Um Casamento Forçado
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Meu coração estava apertado.Olhei novamente para a figura de meu pai em meio aos lençóis, ele estava tão pálido, havia olheiras profundas abaixo de seus olhos. O médico guardava seu equipamento, eu estava muito apreensiva para saber em que conclusão ele havia chegado. O que mais me preocupava eram as manchas que cresceram no pescoço de meu pai, a doença havia evoluído.
—Majestade, eu acho melhor falar com sua mãe.-Falou Yuito.
—Não, fale comigo. Como ele está? -Eu perguntei aflita e temerosa. Minha mãe estava ansiosa e inquieta, eu á mandei tomar um suco de Maracujá com Hinata que praticamente á arrastou para fora do quarto.-Sou filha do homem que está cuidando senhor Nagato, me chame de Sakura.-Eu falei, era estranho ver as pessoas me chamando de majestade.
—Ele vai ter esses ataques constantemente, Sakura.-Ele falou me olhando com pena. Eu fechei os olhos. Meu pai estava tendo um ataque de tosse, ele tossia sangue! Minha mãe e eu nos assustamos e chamamos o medico. -Ele não tem muito tempo, não há nada á se fazer.-Eu não queria acreditar, continuei de olhos fechados.
—Não á cirurgias, tratamentos ou remédios ?-Eu falei. Abri meus olhos para encarar o homem a minha frente.
—Temos pesquisado muito sobre o câncer Sakura, á cirurgias mais é muito difícil o paciente sair com vida. No caso do seu pai eu creio que não poderei fazer nada.-Ele falou com pena. Eu queria gritar e socar aquele homem á minha frente. Como ele não podia fazer nada? -Ele procurou um medico muito tarde Sakura.-Ele falou como se desculpasse por não poder fazer nada.
Respirei fundo.Eu perderia meu pai? Essa pergunta rodava em minha cabeça, minha garganta estava se fechando, puxei o ar com mais força. Havia outra pergunta que estava me atormentando, mas eu não teria coragem de peguntar. Eu precisava de Sasuke comigo, ele me acalmaria em seus braços, mas ele estava no castelo tratando de problemas com Shikamaru.
—Ele...-Eu puxei o ar novamente. Droga, porque era tão doloroso e difícil? -Terá quan-quanto tem-tempo?-Eu falei e olhei para meu pai, ele dormia ainda profundamente.
—Pouco tempo.-Falou Nagato, eu olhei para ele com raiva.
—Eu quero saber quanto tempo exatamente.-Eu falei.
—Semanas ou dias.-Ele falou baixo com a voz grossa.
Eu me perdi em sua resposta. “Semanas ou dias.”Senti as lagrimas descerem por meu rosto. Como contaria isso á minha mãe? A porta se abriu e minha mãe entrou com Hinata. Não tive coragem de olha-las nos olhos.
—Como ele está?-A voz tremula de minha mãe soou mais fina que o normal.
—Ele não tem muito tempo Duquesa.-Falou Nagato.-Deixem ele em repouso. Me chame no próximo ataque que ele tiver.-Nagato saiu do quarto e Hinata o acompanhou.
Eu ouvia os soluços de minha mãe, eram baixos e abafados. Eu me levantei e caminhei até a figura pálida e abatida de minha mãe, abri os braços, logo senti o impacto de seu corpo em meus braços, ela tremia e me abraçava como se sua vida dependesse disso.
—O-o que se-será de mim sem e-e-ele? -A pergunta feita por ela soou tão dolorosa, meu coração se apertou e eu tentei segurar as lagrimas teimosas que desciam por meu rosto.
—Eu... estou aqui.-Eu falei e a apertei.
—Eu o amo, entende? Co-como vou viver sem ele? Ele é a mi-minha vida.-Eu não sabia o que falar, apenas fiquei quieta esperando ela se acalmar.
Novamente os únicos sons no quarto eram dos nossos soluços, não sei quanto tempo fiquei abraçada com minha mãe. A porta se abriu e por ela passou Hinata, ela se aproximou e se ajuntou a nos em um abraço.
—Preciso ficar á sós com seu pai. -A voz de minha mãe soou sem vida, Hinata se afastou e a apertei mais uma vez antes de me afastar.
—Ele está dormindo... Não precisa passar por isso sozinha, estamos aqui. -Falou Hinata com a voz serena.
—Eu sei que estão aqui queridas, eu apenas quero ficar sozinha.-Falou minha mãe.
Eu e Hinata nos olhamos em duvida.O que eu poderia fazer? Negar um pedido á minha mãe no mento mais frágil da vida dela? Me aproximei e a abracei novamente, as lagrimas queriam voltar á descer.
—Quando precisar me chame.-Eu falei e sai com Hinata ao meu lado tendo a visão de minha mãe se debruçando sobre meu pai e chorando.
Assim que fechei a porta senti minhas pernas amolecerem e me segurei na porta, minhas lagrimas voltaram a descer, nunca me senti tão inútil e vazia. Hinata se aproximou e me abraçou.
—Não fique assim.-Hinata falou baixinho. Eu ficarei como? É o meu pai naquela cama!
Me afastei de Hinata, vi a figura de Muyta, ela se aproximou de nos com lentidão, ela vez reverencia e falou:
—Lorde Naruto chegou senhorita Hinata.
Hinata olhou para mim, ela parecia em dúvida sobre ir ver Naruto ou ficar comigo. Eu sorri de lado e peguei suas mãos.
—Vá velo, eu estou bem.-Eu falei, minhas palavras nunca soaram tão falsas.
—Vamos comigo?-Ela perguntou esperançosa.
—Vamos, eu preciso cumprimentar Naruto .-Eu soltei suas mãos e tentei secar meu rosto.
Fomos em direção á sala, Naruto sorriu assim que viu Hinata, seu sorriso foi desaparecendo ao ver nossas caras. Ele abraçou Hinata com força, como se soubesse que ela precisava dele.
—O que houve?-Ele perguntou sério.
—Meu pai não está bem Naruto.-Eu falei e ele não perguntou mais nada. Naruto percebeu que não queria falar do assunto.
—Desejo melhoras á ele.-Eu olhei para baixo.
—Obrigada, eu preciso descansar. Vou deixa-lo a sós.-Eu falei e sai dali antes que Hinata viesse comigo.
Entrei no meu quarto, minha cabeça ainda dava voltas, me sentei na poltrona em frente á janela, olhei para o céu azul, o sol estava forte.Tentei me distrair com a paisagem, mas minha mente não me obedeceu. Eu queria Sasuke comigo, ele saberia me acalmar e não falaria nada para me fazer se sentir melhor, apenas me abraçaria e ficaria calado, eu agradeceria por isso mentalmente.
Meu pai faria tanta falta, ele sabe melhor que ninguém me confortar, sempre sabe as palavras certas á dizer, ele sempre me protegeu, eu senti tanta falta dele na casa de minha tia. O que mais me preocupava era a reação de minha mãe, eu estava tão apreensiva. O que eu farei se ela se isolar? Bateram na porta e eu voltei a realidade, olhei para a janela vendo a noite escura. Quanto tempo fiquei nessa janela? Fui até a porta e a abri, Muyta entrou.
—Com licença majestade, trouxe seu jantar. Hinata não me deixou vir antes, ela falou que você queria ficar um tempo sozinha.-Ela falou colocando a bandeja na mesa.-Com licença querida.-Ela falou e saiu.
Olhei para a bandeja, fui até a poltrona. Meu coração se acelerou ao ver Sasuke entrar pelos portões de ferro montado em um cavalo. Ele olhou para a janela e sorriu de lado, desceu de seu cavalo o deixando com Gai. Esperei ansiosa ele entrar pelo quarto, eu estava inquieta.Como ele conseguia me deixar assim? Os minutos se arrastaram e logo a porta foi aberta por ele. Sasuke venho em minha direção e me abraçou com força, como eu imaginei que ele faria.
—Hinata me contou.-Ele falou como se me avisasse que eu não precisaria explicar o porque de precisar de meu abraço.
Minhas preocupações continuaram em minha cabeça, mas meu coração parou de me torturar.Eu sabia que meu pai me faria muita falta, mas eu me apegaria mais ainda as pessoas que amo para diminuir essa dor. Eu fiquei ali com a cabeça deitada sobre o peito de Sasuke ouvindo seu coração. Minha mãe era a que mais me preocupava.
—Quero ficar aqui até meu pai...-Eu não terminei a frase.Sasuke suspirou pesadamente, meu me afastei e levantei meu rosto para olha-lo.
—Tive uma conversa com meu pai, ele não está satisfeito com isso Sakura, o castelo já foi invadido uma vez, e uma aldeia foi invadida ao norte. Shikamaru me falou há boatos de uma outra invasão ao sul em uma vila, estamos tentando descobrir quem está por trás disso, Shikamaru acha que Madara tinha alguém como parceiro e foi por meio dessas invasões que ele conseguiu te raptar. Quero você no castelo comigo é complicado eu ficar indo e voltado quando algo acontecer. -Ele me explicou tudo com lentidão, talvez porque eu meio atordoada.
—Mande Shikamaru vir ve-lo aqui. O escritório vai estar vazio vocês podem usa-lo.-Eu propus.
—Sakura, eu recebo avisos sobre possíveis ataques, tenho que colocar em pratica tudo o que concordamos com os outros reinos e Gaara está com problemas também, ele me ajudou muito á acha-la, eu tenho que ajuda-lo, atacaram fogo em 3 aldeias do reino dele. Tenho problemas para resolver.-Ele falou sério e eu me afastei dele.
—Me deixe aqui, eu preciso dele, Nagato disse que ele só tem semanas Sasuke.-Eu falei com a voz arrastada.
—Não gosto de ficar longe de você, estamos aqui á 5 dias é terça, iremos voltar.-Ele falou como se tivesse a palavra final.
—Só mais uma semana.-Eu falei firme mostrando que não iria ceder.
Sasuke bufou, seu olhar era penetrante, ele buscava algo para me fazer ceder, mais acho que ele desistir ao ver que eu estava decidida. Sasuke ficou tenso e falou:
—Mais uma semana, iremos embora terça que vem.-Ele falou e eu o abracei.
—Obrigada, eu preciso estar aqui pelo pai e minha mãe.-Eu falei.
—Eu fico apreensivo sem saber si você está bem Sakura, tenho medo que todos esses ataques sejam para me distrair e alguém chegue até você novamente.-Ele falou acariciando meu rosto.
—Há quatro reinos unidos, Gaara terá ajuda dos outros reinos.-Eu falei para tranquiliza-lo.-Outra coisa, mande fazer os muros o mais rápido possível, mande os seus homens acamparem em volta do reino.-Eu propus.
—Eu já mandei eles acamparem, mas mandei eles fazerem isso perto das aldeias e já mandei fazerem os muros, mas algo me diz que isso não vai adiantar.-Falou Sasuke olhando em meus olhos.-Quando eu descobrir quem está por traz disso, não importa se é um nobre, eu o farei pagar caro por mexer com nosso povo.-Sua voz era uma ameaça palpável.
—Ouve muitos feridos? -Eu perguntei preocupada, os olhos de Sasuke se tornaram frios.
—Sim, mandei médicos e alguns homens meus para ajudar.-Ele falou.
—Naruto ainda está com Hinata? -Eu perguntei querendo mudar de assunto.
—Naruto estava de saída quando cheguei, acho que ele já foi. Vamos dormir estou cansado e terei que ir para o castelo amanhã.-Ele falou indo para o banheiro.
Será que eu estava sendo egoísta? Sasuke estava cansado, essa inda e vinda iria cansa-lo mais ainda. Suspirei e sai de meu quarto, precisava ver meu pai. Bati na porta do quarto de meus pais e ouvi um “entre ”baixinho de minha mãe, respirei fundo e entrei, ela já estava pronta para dormir meu pai estava sentado na cama.
—Como está papai?-Eu pergunte indo até ele.
—Bem querida, mas sua mãe me enfiou sopa ainda agora goela a baixo.-Ele falou fazendo careta e eu sorri pala primeira vez naquele dia.
—Ele não queria comer Sakura.-Minha mãe se defendeu.
—Que bom que fez isso mãe, ele precisa comer.-E falei e meu pai bufou.Minha mãe parecia mais calma, mas seus olhos estavam tristes.
—Ótimo as duas mulheres da minha vida vão me tratar como criança.-Falou meu pai e eu me sentei na cama segurando suas mãos grandes.
—Escute papai, amamos você mais que tudo! Mamãe só está preocupada o senhor, nos deu um susto hoje.-Eu falei e meu pai ficou envergonhado.
—E as perdoou porque amo vocês.-Ele falou e minha mãe se sentou no outro lado da cama com os olhos marejados.
—Eu te amo tanto querido.-Ela falou acariciando o rosto de meu pai, ele beijou sua mão e eu ri diante a cena dos dois.
—Boa noite.-Eu falei e beijei a testa de meu pai.-Te amo.-Eu sussurei só para ele ouvir.
—Te amo minha filha.-Sua voz soou forte e meu coração se encheu de esperanças falsas de que ele melhoraria.
—Boa noite querida.-Falou minha mãe já chorosa e eu fui até ela e a beijei na testa.
—Boa noite e eu amo os dois.-Eu falei e sai do quarto.
Caminhei pelo corredor, entrei em meu quarto. Sasuke já estava na cama , eu caminhei até o armário sentindo seu olhar sobre mim, peguei uma camisola preta e a vesti sem me importar com o olhar de Sasuke. Fui em sua direção e me aconcheguei em seu peito, seus braços rodearam minha cintura.
—Onde estava? -Ele perguntou.
—Fui ver como meu pai estava.-Eu respondi já fechando os olhos.
—E como ele está? -Perguntou Sasuke.
—Ele parece bem, mais ainda está frágil .-Eu me lamente e senti os lábios de Sasuke em minha testa.
—Amanhã não estarei novamente aqui.-Ele falou e eu suspirei.
—Obrigada por tudo, sei que será cansativo seus dias.-Eu comentei me agarrando á ele.
—Não se preocupe, e durma.-Ele falou como se ordenasse e eu sorri. Apesar de tudo ele é o homem que eu amo, mesmo com sua frieza e arrogância.
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