Um Bonito Amor

35 Fim de um acordo/ Alguém que quer nos separar.


Notas iniciais
Oi gente!!! Trazendo mais um cap dessa fanfic que quase ninguém gosta... Eu não estava tão insperada para escrever esse cap, e dava para ter saído melhor se eu esperasse a boa vontade da minha inspiração, mas a vontade de adiantar mais um cap foi maior, e aí está... Espero que dê para entender. Vamos ler!!!

Saí da casa de Raul, peguei um táxi e fui direto para a casa da senhora Muller, pois tudo que aconteceu na noite anterior foi o gatilho que me fez entender de que eu precisava parar agora de ajudá-la porque estaria sujeito de a cada momento Raul acabar descobrindo, e se isso chegasse a acontecer me doeria muito porque ele me veria como uma traidora. Então apressadamente sai do táxi e pedi para entrar naquela grande casa.

Não demorou muito e a senhora me chamou para dentro, como sempre muito amigável e delicada.

— Sente-se, minha querida. — Ela disse contente, porém me olhou com dúvida pelo o que estava vestida.

— Ah, isso é porque eu dormi na casa de Raul e vim direto para cá, ainda não fui em casa. — Explico minha situação, pois ainda estava no vestido da festa.

— Ah, certo. Bom. Então ao que devo a honra de você vir tão cedo à minha casa? — Diz tomando um gole de seu café que se encontrava na mesinha ao lado de sua poltrona.

Pigarreio, me remexo inquieta, pois não saberia ao certo como dizê-la que não a ajudaria mais, que estava com medo de que Raul chegasse a me descobrir. Vejo que ela esperava ansiosa para que eu dissesse algo.

— Bom, é que... — Me levanto rapidamente sem encará-la.

— Gilda, querida, seja o que for pode me dizer sem medo. — Diz sincera, e então volto a sentar e a encará-la.

— É que eu não posso mais ajudá-la em relação ao Raul, sabe? Ontem, vi o quanto ele ficou mal, e o quanto seu olhar estava cheio de ódio, acredito que, se me descobre não me perdoará nunca e sinto que se sigo a lhe ajudar ele irá descobrir, me desculpe eu...

— Gilda, não precisa se desculpar, eu sei que sente medo e está tudo bem você não querer mais me ajudar, eu sinto muito ter a colocado em toda essa situação, entendo que você sei que ama muito o meu filho e que não quer perdê-lo. Agradeço a você por ter me ajudado...

— Não, eu não ajudei. — Digo triste.

— Não, você ajudou sim, só em ter me dado informações sobre ele, de como estava o que fazia, em ter feito eu o dar um presente mesmo que indiretamente para ele em seu aniversário e saber que ele amou, já ajudou muito, se ainda não tive a oportunidade de agradecer, eu agradeço agora do fundo do meu coração, muito obrigada!

Ela foi bem sincera em suas palavras e realmente me deixou mais tranquila, mas ao mesmo tempo triste por não ter feito mais para ajudá-la.

— Então eu acho que a partir de agora não devemos nos ver. — Digo tímida.

— Entendo. — Então ela se aproxima de mim. — Faça-o muito feliz.

— E a senhora irá desistir de se aproximar dele? — Pergunto.

Ela retorna à sua poltrona e se aconchega na mesma.

— Não, deixei que essa poeira abaixe e depois verei o que farei. — Responde naturalmente.

— Ah, eu desejo boa sorte a você, e vou orar para que tudo dê certo. — Digo e me levanto para abraçá-la.

— Tenho certeza que sim.

— Bom, agora vou ter que ir. Se cuida. — Digo me erguendo.

— Se cuida também mocinha.

Nos despedimos e entrei em um táxi, ao pensar nisso ao longo do caminho até minha casa até que não foi difícil.

Ao chegar em casa, corri para um banho, me higienizei e vesti algo confortável já que não teria estágio ou coisas da faculdade para fazer. Fiz um pequeno lanche e me sentei no sofá, busquei o controle em algum lugar e liguei a tv para assistir alguma coisa, estava passando uma comédia romântica muito boa por sinal, então fiquei ali confortavelmente, somente eu e minha companhia e, finalmente eu podia respirar levemente, pois havia tirado um grande peso de minhas costas, não teria mais de fingir para Raul e isso me dava uma boa sensação.

O tempo passou rapidamente que nem vi, já era 15:00 da tarde, pois havia cochilado no sofá nem sequer o final do filme vi, frustrada por ter perdido a última parte do filme, me levantei e fui tomar um outro banho, ao sair, buscava alguma roupa quando o meu telefone toca, olho na tela e é Raul. Um sorriso bobo se forma nos meus lábios.

— Oi meu amor! — Digo contente.

— Oi meu anjo, te liguei para saber se está livre agora.

— Sim, não tenho nada que fazer agora, por que?

— Então, que ir comigo àquele bosque que fomos em meu aniversário?

— Sim! — Respondo feliz, aquele lugar era muito agradável.

— Ótimo, quero conversar, e não há melhor pessoa pra fazer isso que não seja você. — Diz, e eu fico feliz que ele goste de conversar comigo.

— Está bem, fico pronta em poucos minutos. — Digo já pegando algumas roupas no meu closet.

— Ok, daqui a pouco passo aí pra te pegar.

Desligamos. Peguei uma jardineira salmão de modelo sainha, e por baixo joguei uma blusa branca e da mesma cor coloquei os sapatos. Nos cabelos dei uma leve secada e deixei o mesmo solto já que o lugar era fresco. Finalizei com a única maquiagem que sabia fazer, uma bem leve quase imperceptível, eu gostava assim. E dentro de poucos minutos já estava pronta, e não demorou nada para que Raul chegasse. Corri para baixo e o cumprimentei, nos beijamos.

— Que linda! — Disse ao separar nossos lábios.

Ele vestia uma camisa de algodão preta com uma calça jeans simples, e sapatos levemente pretos, seus cabelos estavam molhados jogados para trás, o que me deixava babando por ele quando usava assim.

— Você também está muito lindo. — Confesso e o beijo outra vez.

Em seguida ele abre a porta do carro para que eu entre, e logo depois dando a volta para entrar no banco do motorista e assim deu partida no veículo. Percorremos naquela tarde linda até o bosque, o sol estava radiante e eu sorria com toda essa beleza.

— Por que está tão feliz, posso saber? — Raul chama a minha atenção ao perceber que eu estava sorrindo sabe-se lá de quê.

— Ah, só estou feliz. — Digo unicamente.

— Isso é bom. — Diz sem tirar os olhos da estrada.

— Sim.

Realmente estava feliz, principalmente por ter cancelado de vez com a mãe dele, era como se eu tivesse sido libertada de algo, essa era uma sensação muito boa, estava sendo a melhor do que tirar notas boas em provas.

Após a algum tempo havíamos chegado ao bosque, e eu pude respirar aquele ar de natureza deliciosamente bom, me levando às lembranças dos momentos bons no aniversário dele.

— Vem. — Ele me chama para sentar na grama verdinha, o faço. — Dessa vez não trouxe toalhas ou comidas, eu só quis conversar com você.

— Tudo bem, sobre o quê quer falar? — Pergunto procurando o seu olhar que estava fixado em algum ponto distante.

— Sobre ontem. — Diz sem me olhar e eu estremeço.

— E... o quê especificamente?

Ele então se vira para mim e me olha serenamente, mas estou em dúvida em decifrar seu olhar.

— Decidi deixar esse passado para trás, não quero mais ter que sofrer com isso.

— Então você vai perdoar sua mãe? — Pergunto impulsivamente. Ele volta a olhar ao longe e dessa vez de cara fechada.

— Não, eu jamais a perdoarei, aquela melhor não merece perdão. — Disse, e eu pude sentir sua irritação, me amaldiçoei por ter sido tão imprudente nesse assunto.

— Desculpa, é que...

— Não se desculpe. — Diz rapidamente se virando para mim. — Não irei perdoá-la, não estômago o suficiente para isso e mesmo assim ela não merece, acontece que eu quero esquecer desse passado, colocar um ponto final nisso e para isso eu vou começar a terapia.

Assim que ele disse terapia, eu fiquei confusa, mas logo entendi, ele estava tentando a lidar melhor com toda essa situação.

— Quero para de ter pesadelos toda vez que eu me lembrar, quero não sentir tanto ódio dentro de mim porque não quero machucar você, jamais. — Confessa.

— Me machucar? — Pergunto confusa.

— Sim, ontem fiquei muito irritado com o retorno daquela mulher e, sem querer eu fiquei chateado com você quando tentou defendê-la, e aí quando vi que ficou a noite toda encostada na minha porta esperando que eu melhorasse, deixou meu coração pequeno e aquilo me fez refletir e entender que eu devia melhorar por você, eu não quero ter que lutar com meus demônios e sair descontando em você, então resolvo fazer terapia para aprender a lidar com tudo isso, eu quero ser melhor pra você Gilda.

Eu via o quanto ele estava sendo sincero, e não pude deixar de sentir uma grande emoção quando ele disse que queria melhorar por mim, isso só me fez ver o quanto Raul merece tanto amor.

— Oh meu amor, você já é maravilhoso. — Digo acariciando seu rosto. — E ontem, não foi nada apenas esqueça, eu entendi que estava ´passando por um momento ruim, então não se preocupe, você é perfeito pra mim.

— Eu amo você Gilda, demais. Não sei o que seria de mim senão fosse você. — Confessa me dando um selinho bom.

— Também amo você, e não esqueça que sempre estarei ao seu lado.

— Obrigado, também conte comigo para o que for, você é meu grande tesouro na vida. — Confessa outra vez e eu alcanço os seus lábios.

Ficamos nos amando por alguns minutos naquela tarde no bosque, fora tudo tão lindo que não queria que acabasse. Mas, o dia já se findava e tínhamos que ir. Seguimos no veículo.

— E quando irá começar a terapia, já tem uma data? — Pergunto após alguns minutos de silêncio entre nós.

— Não, ainda estou procurando um bom profissional, mas não irá demorar. — Diz soltando uma mão do volante e passando nos meus cabelos.

— Estou feliz por você e muito orgulhosa. — Digo beijando a mão dele que pairava no meu rosto.

— Amo você. — Ele diz e eu lhe esboço um sorriso...

Já era noite quando Raul havia me deixado em um restaurante onde Raquel havia me convidado para jantar, ela havia mandado uma mensagem fazendo o convite e simplesmente aceitei, Raul não quis ir junto por se tratar de Raquel, então me despedi dele e fui de encontro a Raquel que se encontrava em uma mesa sozinha.

— E Raul? — Pergunta-me Raquel assim que me ver sentar na cadeira à sua frente.

— Ele não vem, você sabe ainda não gosta de você. — Respondo sem jeito.

— Hum, menos mal que não veio, porque também não gosto dele. — Diz irônica e eu sorrio.

— Bom, mas porque me convidou a vim jantar com você, você não é disso. — Digo dando algumas garfadas na comida que já estava posta na mesa.

— Que mal tem? Só queria jantar fora e não tinha nenhuma companhia agradável para sair hoje. — Diz despreocupada.

— Pois que bom, preciso mesmo conversar com alguém.

— Ótimo, a propósito, você ainda tem contato com mãe de Raul depois de ontem?

— Falei com ela hoje. — Fico um pouco triste ao lembrar que não iria mais ajudá-la. — Mas, foi para acabar com tudo, eu tive que parar com isso senão Raul iria descobrir e não há nada que me fazia mais medo do que saber que ele poderia descobrir a qualquer momento.

— Ainda bem que desfez essa promessa de ajudá-la, você fez a coisa certa. — Disse Raquel naturalmente.

— É, acho que sim, mas, não me senti feliz em fazer porque ela está doente e seu último desejo é conseguir o perdão do filho e...

— Pois que ela faça isso sozinha, oras, não é culpa de ninguém que ela esteja doente, a culpa é dela mesmo é seu castigo, ela que se resolva sozinha com ele e que não te meta nisso.

Raquel era bem sincera quando queria, falava o que tinha de falar e doesse a quem doesse, e não sei se admiraria esse seu jeito ou se ficava espantada por ser tão linha dura, mas não discutiria sobre isso, em partes Raquel tem razão, mas mesmo assim eu me sinto mal por ter saído fora.

— Ai Raquel, dar pra ver que você não gosta mesmo da senhora Muller. -Digo bebendo do suco.

— Não é que não goste, é que ainda não deu para confiar totalmente nela. — Revela.

— Bom, o caso é que já não vou mais ajudar ela e ela terá de encontrar uma maneira muito boa para se aproximar dele.

— Isso é mesmo, o que eu acho bem difícil.

— Difícil é, mas não é impossível, Raul me disse hoje que vai começar a fazer terapia e quem sabe com a ajuda de um profissional ele se liberte de todos os seus fantasmas e consiga a perdoar. — Digo esperançosa.

— Terapia? Parece bom, mas não acho que seja fácil, até que Raul tenha os efeitos das primeiras sessões é bem capaz dessa mulher já ter partido dessa para a melhor.

— Raquel! — Repreendo-a. — Não fale assim, ainda tenho fé que ela consiga.

— Eu já não tenho tanta fé assim, mas... Vale tentar. — Diz tomando um gole d’água.

Apenas dou um leve sorriso, pois não adiantava repreendê-la, pois esse era o gênio de Raquel e ninguém poderia mudá-lo.

Já fazia um tempo em que estávamos apenas conversando na mesa, pois já havíamos nos alimentado, esperávamos a conta quando alguém se aproximou de nós.

— Olá Gilda Barreto.

Alguém me cumprimentou e subo o meu olhar para ver quem seria e, levei um baita susto ao ver quem era. Não seria possível que essa mulher estava de volta.

— Mariza? — Pergunto sem muito acreditar, pois estava ela totalmente mudada.

— Oi Gilda, com tem passado? — Pergunta-me. — Posso me juntar a vocês?

— Não! — Responde Raquel rapidamente.

— Ah, muito gentil de sua parte Raquel, obrigada. — Disse Mariza ignorando total o não de Raquel.

— Mariza, o que faz aqui? — Pergunto.

— Oras, o mesmo que vocês, vim jantar, afinal esse é um restaurante. — Diz, e posso sentir o deboche em seu gesto.

— Não, você entendeu, porque veio até a nossa mesa? — Raquel se prontifica em dizer já se irritando.

— Ah Raquel, Raquel, você não muda nunca, sempre tão linha dura gosto disso. — Diz, e ficamos sem entender o que realmente ela pretendia. — Aliás, muito me espanta ver vocês duas assim, juntas. Por acaso, já se entenderam?

— Isso não é da sua conta! Vamos embora Gilda. — Diz Raquel já se levantando.

— Espera. — Impeço-a de se erguer. — Mariza, o que quer?

— Eu? Eu nada, só vim cumprimentar vocês, não posso? — Diz ironicamente.

— Não é só isso. — Falo balançando a cabeça em negativo. — O que está pretendendo com toda essa encenação.

— Ai Gilda, se vê que ainda é aquela garotinha inocente. — Ela diz e dar um leve sorriso sarcástico. — E como vai o seu namoro com Raul? — Pergunta ainda fingindo simpatia.

— Ah, pelo amor de Deus, me poupe dessa ceninha, quer saber vamos embora Raquel. — Digo me levantando, Raquel me acompanha.

— Espero que esteja aproveitando muito seu tempo com Raul. — Diz e nós paramos o passo a encarando. — Não é por nada, mas... — Ela se levanta e chega perto de mim agora com um olhar estranho. -.. O que aconteceria se chegasse a desprezá-la?

— Do que você está falando? — Digo não entendendo.

— Nada demais, é só algo que me ocorreu, mas seu fosse você ficava bem esperta.

— Está me ameaçando?

— Não, imagina, eu não ameaço a ninguém, é apenas uma advertência e se eu fosse você levaria em conta. — Disse, e saiu do restaurante.

— Eu não posso acreditar, ela claramente me ameaçou, será que planeja algo? — Pergunto para mim.

— Claro que sim, mas de onde? — Raquel pergunta.

— O quê? — Pergunto sem entender.

— De onde inferno ela saiu? — Refaz sua pergunta.

— Ah, vai saber, pensei que ela tinha saído do México, mas eis que ainda está aqui. — Digo sentindo uma preocupação.

— Hey, não fica assim, você só tem que ficar atenta para qualquer movimento, pois com certeza ela já tem uma carta na manga. — Diz Raquel.

— Como sabe?

— Ela não viria aqui e te ameaçaria só por ameaçar, ela já tem algo planejado e você tem de ficar esperta, por que o que ela quer é separá-los.

Uma ponta de nervosismo tomou conta de mim, só em imaginar que ela poderia nos separar já me dava um medo. A volta da Mariza me deixou com medo de perder Raul, mas não deixaria que isso acontecesse, Mariza não terá vez.

— Vamos Gilda. — Ouço Raquel me chamar.

— Sim.

E assim fomos, foi uma noite em que havia ficado bastante pensativa e quase não conseguia dormir, pois fiquei a noite toda tentando entender o que Mariza seria capaz de fazer para me separar de Raul, eu não suportaria perdê-lo. Demorou algumas horas, mas enfim conseguir pegar no sono....

Notas finais
...... Prometo melhorar no proximo cap....!