Um Caso Não Registrado - 1ª Temporada
14 Capítulo 13 - De Volta ao Começo
Notas iniciais
Hotch chegou ao hotel em que estava, tomou um banho vestiu um terno e logo saiu, ele precisava ir à audiência do divórcio que anteriormente havia sido adiada por ele nunca poder comparecer por causa de casos a resolver, mas com a suspensão que havia levado ele desta vez estaria presente. Ele chegou no horário, ao chegar Haley já o aguardava com seu advogado e a audiência se iniciou.
A audiência durou menos de uma hora, Hotch abriu mão de advogado ele não tinha muito que contestar, aceitou os termos e os valores do pagamento da pensão, a guarda de Jack ficou com Haley, como Hotch não tinha dias de folgas fixos, foi determinado de que quando ele pudesse ver a criança ele teria todo o direito e Haley não poderia proibir, ela ficou com o direito de ficar com a casa em que eles haviam morado, Hotch assinou os papeis do divórcio e a separação foi oficializada de vez.
Quando a audiência teve fim, Haley foi conversar com Hotch:
— Finalmente resolvemos essa questão.
— Sim... Agora você pode ficar tranquila quanto a isso. – respondeu ele.
— Vai trabalhar hoje?
— Não... Essa semana eu estou suspenso.
— Que estranho... Nesse tempo de separação você conseguiu pegar alguns dias, mas quando a gente estava junto isso não acontecia.
— Haley, por favor... – pediu ele — Amanhã eu vou ver o Jack.
— E a casa vai sair dela quando?
— Eu já sai, a chave está comigo... – Hotch procurou no bolso e entregou a chave da casa para Haley.
— Já arrumou um lugar?
— Meu irmão Sean está se mudando para Nova York e ele disse que posso ficar no apartamento dele, eu estava em um hotel, mas hoje eu me mudo para lá.
— Então ainda tem coisas suas na casa?
— Tem, mas eu pego amanhã... Você volta com o Jack quando para lá?
— Hoje mesmo.
— Então amanhã eu vejo o Jack e retiro minhas coisas.
— Certo.
— Tchau Haley. – desta vez Hotch não a beijou no rosto para se despedir, Haley percebeu que ele estava estranho, mas achou que era por causa da separação. Hotch saiu do tribunal, entrou em seu carro e voltou para o hotel para recolher as coisas então foi para o apartamento do irmão ao chegar Sean seu irmão estava fazendo as malas, pois viajaria naquele dia mesmo.
***
Agatha estava sozinha em casa, ainda chateada e triste com Hotch e acabou não indo a sua primeira consulta com a psicóloga. Ela assistia TV e comia pipoca quando o telefone tocou:
— Alô. – disse ela atendendo.
— Agatha?
— Francine... Tudo bem?
— Eu que pergunto se você está bem?
— Estou sim, tive alta de manhã.
— O Hotch ficou com você?
— Sim... – respondeu triste.
— O que houve amiga?
— Não houve nada Francine!
— E esse tom de voz triste?
— Francine quando você volta? – Agatha muda de assunto.
— Eu volto domingo á noite, eu quero saber se tem problema de você ficar sozinha até lá.
— Não... A doutora trocou a receita já pedi os remédios e eles já foram entregues não sinto mais dor.
— Que bom amiga! Eu quero te avisar uma coisa agora...
— Fala.
— Ficou agendado para o fim da tarde a cerca elétrica ser instalada hoje assim como o alarme de segurança.
— Tudo bem, eu não vou sair mesmo.
— Que bom, pois isso já foi adiado tantas vezes... Agora me conta o que acontece?
— Francine quando você voltar a gente conversa está bem?
— Está bem...
— Mais alguma coisa?
— Não... Até domingo!
— Tchau Francine, até domingo. – Agatha encerrou a ligação e voltou a ver TV.
Quando passou-se algumas horas, Agatha resolveu tomar um banho, tomou seus remédios no horário ficou na internet por um bom tempo, quando chegou o final da tarde, os homens que instalariam a cerca elétrica e o alarme da casa chegaram e ela os recebeu.
***
Hotch levou seu irmão até o aeroporto, quando voltou ao apartamento ele ligou para Rossi pedindo que ele fosse lhe visitar e em meia hora Rossi já estava lá:
— Entre Rossi, fique a vontade. – disse Hotch abrindo a porta.
— Com licença... – Rossi foi entrando – Eu trouxe um garrafa de uísque para a gente.
— Sente-se, eu vou na cozinha pegar dois copos. – Hotch pegou os copos e Rossi os serviu.
— Como foi hoje na audiência Aaron?
— Como era de se imaginar... Haley ficou com a guarda de Jack e deixei que ela ficasse com a casa.
— E ela?
— Está satisfeita, ela não via a hora disso ter uma resolução.
— E você?
— Não era o que eu queria, casei com a Haley para ficarmos juntos para sempre, mas se ela quer assim...
— E hoje de manhã? Conversou com a Agatha?
— Sim... – Hotch enche seu copo mais uma vez.
— E como vocês estão?
— Acontece que não estamos Rossi, eu expliquei a ela que aquilo não deve mais acontecer.
— Não brinca?
— Rossi eu não posso... Não pode haver entre a gente, eu acabei de me separar e Agatha trabalha conosco.
— O que ela disse?
— Isso que foi estranho, ela não disse nada a não ser “eu entendo”.
— Ela não se manifestou? Não deu a opinião dela?
— Não, ela ficou me olhando seriamente e disse que entendia.
— Então ela também quis assim?
— Eu acho que sim...
— Talvez como você quis terminar ela preferiu não contrariar.
— Terminar o que Rossi? A gente não tinha nada, o que aconteceu ontem foi um...
— Foi o que Aaron? – Hotch não respondeu, Rossi deu um breve risada e encheu seu copo mais uma vez mudando de assunto, conversaram sobre outras coisas.
Quando passou uma meia hora que estavam ali jogando conversa fora, o celular de Hotch começa a tocar:
— Licença... – disse ele se levantando do sofá para Rossi.
— Ok.
— Hotchner. – atendeu ele – Sim é ele mesmo, o que houve? Como?
— O que foi Aaron? – murmurou Rossi curioso.
— Só um momento... – Hotch olhou para Rossi – É a psicóloga do departamento.
— O que ela quer?
— Espera... Pois não, pode continuar... Entendi... Sim eu sou chefe dela, ela é da minha equipe, não é uma agente como eu, mas é uma agente que faz os registros... Eu irei falar com ela, obrigado. – Hotch encerra a ligação.
— O que ela queria Hotch?
— Ela ligou comunicando que a Agatha não foi à consulta, e quando essas coisas acontece o chefe precisa ser avisado.
— E agora?
— Eu vou ligar para ela... – Hotch que já estava com o celular na mão liga para Agatha, mas o celular chama até cair na caixa postal.
— Nada?
— Não... Vou tentar de novo. – e ele tentou mais uma vez.
***
A cerca elétrica e o alarme foram instalados, Agatha pagou os homens pelo serviço e os acompanhou até o portão:
— Muito obrigada! – disse ela agradecendo.
— Imagina... – respondeu um deles pegando um cartão do bolso – Quando precisar pode ligar, eu faço outros serviços também.
— Como o que? – perguntou ela pegando o cartão.
— Reparos na eletricidade, conserto elétricos, eletrônicos... Faça um pouco de tudo.
— George Foyet é seu nome?
— Isso mesmo, meu telefone está embaixo do meu nome.
— Certo senhor Foyet, qualquer coisa que eu precisar eu te ligo.
— Pode me chamar de George. – disse ele sorrindo.
— Ok...
— Tchau. – disse o homem entrando em uma van azul e dando partida. Agatha fechou o portão e voltou para dentro, quando fechou a porta viu que seu celular que estava jogado no sofá.
Ela sentou-se pegando o celular e ao ver que tinha chamadas do Hotch perdidas sentiu um frio na barriga e pensou em retornar, mas ao lembrar do que ele disse mais cedo decidiu não ligar de volta. Ela foi para a cozinha fazer algo para comer e seu celular tocou mais algumas vezes e quando via no visor o nome de Hotch ela encerrava a ligação sem atender.
***
Rossi ficou até o início da noite conversando com Hotch que tentou falar com Agatha, mas ela não atendia as ligações, ele mandou duas mensagens, mas não teve resposta.
— Ela não deve estar perto do telefone. – disse Rossi.
— Pode ser... Espero que não tenha acontecido nada.
— Como o que?
— Como as dores... Será que ela está bem?
— Ela não mora com aquela amiga que conhecemos?
— Mora, mas ela tinha ido viajar e eu não sei se voltou... Se Agatha passar mal não tem ninguém para ajudar.
— Você devia ir lá...
— Será?
— Ela não foi à consulta talvez não se sentiu bem.
— Tem razão... Eu vou lá.
— Isso mesmo! – Rossi de um sorriso.
— Eu vou saber como ela está só isso. – explicou Hotch.
— Eu não disse nada. – Rossi sorriu mais uma vez – Eu vou indo.
— Obrigado por vir.
— Imagina... – eles foram até a porta – Aaron... Veste uma roupa mais legal e passa um perfume.
— Rossi, por favor... – Hotch não se conteve e riu do amigo.
— O que foi?
— Eu já te expliquei.
— Está bem... Tchau Aaron.
— Tchau Rossi. – Hotch fechou a porta quando Rossi saiu. Hotch então tomou um banho e procurou algo para se vestir, ele escolheu uma camiseta branca, um casaco e uma calça preta, calçou sapatos pretos e passou um pouco de perfume.
Foi até a sala pegou seu celular, as chaves do apartamento e do carro, quando ia saindo ele sentiu um nervosismo e pensou em desistir, mas estava preocupado com Agatha e decidiu ir. Quando tirava o carro do estacionamento do prédio ficou repetindo a si mesmo: “Eu só quero saber se ela está bem” várias vezes.
***
Agatha assistia um DVD dos Backstreet Boys jogada no sofá, ela pulou as partes em que eles cantavam alguma música romântica para evitar pensar em Hotch, quando ela começou a pegar no sono ouviu a campainha.
Morrendo de preguiça ela se levantou e foi no interfone saber quem era:
— Quem é?
— Agatha? É o Hotch!
— Como é? – Agatha de um pulo para trás pelo choque que havia levado ao ouvir a voz dele.
— Eu preciso falar com você.
— É algo relacionado ao trabalho? – ela manteve firmeza na voz.
— O que disse?
— O que você quer Hotchner?
— Podemos conversar?
— Vou abrir daqui... – ela apertou o botão do interfone – Abriu?
— Abriu...
— Bate depois para trancar! – ela bateu o interfone com força ao coloca-lo no gancho, ela ficou dando voltas não sabendo como deveria agir. Quando Hotch bateu a porta ela se desesperou, chegou até a porta pensando em algo para dizer, mas não sabia o que, ela respirou fundo e a abriu.
Lá estava Hotch mantendo sua seriedade, mas por dentro estava preocupado e envergonhado, Agatha sentia seu coração querer sair pela boca e ficou constrangida ao reparar na roupa que ela usava: uma blusa vermelha de moletom de manga comprida que parecia um vestido, mas era acima do joelho, por baixo ela usava um micro short branco de algodão e Hotch deu uma breve olhada para suas pernas, ela resolveu quebrar o clima:
— O que quer?
— Saber como está. – respondeu ele sério.
— Eu estou bem, obrigada! Era só isso?
— Não... Eu posso entrar?
— Para que?
— Agatha eu vim aqui como seu chefe da equipe, preciso falar com você sobre o porquê de você não ter ido a consulta hoje.
— Entendi... – ela sentiu uma pontada no coração quando ouviu: “...eu vim aqui como seu chefe” já não bastava o fora que ele deu nela de manhã – Pode entrar.
— Com licença. – ele entrou e ficou admirado com a elegância da casa e Agatha fechou a porta – A sua amiga já voltou?
— Não... – respondeu ela de voz baixa que pegou o controle e desligou o DVD.
— Agatha hoje me ligaram querendo saber o porquê você não foi a consulta com a psicóloga.
— Eu estava cansada... – indagou ela sentando no sofá – Na próxima eu vou.
— Você não pode faltar a essas consultas a toa...
— Só porque eu não fui eles ligaram para você?
— Sim... Porque se você ou qualquer um que estivesse no seu lugar não comparece as consultas pode ter algum problema.
— Como o que?
— Agatha se um dia você quer ser uma agente como eu e os outros da equipe você precisa ir, o que você viveu aquela noite foi tenso, imagine se você já fosse uma agente? Acha que conseguiria ir trabalhar no dia seguinte? Você precisa ir ao psicólogo para ver se está tudo bem.
— Eu entendi senhor Hotchner... Eu não vou faltar na próxima.
— Assim espero.
— Era só isso? – ela se levanta.
— Era... – Hotch a encara nos olhos – Então você está bem?
— Estou...
— Certeza?
— Não senti dores hoje.
— Que bom.
— Mais alguma coisa senhor Hotchner?
— Não.
— Então eu acho que o senhor já está de saída não é?
— O que foi Agatha? – ela a olha nos olhos – Está me expulsando?
— E o senhor tem algo a mais para dizer?
— Como o que?
— Como o que? – perguntou incrédula, Agatha não se conteve e resolveu explodir de vez – Hotch você vem na minha casa pergunta se está tudo bem, fica com cara de quem quer falar algo mais e não fala!
— Eu já falei o que tinha que falar e vim saber se sentia melhor, era só isso.
— Então vai embora! – exclamou ela que abriu a porta para ele sair.
— Está me expulsando? – ele se aproxima dela.
— Não... – ela abaixa a cabeça – É que se você não tem nada a dizer, não temos o que conversar.
— Era só isso mesmo... – Hotch foi saindo – Espero que se cuide.
— Pode deixar... – eles ficaram parados olhando um para o outro, Agatha o esperava sair para fechar a porta, Hotch ficou parado no meio da passagem não querendo sair dali.
As lembranças do que aconteceu na noite passada tomou conta dos pensamentos deles, Hotch olhou para Agatha de cima a baixo e mordeu o lábio ao reparar nas pernas dela, Agatha como sempre fazia quando se sentia tímida virou o rosto para o lado.
Hotch deu mais um passo como se estivesse saindo, mas na verdade ele empurrou a porta a fechando Agatha arregalou os olhos e quando foi protestar o porquê daquilo Hotch a pegou pela cintura e prendeu seu corpo contra o dele na porta.
— Hotch... – disse ela sentindo a respiração dele próxima – Não faça isso.
— Eu bem que eu tento, mas eu não consigo... – como da outra vez Hotch aproximou seu rosto do pescoço dela e o aspirou profundamente.
— Hotch... – dizia ela com a voz abafada – Por favor... Isso não pode acontecer...
— Eu também penso assim... – sussurrou ele ao pé do ouvido – Mas não consigo resistir...
— Você disse que isso não devia acontecer mais entre a gente...
— Mas não quis dizer que eu não desejo isso... – Hotch mordeu o pé da orelha de Agatha que soltou um gemido, ele aspirou seu pescoço mais uma vez e passou a língua de forma provocativa.
— Hotch... – ela tentou protestar, mas não havia jeito quanto ela e quanto ele ardiam de vontade e desejo.
— Não temos como evitar... – ele segurou o queixo dela delicadamente a obrigando a olhar em seus olhos, mas a vergonha dela não permitia ela fechou os olhos e então Hotch mordeu seus lábios de leve e a beijou. Com os corpos prensados, Agatha se deixou levar pelo beijo deixando que ele o conduzisse, Hotch brincava com sua língua, ela enlaçou suas mãos em seu pescoço, Hotch puxou as pernas dela para que ficassem enlaçadas em sua cintura e ela sentiu aquele calor no meio das pernas.
Enquanto se beijavam com todo fervor, Hotch colocou uma de suas mãos debaixo da blusa comprida de Agatha enquanto a outra afagava seus cabelos, Agatha sentiu um arrepio ao sentir a mão dele em contato direto com sua pele, ele a esfregava delicadamente pela cintura e barriga até que foi a subindo chegando em seus seios, ela não usava sutiã e aquilo excitou Hotch mais ainda que esfregou seu membro na intimidade dela.
Eles pararam o beijo brevemente para recuperar o folego, Hotch apertou delicadamente os mamilos dela a fazendo gemer, ele voltou a passar a língua em seu pescoço, ele apertou seus seios com empolgação. Agatha estava em êxtase ao sentir o membro dele esfregando sua intimidade, ele parou de apertar seus seios, desceu a mão e passou a esfregar suas coxas, com a outra mão ele puxou o cabelo dela que soltou um gemido bem alto.
Como ele tinha as pernas dela enlaçadas em sua cintura a conduziu da porta para o sofá, a colocou deitada e deitou-se por cima dela, voltou a beija-la, Agatha começou a esfregar suas mãos em suas costas por cima já jaqueta, Hotch desceu uma de suas mãos para sua intimidade por cima do short ele pode sentir o calor que ela sentia ali.
Ficaram se beijando e se esfregando por um bom tempo até que não se aguentando mais Hotch tirou sua jaqueta e sua camiseta branca, Agatha ao olhar o peitoral dele ficou admirada em como ele tinha boa forma, Hotch voltou a beija-la na boca, no pescoço e no colo e depois a ajudou tirar sua blusa moletom, como ela não usava sutiã seus seios ficaram a mostra, ele então começou a beijar seus seios de leve até que começou a mordiscar seus mamilos enquanto ela gemia de prazer.
Ele voltou a esfregar seu membro na intimidade dela até que não se conteve mais e arrancou o short que ela usava, Agatha fechou os olhos, Hotch mordiscava e chupava seus seios com toda vontade, logo ele arrancou a calcinha branca que ela usava abriu um pouco mais as suas pernas e abocanhou o sexo dela, Agatha começou a gemer alto, ele penetrou sua língua com gosto enquanto ela gemia com os olhos fechados, ele parou de fazer a oral nela por alguns instantes se despindo das peças de roupas que lhe restavam e com jeito a puxou para o tapete da sala voltando a penetrar sua língua em seu sexo.
Agatha suava com tudo aquilo, seu corpo vibrava com os movimentos de sua língua dentro dela, até que ele parou e voltou a beijar seus seios e com jeito a penetrou. Começaram com estocadas leves até que foram aumentando o ritmo, ele puxava o cabelo dela com gosto enquanto ela esfregava suas costas.
Eles se entregaram totalmente ao prazer, Hotch passou a gemer em seu ouvido, Agatha ao sentir as estocadas e a respiração dele quente e ofegante delirava de desejo até que as estocadas foram diminuindo e juntos chegaram ao ápice do prazer.
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