoço todo enquanto Rossi e Jéssica conversam sobre coisas alheias, mas logo o amigo percebeu que Hotch não estava bem e que algo o incomodava, quando terminaram a refeição Rossi chamou Hotch para conversar, eles foram até a pequena varanda do apartamento enquanto Jéssica foi lavar a louça e Jack voltou assistir TV.

Ao chegarem à varanda Rossi foi direto ao assunto:

— O que ela queria Aaron? Coisa boa não era! – ele se referia a Strauss.

— A UAC está me oferecendo aposentadoria. – Hotch olhava para o céu.

— E o que você respondeu?

— Eu não decidi nada, disse que precisava pensar.

— E isso está incomodando? Eu sei que tem algo a mais na situação.

— Tem sim... – Hotch puxou uma cadeira branca que tinha na varanda ele fez sinal para que Rossi puxasse a outra e eles se sentaram de frente para o outro.

— O que houve Aaron?

— A Assuntos Internos vai investigar o caso de Foyet.

— Investigar o que? O caso teve fim, Foyet está morto! – Rossi encarou Hotch nos olhos.

— Mas a Assuntos Internos diz que eu me envolvi por questão pessoal e que matei Foyet por vingança.

— Aaron ele estava com sua mulher e seu filho... E com uma agente nossa! A Strauss não se lembra disso?

— Sabem, mas ainda assim haverá a investigação e outra coisa... Eles vão investigar se a Agatha e eu estamos tendo um caso, por causa das ligações do Foyet que dizia que tínhamos algo.

— O infeliz vai infernizar até do túmulo?

— Eu vou ter que aceitar a aposentadoria.

— E você quer isso Aaron?

— Eu não sei... Rossi eu perdi a Haley por causa do meu trabalho, eu o deixei tomar a frente de tudo e mais uma vez minha carreira está ameaçada a troco de nada.

— Aaron você perdeu a Haley por culpa de um psicopata sem remorso!

— Não, eu a perdi por causa deste trabalho... E a perdi desde a noite em que cheguei em casa e ela tinha ido embora, foi nesta noite que perdi Haley.

— Você ainda a amava?

— Eu sempre amei a Haley.

— E a Agatha?

— Como?

— Aaron a mim você não pode enganar... Vocês estavam tendo algo.

— Sim estávamos... Mas eu não sei dizer se a amo.

— Ela já sabe que vocês serão investigados sobre o que acontece entre vocês?

— A Strauss disse que ligaria para ela. – Hotch levantou-se e encostando-se no parapeito da varanda ficou olhando para o céu enquanto Rossi ficou sentado o observando.

***

Agatha arrumava suas coisas em seu quarto novo, a casa que ela e Francine haviam se mudado já era toda mobiliada mesmo não concordando com aquilo Agatha aceitou a mudança, quando ela ajeitava suas roupas para serem guardadas no guarda-roupa Francine aparece para conversar:

— O que achou do seu quarto? É bem maior que o da outra casa!

— Francine eu não estou a fim de conversar. – Agatha se manteve séria e nem olhou para Francine parada na porta.

— O que você tem? – Francine cruza os braços.

— O que eu tenho? – Agatha desta vez encara Francine – Você sabe que eu não quero saber daquele infeliz e você aceita que ele compre uma casa para gente?

— Agatha ele fez muita coisa por você não se recorda? Você está sendo muito ingrata!

— Não estou... Eu tinha um acordo com ele e quero mantê-lo!

— Você está nos Estados Unidos mesmo fazendo um trabalho inferior você é uma agente do FBI! E graças a quem? A ele!

— Francine eu não vou discutir... Estou com os pontos ainda e nervosismo não ajuda só aumenta a dor, mas vou te avisar de algo: eu logo me mudarei.

— Vai voltar para o Brasil e viver a vida medíocre que tinha?

— Francine eu preciso arrumar minhas coisas... E depois eu quero descansar!

— Está bem... – Francine saiu deixando Agatha sozinha.

Agatha terminou de arrumar suas roupas e quando começou a ajeitar seus livros em uma prateleira de madeira o celular tocou:

— Alô! – respondeu ela.

Srta. Silva?— era a voz de Strauss.

— Sim.

Quem fala é a Sra. Strauss.

— Boa tarde senhora, me desculpe não reconheci sua voz.

Como está?

— Eu estou bem, recebi alta hoje do hospital.

Ótimo... Srta. Silva eu estou te ligando para comunicar que semana que vem a senhorita precisa comparecer no departamento da UAC, a Assuntos Internos está investigando o caso do Foyet.

— Mas o caso já não está encerrado? Ele está morto! – Agatha sentou-se na cama.

Mas as circunstâncias da morte foram duvidosas!

— Duvidosas? Sra. Strauss ele tinha atirado em Haley e me esfaqueava quando Hotch chegou, o Hotch precisou reagir!

O senhor Hotchner não devia ter participado da perseguição ao Foyet ele se envolveu por questão pessoal e vingança.

— Vingança? Sra. Strauss o Foyet era um assassino!

— A Assuntos Internos tratará disso e do caso da senhorita com o senhor Hotchner!

— Como é?

A senhorita deve saber que não é permitido casos entre agentes inclusive quando são do mesmo departamento!

— Sra. Strauss...

Compareça na próxima semana, o dia e o horário foram enviados para seu email, até a próxima!— Strauss encerra a ligação.

— Droga! – Agatha joga o celular em um canto da cama e senti uma pontada de dor em um dos seus ferimentos.

Sua cabeça ficou a mil passou a pensar em Hotch e em como essa investigação interna afetaria sua carreira ficou pensando no que podia fazer por ele, pois se sentia em divida com ele pelo fato de ter sido salva duas vezes e também pelo fato de estar apaixonada, tudo o que ela queria era não prejudicar Hotch e lembrou-se de quando ele disse que não era certo dois agentes se envolverem e passou a se culpar.

Agatha encostou a cabeça no travesseiro quando seu celular tocou novamente:

— Alô!

Agatha? É a Emily!

— Oi Emily...

Estou ligando para avisar que sua arma foi liberada pela pericia como evidência e também foi encontrado um colar de ouro com a letra J pelo que eu sei pertence a sua amiga.

— Verdade... O Foyet deve ter roubado dela naquela noite.

Você tem condições de buscar aqui na UAC?

— Claro que sim...

Que voz triste...— Emily percebeu que algo incomodava Agatha – Como está?

— Eu vou ficar bem. – Agatha enxugou uma lágrima que rolou de seus olhos.

Se quiser conversar...

— Emily quer saber? Eu quero sim, você está na UAC?

Estou sim.

— Vocês estão trabalhando em algum caso?

Estávamos o resolvemos hoje cedo, agora estou lendo alguns arquivos, mas venha aqui se puder e saímos para tomar um café.

— Eu vou me arrumar e logo estarei ai.

Tchau, até daqui a pouco.

— Tchau Emily e obrigada! – Agatha encerrou a ligação.

***

Jack pegou no sono, Rossi aproveitou e chamou Hotch para que eles dessem uma volta, Jéssica disse que Hotch podia ir que ela ficaria com Jack e os dois saíram.

Rossi estava dando todo apoio que Hotch precisava naquele momento, Hotch mantinha sua seriedade e fingia estar superando tudo enquanto na verdade ele estava acabado por dentro e não parava de se culpar pela morte de Haley. Eles ficaram passeando pelas ruas sem rumo, Hotch insistia em dizer que a melhor solução seria se aposentar e ficar com Jack, mas Rossi pedia para que ele pensasse na situação com calma.

Agatha foi até a UAC assinou os papéis que precisava para poder pegar sua arma e o colar de Francine de volta, após isso Emily a chamou para que elas saíssem e tomassem um café.

Por ironia do destino Rossi e Hotch pararam em uma cafeteria e se surpreenderam ao ver que Agatha e Emily estavam no mesmo lugar que eles.

Hotch sentiu-se confuso ao ver Agatha já ela sentiu-se nervosa havia se passado apenas uma semana do enterro de Haley a situação toda era delicada, Emily ao ver Rossi e Hotch os convidou para que se ajuntassem a elas mesmo estando nervosos Hotch e Agatha não protestaram.

Eles se sentaram em uma mesa e fizeram seus pedidos, Hotch não mencionou nada sobre a visita de Strauss e Agatha não mencionou nada da ligação, ela queria desabafar a situação com Emily que se mostrou ser uma grande amiga, mas ela não faria isso com Rossi e Hotch por perto.

Eles conversaram assuntos alheios, mas a tensão entre Hotch e Agatha era muito obvia, quando se passou um tempo o celular de Emily e Rossi tocaram ao mesmo tempo, eles foram chamados para um caso.

— Precisamos ir... – Rossi se levantou da mesa encarando Hotch querendo dizer algo com o olhar.

— Hotch quando você volta? – perguntou Emily.

— Eu ainda não sei... – respondeu Hotch evitando olhar para Agatha.

— E você Agatha? – perguntou Rossi.

— Tenho trinta dias de atestado, depois eu não sei... – Agatha abaixou a cabeça.

— Nós vamos indo, acredito que é bom vocês conversarem. – disse Rossi olhando para Hotch.

— Tchau para vocês. – disse Emily se retirando com Rossi.

Rossi e Emily deixaram os dois sozinhos, Agatha pensou em ir embora, mas quando se levantou da mesa para se despedir Hotch a segurou pela mão pedindo que ela ficasse:

— Agatha não vá ainda... Precisamos conversar.

— Sobre a Strauss? – Agatha se senta novamente.

— Ela foi até sua casa?

— A infeliz me ligou! – Agatha passou as mãos em seus cabelos cacheados. – É verdade que o caso será investigado?

— Sim.

— Hotch você é inocente de tudo... Como eles são capazes de acreditar que a morte do infeliz foi duvidosa?

— Eu não sei... Agatha a UAC me ofereceu aposentadoria.

— Como? – os olhos de Agatha se encheram de água.

— Eles também estão investigando sobre nós dois, acredito que todos da equipe serão entrevistados. – Hotch encarou Agatha.

— Eu sei... – Agatha segurava o choro – Eu acho... Eu vou pedir demissão.

— Demissão? – Hotch arregalou os olhos brevemente – Por quê?

— Eu não quero arruinar sua carreira Hotch... É melhor assim eu me afastar da UAC.

— E o seu sonho de ser uma profiler?

— Eu acho que não é para mim... – Agatha não conseguiu segurar as lágrimas – Eu posso trabalhar em algum hospital como psicóloga.

— Agatha você não pode abrir mão do que almeja você não tem culpa de nada.

— Nem você tem... Hotch o pouco tempo que eu te conheço eu sinto que sua carreira é importante.

— Mas foi o que mais me prejudicou... Eu deixei o trabalho tomar conta da minha vida, perdi a Haley por isso.

— Não Hotch, a Haley se foi por culpa daquele infeliz!

— Agatha eu perdi a Haley faz tempo...

— Você nunca deixou de ama-la não é? – Agatha encarou Hotch.

— Agatha eu...

— Me responda Hotch... Seja sincero, eu não irei julga-lo se você ama a Haley, ela foi sua esposa e mãe do seu filho.

— Sim... Eu sempre amei a Haley, mas quando te conheci fiquei confuso.

— Você tinha razão mesmo... Não é legal dois agentes se envolverem.

— É...

— Hotch... – Agatha pegou na mão dele – O que vai fazer? Aceitar a aposentadoria?

— Sim... O Jack precisa de mim.

— Eu irei pedir demissão.

— Agatha não faça isso... – Hotch colocou sua outra mão por cima da mão de Agatha – Você é muito jovem, você não pode desistir.

— Hotch eu adorei a equipe, a UAC... Adorei tudo, mas pelo visto não deu certo.

— Você está desistindo por causa das situações que viveu?

— Eu praticamente vi a face da morte três vezes... Hotch é tanta coisa que não dá para explicar.

— E você acha que essa é a melhor decisão?

— Eu acredito que esse não seja meu caminho...

— Agatha...

— Hotch...

— Eu acho que você deveria pensar mais um pouco.

— Eu acho que essa é a melhor solução... – Agatha enxuga suas lágrimas – Hotch você é uma pessoa maravilhosa, continua sendo esse homem que é que o Jack vai te amar e te respeitar muito e espero que encontre forças para superar a perda da Haley.

— Eu espero que você encontre seu caminho e consiga superar os traumas que viveu.

— Precisamos ser fortes... – Agatha se levanta – Eu preciso ir... A Francine e eu nos mudamos e eu não terminei de organizar minhas coisas.

— Porque se mudaram? – Hotch se levanta.

— A Francine não queria voltar para aquela casa pelo que aconteceu...

— Entendi... Você está de carro?

— Não, eu vou chamar um táxi.

— Eu posso te acompanhar, você ainda está debilitada.

— Assim como você... Hotch eu posso ir sozinha é melhor que a partir de agora... – Agatha hesitou um pouco.

— A partir de agora o que? – Hotch se aproximou para encara-la nos olhos.

— É melhor que nós nos afastemos um do outro. – mais uma lágrima rolou dos olhos de Agatha.

— Agatha...

— Tchau Hotch... A gente se vê semana que vem no departamento para sermos julgados.

— Tchau... – Hotch pensou em falar alguma coisa, mas não sabia o que dizer Agatha virou as costas e saiu da cafeteria enxugando as lágrimas, pelo visto aquilo era o fim de tudo.

Notas finais
Que vontade de abraçar esses dois! Já passaram por um pesadelo e ainda assim não conseguem ter sossego... Essa Strauss é fogo!