Um Buquê de Flores para Tenma
3 Lótus da epiritualidade
Tenma foi ao estacionamento buscar sua bicicleta e foi a empurrando até seus colegas de time no local onde eles haviam combinado de se encontrar. Kirino e Kariya já estavam lá conversando sobre alguma coisa alegremente, o veterano parecia estar mais animado do que mais cedo. Aproximou-se dos dois silenciosamente, porque estava com medo de acabar atrapalhando a conversa dos dois. Porém, Kariya acabou o notando.
— Oi, Tenma. O Hikaru foi guardar algumas coisas no clube de artes, não deve demorar. — Explicou o menino de cabelos repicados. Tenma abriu um pequeno sorriso e assentiu com a cabeça.
Logo eles voltaram a conversar como antes e Tenma acabava prestando atenção na conversa. Ficou surpreso quando percebeu que se tratava de coisas escolares, como estava as notas, conversa sobre professores. Aproveitou a distração dos amigos para olhar sempre para o celular em busca de novas mensagens, mas nenhuma nova. Suspirou tristemente quando guardava o aparelho na bolsa e tentava entrosar na conversa dos meninos.
Entretanto, não conseguia se concentrar tanto assim, estava se coçando para pegar o celular novamente e mandar uma mensagem para Kyousuke. Apenas para saber como ele estava, já que quase não se falaram durante o treino. Quando abriu novamente sua caixa de mensagens só viu duas do Taiyou perguntando quando eles iriam sair novamente. É verdade, havia marcado hoje de correr no parque com o amigo ruivo, mas o repentino convite de Hikaru para irem tomar sorvete acabou estragando esses planos.
Taiyou entendeu, disse que também não estava se sentindo muito bem para correr hoje, pois estava com uma gripe forte. Tenma particularmente não acreditou muito nessa desculpa, sabia que havia algo por trás disso, mas resolveu aceitar aquilo como verdade, não precisava de mais segredos na sua vida naquele momento. Queria conversar com Apollo e contar sobre tudo que aconteceu hoje, será que ele o acharia um pentelho irritante? Com certeza ele saberia o que falar, sempre tão bom com as palavras.
Pouco tempo depois Hikaru chegou correndo e pediu perdão pelo atraso e os quatro foram andando em direção a uma sorveteria que tinha perto do campo público onde costumavam treinar de vez enquanto, mais para se divertir. A sorveteria ao fundo brilhava com um neon colorido e chamativo, nos tons de lilás e rosa. Lá dentro, eles eram os únicos clientes do local, fora uma única funcionária que estava atrás do balcão. Cada um pegou o copinho com uma bola de sorvete. Kageyama pegou de chocolate, Kariya preferiu o de nozes, Tenma pediu o seu favorito de frutas vermelhas e finalmente, Kirino acabou escolhendo um de chá verde.
Escolheram um lugar ao lado da janela para sentarem e conversarem um pouco. Tenma se sentia um pouco mais calado do que o normal, já que normalmente era um dos mais falantes do grupo, mas agora não conseguia sair dos seus pensamentos.
— Ah! É tão bom tomar sorvete para relaxar depois de uma semana como essa. — Suspirou Kageyama com a colherzinha de sorvete na boca, em seu suspiro era possível sentir todo o cansaço que sentia. — Finalmente acabou esses exames infernais.
— Não sei se é tão bom assim. — Atalhou Kariya com um tom frustrado, ele franziu sutilmente o cenho, fechando os olhos. — Tenho certeza que tirei uma nota muito baixa em Álgebra, se eu não cuidar, posso acabar repetindo e não quero isso. E eu achando que a Álgebra do primeiro ano seria a coisa mais difícil que eu enfrentaria. Não sei quem consegue fazer classe avançada.
— O Shindou faz a classe de Álgebra avançada. — Kirino acrescentou brincando com seu sorvete e o olhar um pouco indiferente. O que se passava na sua mente naquele instante era indecifrável. — Ele já recebeu proposta de intercâmbio de não sei quantas escolas de futebol, mas faz classes avançadas, porque também pensa em ser engenheiro.
Shindou Takuto era um prodígio como a escola inteira gostava de chamar. Além das excelentes habilidades atléticas, também era um dos melhores alunos da sua turma e era bastante popular. É aquele tipo de pessoa que todo mundo gostaria de ter alguma amizade e que recebia vários chocolates no Valentine’s Day. Kirino era simplesmente o contrário, suas notas ficavam na média, mas apresentava muita dificuldade em muitas matérias e em acompanhar as aulas, uma pessoa mais reservada, sem muitos amigos e já até cogitou várias vezes em sair do time de futebol, quem o convencia o contrário era Shindou.
Era claro o quanto Kirino se sentia intimidado por esse abismo que tinha entre ele e o melhor amigo, embora não deixasse transparecer tanto assim. Não sabia como seria o futuro, se continuaria tendo a amizade do Shindou, porque ele tinha tudo para fazer bastante sucesso pelo mundo. Por várias vezes sentia que o ex-capitão da Raimon se decepcionava com seus fracassos.
Não podia evitar se sentir mal com o olhar decepcionado do amigo quando ele tirava uma nota baixa em uma matéria que ele o ajudou a estudar. Mesmo que Shindou não diga em voz alta, ele sentia o tempo todo que era uma vergonha para o amigo, as vezes se perguntava por que ainda mantinham essa amizade.
— E você, Kirino-senpai? Vai fazer o vestibular? — Perguntou Hikaru em um tom alegre tirando o defensor dos seus devaneios, que acabou suspirando profundamente antes de terminar de tomar mais uma colherada do sorvete.
— Eu pretendo, mas não tenho tanta certeza que vou passar. Estou bem fraco nas matérias. — Respondeu um pouco tristemente antes de tomar mais um pouco de sorvete. — Mas eu adoraria cursar literatura, é uma das minhas áreas favoritas.
— Tenma, você tem certeza que está bem? Está tão quieto hoje. — Interveio Kariya olhando preocupado para o amigo de cabelos castanhos.
O garoto quase deu um pulo no lugar quando foi pego no flagra olhando novamente para o seu celular e o fechou rapidamente para guardá-lo dentro da mochila novamente. Depois voltou a saborear do seu sorvete, que na verdade era a primeira vez que tocava nele.
— Sim, estou um pouco chateado com tudo que aconteceu hoje. — Explicou um pouco desanimado. Esperava que não houvessem perguntas muito profundas depois daquilo, pois não queria ter que inventar alguma história.
Porém parece que todos entenderam sua resposta e o clima entre os rapazes ficou um pouco silencioso depois daquilo, exceto pelo tinindo das pazinhas de sorvete tocando nos copos de plástico.
— Vai ficar tudo bem. — Hikaru foi o primeiro que quebrou o gelo. — É bem comum amigos se desentenderem, mas tudo fica bem com o tempo. Lembro-me que também entrava em brigas feias com meus amigos, mas até hoje nos falamos. — Tenma não pode evitar abrir um pequeno sorriso com o menino tentando consolá-lo.
— Obrigado, Hikaru. Isso me faz ficar melhor. — Respondeu ao menino com um tom bastante dócil. Pensava o que não poderia evitar se contasse seus segredos para seus amigos, se dissesse o que realmente o incomodava, todos estavam se esforçando para que ficasse bem, ele realmente queria que funcionasse.
Ficaram conversando por mais algum tempo e depois daquele breve momento de consolo, Tenma se sentiu melhor e pode se entrosar mais. Estava tarde quando decidiram que cada um deveria tomar seu rumo. Se despediram na porta da sorveteria quando Hikaru e Kariya tomaram um caminho diferente de Kirino e Tenma.
A viagem para casa foi silenciosa. No auge das oito horas da noite, o céu já estava todo escuro e as luzes dos postes estavam fracas, a rua estava completamente vazia exceto pelos dois adolescentes andando silenciosamente. Quando chegaram perto de uma linha de trem, Kirino acabou parando de repente e olhou para o lado com o olhar um pouco perdido. Os azuis dele brilhavam com uma intensidade fraca e seus olhos estavam fixos no fim do túnel. Então fechou os olhos e tomou uma respiração densa, apertando os dedos em um punho.
Abriu os olhos em um rompante quando sentiu uma mão puxar sua manga para baixo e se virou rapidamente para ver que Tenma o olhava atentamente, quase como se analisasse dentro dos seus olhos por alguma coisa.
— Se não corrermos, a Teke-Teke vai nos pegar. — Avisou em um sussurro e um tom anormalmente assombroso, o que fez seu veterano suprimir um suspiro de medo.
— N-Não seja bobo... — Gaguejou o mais velho, tentando esconder sua repentina tensão.
— Teke, teke, teke, teke. — Repetiu se aproximando ainda mais do veterano com um semblante sério e ainda brincava com a língua para produzir aquele mesmo som.
— Vamos embora daqui agora! — Exclamou Kirino segurando na manga do menor e começou a correr para bem longe daquela linha do trem.
Correu por minutos seguidos até que os trilhos de metal já não estavam mais a vista e dobraram uma esquina para finalmente pararam. Kirino encostou suas costas na parede do portão de uma casa e escorreu até o chão, ofegante e tentando fazer seu coração bater mais devagar depois do susto que tomou.
Tenma também se curvou para recuperar o fôlego da corrida repentina e começou a rir, inicialmente baixinho, mas não conseguiu evitar soltar uma alta gargalhada, segurando a barriga e se inclinando para rir cada vez mais. Kirino ficou observando o amigo durante alguns segundos, com seu rosto ficando vermelho de vergonha.
— Você é tão medroso, Kirino-senpai! — Disse tomando fôlego entre as palavras e mesmo assim não conseguia acalmar aquela crise de riso que tinha, teve até mesmo que se ajoelhar no chão, pois não estava se aguentando de tanto rir.
— É você quem ficou com essas brincadeiras sem graça. — Repreendeu o mais velho com um tom severo, porém claramente vacilante devido ao susto que sofreu momentos atrás.
Porém não aguentou ficar muito tempo com a pose de bravo e logo começou a rir ao lembrar de si mesmo momentos atrás quase morrendo de medo de aparecer uma mulher cortada pela barriga ali na linha do trem. Não sabia o que dava mais medo, essa sensação de perigo iminente ou Tenma tentando assustá-lo usando uma voz sinistra e um tom estranhamente sério, mas no final das contas, achou muita graça daquilo.
Tenma sentiu seu dia valer a pena somente por causa daquela breve cena que aconteceu. Não ria assim desde ontem e rir daquela maneira lavou sua alma. Sentia falta daqueles momentos que simplesmente aproveitava o presente, sem ter que se preocupar com alguma coisa do passado ou do futuro. Talvez devesse valorizar mais momentos como aquele.
Continuaram com o trajeto, dessa vez o silêncio que se instalava entre os dois foi totalmente quebrado. Eles estavam se comunicando de maneira totalmente espontânea, como relembrar o momento de terror que viveram, que evoluiu para uma conversa mais aprofundada, onde falaram de lendas urbanas que acreditavam quando eram crianças ou algumas que acreditam até hoje.
Quando chegaram finalmente à casa da Aki, rapidamente subiram para o quarto de Tenma, onde viram que o colchão de Kirino estava perfeito arrumado e pronto para alguém dormir nele. Tanto que Sasuke até estava deitado preguiçosamente no meio dele, para esquentá-lo. Kirino sentiu seu coração aquecer com o carinho que estava recebendo daquelas pessoas, não imaginava que seria tão bem-vindo em um lugar que mal conhecia. Ele abaixou-se e começou a coçar a barriga do cachorro, enquanto olhava para seu rosto em um semblante contemplativo.
— Então, eu vou sair para você colocar seu pijama, tudo bem? — Sugeriu Tenma segurando nas mãos um pijama azul. Kirino olhou para ele por alguns segundos, em seguida ajeitou sua franja de modo a tirá-la da frente de seu olho.
— Sendo bem sincero, Tenma, somos dois homens. Não vou fazer nada com você e nem você comigo, certo? Então acho que não precisa ter vergonha disso. — Respondeu docemente o defensor quando já desabotoava seu uniforme escolar.
O jovem de cabelos castanhos abriu um sorriso, podia sentir a confiança do amigo de longe. Ele não estava sendo tão inseguro quanto parecia ser perto de Shindou, o que o fazia pensar que Kirino tinha mais segredos a esconder do que aparenta, mas aquilo era assunto para o momento. Sentiu-se um pouco estranho por estar trocando de roupa na frente de alguém, não costumava fazer isso, até mesmo nos vestiários antes do treino como geralmente era o primeiro a chegar, não tinha que passar por isso.
Assim que vestiu seu pijama, sentou-se na sua cama e puxou seu notebook para seu colo, quando voltou seu olhar para seu colega de quarto, viu que ele havia aberto dois cadernos e um livro, estava com uma lapiseira entre os dentes e grifava partes de outro livro. Estranhou inicialmente Kirino estudar àquela hora da noite, mas logo se lembrou da conversa na sorveteria, sobre o quanto ele queria entrar no vestibular, então resolveu deixar seu veterano estudar em paz.
Não tardou em acessar o blog de poesias atrás do seu poeta favorito. Sentia muita vontade de conversar com ele o dia todo, se perguntava como era a rotina daquela pessoa, se também frequentava a escola, se também saía com os amigos para tomar sorvete. Abriu um grande sorriso quando a primeira página foi agraciada com um novo poema maravilhoso dele. Será que deveria puxar assunto hoje novamente? Queria mais do que qualquer coisa. Porém, antes de conseguir enviar a mensagem, ouviu Kirino o chamar.
— Ei, o que houve entre vocês, Shinsuke e Aoi? — Perguntou diretamente desviando o olhar de um dos cadernos para encará-lo diretamente.
Tenma recuou um pouco e desviou seu olhar para a parede, ponderou seriamente se deveria responder aquela pergunta corretamente ou apenas com respostas curtas e vagas como andava fazendo ultimamente. Nem ao menos percebeu quando Kirino levantou-se e sentou-se ao seu lado só quando sentiu uma mão acariciando suas costas.
— Não quero te forçar a nada, sabe disso. — Disse com uma voz dócil, continuando com aqueles relaxantes movimentos nas suas costas. — Apenas acho que se liberar isso de dentro de você, tudo será mais fácil em diante. — Tenma desviou seus olhos cinzas para Kirino, eles estavam cheios de lágrimas.
— Eu sou um idiota, isso que aconteceu. — Respondeu simplesmente com uma risada um pouco amarga enquanto a lágrima escorria pelo seu rosto. — Eles tentaram me alertar o quanto estava sendo um idiota, mas o que fiz foi chamar a Aoi de enxerida arrogante e mandar os dois ficarem longe da minha vida. E eles estão fazendo exatamente isso, não é culpa deles.
Quase imediatamente quando terminou de contar explodiu em lágrimas sem parar. Ele reconheceu que eram as lágrimas que estava segurando desde que acordou aquele dia. As mesmas que apertavam em seu peito toda vez que se lembrava de Kyousuke, queria desabar desde o instante que pisou os pés no terreno daquela escola e se sentia muito bem agora que o fez.
— Eu não queria que isso acontecesse, quero meus amigos de volta. Queria tanto que eles me compreendessem, eu me sinto tão sozinho. — Desabafava aos prantos e usou as duas mãos para esconder seu rosto, tinha bastante vergonha do outro ver como ficava seu rosto enquanto chorava, estava inchado e vermelho.
Sentiu uma mão envolvê-lo por trás, então dois braços se encontraram no peito do menino mais novo. A cabeça do veterano encostou na parte superior das suas costas em um abraço confortável e ele ficou ali apenas ouvindo a respiração um do outro. Era quase como sentisse a empatia do outro, como se as almas tivessem conectadas e ele pôde finalmente encontrar alguém que sentia algo semelhante a ele.
— Está tudo bem, pode chorar, você não tem que ser suficiente o tempo todo. — Dizia o rapaz de cabelos rosados o abraçando carinhosamente. — Eu sei que eles vão te compreender um dia, assim como você também deve se compreender.
Tenma relaxou diante das palavras de Kirino, mas ainda sentia uma pontada de reflexão quanto a sua última frase. Como ele poderia se compreender? Durante os próximos minutos, os dois rapazes não disseram mais nada, não era necessário também, na verdade estava um pouco cansado de tanto se forçar a falar, queria que outras pessoas também simplesmente só o abraçassem, como Kirino fez.
— Obrigado, Kirino-senpai... — Respondeu Tenma timidamente enquanto se encolhia, abraçando suas pernas perto ao corpo. — Eu realmente precisava muito disso.
Kirino abriu um singelo sorriso quando se afastou lentamente, passando sua mão nas espirais perfeitinhas no cabelo do calouro. O meio-campista sorriu quando viu aquele olhar nos azuis do seu veterano, que estaria sempre disposto a ajudá-lo, não sentia isso há muito tempo. Espreguiçou-se quando o outro adolescente voltou para seus estudos e voltou para o seu laptop.
Definitivamente agora se sentia mais confortável para mandar uma mensagem para Apollo, porque agora se sentia mais confiante, havia tirado um peso enorme da sua alma:
“Intrigante como suas poesias conseguem entender meus sentimentos no dia. Não há um poema com o qual não me identifico, só que você consegue transpassar isso para o papel melhor do que eu.”
Escreveu e mandou na caixa de mensagem privada de Apollo, ansioso por sua resposta. Incrivelmente, não demorou nem cinco minutos.
Estava esperando a sua mensagem.
Tive a inspiração para esse poema, incrivelmente, a partir das nossas conversas ontem. Eu pude sentir todo o peso que você carrega através das suas palavras.
Você tem problemas de confiança, certo? É uma pessoa animada e extrovertida, mas não consegue achar alguém para desabafar quando precisa, então tranca tudo dentro de si.
De: Apollo
Tenma sentiu seu coração disparar a mil. Como em horas de conversa, aquela pessoa pode saber tanto sobre ele?
“Sim.
Como você sabe disso? É assustador.”
***
Não sou stalker, não se preocupe.
Quando você disse que se identifica com seus poemas, pude saber logo de cara. Pois tenho o mesmo problema e eles são meu refúgio.
De: Apollo
***
“Apollo, posso te fazer uma pergunta um pouco pessoal? Não precisa responder, se não quiser.
Mas você já viveu uma situação de amor esmagadora e dolorosa. Como amar uma pessoa, mas não se sentir suficiente para ela ou não se sentir amado de volta. Estar com alguém, mas se sentir cada vez mais sozinho.”
Enviou a mensagem. Passaram-se dez, quinze minutos e ainda nenhuma notificação de volta, Tenma começou a ficar apreensivo, será que havia tocado em um assunto delicado? Por isso que quando recebeu a mensagem resposta de Apollo, quase imediatamente abriu-a e se preparou para pedir desculpas por qualquer coisa.
Sim.
Essa pessoa está com outra, mas é bastante infeliz. Isso me machuca muito, porque essa pessoa mais do que qualquer outra no mundo merece toda a felicidade e amor que alguém puder dar. Já aceitei que não sou o escolhido para isso, então tento seguir em frente, mas com tudo isso que ela passa, não consigo abandoná-la.
É para essa pessoa quem eu dedico todos os poemas que já escrevi.
De: Apollo.
O jovem sentiu uma empatia enorme por Apollo enquanto lia sua mensagem, nem conseguia imaginar o que era estar dentro daquela situação. Depois de ler essa mensagem nem teve coragem de contar seu próprio caso, apenas desculpou-se o incomodo e mudou de assunto. Mais uma vez acabaram conversando até de madrugada, mas no momento Tenma não se sentia mais tão culpado, afinal, amanhã é sábado.
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