Um Bonito Amor
36 Ninguém acabará com esse amor
Notas iniciais
Haviam se passado dois dias depois daquele encontro desagradável com a Mariza, não sei como consegui suportá-la. Ela havia ameaçado minha relação com Raul e não duvido de que ela queira fazer alguma coisa para nos prejudicar, mas eu não deixaria que ela chegasse cheia de pose e acabasse com meu relacionamento, Raul é o homem que amo e não irei deixar que o nosso amor seja abalado.
Raul ainda não sabia sobre Mariza ainda não tive tempo de contá-lo sobre isso, pois ele estava em uma viagem de negócios e o mesmo estava sem tempo até para responder ao celular, contaria quando voltasse.
Nesses dois dias em que Raul estava viajando, Raimundo pediu para que eu o ajudasse em seu trabalho final, já que encerraria com a faculdade esse semestre. Ele nunca foi o interessado de sua turma e sempre teve péssimas notas, e sempre passava de semestre porque um colega ou outro o ajudava nos finalmente, ele tinha que passar para trabalhar nas empresas de seu pai que exigiu — mesmo ele não gostando muito de estudar — que ele fizesse administração para algum dia liderar a empresa da família. Acontece que seu ajudante da vez seria eu, bom, ele insistiu muito e o vi quase desesperado e sendo resolvi ajudá-lo no que soubesse.
Raimundo se encontrava em minha casa à noite depois dos estágios e faculdade para darmos continuidade no seu trabalho final da faculdade.
— Gilda, nem sei como irei te agradecer, você está me ajudando muito. — Disse ele pela milésima vez desde que começamos com isso.
— Ai Raimundo, não me agradeça mais, os amigos são para isso, não? — Digo e ele me olha terno.
— Sim, mas é que não imaginaria que pudesse fazer isso por mim.
— E porque não? — Pergunto.
— Bom, você sabe por causa desse Raul. — Diz sem ânimo.
— Ah, entendo, mas ele não precisa saber, digo não estamos fazendo nada demais, mas você sabe que Raul não gosta de você então ficará entre eu e você, ele acha que você ainda gosta de mim como mulher, e não é verdade, não é? — Pergunto e Raimundo pareceu viajar. — Não é Raimundo? — Reforço para que ele me confirme.
— S-sim, somos somente amigos agora, eu já aceitei que você o ama e devo respeitar. — Diz e eu me sinto melhor.
— Obrigada por ser compreensível, na verdade você amadureceu muito. — Digo bagunçando os cabelos dele.
Realmente, Raimundo estava mais maduro, não parecia mais aquele cara sem escrúpulos que andava com Raquel, ainda é um meninão as vezes, mas está bem mudado.
— Você me fez mudar Gilda, você é incrível. — Diz me olhando carinhoso.
— Ah não seja assim Raimundo. — Digo e pego suas mãos. — Você mudou por você.
— Sim, mas também esse mérito é seu. — Diz beijando minhas mãos. — Senão fosse por você talvez eu ainda seria um idiota. — Diz e me encara.
Ele me encara de forma diferente, seu olhar tem um brilho e eu sinto que não seria bom se continuássemos assim. Ao perceber que suas mãos estavam agarradas às minhas, soltei rapidamente e tentei mudar de assunto ligeiramente.
— Eh... Bom, acho que já fizemos bastante. — Digo, em seguida um bocejo sai de minha boca.
— Sim, acredito que sim, então agora eu vou embora. — Ele diz se levantando.
— Nossa, as horas passaram muito rápido, já são meia noite. — Digo ao olhar as horas.
— É verdade, já bem tarde... — Ele boceja e esfrega os olhos estava ficando muito sonolento. — Já vou.
— Espera. — Faço-o parar enquanto arrumava suas coisas. — Está muito tarde e você está bastante sonolento, não quer dormir aqui? — Pergunto sem pensar.
— Não se preocupe Gilda, eu não quero incomodar você. — Me diz ainda organizando suas coisas.
— Não será nenhum incômodo, você pode dormir aqui na sala, está muito cansado, não será bom dirigir um veículo desse jeito. — Digo deixando claro minha preocupação.
— Realmente, esse trabalho me cansou bastante, nunca pensei que ficaria tanto tempo trancado em um lugar fazendo simplesmente um trabalho de faculdade, estou de fato muito mudado. — Diz ele.
— Então fica, pela manhã você vai.
— Se você está me pedindo eu ficarei, mas não precisa se preocupar comigo, eu me jogo por esse sofá aqui mesmo e tudo está certo. — Diz ele pondo-se animado.
— Muito bem, vou pegar algumas cobertas para você. — Digo indo em direção ao meu quarto para pegar as cobertas. — Aqui está.
— Obrigado Gilda. — Me agradece. — Boa noite e descanse bem.
— Você também.
Fui para meu quarto e por impulso tranquei a porta, não que estava desconfiando de Raimundo, como já disse ele está mudado e seria incapaz de fazer alguma travessura, mas apenas tranquei por querer e isso é tudo. Depois de algum tempo, me preparei para dormir, me deitei na cama olhei ao celular para conferir mensagens de Raul e nada, deve está realmente muito ocupado, coloquei o celular no criado mudo e busquei dormir, esperando ansiosamente que no dia seguinte, Raul me mandasse uma mensagem...
Acordei com o claro do dia em meu rosto, olhei as horas e ainda era cedo, 6:20 a.m para ser exata. Levantei e fui para o banheiro fazer minha higiene e preparar-me para o dia.
Segui para a cozinha para preparar o café, passei pela sala e lá estava Raimundo dormindo em meu sofá, e ele estava... estava sem c-camisa?! Oh, coloquei as mãos em meus olhos e corri rapidamente para a cozinha.
Depois de algum tempo, Raimundo havia despertado, e ainda estava sem camisa. Por que ele não veste a camisa? Ah, que seja!
— Bom dia. — Digo sem olhá-lo, concentrada na preparação do café da manhã.
— Bom dia. — Responde com voz grogue.
— Dormiu bem?
— Sim, aquele sofá é tão bom quanto minha cama. — Diz brincalhão.
— Não seja palhaço. — Digo dando um tapinha em seu ombro enquanto passava por ele para pegar algo na geladeira.
— Você cozinha? Pensei que tinha alguém aqui para fazer isso para você. — Diz como se descobrisse algo.
— Ah, não eu mesmo cozinho, aprendi desde cedo com mãe Assunção, ela me ensinou muitos tipos de comidas, e claro que a minha não fica tão bom quanto a dela, mas ainda assim dar para comer. — Digo.
— Hum, já sinto um cheiro bom, qual é o cardápio? — Pergunta-me.
— Tapioca recheada com café ou suco de maracujá, o que você preferir. — Respondo prestando atenção na tapioca que estava no fogo.
— Parece bom, eu quero suco.
— Ok.
De repente a campainha tocou.
— Você pode ver quem seja? — Pergunto-o
— Sim, claro.
Ele saiu da cozinha para abrir a porta, e cuidei nas tapiocas as colocando em um prato. Assim que deixe preparado tudo para tomarmos o café da manhã fui ver quem estava tocando a campainha tão cedo.
Parei o passo rapidamente quando vi Raul parado na porta com um olhar não muito bom.
POV RAUL ON...
Estava ansioso para ver minha Gilda já que fazia dois dias em que não entrava em contato com ela. Mas, ao abrir a porta, eis que qualquer alegrou desapareceu ao aquele cara ali e sem camisa.
— O que você está fazendo aqui? — Pergunto já sentindo a raiva me dominar.
— Bom dia pra você também, senhor de La Peña. — Me disse em tom irônico.
— O que faz aqui e assim? — Me refiro as suas vestes, que na verdade não tinha.
— Bom, se quer mesmo saber eu e gilda, nós...
— Raul? — Gilda corta a fala dele e me pareceu bem assustada ao me ver.
— Gilda o que significa isso? — Pergunto indo em sua direção.
— Ah... É que...
Eu não gosto nada me ver ela gaguejando.
— Por que está gaguejando? Por acaso é tão difícil me responder?
— Não... — Ela rapidamente me pega pela mão e me leva até a cozinha. — Meu amor desculpa, eu não queria que você visse essa situação tão constrangedora.
— Gilda, me explica o que está acontecendo aqui, por que esse cara está em sua casa como se acabasse de acordar e ainda sem camisa? Me explica. — Exijo.
— Ele dormiu aqui. — Diz rapidamente.
— Ele o quê? Por acaso você e ele... ele...
— Não, não meu amor, eu só estou o ajudando em seu trabalho final da faculdade, acontece que ontem ficamos muito tarde fazendo o trabalho dele e ele estava muito sonolento, então seria prudente que saísse dirigindo, por isso o deixei dormir aqui. — Explica-se.
Embora seja bem convincente no que está me dizendo, eu não consigo deixar de sentir uma raiva com toda essa situação.
— Raul, meu amor, juro que foi só isso, Raimundo e eu somos amigos apenas e posso te jurar que não teve outras intenções dele comigo. — Diz ela e eu fiquei calado. — Raul, me perdoa, eu não queria que toda essa situação acontecesse.
— Tudo bem Gilda, eu confio em você, mas esse cara, ele não é confiável. — Digo querendo o expulsar dali.
— Sei que não confia nele, mas Raimundo está mudado e, te garanto que ele respeita o nosso relacionamento, ele sabe que o único homem que amo é você. — Me diz e eu tento suavizar.
— Ok, agora porque ele não vai embora? — Pergunto, e ele entra na cozinha ainda sem camisa. — Estamos em período frio no México e você se acha na necessidade de ficar sem camisa? — ironizo.
— Por que se incomoda tanto De La Peña? — Pergunta-me em deboche.
— Olha aqui...
— Raimundo acho melhor você ir agora. — Gilda intervém percebendo que eu o enfrentaria.
— Tudo bem Gilda, irei. Depois marcamos para finalizar... — Ele me olha e ver que respiro fundo. — ... O trabalho. — Completa e sai de nossa presença.
Gilda e eu ficamos em silêncio e escuto a porta bater, deduzindo que ele já tenha ido embora.
— Raul, me desculpa, acontece que...
— Tudo bem, só acho que deveria me avisar. — Digo mostrando minha irritação. Ela para de tomar seu café e se aproxima de mim.
— Você estava incomunicável, nem mensagens e nem ligações. que queria que eu fizesse? — Diz ela, e vejo que realmente tem razão.
— Isso é verdade me desculpe por isso, tive que desligar o celular porque estava em reuniões com clientes muito complicados, me desculpe por não avisar. — Explico.
— Ok, então não me julgue assim. — Disse e senti que estava triste.
— Desculpa. — Me aproximo dela a abraçando. — Eu confio cegamente em você, acontece que esse tal Rai...
— Raimundo apenas me pediu que o ajudasse em seu trabalho e isso é tudo Raul. — Diz, e embora isso não tenha sido tão comum para mim, eu prefiro acreditar na minha Gilda.
— Não me explique mais nada, não vamos mais falar disso ok? — Digo, dando-a um selinho.
— Ok. Raul, tem algo mais que quero te falar. — Me diz então eu a olho firmemente.
— Sobre o que?
— Mariza, ela voltou e está destinada a acabar com o nosso relacionamento.
— Mariza? Onde a viu?
— Ela nos encontrou a mim e Raquel no restaurante àquele dia em que você me deixou, não sei se nos seguiu ou coisa do gênero, só sei que fez parecer casual e me disse algumas coisas que eu tomei como ameaça. — Disse ela.
Passo a mão em minhas têmporas tentando assimliar.
— E porque não me disse nada?
— Porque no dia seguinte você viajou e desde então não tive a chance. — Responde.
— Gilda, meu amor, temos que ficar bem atentos, Mariza está como ferida por tê-la demitido daquela maneira, não se intimide com as ameaças dela, a farei engolir cada ameaça. — Falo já sentindo a raiva por Mariza querer atrapalhar tudo.
— Vai se encontrar com ela?
— Não, mas como apareceu tenho certeza que me buscará e estarei preparado quando vê-la.
— Raul, devemos ter cuidado, ela parecia está tão segura. — Dizia Gilda com medo.
— Não vai passar nada, te prometo, Mariza Savala não será pálio para acabar com o nosso amor.
E falei sério, Mariza pensa que poderá nos destruir pois está ela muito enganada, eu não deixarei que ela se meta entre eu e Gilda, nem Mariza e nem ninguém...
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