Um Casamento Forçado
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Senti um corpo quente e pesado em cima de mim, abri meus olhos lentamente tentando acostumar-me com a claridade. Olhei para baixo encontrando os cabelos negros e rebeldes de Sasuke, corei ao perceber que sua cabeça estava no vão de meus seios, seus braços rodeavam minha cintura, ele com certeza ficaria com dor no braço ou teria uma dormência.
Passei minhas mãos com suavidade em seus cabelos lisos, me lembrando da nossa noite, sorri como uma boba, foi tão perfeito. Não sei quanto tempo fiquei acariciando seus cabelos, até que o senti se mexer suavemente sobre mim. Sasuke tirou seus braços de minha cintura e se apoiou nos braços para tirar seu peso de cima de meu corpo. Eu ainda não conseguia ver seu rosto, já que era escondido pelo seu cabelo, corei quando percebi que ele talvez tivesse olhando meus seios, eu não sabia se ele estava de olhos fechados ou abertos. Ele ergueu lentamente seu rosto, me olhou profundamente.
—Desculpe se te acordei.-Eu sussurrei timidamente.
—Eu gostei de acordar com seus carinhos.-Sua voz saiu mais grossa que o normal. Me deliciei apenas com o som de sua voz.
Ele saiu de cima de mim, eu estava em duvida, se eu levantaria agora. Tomei um susto quando senti as mãos de Sasuke em minha pele.
—Ainda são 7horas da manhã.-Ele falou.
Fiquei de frente para ele, como ele é lindo! Suspirei, como um homem pode ser tão belo? Sasuke se aproximou colocando seu rosto em baixo de meu pescoço e respirando profundamente, senti seu nariz passar com suavidade em meu pescoço me arrepiando, sua respiração calma e quente em minha pele.
—Ainda quer dormir Sakura? -Ele perguntou com a voz arrastada. Eu quase não havia entendido o que ele falava.
Não respondi, onde estava minha voz? Ouvi a risada baixa e rouca de Sasuke, ele subiu até meu maxilar roçando o nariz em minha pele.Tremi quando senti ele passar a língua suavemente em minha pele.
—Eu adoro sua pele Sakura.-Ele falou se afastando e me olhando atentamente.
Eu estava tão encantada com suas caricias e seu olhar em chamas que tomei um susto quando ouvi batidas suaves na porta.
—Espere.- A voz irritada de Sasuke me assustou mais ainda.
Ele se levantou sem se preocupar com sua nudez, e caminhou pelo quarto com toda sua elegância pegando suas roupas e as colando depressa, ele praguejou alguma coisa baixinho e olhou para mim.
—Continue na cama.-Ele falou com a voz fria, como se fosse uma ordem.
E pela primeira vez naquela manhã me decepcionei. Onde estava aquele homem carinhoso? Que estava me fazendo perder os sentindo com suas caricias? Ele abriu a porta, eu me cobri até os ombros.
—O que houve?-Perguntou Sasuke abrindo apenas uma brecha da porta.
—Bom dia vossa alteza.-Ouvi a voz tremula e baixa de Matysu.-O Conde Nara está aqui, e disse que precisa falar urgentemente com vossa alteza.-Ela falou mais baixinho, Sasuke bufou.
—Diga que estou ocupado.-Ele falou fechando a porta com força.
Ele não deveria dispensar o Conde assim, afinal ele é conselheiro do rei e faz estratégias militares. Matysu bateu na porta timidamente, eu aposto que ela estava morrendo de medo de Sasuke, também até eu tremi diante de seu olhar frio, imaginei ele irritado.
—Fale logo.-Ele falou grosseiro, como ele podia tratar os empregados assim?
—O Conde Nara disse que é muito importante e que vossa alteza precisa saber o quanto antes.-Ela disse e Sasuke bufou sem paciência.
Ele fechou a porta com força, o barulho foi ensurdecedor. Se virou para mim, sua cara era de raiva e frustração. Sasuke foi até o armário e pegou uma roupa se trocando na minha frente, eu virei a cara, embora estivesse louca para ver seu corpo.
—Sakura, vou descer, uma das servas vai ajuda-la a se arrumar, estarei esperando lá em baixo.-Ele falou saindo do quarto e foi a minha vez de bufar.
Bateram na porta e eu quase desejei a morte da pessoa, mais percebi que com certeza seria Matysu e ela já havia sido maltratada demais por um dia, melhor por um ano.
—Entre Matysu.-Eu falei.
Ela entrou de cabeça baixa, com certeza ainda com medo e se sentindo humilhada, fez reverencia e não falou nada apenas foi até meu armário e pegou um vestido azul escuro.
—Bom dia Matysu.-Eu falei baixinho. -Desculpe-me pelo jeito com que Sasuke gritou com a senhora, vou dar um jeito de falar com ele para que ele não trate assim vocês.-Eu falei ainda na cama.
Ela me olhou e eu corei, pois ainda estava nua na cama, ela voltou ao seu trabalho pegando meus sapatos e soltou um suspiro triste.
—Não se preocupe, Vossa alteza sempre foi assim.-Ela falou.-Não fique com vergonha, vou preparar seu banho. -Ela falou indo para o banheiro, eu me levantei enrolada no lençol de seda branca e fui para o banheiro.
Depois de fazer minha higiene e me vestir com a ajuda de Matysu, ela foi trocar os lençóis da cama enquanto eu penteava os cabelos, eles pareciam um ninho, os deixei soltos, meu pescoço estava em um estado deplorável, pelo menos os cabelos escondiam. Me admirei no espelho, eu estava levemente corada e meus olhos estavam mais brilhantes que o normal.
—Quer que eu faça um penteado vossa alteza?-Falou Matysu e eu corei.
—Não, obrigada querida. -Eu falei. -Vou descer.
Me inclinei levemente e sai do quarto, desci as escadas lentamente. Quanto cheguei na sala me deparei com um homem, deveria ser o Conde Nara, ele estava acompanhado por uma linda mulher loira de cabelos curtos e olhos verdes, com certeza era sua esposa. Assim que me viram os dois me revenciaram.
—Vossa alteza.-Eles falaram juntos, eu os reverenciei também.
—Conde e Condessa Nara.-Eu falei e me sentei perto de Sasuke.
—Sua esposa é linda Sasuke. Me chame de Shikamaru, está é minha esposa Temari. -Falou o conte, eu já sabia o nome deles, não era necessário ele falar.
—Então me chame de Sakura.-Eu falei docemente.
—Iremos para o escritório Sakura, faça companhia á Temari. –Falou Sasuke.
—Vamos caminhar pelo jardim Temari? -Eu perguntei me levantando e ignorando Sasuke.Quem ele pensa que é para me dar ordens?
—Vamos Sakura.-Ela falou suavemente.
—Com licença.-Eu falei e fui em direção ao jardim do castelo, Temari me seguiu em silencio.
O sol estava fraco, ainda era cedo, havia lindos passarinhos se banhando nas pequenas fontes espalhadas pelo local, fui até um dos acentos rústicos de madeira e me sentei com Temari.
—Como está o casamento? -Ela perguntou ao meu lado olhando para os pássaros.
Eu a olhei, me lembrava de Temari com Shikamaru no meu casamento, eles foram umas das milhares de pessoas que me deram parabéns.
—Não faz muito tempo que me casei Temari.-Eu falei e ela me olhou com seus olhos verdes escuros.
—Sasuke tem um gênio difícil.-Ela falou.
—Eu sei disso melhor que ninguém. Como é o seu casamento?-Eu perguntei. Afinal eu estava curiosa, minha Tia me falou da família Nara, eles eram muito importante e muito poderosos.
—Meu casamento é ótimo, apesar de Shikamaru ser... Preguiçoso as vezes.-Ela falou rindo de seu próprio comentário.-Estive curiosa para te conhecer Sakura, durante minha educação aprendi sobre todos os nobres e o modo como todos comentavam que uma Haruno se uniria ao futuro Rei.-Ela falou meio intrigada.
—Bom eu também passei por esses ensinamentos e sei o nome de todos que tem poder nesse e nos outros Reinos Temari, e eu nunca se quer ouvi falar que eu era prometida, minha mãe só me falou á alguns meses atrás.-Eu me lamentei.
—Eu sei disso, o reino inteiro sabe e você não tinha ideia. Aconteceu o mesmo comigo e com meus pais.-Ela falou e eu a olhei mais curiosa do que nunca.
—Vocês estão casados a quanto tempo? -Eu perguntei.
—Há 5 anos Sakura.-Ela falou sorrindo.
—E... vocês são... Felizes?-Eu perguntei meio receosa e com medo da resposta.
—No começo foi terrível , eu não queria me casar, Shikamaru sofreu com minha personalidade, ele diz que sou muito complicada.-Ela falou, parecia estar perdida em lembranças. -Mais eu sou feliz ao lado dele, eu o amo.-Ela falou determinada.
Olhei para o castelo e vi Shikamaru se aproximar de nós, ele sorriu para Temari. Eu me perguntei se seria feliz com Sasuke, ele mudava tão rápido de humor.
—Temos que ir Temari.-Ele falou com a voz tensa.
—Tchau Sakura.-Falou Temari e Shikamaru fazendo reverencia, eu me levantei e fiz o mesmo.
—Até.-Eu falei.
Eles sorriram, caminharam até a enorme passagem que dava acesso ao castelo e entraram numa carruagem. Eu suspirei e caminhei calmamente até o castelo, e como sempre um dos empregados abriu a porta para mim, caminhei até a sala de refeições. Matysu e varias outras empregadas de preto colocavam a mesa do café da manhã.
—Para que tudo isso, só há eu e Sasuke na casa.-Eu perguntei e Matysu olhou para mim sorrindo, as outras empregadas fizeram reverencia.
—Vossa alte...-Eu a olhei feio.-Sakura, não estamos colocando muita coisa.-Ela falou e voltou a arrumar a mesa.
—Onde está Sasuke? -Eu perguntei, e ela me olhou meio temerosa? Eu não soube identificar sua expressão.
—Vossa alteza está meio... Tenso, venha tomar o café da manhã, vou chama-lo, ele ainda está no escritório.-Ela falou.
—Não o chame, se ele está como você diz “tenso” é melhor eu ir chama-lo.-Eu falei. -Por favor, traga chá e traga mamão para mim.-Eu falei quase implorando, era o que eu comia praticamente todo no café da manhã.
—Claro Sakura.-Ela falou.
—Obrigada e com licença.-Eu falei atraindo olhares das outras empregadas.
Corei como uma pimenta e me fui para o escritório.Quando cheguei a porta, fique em duvida, eu batia na porta ou entrava? Resolvi bater. Bati duas vezes fracamente e ouvi:
—Entre.-Sua voz era grossa.
Respirei fundo a abri a porta. Sasuke estava de costas olhando a paisagem pela enorme janela, respirei fundo para minha voz sair firme.
—Sasuke, o café da manhã está pronto.-Eu falei.
Só então ele se virou e me encarou, ele estava nervoso, percebia-se só de olha-lo, ele passou por mim saindo do escrito. Eu fiquei ali pensando no porque de sua atitude, até que fui em direção a sala de refeições. Dessa vez havia um mordomo junto com duas empregas, ele afastou a cadeira para mim, me sentei e sussurrei um “obrigada”. Matysu entrou com na sala trazendo meu chá, eu deveria pedir um suco de maracujá para acalmar Sasuke, mais achei melhor não falar nada, não queria vê-lo explodir de raiva e gritar com todo mundo.
—Deseja mais alguma coisa Sakura?-Falou Matysu me servindo chá e colocando o mamão no pratinho de porcelana.
—Não, obrigada.-Eu falei e bebi o chá morno de hortelã, estava maravilhoso.
Peguei a colher e comecei a comer o mamão. Tudo estava em um silêncio incomodo e deprimente para mim.Eu ainda estava confusa com o humor de Sasuke. Como ele pode ser tão quente e de repente estar frio e indiferente? Me levantei da mesa e sussurrei um “Com licença”. Fui as presas para meu quarto, eu estava me sentindo incomodada com a atitude de Sasuke. Quando cheguei no quarto me joguei na cama. Estava me sentindo sozinha, me abracei e fiquei olhando o teto. O que uma futura rainha fazia o dia inteiro? Suspirei me sentindo fria, eu odiava mais que tudo me sentir sozinha.
Pensei em algo para fazer, até que me lembrei da maravilhosa biblioteca, suspirei só de pensar, me levantei e desci. Quando cheguei a porta da biblioteca estava fechada.Porque eles deixam a portada de uma biblioteca fechada? E onde está a chave? Resolvi procurar Matysu, fui até a cozinha, ela estava batendo uma massa, o melhor a massa estava implorando por um final feliz. Ri com esse pensamento.
—Matysu?-Ela me olhou.-Onde está a chave da biblioteca?-Eu falei.
—Deixei com seu marido Sakura.-Ela falou e eu suspirei frustrada. Eu não queria enfrentar o Senhor Arrogância e a Frieza em pessoa.
—Obrigada.-Eu falei saindo dali.
Como uma pessoa pode ficar tao entediada como eu? Fui para o jardim, havia poucos pássaros agora, olhei ao redor vendo uma empregada cuidando das rosas vermelhas.
—Olá.-Eu falei docemente e ela pulou.
—Vo-vossa alteza.-Ela falou se recompondo e eu ri.
—Qual é o seu nome?-Eu perguntei, a avaliando. Ela era morena, usava dois coques, seus olhos e seus cabelos tinham cor de chocolate.
—Tenten vossa alte...
—Me chame de Sakura.-Eu falei a interrompendo.
—Posso ajuda-la em alguma coisa? -Ela perguntou.
—Oh, eu preciso de distração, posso lhe ajudar com as rosas, eu não tenho pratica, mais poderá me falar o que fazer.-Eu falei animada e ela me olhou como se eu tivesse duas cabeças.
—Cla-claro que eu te ensino.
—Ótimo! O que eu faço?
—Bom eu estou tirando as rosas e as folhas que estão mortas.-Ela falou.-Mais a senhora pode pegar as rosas mais bonitas para colocarmos na sala.-Ela falou e eu estranhei a palavra senhora, me senti uma velha.
—Oh claro.-Eu falei pegando as rosas vermelhas mais bonitas.
Ficamos em um silêncio amigável, Tenten cantava baixinho tirando as secas. Quando eu percebi já havia pegado muitas.
—Ai.-Eu dei um gritinho e Tentei olhou para mim.-Me furei.-Eu falei envergonhada olhando o ponto vermelho que se formava de sangue em meu dedo.
—Oh, pode deixar que eu termino tudo.-Falou Tenten.
—Foi só um espinho querida. -Eu falei. Droga! Já estava pingando, eu não podia nem me furar que já sangrava exageradamente.-Vou entrar e lavar a mão, com liença.-Eu falei indo para meu quarto.
Assim que entrei corri para o banheiro e lavei. Fiquei um tempo lá até parar de sangrar. Quando sai do banheiro, encontrei Sasuke sentado na poltrona, uma emprega o servia café, ela me olhou com cara feia e saiu.
—Nossa que menina mal educada.-Eu falei sem pensar quando ela fechou a porta.
—Talvez seja porque você se envolve demais com os servos e da liberdade para esse tipo de comportamento.-A voz indiferente de Sasuke chamou minha atenção. O encarei incrédula.
—Eu não me envolvo demais com os empregados Sasuke, eles não são servos.-Eu falei, eu nunca gostei do termo “servo”, era como se estivem os abrigando a nos servir e ser fiéis, era um termo referente á escravos.
—Eles são servos! E não fique conversando com eles ou eles não vão te respeitar.-Ela falou impaciente.
—Me respeitar ou temer? -Eu falei sarcástica.
—Porque não os dois? -Ele perguntou como se aquilo não fosse nada.
—Eles são pessoas Sasuke, e não animais.Eu quero que pare de gritar com Matysu, ela ficou apavorada hoje de manhã.-Eu falei tentando contralar meu tom de voz.
—Apavorada? Você não sabe o que é sentir pavor. Eu sempre tratei meus servos com indiferença. Porque esse preocupaçãozinha com isso?-Ele falou debochado e eu senti raiva.
—Eu senti pavor quando me disseram que teria que me casar! E não seja debochado comigo. –Eu falei irritada.
—Pare de ser irritante, você está errada em querer si misturar aos servos, não quero você junto á eles, entendeu?.-Eu o encarei incrédula.Como ele pedia ser tão indiferente comigo?
—Não sou uma de suas “servas”, para você mandar em mim. Eu não gostei nada quando você praticamente ordenou que eu ficasse com Temari.-Eu falei indignada.
— Sou seu marido, eu mando em você! -Ele falou irritado.
—Então eu vou lhe esclarecer uma coisa Uchiha.-Eu falei séria e fria.-Você não pode falar assim com as pessoas e pode até ser meu marido, mais não manda em mim.
—Não fale assim comigo, e você sabe quem eu sou.-Ele falou com arrogância.
—Você não estava tão falante e irritada quando estávamos nessa cama.-Ele falou sarcástico e minha mascara de indiferença caiu o momento que eu corei, respirei fundo e respondi com raiva.
—Você também não estava tão arrogante e frio nessa cama!-Eu não sei de onde tirei coragem para falar isso!
—Então venha para cama se não quer o homem frio e arrogante que você está julgando agora.-Ele falou sério e eu me irritei com seu controle.
—Não irei para cama para conseguir o homem carinhoso e paciente que está em algum lugar dentro de você.-Eu falei com raiva.
—Pois então se prepare, porque esse meu lado só aparecerá quando eu estiver na cama com você.-Ele falou me olhando profundamente. Eu tremi quando ele se levantou e caminhou com segurança e sensualidade em minha direção.-Você não quer o homem carinhoso e paciente? -Ele já estava perto, perto demais.
Eu senti sua respiração quente e o cheiro de café de sua boca vermelha. Sasuke pegou minha cintura com força e puxou meu corpo com força e firmeza ao encontro do seu. Eu tremi quando senti ele roçar seus lábios nos meus e logo toma-los para si em um beijo ardente. Eu gemi baixinho sentindo meu corpo pegar foco com seu toque. Minhas mãos foram para sua nuca o puxando para mim, as mãos fortes de Sasuke faziam o mesmo, como se fosse possível nos aproximarmos mais.
Nossas línguas dançavam juntas, meu corpo parecia ganhar vida com o toque daquele homem. Sasuke me pegou no colo e me colocou na cama com rudeza, eu não me importei, senti seu corpo sobre o meu e logo em seguida seus lábios. Todo o calor se foi quando ouvimos batidas altas na porta, Sasuke Bufou e voltou a me beijar até ouvirmos a voz alta e alterada de um homem.
—Vossa alteza estão invadindo o castelo! -Ele gritou, Sasuke pulou da cama comigo.
Sasuke abriu a porta, entrara uns cinco guardas. Olhei apavorada para Sasuke, ele já estava com uma espada.
—Leve Sakura para longe.-Sua voz era urgente.
Senti a mão de um dos soltados praticamente me puxando em direção ao corredor, o olhei confusa e assutada. Ouvi gritos e o barulhos de espadas se chocando.Me apavorei pensando em Sasuke. Eu mal sabia em que parte do castelo estava, só percebi que descíamos escadas longas, olhei para trás, havia cinco guardas ainda comigo.
—Preste ateção alteza, o príncipe disse que sabe cavalgar, vou deixa-la com Kankuro.-Ele disse quando saímos por uma pequena porta, estávamos na parte de trás do castelo, veio um homem moreno trazendo dois cavalos negros.
—Temos que ir logo! Suba.-Ele falou, eu sem delongas subi no cavalo e ele também.
—Mais e Sasuke?-Eu perguntei desesperada.
—Ele irá em seguida vamos.-Ele falou e eu apenas o segui .O cavalo corria com velocidade, olhei para trás apreensiva.
—Não tente voltar vossa alteza, eu teria que voltar, amarra-la e leva-la para um lugar seguro a força.-Gritou Kankuro por causa do barulho do casco dos cavalos.
Eu praguejei baixinho, meu coração batia alto e eu estava alerta, acho que era a adrenalina, me arrependi no primeiro instante de ter deixado Sasuke no castelo. Mas segui em frente, já havíamos corrido uma grande distancia, eu olhava para trás á todo momento apreensiva.
—Diga a verdade ele não vai vir, ele vai ficar para ajudar na invasão, não é?-Eu falei para Kankuro e ele nada respondeu, eu já sabia minha resposta, senti raiva de mim mesma por tê-lo deixado.
Olhei para frente á floresta já estava menos densa, ouvimos os sons de cavalor se aproximando á nossa frente.
—Pare!-Gritou Kankuro, ele olhou para frente e logo depois para mim.-Quero que vá á minha direita eu irei ficar para distrair quem está vindo, agora vá, quando vê que está longe, muito longe corra para o norte, encontrará um castelo ou então peça informações em uma aldeia, você passara por ela, não se identifique-se, o rei e a rainha estão no nesse castelo ao norte, eles devem estar sabendo da invasão á essa altura, então terá guardas nas aldeias próximas ao castelo, se um deles te identificar fique tranquila e o siga.-Ela falou tudo rápido. Eu bufei.
—Kankuro eu tenho cabelo rosa! Todos vão perceber quem eu sou!-Eu falei.
—Não interessa vá, rápido!-Ele gritou autoritário.
E sem pensar duas vezes eu bati com a corda que segurava no cavalo e corri com velocidade para a direita, tremi quando ouvi cavalos atrás de mim, sei que eu nunca havia sentindo pavor, naquele momento eu tenha certeza que era o que sentia.
Me concentrei em correr, os sons dos cavalos estavam diminuindo, sorri levemente com isso, mais meu sorriso se desfez ao me deparar com vários homens em seus cavalos á minha frente. Puxei o lado direito da correia que eu segurava e o cavalo virou indo para o norte, os homens me seguiram. Senti o medo tomar conta de mim, eles iriam me alcançar. Eu estava pouca coisa á frente.Olhei para trás temerosa, havia um homem de cabelos vermelhos a frente dos outros. Voltei a olhar para frente, se ele me alcançasse eu estaria perdida.
Ouvi os barulhos altos dos cavalos e senti meu coração bater forte, olhei para o lado e tremi, o homem ruivo foi parar praticamente ao meu lado, o encarei e ele sorriu debochado. Meu corpo gelou quando vi que ele segurava uma faca, meu cavalo relinchou e se inclinou ficando sobre duas patas e eu cai rolando no chão, senti uma dor alucinante no braço esquerdo e na cabeça, senti tudo escurecer aos poucos, a única coisa que ouvi e vi foi o homem ruivo descer de seu cavalo e falar:
—A rainha caiu do cavalo.
E minha visão escureceu..
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