Um Bonito Amor
1 Prólogo
Notas iniciais
Olha minha pessoa com uma nova fic, sendo que a primeira ainda nem está em sua reta final.. Mas como minha mente trabalha demais e exige que as idéias pensadas sejam gravadas então estou aqui a escrever mais uma história de meu Otp... Haha
Eu sempre fui uma garota romântica, adorava as historinhas das princesas que se apaixonavam por um príncipe e no final eram felizes para sempre. Eu acredito que exista finais felizes, na ficção ocorre sempre e na realidade... Bom, é raro, bem raro mesmo. Mas enfim, eu sou daquelas doce e apaixonada que de fato acredita no amor e que no fim o amor vence tudo...
Minha vida nunca foi uma mar de rosas, eu de verdade sonhava com uma vida estilo princesa mesmo -Ja deu pra perceber que sou uma iludida não é? Pois é! — Mas esse sonho estava bem longe de se realizar, não que seja impossível, porque olha não é, pois hoje posso dizer que vivo naqueles castelos e feliz... Opa, feliz?!! Er.. mais ou menos.Antes eu era feliz sabe? Muito, serio! Não tinha lá meu quarto lindo na cor lilás, nem empregados que poderiam fazer tudo . Como de fato, hoje assim é. Mesmo antes não tendo tudo isso eu era feliz, só não sabia. Hoje eu vivo no México, é muito lindo tudo aqui. Eu não conhecia. Nunca havia pisado fora de Caracas, Venezuela. Eu era uma menina pobre ou pobre menina? Bem, eu não tinha muito,mas minha mãe de criação a Assunção sempre fez de tudo para que nada me faltasse nem pra mim nem para os meus dois irmãos mais novos que não eram de sangue mas eu os sentia mais meus irmãos do que aquela que se diz minha idêntica Maninha. Eu vivi uma infância tranquila, com alguns perrengues claro, por sermos pobres mas não era motivo para baixar a cabeça. Entao cheguei na fase adulta, certo que não sou tão adulta assim estou lá no auge dos meus 22 anos, mas estou mais comportada do que há dois anos atrás quando ainda saia com uns amigos da vila para vender nosso lanche, mas sempre fazíamos a maior bagunça, mae Assunção sempre brigava, porque ai perdiamos nossa freguesia. Ela não podia mais trabalhar, então eu como a mais velha entre meus irmãos me via obrigada a trabalhar no lugar dela para pôr o que comer dentro de casa como ela fazia . Mãe assunção sentia tonturas repentinas e eu me preocupava sempre, e ela me dizia que eu devia me preparar para o pior. Eu é claro, com muito medo a dizia para não falar bobagens que ela era minha mãezinha e que eu não saberia viver sem ela,porque realmente não conseguiria. Conversávamos muito, toda noite que eu chegava das vendas dos lanches ela estava estirada na cama com o seu antebraço na testa e olhos fechados, eu sabia que ela não estava bem, mas eu por medo do pior não queria aceitar que estivesse doente e que eu poderia perdê-la a qualquer momento. — Mãezinha, ainda esta sentindo tontura? Eu a perguntava com uma vontade danada de chorar . Ela se sentou na cama e me indicou para que eu sentasse ao seu lado, o fiz. — Minha menina... Pausou e pôs suas mãos em meu rosto. — Tão linda, uma grande benção. Eu a dei um meio sorriso. — Eu quero que saiba de algo, mas antes prometa -me que vai seguir em frente apesar de tudo que.. Vai fazer uma faculdade.. — mas mãezinha não temos nem para comer direito, que dirá para pagar uma faculdade. A interrompi. — É verdade, mas você é jovem, uma linda jovem e tem um futuro lindíssimo pela frente... Ela parou outra vez e encarou o chão tristemente. — Me desculpa filha? — Pelo o quê mãezinha? — Você tinha um futuro pela frente, sim você tinha, você poderia ter tudo o que sempre quis... Mas nem tudo está perdido filha, a sorte ainda pode virar para o seu lado e por favor a agarre talvez eu não esteja aqui para fazer você se acostumar com sua nova vida. Eu não entendi nada, estava confusa. Caminhei pelo o quarto e fiquei com muito medo de perguntá-la e ela me dizer que estava morrendo, quando dei por mim estava mergulhada em lágrimas. — Não, minha menina, não chore seja forte como você sempre foi. Não quero que chore ,quero que sorria sempre... — Mãe, você vai morrer? Disparei na pergunta, me doía o peito. Ela deu um meio sorriso e disse :— Minha filhinha, esse é a única certeza da vida. A morte. Me disse, me puxando para um abraço caloroso. — Mas não quero que morra, vou fazer de tudo para pagar um hospital pra você, você vai ficar boa mãe, tem que ficar.. Você é tudo que tenho.. Eu a disse sincera.— Anjinho, você tem uma família... De sangue, não estará sozinha. Eu então sai de seu abraço confusa com o que me dissera. Como assim eu tinha uma família? E de sangue? Ela e meus irmãos ja eram minha família. Foi então que ela me contou tudo, tudinho... Ela trabalhava como empregada na casa da minha verdadeira mãe, era a sua confidente também. Minha mãe, a verdadeira, mantinha um relacionamento as escondidas com meu suposto pai, ele era pobre e ela muito rica a família dela jamais aceitou esse relacionamento e então ficaram se encontrando as escondidas, porque se amavam muito. Um dia, minha mãe verdadeira se viu desesperada. Ela estava grávida. Motivo de alegria ? Talvez, mas que seria caso de morte se meus "avós " descobrissem. Ela não ousou contá-los, mas arriscou dizer que estava apaixonada pelo fulaninho la meu pai, e assim ela os desafiou por ele e os pais dela disseram que ela escolhia, morrer de fome ou continuar a viver naquela casa. Ela então fora falar com meu senhor meu pai, na esperança de ele dizer que a roubaria e cuidaria dela e do bebê. Não foi assim. Ele disse que havia tido uma ótima e unica oportunidade de se dá bem na vida e que não a dispensaria e que lamentava muito, a disse ainda que lutou muito por eles, mas já que os pais eram uns preconceituosos só porque ele era pobre iria mostrá-los um dia que era digno dela ( mais que hoje não seria possível, meus avós ja faleceram e eu nem os conheci). Mas então ele foi embora, a deixou sem dizer que voltaria e coisa e tal. Minha mãe a verdadeira, à beira do desespero pediu conselho à minha mãe Assunção do tipo o que fazer? Como fazer? Não poderia simplesmente chegar a meus avós e dizer " Pai, mãe estou grávida, e olhem só é daquele pobretao que vocês odeiam " no mínimo eles entenderiam como uma afronta e a jogasse no olho da rua. Minha mãe de criação, falou pra minha mãe verdadeira fingir uma viagem de uns noves meses, os dizendo que era pelo estudo. Meus avós nem desconfiaram, e lá fui eu nascendo no México, as escondidas e olha só quem me trouxe ao mundo minha mãe Assunção, ela fora a essa viagem a pedido de minha mãe verdadeira... E... Espera não era apenas uma, eram duas, céus eu tinha uma irmã gêmea. Minhas mães se olharam, sem saber como fariam, duas, logo duas!. Minha mãe verdadeira havia ficado muito contente, mas sabia o que aconteceria se voltasse com um bebê, ainda mais dois. Foi então que lhe surgiu a idéia de dá as bebês por um tempo a minha mãe Assunção que rapidamente recusou, alegou ser pobre e não ter condições, mas a mãe verdadeira a disse que seria por pouco tempo e que daria toda assistência às bebês, mas mãe Assunção pensou e disse então que ficaria somente com uma pois seu marido — o homem que eu sempre soube não ser meu pai,pois ele dizia que eu vinha de um primeiro casamento de mãe Assunção, portanto não era sua filha, mas eu o amava mesmo assim- poderia não gostar e as pessoas da vila desconfiariam... Ao final eu fiquei com a mãe Assunção e minha mãe verdadeira com minha irmã que não se sabe mas ela teve uma sorte danada, porque ao que parece a mãe verdadeira depois de uns dias continuou no México e conheceu Rogério seu marido até hoje e a assumiu depois de sentir comovido pela sua história, na verdade ele a ama de verdade. Então entendi por minha mãe Assunção me pedir desculpas, ela confessou-me que o combinado de ficar comigo era só por uns tempos, mas, ela não conseguiu mais se desfazer de mim ,se apegou àquela bebezinha com carinha de anjo, assim me disse. E ficou comigo, fugiu pra ser mais certa, se mudou para outra vila onde não pudessem me encontrar, e assim foi. Minha mãe verdadeira, que se chama Cecília lindo nome assim como ela, passou exatamente, 20 anos me procurando até mãe assunção em sua fase terminal me confessar tudo e assim me pedir pra ir atrás de minha mãe de sangue. E fui,não porque queria, eu perdoei Assunção sabe? Ela quis ajudar Cecília, não me importou o fato de ela ter sumido comigo dos olhares de minha mãe biológica, ela me amou, me mimou e foi a melhor mãe que eu poderia pedir aos céus, eu não a magoaria nesse momento dizendo que não a perdoava, ela livrou de meus avós terem me dado pra alguém pior.Eu a perdoei, porque era a minha mãezinha do coração. Então fui em busca, a procurei onde achava que poderia encontrá-la, em todos os endereços que mãe Assunção havia me dito, até que nos encontramos já com minha mãezinha Assunção morrendo no hospital e seu último pedido foi.
— Minha menina, sua mãe está ai.... A ame como um dia me amou... Dizia ela com uma voz fraca. — Eu ainda te amo muito mãezinha.. E me debrucei sob seu corpo, chorando muito. Cecília me afastou delicadamente, eu até então não sentia nada por ela, nem amor, nem raiva, apenas um vazio ao olhá-la. — Cecília, me perdoa... — Não tenho o porque te perdoar, você me ajudou e... Ela olhou penosa para mim... — Obrigada por cuidar muito bem da nossa menina.. Ela disse e um sentimento bom me dominou, senti mãe Assunção pegar minhas mãos e em seguida pegou as de Cecília, as uniu. — Cuidem uma da outra, sim?.... Vocês me prometem?... Eu não tinha força, apenas chorava muito, ela estava partindo, mas assenti concordando. — Cuidarei da nossa menina, fique tranquila... — Agora sim,.... Posso partir... Em... Em paz.... E ela partiu, se foi e levou um pedacinho de mim, eu chorei, chorei como se houvesse somente aquele dia pra chorar.. 2 anos depois desse acontecimento havia passado, tanta coisa aconteceu. Eu me mudei pro México, com a mãe Cecília, sim, hoje a chamo de mãe, precisava era como preencher o vazio da mãe Assunção. E ela me fazia bem, me dava muito carinho, estava sempre presente era como se tivesse medo de me perder outra vez. Eu tive que aprender a lidar com minha querida irmã gêmea, que cá pra nós, é bem chatinha . Ela não me suporta sempre me olha esnobe e sempre que dá está me dificultando a vida, mas eu nem LIGO sabe? Ela não é um problema-Pelo menos por enquanto -eu apesar de tudo me sinto feliz, mãe Cecília estava preenchendo aquele vazio e embora Raquel, minha gêmea me odiasse, eu tinha Bruno filho de Cecília com Rogério que apesar de irmão era meu amigo e confidente e a gente sempre estava compartilhando o mau humor de Raquel. Eu então pude fazer a tão sonhada faculdade de veterinária- eu amo os bichos, inclusive tenho a Pichula minha coelhinha que ganhei de um amigo da vila — Mãe Assunção se veria orgulhosa de mim, por tirar as melhores notas, mas é facil quando se faz algo por amor. Eu tinha alguns novos amigos na faculdade Lilian e Ronaldo, os únicos boa gente de toda a faculdade pois o resto pareciam prepotentes e boa parte eram amigos da minha querida gêmea. Nhé!... Passei a frequentar a essas festinhas da alta sociedade que eu nem sonhara um dia. E achava tedioso, eram relacionadas a negócios e toda essa coisa. Rogério vira e mexe recebia um convite e la ia toda a família fazer sala, porque nesse mundo de riqueza é assim. Em uma dessas festas eu não reclamei muito porque meus olhos cruzaram com os dele, ele que me tiraria o sono, que estaria nos meus sonhos, ele que eu passaria horas imaginando um futuro sendo sua esposa e coisa e tal. Ele era muito lindo, nossa que lindo era, mas pareceu nem me notar... Não me notou, e eu passei a viver então, um Amor Platônico.
Notas finais
E então o que acharam.?
Fale com o autor